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24 de jul. de 2016

Lula: "Vamos responder com sabedoria ao ódio. E não vamos baixar a cabeça"


Durante a convenção do PT de São Paulo que oficializa a candidatura à reeleição do prefeito Fernando Haddad, neste domingo, 24, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso inflamado; "Vamos responder com sabedoria ao ódio. E não vamos abaixar a cabeça", disse Lula diante de um auditório lotado de militantes de vários partidos e líderes políticos; "Haddad, você não precisa falar mal de ninguém. Você tem obra, você tem sabedoria. É isso que você tem de mostrar", ressaltou; Lula elogiou a chapa Fernando Haddad e Gabriel Chalita (PDT) e disse que o o Brasil foi educado para que "a elite tivesse seu espaço isolado"; "Estamos aprendendo a compartilhar o espaço público", disse Lula; "A campanha é curta, mas vai ter debate. E é no debate que a gente vai ver claramente quem está mais preparado", acrescentou.  

10 de jun. de 2016

Ciro convida população a participar de ato Fora Temer hoje

Eri Castro
“Quem puder, deve ir. Não é o PT, não é fulana ou beltrano, É A DEMOCRACIA!”, disse Ciro Gomes (PDT) em suas redes sociais. Em São Luís serão realizados dois atos contra o governo interino de Michel Temer (PMDB) nesta sexta-feira (10), na UFMA, às 18h30min, com as presenças do governador Flávio Dino e liderança nacionais no Congresso Nacional da Unegro. E amanhã às 18h ato-show, na praça Nauro Machado. Avante!

20 de dez. de 2015

DataFolha: No Cenário mais provável Marina Silva já assume liderança na corrida presidencial com 24% e o déspota Michel Temer se arrasta como cobra com apenas 2%

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (19) pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra os seguintes percentuais de intenção de voto em quatro simulações da corrida presidencial:
Cenário 1
Aécio Neves (PSDB): 26%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Jair Bolsonaro (PP): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Paes (PMDB): 1%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 14%
Não sabe: 5%
Cenário 2
Marina Silva (Rede): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 21%
Geraldo Alckmin (PSDB): 14%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Paes (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 17%
Não sabe: 6%
Cenário 3
Aécio Neves (PSDB): 27%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Jair Bolsonaro (PP): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Michel Temer (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 14%
Não sabe: 5%
Cenário 4
Marina Silva (Rede): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 22%
Geraldo Alckmin (PSDB): 14%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Nenhum: 17%
Não sabe: 6%
Datafolha ouviu 2.810 pessoas em 172 municípios de todo o país nos dias 16 e 17 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. As somas podem passar ou ficar abaixo dos 100% por conta de arredondamentos.
Em novembro, o instituto havia pesquisado outros cenários para a disputa eleitoral.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre em quem eles não votariam de jeito nenhum.
Rejeição:
Luiz Inácio Lula da Silva: 48%
Aécio Neves (PSDB): 26%
Michel Temer (PMDB): 26%
Geraldo Alckmin (PSDB): 21%
Marina Silva (Rede): 17%
Ciro Gomes (PDT): 17%
Jair Bolsonaro (PP): 17%
Luciana Genro (PSOL): 14%
Eduardo Paes (PMDB): 13%
Eduardo Jorge (PV): 12%
Com o G1.
Enviado por Eri Santos Castro.
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7 de dez. de 2015

De Brizola ao Flávio Dino: 'Golpistas não passarão'

