SÃO PAULO - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), foram hostilizados na avenida Paulista, onde passaram pouco tempo e desistiram de subir em um carro de som. Manifestantes gritaram "bundões" e "oportunistas". Ao cumprimentar um cidadão, Aécio ouviu: "Você sabe que você também é ladrão".(Portal FSP).
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14 de mar. de 2016
4 de fev. de 2016
Liderança de alta plumagem do PSDB enterra pauta do impeachment.
Uma das principais lideranças do PSDB, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, pulou definitivamente fora da canoa do impeachment – a pauta única do senador Aécio Neves (PSDB-MG); "Alguém quer criticar o governo, critique o governo, alguém quer elogiar o governo, elogie o governo, mas precisamos sair dessa pauta do impeachment, que paralisa o País, o Congresso e qualquer força criadora que nós possamos ter", disse; Virgílio participou do anúncio do novo ciclo do Plano de Ações Articuladas (PAR) para as escolas da região com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que também mandou recados importantes: "a oposição não pode querer o 'quanto pior, melhor', nem ficar com essa atitude revanchista em relação ao passado, em relação à eleição. Acabou a eleição, o Brasil continua."
Com Brasil 247.
20 de dez. de 2015
DataFolha: No Cenário mais provável Marina Silva já assume liderança na corrida presidencial com 24% e o déspota Michel Temer se arrasta como cobra com apenas 2%
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (19) pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra os seguintes percentuais de intenção de voto em quatro simulações da corrida presidencial:
Cenário 1
Aécio Neves (PSDB): 26%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Jair Bolsonaro (PP): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Paes (PMDB): 1%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 14%
Não sabe: 5%
Aécio Neves (PSDB): 26%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Jair Bolsonaro (PP): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Paes (PMDB): 1%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 14%
Não sabe: 5%
Cenário 2
Marina Silva (Rede): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 21%
Geraldo Alckmin (PSDB): 14%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Paes (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 17%
Não sabe: 6%
Marina Silva (Rede): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 21%
Geraldo Alckmin (PSDB): 14%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Paes (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 17%
Não sabe: 6%
Cenário 3
Aécio Neves (PSDB): 27%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Jair Bolsonaro (PP): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Michel Temer (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 14%
Não sabe: 5%
Aécio Neves (PSDB): 27%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Jair Bolsonaro (PP): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Michel Temer (PMDB): 2%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Nenhum: 14%
Não sabe: 5%
Cenário 4
Marina Silva (Rede): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 22%
Geraldo Alckmin (PSDB): 14%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Nenhum: 17%
Não sabe: 6%
Marina Silva (Rede): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 22%
Geraldo Alckmin (PSDB): 14%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Nenhum: 17%
Não sabe: 6%
O Datafolha ouviu 2.810 pessoas em 172 municípios de todo o país nos dias 16 e 17 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. As somas podem passar ou ficar abaixo dos 100% por conta de arredondamentos.
Em novembro, o instituto havia pesquisado outros cenários para a disputa eleitoral.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre em quem eles não votariam de jeito nenhum.
Rejeição:
Luiz Inácio Lula da Silva: 48%
Aécio Neves (PSDB): 26%
Michel Temer (PMDB): 26%
Geraldo Alckmin (PSDB): 21%
Marina Silva (Rede): 17%
Ciro Gomes (PDT): 17%
Jair Bolsonaro (PP): 17%
Luciana Genro (PSOL): 14%
Eduardo Paes (PMDB): 13%
Eduardo Jorge (PV): 12%
Luiz Inácio Lula da Silva: 48%
Aécio Neves (PSDB): 26%
Michel Temer (PMDB): 26%
Geraldo Alckmin (PSDB): 21%
Marina Silva (Rede): 17%
Ciro Gomes (PDT): 17%
Jair Bolsonaro (PP): 17%
Luciana Genro (PSOL): 14%
Eduardo Paes (PMDB): 13%
Eduardo Jorge (PV): 12%
Com o G1.