À frente da nova campanha da Legalidade, inspirada no movimento liderado por Leonel Brizola, em 1961, o governador do Maranhão, Flávio Dino, contou, em entrevista exclusiva ao 247, quais serão os próximos passos da resistência contra o golpe; "vamos agir tanto no campo político como no campo jurídico", disse Dino, que articula uma reunião com todos os governadores legalistas para esta terça-feira, em Brasília; além disso, ele pretende reunir pareceres de centenas de juristas contra o atentado à Constituição; "eu desafio os golpistas a apresentarem 10 professores de direito no Brasil que sustentem a tese do impeachment"; Dino também citou os protagonistas do golpe; sobre FHC, disse que "é incoerente"; em relação a Aécio, afirmou que "apressado como cru"; no caso de Michel Temer, disse que tem "expectativa" sobre sua posição, até porque o vice sabe o que está gravado na Constituição.
Maranhão 247 – Em 1961, quando os militares tentaram impedir a posse de João Goulart, após a renúncia de Jânio Quadros, veio do Sul a reação ao golpe. Como governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola utilizou com grande eficiência os programas de rádio para liderar a Campanha da Legalidade – um dos pontos altos da história democrática no Brasil.
Neste domingo, quando a democracia brasileira se vê mais uma vez ameaçada por um movimento golpista, em que primeiro se pretende derrubar uma presidente da República legitimamente eleita para depois se procurar seu crime de responsabilidade, veio do Nordeste, mais precisamente do Maranhão, a nova campanha da legalidade, encabeçada pelo governador Flávio Dino, do PC do B (saiba mais em Dino e Ciro denunciam golpe e montam resistência).
Em entrevista exclusiva ao 247, Dino falou sobre como nasceu o movimento, sobre os próximos passos e sobre como ele vê os protagonistas de hoje no movimento golpista. Confira abaixo:
247 – Como surgiu essa nova campanha da legalidade?
Flávio Dino – A inspiração foi, de fato, a campanha liderada pelo Leonel Brizola, em 1961. Se naquele ano, ele resistiu a partir do rádio, nós, hoje, vamos usar os meios de comunicação modernos, que são a internet e as redes sociais. Nós, como homens públicos, não podemos ficar impassíveis diante dessa monstruosidade que se está tentando. Lutamos muito para conquistar a democracia e não permitiremos que ela seja violentada por aventureiros e oportunistas. Aproveitamos o giro que o Ciro Gomes, agora no PDT, partido de Brizola, tem feito pelo Brasil para lançar esse movimento que, esperamos, reúna todos os verdadeiros democratas do País.
247 – Quais serão os próximos passos?
Dino – Nós vamos agir tanto no campo político como no campo jurídico. Já estamos articulando uma reunião com todos os governadores legalistas, na próxima terça-feira, em Brasília. Os nove governadores do Nordeste já assinaram uma declaração conjunta, mas outros já se manifestaram, como os do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esse movimento em defesa da democracia será nacional. Além disso, espero também poder dar uma contribuição no campo jurídico. Vamos reunir pareceres de professores de direito e juristas mostrando que o que se está tentando fazer no Brasil é golpe. A propósito, desafio os defensores do impeachment a reunir não mais do que dez pareceres de professores de direito justificando o impeachment.

Clique abaixo e leia entrevista completa:

3 de dez. de 2015

Ciro Gomes: um chefe de quadrilha não tem autoridade de nada, a chantagem não sobreviverá

“Não aceitaremos que um chefe de quadrilha processado na justiça por corrupção leve o País à ruptura democrática! Não aceitaremos o golpe”, declarou Ciro Gomes, hoje no PDT, e possível presidenciável em 2018, sobre o processo de impeachment aberto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).
Com Brasil 247.

2 de nov. de 2014

A CartaCapital da semana


A CartaCapital, desta semana, publica análises de Ciro Gomes, Delfim Netto, Jaques Wagner e Renato Janine Ribeiro sobre o novo governo. Capa: “Quatro anos pela frente”.

Delfim Netto diz que não será mais possível continuar o processo de inclusão social na velocidade anterior. Ciro Gomes afirma que Dilma precisa de melhores companhias no governo. Ele mira na equipe econômica. Para Renato Janine Ribeiro, o PSDB tornou-se o partido do grande capital. E, por não ter proposta, acabou atrelado aos votos – e aos blogueiros – do ódio. Jaques Wagner escreve que é o momento de redefinir as relações com os movimentos sociais e empresariais.
Mino Carta, em editorial, defende mais presença de Lula no governo Dilma.

Sobre a crise hídrica, CartaCapital vai direto ao ponto: “Alckmin pede água”. “Após omitir a gravidade da crise, o governador busca apoio federal”. O tema está (obscenamente) ausente das demais revistas.

A revista abre a coluna A Semana com as decisões sobre Henrique Pizzolato e Zé Dirceu. O texto assinala que o ex-ministro não se beneficiou de regalias na Papuda, “ao contrário do noticiado por parte da mídia”.
Com Análise de Mídia.