Enviado por Eri Santos Castro.
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7 de dez. de 2015
De Brizola ao Flávio Dino: 'Golpistas não passarão'
À frente da nova campanha da Legalidade, inspirada no movimento liderado por Leonel Brizola, em 1961, o governador do Maranhão, Flávio Dino, contou, em entrevista exclusiva ao 247, quais serão os próximos passos da resistência contra o golpe; "vamos agir tanto no campo político como no campo jurídico", disse Dino, que articula uma reunião com todos os governadores legalistas para esta terça-feira, em Brasília; além disso, ele pretende reunir pareceres de centenas de juristas contra o atentado à Constituição; "eu desafio os golpistas a apresentarem 10 professores de direito no Brasil que sustentem a tese do impeachment"; Dino também citou os protagonistas do golpe; sobre FHC, disse que "é incoerente"; em relação a Aécio, afirmou que "apressado como cru"; no caso de Michel Temer, disse que tem "expectativa" sobre sua posição, até porque o vice sabe o que está gravado na Constituição.
Maranhão 247 – Em 1961, quando os militares tentaram impedir a posse de João Goulart, após a renúncia de Jânio Quadros, veio do Sul a reação ao golpe. Como governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola utilizou com grande eficiência os programas de rádio para liderar a Campanha da Legalidade – um dos pontos altos da história democrática no Brasil.
Neste domingo, quando a democracia brasileira se vê mais uma vez ameaçada por um movimento golpista, em que primeiro se pretende derrubar uma presidente da República legitimamente eleita para depois se procurar seu crime de responsabilidade, veio do Nordeste, mais precisamente do Maranhão, a nova campanha da legalidade, encabeçada pelo governador Flávio Dino, do PC do B (saiba mais em Dino e Ciro denunciam golpe e montam resistência).
Em entrevista exclusiva ao 247, Dino falou sobre como nasceu o movimento, sobre os próximos passos e sobre como ele vê os protagonistas de hoje no movimento golpista. Confira abaixo:
247 – Como surgiu essa nova campanha da legalidade?
Flávio Dino – A inspiração foi, de fato, a campanha liderada pelo Leonel Brizola, em 1961. Se naquele ano, ele resistiu a partir do rádio, nós, hoje, vamos usar os meios de comunicação modernos, que são a internet e as redes sociais. Nós, como homens públicos, não podemos ficar impassíveis diante dessa monstruosidade que se está tentando. Lutamos muito para conquistar a democracia e não permitiremos que ela seja violentada por aventureiros e oportunistas. Aproveitamos o giro que o Ciro Gomes, agora no PDT, partido de Brizola, tem feito pelo Brasil para lançar esse movimento que, esperamos, reúna todos os verdadeiros democratas do País.
247 – Quais serão os próximos passos?
Dino – Nós vamos agir tanto no campo político como no campo jurídico. Já estamos articulando uma reunião com todos os governadores legalistas, na próxima terça-feira, em Brasília. Os nove governadores do Nordeste já assinaram uma declaração conjunta, mas outros já se manifestaram, como os do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Esse movimento em defesa da democracia será nacional. Além disso, espero também poder dar uma contribuição no campo jurídico. Vamos reunir pareceres de professores de direito e juristas mostrando que o que se está tentando fazer no Brasil é golpe. A propósito, desafio os defensores do impeachment a reunir não mais do que dez pareceres de professores de direito justificando o impeachment.