19 de ago. de 2011

UMA CANÇÃO DE AMOR PARA LADY DILMA


Durante todo período eleitoral postei no Twitter alertando para a tal maioria da base de apoio do que seria o governo Dilma.


Questionava se quem tem esse tipo maioria deve se sentir confortável ou preocupado.

A questão era, resumidamente, Dilma ia ficar massivamente apoiada ou ficar na condição de refém dessa base.

Ainda no período pré-eleitoral, Ciro Gomes diagnosticou, sem rodeios, o PMDB e seus líderes. Apesar do esforço para acalmar os ânimos na base aliada, Ciro não retirou suas palavras.

Dilma Presidente com um vice do PMDB formou o cenário perfeito para as ambições de todo o eixo fisiológico, mandonista e oligárquico que controla o Congresso Nacional. Todas essas facções viram nessa combinação a chance maximizarem a realização dos seus instintos primitivos, desejos e ganhos junto ao poder público. 

Por quê? Porque apostaram na estrema dependência dela aos partidos, já que não goza do carisma e popularidade do seu antecessor e principal mentor de sua candidatura: Lula. Mexer com Dilma não tem o mesmo perigo de reação popular. Além de apostarem na rejeição dela no seio de diversas classes médias.

Essa aposta tem início na própria formatação da candidatura Dilma quando foi anunciada como “Continuação do governo Lula, mas com avanços!”. A candidatura nascia sob a sombra da popularidade do presidente Lula.

A popularidade de Lula ficou tão alta que deixou a oposição vacilante, sem força de confronto, sem proposta concreta de novas políticas e estilo de governo diferenciado. Ficou difícil confrontar Lula, pois ele habilmente resumia tudo como se fosse uma ameaça ao patrimônio nacional e às políticas sociais voltadas para os pobres, a exemplo da Bolsa Família. Nada de diferente parecia confiável aos pobres.

O campo onde o Governo Dilma passou a existir foi composto pelos seguintes componentes: oposição vacilante, sem projeto consistente para apresentar ao povo, de um lado, e, do outro lado, uma ampla base governista fisiológica.

A fraqueza numérica/qualitativa da oposição e a dependência de um aglomerado de partidos (incluso aí o consórcio PMDB) tornam o governo Dilma vulnerável aos impulsos conspiratórios da corrupção e do autoritarismo. O ponto que favorece o Governo é a inflação ainda baixa e a economia em situação boa.

Hoje assistimos denúncias que não surgiram sob a força ampla e organizada de um movimento democrático por transparência e moralidade em torno da coisa pública. Não, não. Muito pelo contrário, cada vez mais essa forma de denúncia fica configurada como uma apropriação do mote da transparência pelos chefes da corrupção para efetivarem suas chantagens e ampliarem seus espaços na máquina estatal. Isto é, são forças operando em prol de interesses particulares e escusos, querendo acuar a Presidente, pondo-a na condição refém.

Cabe também observar que não há nenhum projeto ou proposta da oposição de reforma administrativa ampla e focada no combate sistemático à corrupção. É preciso cobrar da oposição a condição de responsabilidade que a democracia lhe confere.

Por outro lado, apesar das manifestações de repúdio da opinião pública contra os casos de corrupção, principalmente através das redes sociais, jornais e revistas, até o momento essa indignação não tomou as ruas. Ainda não assumiu a forma de movimento de massa. É preciso que essa pressão popular seja concretizada e a Presidente se coloque em sintonia com esse reclame dos cidadãos. Não deixar que a coloque como inimiga da moralidade. É preciso se antecipar. Ser sensível ao chamado do povo.  

Então, cabe perguntar, quem são os provocadores dessas denúncias e qual o objetivo (?).
Desde o caso Palocci os acontecimentos trazem indícios que as denúncias surgem de dentro do próprio governo, ou melhor, de dentro dessa ampla “base governista” e até mesmo de eminencias pardas do PT. Não queremos inocentar Palocci, mas destacar os interesses outros que estão por traz dessas denúncias e que, tudo parece, não são, em nada, comprometidos com a defesa da coisa pública.  

Quem está querendo se servir dela: 1- os corruptos, que querem ampliar seu mando com base na desestabilização do governo Dilma; 2- o autoritarismo golpista. O que está em ação é uma aliança corrupto-autoritária.