Clique abaixo e leia entrevista completa:
29 de nov. de 2015
Lula: o melhor presidente, mas com rejeição maior. Marina ascende e assume liderança pela primeira vez
Lula: o melhor presidente, mas com rejeição maior
Pesquisa Datafolha deste fim de semana aponta que o ex-presidente Lula é considerado o melhor da história por 39% dos brasileiros; ele lidera a pesquisa com folga, mas seu número já foi bem melhor (71%); erosão da imagem de Lula também contribui para cenários eleitorais que favoreceriam a oposição; se as eleições de 2018 fossem hoje, Aécio teria 31%, contra 22% de Lula e 21% de Marina Silva; com Alckmin no lugar de Aécio, Marina apareceria na frente, com 28%; nas simulações de segundo turno, Aécio derrotaria tanto Lula como Marina; ela, por sua vez, venceria Lula e Alckmin, que também derrotaria o ex-presidente.
Com Brasil 247.
12 de mai. de 2015
Bomba, bomba, bomba: Vazam documentos em que PSDB promete entregar Petrobrás aos norte americanos. Somente o Pré-sal é estimado em U$ 90 trilhões
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| Cartaz de 1955: a luta contra a privatização da Petrobras vem de longe. O Petróleo é nosso. O PSDB que repassar o pré-sal às empresas americanas. A riqueza do Pré-sal é estimada em U$ 90 trilhões. |
As
petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo
no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então
pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB) Aécio (PSDB), a
promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.
Telegramas enviados da embaixada americana para o Depto. dos Estado dos EUA, vazado pelo Wikileaks, denunciam que José Serra (PSDB-SP) prometeu entregar o pré-sal às petroleiras do exterior.
Segundo a organização internacional, responsável
por divulgar telegramas confidenciais de governos e instituições
multinacionais, o candidato a presidência do Brasil na época pelo PSDB, José
Serra, afirmou por meio de telegrama enviado à Patrícia Padral, diretora da
americana Chevron no Brasil dizendo: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que
eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos
mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”,
afirmava o tucano.
“Eles são os profissionais e nós somos os
amadores”, respondeu a diretora, sobre o assessor da presidência Marco Aurelio
Garcia e o secretário de comunicação Franklin Martins, grandes articuladores da
legislação. Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras
se fosse eleito presidente. A diretoria ainda ousou acusar o governo brasileiro de fazer uso “político” do modelo de partilha de exploração do Pré-sal e afirmou “As regras sempre podem mudar depois”, sobre o modelo adotado pelo Governo.
se fosse eleito presidente. A diretoria ainda ousou acusar o governo brasileiro de fazer uso “político” do modelo de partilha de exploração do Pré-sal e afirmou “As regras sempre podem mudar depois”, sobre o modelo adotado pelo Governo.
“A indústria de petróleo vai conseguir combater
a lei do pré-sal?”
Este é o título de um extenso telegrama enviado
pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro de
2012. Como ele, outros cinco telegramas publicados no WikiLeaks mostram como a
missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a
elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos
interesses das petroleiras.
Os documentos revelam a insatisfação das
pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com
o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram
fortemente no Senado para mudar a lei.
É que, para o pré-sal, o governo brasileiro
mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros
locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo por um
deteminado tempo. No pré-sal, elas terão que seguir um modelo de
partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será
a operadora exclusiva.
Para a diretora de relações internacionais da
Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobrás terá todo controle sobre a compra de
equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar
os fornecedores americanos. Outra decisão bastante criticada foi a criação da
estatal PetroSal para administrar as novas reservas.
Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para África, Ásia, e Eurásia, chega a dizer ao representante econômico do consulado americano que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobrás. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”,afirmou.
Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro. Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (WWW.WIKILEAKS.CH).
Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para África, Ásia, e Eurásia, chega a dizer ao representante econômico do consulado americano que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobrás. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”,afirmou.
Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro. Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (WWW.WIKILEAKS.CH).
A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha
e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do
WikiLeaks.
“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles
quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a
todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a
Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo
da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.
Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.
Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.
“O modelo atual impõe muita responsabilidade e
risco à Petrobras”, disse Biasoto, responsável pela área de energia do
programa. “Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter
exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada.”
Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e
foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas
com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não
participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. “Mas é possível que ele tenha
participado de outras reuniões com o setor”, disse.