A desestabilização do governo Dilma, não é uma mera desestabilização do governo petista, isso é ver pequeno. Isso tem implicações maiores, que recai não só sobre a participação feminina na política, mas também sobre a continuidade da estabilidade democrática.

Basta a ver a saída arrogante do ex-Ministro da Defesa e as questões levantadas em torno do seu sucessor, Celso Amorim. A quem serve provocar uma tensão entre o governo e as Forças Armadas difundindo fofocas e intrigas? Ou dizendo de outra maneira, quem quer assumir o controle do Governo?

Não precisamos de golpe, necessitamos é de um amplo combate à corrupção, que atinja todas as esferas do Estado e da Administração Pública. O povo precisa ver mudanças na legislação que sejam capazes de acabar com a impunidade, que as penas sejam mais duras e os processos mais céleres nesse tipo de crime. 

A oposição de base democrática e republicana é pequena e para piorar a outra parte é equivocada sobre o próprio Liberalismo. Essa inconsistência na oposição torna a situação favorável aos corruptos inimigos da República e da Democracia. Grande parte da oposição, por falta de projetos, acaba sendo usada em prol desses interesses obscuros. Cabe a oposição, responsavelmente, não só exigir a apuração das irregularidades, mas ir mais longe: ser propositiva e apresentar uma proposta concreta de combate à corrupção.

Cabe à Presidente Dilma entender que oposição, em regimes democráticos, não é uma concessão, mas um direito e estabelecer um diálogo direto com a mesma. Fazendo com que a oposição assuma seu papel de defensora da institucionalidade democrática.

É preciso um choque de Política no Governo Dilma. O diálogo e o compromisso com diversos setores em defesa da coisa pública e democracia não são rendição, nem humilhação é defender o Brasil dos seus inimigos. A Presidente não pode se preocupar apenas com apoios específicos, mas também com o apoio difuso. Ela tem chamar para si a responsabilidade do compromisso público de combate à corrupção.

Já fica claro que submeter o Governo inteiramente a uma lógica de manutenção do poder estritamente na ótica do partido pode inviabilizar o Governo e, consequentemente, o próprio desejo do partido.

A corrupção tem várias raízes, vários troncos, galhos e folhas (em uma botânica política), mas as que mais diretamente recaem sobre o Governo e à Administração Pública são as que estão vinculadas ao sistema eleitoral/partidário hoje existente. Todo o sistema político/eleitoral é fomentador dessa corrupção, que desde o período pré-eleitoral compromete os recursos públicos com a “lógica das campanhas”.

Vícios que se perpetuam através das coligações, dos doadores de campanha, da falta de um teto para os gastos de campanha, a falta de metas no funcionamento dos partidos, calendário eleitoral. Reforma política ampla e profunda é condição de sobrevivência e moralidade para todos os futuros governos ou a corrupção vai se institucionalizar no país.

A corrupção não é uma exclusividade desse Governo, pois em outros Governos esses mesmos partidos e essas mesmas lideranças estavam também presentes. Desde a redemocratização as denúncias de corrupção ocupam a cena política. Cabe a esse Governo responder aos problemas, contribuir com moralidade e o fortalecimento da democracia no país.  Pois os inimigos da democracia tendem a associar a corrupção à vida democrática, visando por em prática seus anseios autoritários.

Os mesmos que estão fomentando dissimuladamente essa situação aparecerão depois como os mais fiéis aliados, mas como uma fatura muito mais alta para ser compensada. Esse roteiro já é conhecido.

A Presidenta necessita estabelecer diálogo direto com a oposição, emagrecer (enxugar) essa “ampla base de sustentação partidária”, pois o custo da manutenção dessa maioria está ficando muito mais alto que o custo de uma oposição mais densa. Além disso, a Presidente deve assumir diante do povo o compromisso de combater a corrupção. 

Gestos concretos precisam ser feitos no sentido de melhor aparelhar a Polícia Federal e retirar empecilhos para que ela atue e cumpra seu papel legal eficazmente em todos os estados da Federação a começar pelos os estados das lideranças da base aliada.