SENSO DE URGÊNCIA
O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.
SENSO DE URGÊNCIA
O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.
O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas
não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam
nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e
voltam”.
A executiva da Chevron relatou a conversa ao
representante de economia do consulado dos EUA no Rio.
A mudança que desagradou às petroleiras foi
aprovada pelo governo na Câmara no começo deste mês.
Desde 1997, quando acabou o monopólio da
Petrobras, a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um modelo de
concessão.
Nesse caso, a empresa vencedora da licitação
ficava dona do petróleo a ser explorado -pagando royalties ao governo por isso.
Com a descoberta dos campos gigantes na camada
do pré-sal, o governo mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de
partilha.
Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente
partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas
vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de
participação nos consórcios com as outras empresas.
A Folha teve acesso a seis telegramas do
consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos
pelo WikiLeaks.
Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de
2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O
crescente papel da Petrobras como “operadora-chefe” também é relatado com
preocupação.
O consulado também avaliava, em 15 de abril de
2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra
da Casa Civil.
O consulado cita que o Brasil se tornará um
“player” importante no mercado de energia internacional.
Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a
executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a
nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.
Texto de 30 de junho de 2008 diz que a
reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A
frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.
Do Portal Metropole, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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28 de mar. de 2015
Aécio, Álvaro Dias e todos os senadores do PSDB não assinam CPI do HSBC
Por que será que os paladinos da moral
do congresso
contra corrupção da oposição, Aécio Neves,
Antônio
Anastasia, Aloysio Nunes, Álvaro Dias e todos os
senadores do PSDB não assinaram CPI do caso
HSBC?
Nenhum senador do PSDB assinou a CPI para investigar o escândalo do banco britânico HSBC, mas o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) anunciou no Plenário, nesta quinta-feira (26), ter protocolado o pedido de criação da comissão parlamentar de inquérito do HSBC. Combatentes contra a corrupção os senadores do PSDB, Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira e Álvaro Dias não assinaram o pedido de CPI.
Ele informou ter conseguido 33 assinaturas, 6 a mais que o mínimo necessário para a criação de uma CPI. Pelo requerimento, a comissão terá 11 membros titulares e 6 suplentes. De acordo com Randolfe, o requerimento para a CPI tem interesse suprapartidário e não se dirige a “fomentar disputas desta natureza”. A intenção, disse o senador, é “desmantelar pela raiz” um grande esquema criminoso.
— Esse escândalo é de dimensão mundial. De acordo com o Financial Times, trata-se do maior caso de evasão fiscal do mundo. É necessário que o Parlamento brasileiro também se manifeste e instaure um procedimento de investigação — afirmou Randolfe.
O líder do PSB, senador João Capiberibe (AP), disse entender como prudente o fato de os senadores assinarem o pedido. Para ele, os escândalos da Petrobras já estão sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, motivo pelo qual o partido resolveu esperar a conclusão das investigações.
— A do HSBC não tem processo judicial em curso, não tem investigação em curso, não tem nada. Eu acho que talvez seja o caso de o Senado pensar numa CPI — ponderou Capiberibe.
O senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso, informou ter assinado o requerimento. Segundo o senador, o Brasil está em um momento de combater a sonegação e de aumentar a formalização nos vários setores da economia, motivo pelo qual a CPI é importante. Para ele, a legislação do sistema financeiro já é muito avançada, mas pode passar por aperfeiçoamentos.
— É exatamente por isso que eu assinei essa CPI. Além de identificar aqueles que cometeram erros, o que eu quero, principalmente, é construir uma legislação para superar essas falhas — afirmou o senador.
Sobre a habitual polarização entre governo e período eleitoral nas CPIs, Pimentel disse esperar que a investigação não se limite a isso. O período, diz o senador, favorece o trabalho da CPI, já que é início de legislatura e as próximas eleições só serão realizadas no ano que vem.