A tese de que o nosso presidencialismo força o chefe do Executivo a formar uma mega-aliança para o país ter governabilidade é uma ideologia autoritária que, antes de tudo, concebe o espaço político sem o contraditório e a pluralidade.

A ingovernabilidade ganha forma concreta quando o governo é ruim, é impopular e incapaz de formar consensos. Não é por existir oposição. Em democracia oposição é parte oficializada e regulada do sistema, acaba sendo útil ao Governo.

Está na hora do Governo Dilma começar a ser um Governo com algo mais que ser a continuação do Governo passado. Esse parece ser o caminho para construção de uma verdadeira base ampla de sustentação. 

Por Francisco Araujo, veja aqui. 
Editado por Eri Santos Castro.
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1 de jun. de 2011

Com atraso, Ciro Gomes percebeu o que todo mundo já tinha percebido

O ex-deputado federal Ciro Gomes (PSB), sem mandato mas de volta à política, disse segunda-feira ver “com tristeza” as denúncias de enriquecimento envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), e afirmou que aguarda explicações. “Sou formado em Direito e eu o presumo inocente. Dito isto, é muito constrangedor o que está acontecendo”, afirmou. “Estou assim como toda a Nação, aguardando explicações. Não é razoável que não haja explicação”, completou. Ciro declarou também que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “cometeu um erro” ao ir a Brasília conversar com a presidente Dilma Rousseff. “Se quer ajudar, passa um telefonema”, afirmou Ciro. E acrescentou: “O Brasil não pode ficar refém de uma só pessoa, ficar na dependência do Lula, do Ciro, da Dilma”, comentou. A atitude do ex-presidente, na avaliação de Ciro, tirou capital político da presidente. Assim, com atraso de duas semanas, Ciro Gomes percebeu o que todo mundo já tinha percebido.
 
Com Tribuna da Imprensa.
Enviado por Patrícia Aguiar.
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21 de dez. de 2010

Por que Ciro Gomes não será ministro?

Ciro Gomes não será ministro do governo Dilma porque “achou pouco” ser ministro de Portos e por não querer repetir uma passagem pela Integração.
Os dois ministérios fazem parte da cota do PSB no próximo governo.
Ciro, segundo um interlocutor, queria mesmo um ministério do porte da Saúde, que ficará com Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais.
A decisão de Ciro de não fazer parte do próximo governo foi fechada em reunião realizada na madrugada de ontem (20), em Recife. Nela estiveram os principais integrantes da cúpula do partido.
Na tarde de ontem (20), Dilma recebeu a notícia em Brasília após encontro em que estiveram presentes: o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos; o governador do Ceará, Cid Gomes; o futuro governador do Espírito Santo, Renato Casagrande; e o vice-presidente do partido, Roberto Amaral.
A reação de Dilma foi de “naturalidade”, contou ao blog fonte que não quis se identificar.
Apesar de Ciro estar fora do baralho, ainda há indefinição dentro do PSB. A pasta de Integração deve ficar com Fernando Bezerra Coelho, indicado por Eduardo Campos.
Em contrapartida, o nome que será indicado para Portos ainda é motivo de disputa interna. De um lado, alguns defendem que o nome seja indicado por Cid Gomes, do outro, que ele seja pela bancada do Congresso.

Saiu no Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.

10 de out. de 2010

Dilma pode ter ultrapassado o sinal amarelo

Lula desabafa e diz que disputa no 2º turno ficou mais difícil

Gerson Camarotti e Maria Lima, O Globo
A realização do segundo turno levou a campanha de Dilma Rousseff (PT) para o divã.
Na primeira semana da disputa polarizada com o tucano José Serra, a cúpula petista demonstrou insatisfação com o rumo da campanha - desde a dificuldade de Dilma em encontrar um discurso para reassumir o protagonismo da agenda à incorporação, às vezes atabalhoada, de aliados no comando da campanha.
Até mesmo o presidente Lula demonstrou forte apreensão com o rumo da campanha de Dilma no segundo turno.
Nas conversas que teve esta semana, Lula desabafou para um interlocutor que a disputa ficou mais difícil e que o desafio agora é reverter o quadro político de adversidade da campanha.
Na sexta-feira, o clima era de preocupação com o fato de que pesquisas internas indicavam uma redução na diferença entre Dilma e Serra.
Como parte da estratégia de campanha na primeira semana pós-primeiro turno, o presidente Lula foi poupado e evitou aparecer em eventos ao lado da sua candidata, Dilma Rousseff.
O objetivo foi preservar o capital político de Lula do ambiente de derrota da campanha petista, por causa do anticlímax do segundo turno. Já esta semana, Lula pode voltar a aparecer ao lado de Dilma, para influir como cabo eleitoral decisivo.
Na campanha, há o entendimento de que Dilma se cobrou muito por não ter vencido a disputa no primeiro turno, e isso mexeu com seu estado de espírito.
Coordenadores da campanha tentaram, ao longo da semana, dar uma nova motivação à candidata e demovê-la da ideia de que foi a responsável por isso. Mesmo assim, a cúpula petista ainda não conseguiu encontrar uma nova linha de atuação.
Existe um forte desconforto do núcleo duro petista com a presença de novos coordenadores, como o deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) e o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ). Tanto que, na semana passada, houve reuniões reservadas sem que os dois tivessem sido chamados.

Enviado por Eri Santos Castro.

7 de out. de 2010

Do estopim do mensalão, Roberto Jefferson (PTB)

 Em pocas palavras, algo para temer.

— O Serra, o tempo todo, recebeu constrangido o meu apoio. Não estou aqui para ser rejeitado. Tomei aversão física, horror físico ao Serra. Não tem jeito. Acho até que ele ganha, reverteu a expectativa em relação a Dilma. E o retrato dele é bom, a foto dele ao lado do Aécio, do Itamar, do Beto Richa é fortíssima. A da Dilma ao lado do Lula, Sarney, Temer, Collor e Ciro é um retrato mofado.

Do G1.
Enviado por Eri Santos Castro.

30 de ago. de 2010

Aércio: o Brasil deve fugir da bipolaridade PT x PSDB


Recusando-se a comentar a provável derrota do candidato tucano à presidência, José Serra, o ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB) começa a estruturar uma linha de ação para 2011 "que independa do resultado da eleição presidencial". O projeto de Aécio envolve aproximar seu partido do PSB dos irmãos Cid e Ciro Gomes, governador e deputado federal pelo Ceará respectivamente, e do PDT, já que a polarização entre petistas e tucanos deve permanecer. "Ainda vamos ter esta polarização por mais algum tempo. O que é necessário é criar no Congresso uma agenda de Estado que permita convergências e assim não cair no que chamei algumas vezes de 'armadilhas plebiscitárias."

Com 70% de intenções de voto para o Senado, Aécio inclui na agenda as reformas política e previdenciária e o que chamou de "refundação da federação": um pacto entre o Congresso e governadores que reduza a dependência econômica dos Estados em relação à União e assim permita maior autonomia política frente ao Palácio do Planalto. "Não podemos ter um Congresso tutelado." 


Com Valor Econômico.
Enviado por Eri Santos Castro.

16 de ago. de 2010

Os dossiês e a política : até o PT estava envolvido na operação Lunus

 Os subterrâneos da política

A Veja publica, nesta semana, matéria onde a paternidade do Dossiê do Caso Lunus, que retirou Roseana Sarney da corrida presidencial de 2002, foi obra do PT, com o conhecimento de Lula. Sob sua responsabilidade. Ao lado, clique uma, duas vezes e amplie a matéria do Estadão para ler. Abaixo, veja a entrevista dada por Wagner Cinchetto, sindicalista ligado ao PT e à campanha de Lula.

Qual era o objetivo do grupo?
A idéia era atacar primeiro. Eu lembro do momento em que o Ciro Gomes começou a avançar nas pesquisas. Despontava como um dos favoritos. Decidimos, então, fazer um trabalho em cima dele, centrado em seu ponto mais fraco, que era o candidato a vice da sua chapa, o Paulinho da Força. Eu trabalhava para a CUT e já tinha feito um imenso dossiê sobre o deputado. Já tinha levantado documentos que mostravam desvios de dinheiro público, convênios ilegais assinados entre a Força Sindical e o governo e indícios de que ele tinha um patrimônio incompatível com sua renda. O dossiê era trabalho de profissional.