R$ 7 bilhões
Conforme noticiado pela imprensa internacional, o banco HSBC na Suíça atuou de forma fraudulenta para acobertar recursos de clientes, blindando-os das obrigações fiscais e da comprovação da origem dos recursos — práticas que poderiam indicar atividades criminosas.
O escândalo, conhecido como Swissleaks, tem como
fonte original um especialista em informática do HSBC, o franco-italiano Hervé
Falciani. Segundo ele, entre os correntistas, estão 8.667 brasileiros,
responsáveis por 6.606 contas que movimentam, entre 2006 e 2007, cerca de US$ 7
bilhões, que em grande parte podem ter sido ocultados do fisco brasileiro.
Na justificativa do pedido de CPI, Randolfe diz se
tratar de “um arrojado esquema de acobertamento da instituição financeira,
operacionalizado na Suíça, que beneficiou mais de 106 mil correntistas”, de
mais de 100 nacionalidades. O total de recursos manejados dentro do esquema,
segundo Randolfe, pode superar US$ 100 bilhões, no período de 1998 a 2007.
Para Randolfe, a lista dos titulares das contas
certamente guarda estreita relação com outras redes de escândalos do crime
organizado do país e do mundo. O senador lamentou que “o escândalo do Suiçalão”
venha sendo sistematicamente ignorado pelos grandes veículos de comunicação no
Brasil. Segundo Randolfe, essa seletividade denuncia o envolvimento de
personagens poderosos, que podem sempre se servir da benevolência de setores da
imprensa.
Com o Portal
Metrópole: http://www.portalmetropole.com/2015/02/aecio-alvaro-dias-e-todos-os-senadores.html#ixzz3VgGtQlhd.
Enviado por Eri
Santos Castro.
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23 de fev. de 2015
As muitas caras de quem exige a demissão de Cardozo
Por Fabio de Sá e Silva*
Era início de carnaval, mas alguém achou que tinha em mãos material suficiente para animar o feriado.
O meio, o de sempre.
O alvo, o Ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardozo.
A acusação, a de ter recebido advogados de empresas envolvidas na Lava Jato.
A prova principal, a agenda pública do próprio Ministro.
No enredo de tais encontros, Cardozo teria afirmado que a investigação “mudaria de rumo radicalmente, aliviando as agruras dos suspeitos de corrupção e lavagem de dinheiro”.
Teria assegurado, a este respeito, que “as investigações envolveriam nomes de oposicionistas, o que, segundo a tradição da política nacional, facilitaria a costura de um acordo”.
E para terminar, teria feito “considerações sobre os próximos passos” e “desaconselhado uma das empresas a fechar um acordo de delação premiada”.
“Era tudo o que os outros convivas queriam ouvir,” concluía a peça.
A leitores minimamente críticos, matéria assim veiculada deveria render mais questionamento que curtidas e compartilhamentos.
Afinal, quem agora pretende fazer de Cardozo o articulador de uma grande conspiração contra a Lava Jato não é quem, ao longo dos últimos meses, produziu dezenas de capas e matérias com base em vazamentos da Polícia Federal – evidência maior de que o Ministro não consegue controlar sequer uma organização que lhe é formalmente subordinada?
Ou quem criticava Cardozo por inação frente a problemas em áreas como a Segurança Pública?
Ou quem enaltecia Moro como Juiz inflexível e determinado a apurar até o fim as práticas de corrupção evidenciadas pela Operação Lava Jato?
Em que se pretende que a opinião pública brasileira acredite?
Que instituições brasileiras como a PF, o MPF e a Justiça Federal são a salvação da nossa lavoura, enquanto Cardozo é um Ministro fraco – como diziam até então?
Ou que Cardozo não apenas é um grande articulador, como é capaz de desmontar uma operação complexa como a Lava Jato, passando por cima de figuras como Moro e Janot – como dizem agora, em função dos tais encontros (públicos) com advogados de empresas?
Como se já não houvesse confusão o suficiente, eis que aparece Joaquim Barbosa.