Os dossiês que vocês produziam serviam para quê?
Fotografamos até uma fazenda que o Paulinho comprou no interior de São Paulo, os documentos de cartório, a história verdadeira da transação. Foi preparada uma armadilha para “vender” o dossiê ao Paulinho e registrar o momento da compra, mas ele não caiu. Simultaneamente, ligávamos para o Ciro para ameaçá-lo, tentar desestabilizá-lo emocionalmente. O pessoal dizia que ele perderia o controle. Por fim, fizemos as denúncias chegarem à imprensa. A candidatura Ciro foi sendo minada aos poucos. O mais curioso é que ele achava que isso era coisa dos tucanos, do pessoal do Serra.

Isso também fazia parte do plano?
Como os documentos que a gente tinha vinham de processos internos do governo, a relação era mais ou menos óbvia. Também se dizia que o Ciro tirava votos do Serra. Portanto, a conclusão era lógica: o material vinha do governo, os tucanos seriam os mais interessados em detonar o Ciro, logo… No caso da invasão da Lunus, que fulminou a candidatura da Roseana, aconteceu a mesma coisa.

Vocês se envolveram no caso Lunus?
A Roseana saiu do páreo depois de urna operação sobre a qual até hoje existe muito mistério. Mas de uma coisa eu posso te dar certeza: o nosso grupo sabia da operação, sabia dos prováveis resultados, torcia por eles e interveio diretamente para que aparecessem no caso apenas as impressões digitais dos tucanos. Havia alguém do nosso grupo dentro da operação. Não sei quem era a pessoa, mas posso assegurar: soubemos que a candidatura da Roseana seria destruída com uns três dias de antecedência. Houve muita festa quando isso aconteceu.

Nunca se falou antes da participação do PT nesse caso…
O grupo sabia que o golpe final iria acontecer, e houve uma grande comemoração quando aconteceu. Aquela situação da Roseana caiu como uma luva. Ao mesmo tempo em que o PT se livrava de uma adversária de peso, agia para rachar a base aliada dos adversários… Até hoje todo mundo acha que os tucanos planejaram tudo. Mas o PT estava nessa.

Quem traçava essas estratégias?
O grupo era formado por pessoas que têm uma longa militância política. Todas com experiência nesse submundo sindical, principalmente dos bancários e metalúrgicos. Não havia um chefe propriamente dito. Quem dava a palavra final às vezes eram o Berzoini e o Luiz Marinho (atual prefeito de São Bernardo do Campo). Basicamente, nos reuníamos e discutíamos estratégias com a premissa de que era preciso sempre atacar antes.

O então candidato Lula sabia alguma coisa sobre a atividade de vocês?
Lula sabia de tudo e deu autorização para o trabalho. Talvez desconhecesse os detalhes, mas sabia do funcionamento do grupo. O Bargas funcionava como elo entre nós e o candidato. Eu ajudei a minar a campanha do Lula em 1989, com aquela história da Lurian. Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula. O grupo se preparou para evitar que ações como aquelas pudessem se repetir – e fomos bem-sucedidos.

De onde vinham os recursos para financiar os dossiês?
Posso te responder, sem sombra de dúvida, que vinham do movimento sindical, principalmente da CUT. Se precisava de carro, tinha carro. Se precisava de viagem, tinha viagem. Se precisava deslocar… Não faltavam recursos para as operações. Quando eu precisava de dinheiro, entrava em contato com o Carlos Alberto Grana (ex-tesoureiro da CUT), o Bargas ou o Marinho.

Quem mais foi alvo do seu grupo?
O plano era gerar uma polarização entre o Serra e o Lula. Por isso se trabalhou intensamente para inviabilizar a candidatura do Garotinho, que também podia atrapalhar. Não sei se o documento do SNI que ligava o vice de Garotinho à ditadura saiu do nosso grupo, mas posso afirmar que a estratégia de potencializar a notícia foi executada. O Garotinho deixou de ser um estorvo. E teve o dossiê contra o próprio Serra. Um funcionário do Banco do Brasil nos entregou documentos de um empréstimo supostamente irregular que beneficiaria uma pessoa ligada ao tucano. Tudo isso foi divulgado com muito estardalhaço, sem que ninguém desconfiasse que o PT estava por trás.

Da revista Veja, com o Blogue do Linhares (JP).
Enviado por Eri Santos Castro.