Falando em nome dos “cidadãos honestos” do país, o ex-Ministro não apenas compra a tese da Revista, como cobra a demissão de Cardozo.
E se explica:
“Você defende alguém num processo judicial. Ao invés de usar argumentos ou métodos jurídicos perante o juiz, você vai recorrer à política?”
E emenda:
“Se você é advogado num processo criminal e entende que a polícia cometeu excessos ou deslizes, você recorre ao juiz. Nunca a políticos”.
Mas não era esse o mesmo Barbosa que, quando Juiz, se negava a receber advogados?
Ou que, como relator de um dos casos mais importantes da história do STF, deu contribuição inestimável à indesejada mistura entre direito e política, admitindo expressamente ter feito uma “conta de chegada” para fixar as penas dos condenados?
Em uma das cenas mais memoráveis da experiência democrática na nova República, tirada de um dos debates entre presidenciáveis que marcaram das eleições de 1989, o emergente Afif Domingos perguntou a Mario Covas com qual das caras ele se apresentaria naquele pleito – se a do “marxista” que defendeu direitos sociais na Constituinte ou do “traidor”, eleito Senador pelo PMDB e depois, como candidato a presidente, crítico do plano Cruzado.
Covas respondeu a Afif que julgava ter apenas uma cara, mas que se tivesse muitas, todas elas teriam vergonha.
Se ainda estivesse vivo, Covas talvez custasse acreditar. Mas seis eleições depois, a mesma opinião pública que o aplaudiu no embate com Afif seria formada (sic) por veículos e figuras operando na linha oposta à que ele então enalteceu: com muitas caras, nenhuma das quais parece ter vergonha.
*É graduado pela USP e mestre pela UnB em Direito e PhD em Direito, Política e Sociedade na Northeastern University (EUA).
Fonte: Carta Maior
17 de out. de 2014
Tracking do Planalto dá vantagem a Dilma
Um tracking do Palácio do Planalto divulgado entre graduados petistas e espalhado por whatsapp nesta quinta-feira dá vantagem à presidente Dilma na disputa. Foi feito antes do debate no SBT.
A desconstrução de Aécio Neves (PSDB), pelo visto, tem dado certo para o PT. Otracking mostrou 48% para Dilma contra 44% para Aécio – 52% x 47% nos votos válidos.
Com Blogue Coluna Esplanada de Leandro Mazzini, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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14 de out. de 2014
Saiba o que Dilma e Aécio faziam na juventude
Há uma diferença radical de trajetórias entre Aécio Neves e Dilma Rousseff e também entre a maneira como eles reivindicam as suas biografias.
Dos 17 aos 21 anos, Aécio Neves vivia no Rio com a
família. Seu pai era deputado federal da Arena, partido sustentáculo da
ditadura. Segundo o site da Câmara dos Deputados, neste período, ele teve um
cargo de secretário de gabinete parlamentar na Câmara Federal, localizada em
Brasília, embora morasse no Rio.
Durante esses anos, conforme relatos publicados na
imprensa brasileira, Aécio foi um “menino do Rio”, que gostava de surfar,
viajar pelo mundo e de festas, estudava em escolas de elite. Entre 1977 e 1981,
período em que o Brasil vivia sob ditadura civil-militar, o jovem de família
ligada à Arena, partido de sustentação da ditadura, gozou a vida enquanto o
Brasil vivia sob o tacão de um regime ilegítimo.
Como todo regime autoritário, a ditadura brasileira
tinha na oligarquia do país o seu sustentáculo da manutenção do poder via a
censura e controle da imprensa (que só podia existir como cúmplice) e a força
bruta: a tortura, a perseguição e o desaparecimento de dissidentes.
Dos 17 aos 21 anos, Dilma Rousseff resistia à
ditadura civil-militar. Segundo ela mesma e os documentos da época, engajou-se
na resistência armada que reagiu ao Ato Institucional n. 5 e foi, entre os 18 e
21 anos, barbaramente torturada, pelo governo que tinha, entre outros
sustentáculos, a família do candidato Aécio, filho ele mesmo de um deputado da
Arena.
Entre 1977 e 1981, Dilma Rousseff morava em Porto
Alegre. Estudou, casou, teve uma filha, reerguendo a própria vida e tomando
parte na resistência democrática e na luta pela reabertura do país, pelas
eleições diretas, pela anistia, pelo fim da ditadura, pela democracia.
A trajetória de Dilma não começou em Porto Alegre,
assim como a de Aécio não começou no gabinete de Sarney, onde esteve, por ser
neto de Tancredo Neves.
Não é correto, a não ser que se defenda, como o
candidato Aécio defende, a redução da maioridade penal, atribuir
responsabilidade penal a adolescentes.
Mas é correto, quando se tem compromisso com a
democracia, levar a memória, a história e as responsabilidades a sério. A origem
social de ninguém, numa democracia, deve ser destino, e menos ainda garantia.
Por isso, é inegável reconhecer esta diferença tão radical de trajetórias dos
candidatos e da maneira como eles reivindicam as suas biografias; uma
candidatura é representante da democracia e da luta histórica pela democracia;
outra, da oligarquia e da luta histórica contra a democracia. Em nome dessa
luta e de sua legitimidade histórica, é preciso que Aécio seja derrotado pela
democracia.
ARTIGO POR CARTA MAIOR.
Enviado por Eri Santos Castro.
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4 de set. de 2014
Onda bate em Dilma e não avança?
José
Roberto de Toledo, no Estadão, resume os números das pesquisas
eleitorais com o seguinte título: “Onda bate na presidente e não
avança”. Ele diz que a eleição segue aberta. “Marina venceria no 2º
turno, mas a maior parte dos eleitores ainda acha Dilma favorita”.
(Com Análise de Mídia, via Maria Alice).
(Com Análise de Mídia, via Maria Alice).
18 de ago. de 2014
Datafolha: Marina empata com Dilma no 2° turno
Candidata substituta de Eduardo Campos pelo PSB, Marina Silva obtém 21% das intenções de voto na pesquisa realizada após a morte do ex-governador e ultrapassada o tucano Aécio Neves, que marcou 20%; presidente Dilma tem 36%; na simulação de segundo turno, a ex-senadora fica numericamente à frente de Dilma, com 47% contra 43% – resultado é considerado empate técnico diante da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos; já contra Aécio, Dilma venceria na segunda fase por 47% a 39%.
Do Brasil 247.
Enviado por Eri Santos Castro.
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23 de mai. de 2014
Ibope:Dilma sobe, mas intenções de voto em Aécio e Campos crescem mais
O Globo
A presidente Dilma Rousseff (PT) subiu três pontos na pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, mas os dois principais candidatos de oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), cresceram 11 pontos juntos, fazendo aumentar a chance de segundo turno na disputa.
O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 19 de maio, depois da propaganda partidária do PT e do PSDB, e mostrou uma queda expressiva no índice de votos brancos e nulos, que passou de 24% para 14%. O percentual de eleitores que declaram não saber em que votar também caiu: de 13% para 10%.
13 de mai. de 2014
A tripolaridade das eleições presidenciais, por Aldo Fornazieri
A última pesquisa Dataflha (9/05/14), colocou as tendências
eleitorais nos seus devidos termos e os que julgavam que Dilma poderia
vencer no primeiro turno terão que rever suas posições. Ou seja: mantido
o atual quadro de candidaturas, dificilmente não haverá segundo turno.
Se a pesquisa for levada a sério, o PT e a presidente poderão rever sua
estratégia e assentá-la sobre bases realistas para enfrentar seus
adversários e buscar meios e caminhos para sair da defensiva política –
condição necessária para evitar riscos maiores na busca da reeleição.
Se os petistas e governistas tiverem a competência para definir uma estratégia ofensiva e se navegarem com firmeza e sem precipitações nos mares revoltos da copa do mundo, Dilma, em que pese os erros na condução econômica e os problemas na Petrobrás, poderá adentrar o mês de agosto navegando nas águas calmas do favoritismo. A principal coisa que petistas e governistas terão que fazer é reduzir a ansiedade do eleitorado por mudanças e mostrar que os ajustes necessários que o Brasil terá pela frente serão feitos com maior segurança se a atual coalizão governamental e se a presidente Dilma permanecerem no comando. Quanto mais insegurança o eleitorado sentir em relação à economia e ao futuro, mais propenderá aos candidatos oposicionistas. Além de gerar segurança em relação a si, Dilma terá que gerar insegurança e desconfiança em relação a Aécio e a Campos.
Quem é Inimigo de Quem
Até agora, Eduardo Campos vinha se conduzindo como linha auxiliar de Aécio Neves. São jantares em restaurantes de luxo, declarações de convergências programáticas, tapinhas nas costas, camaradagens e juras de que estarão juntos no futuro governo. Parece que agora percebeu que será necessário diferenciar-se. O problema é que não basta apenas a diferenciação. Se os campistas forem bons analistas políticos e observarem a conjuntura presente (2014) e o futuro (2018), perceberão que o candidato tucano deve ser encarado como principal inimigo. Analise-se os interesses que estão em jogo em 2014. Tanto as tendências eleitorais, quanto a lógica, indicam que dificilmente Dilma não estará no segundo turno. Mesmo com o forte anseio por mudanças, o fato é que Dilma terá uma coalizão forte, terá o maior tempo de TV, poderá mostrar que as conquistas econômicas, salariais e sociais dos governos petistas continuam de pé, que o emprego e a renda estão em patamares altos etc. Claro que tudo isto dependerá da competência dela e daqueles que irão conduzir sua campanha.
Assim, se o primeiro objetivo de Campos consiste em passar para o segundo turno, terá que travar uma batalha contra Aécio, mostrando ao eleitor por que ele deve ser o escolhido e não o candidato tucano. Isto implica em desfazer camaradagens, desfazer palanques conjuntos e partir para a briga. E no caso de Campos não passar para o segundo turno, mesmo assim atingirá um objetivo secundário, que é o de semear a sua candidatura para 2018. Neste caso, deverá preferir uma vitória de Dilma e não de Aécio. Mesmo vencendo, Dilma não estará mais no páreo em 2018. O cenário da disputa presidencial, assim, estaria mais aberto sem candidato à reeleição. No caso de uma vitória de Aécio, o cenário estaria mais fechado, sendo que este buscaria a reeleição. Sabe-se que os candidatos que buscam a reeleição têm mais chance de vencer do que os outros.
Dentre os três principais candidatos, Aécio Neves parece ser o jogador mais solitário. Com Dilma não tem jogo: é inimiga e ponto. Mas poderá sofrer a ameaça de Campos. Poderá ter que atacá-lo, mas não a ponto de inviabilizar um eventual apoio no segundo turno. Até agora, Aécio vem se saindo bem em tornar o candidato do PSB em linha auxiliar. Mas como as pesquisas mostram que Campos é o candidato que tem o maior potencial de crescimento e levando em conta o suposto de que Dilma estará no segundo turno, o ex-governador de Pernambuco surge como uma ameaça real.
Dilma, por sua vez, deve preferir Aécio como adversário no segundo turno. Dado o alto percentual de eleitores que querem mudança, Campos poderá encarnar melhor este desejo do que o candidato tucano. Seria um candidato mais perigoso num segundo turno. E dada a lógica de Campos de que deve preferir Dilma à Aécio ela terá mais chance de trazê-lo de volta à antiga aliança no segundo turno.
A Singularidade das Eleições de 2014
O fato é que as eleições presidenciais de 2014 serão marcadas por uma singularidade em relação a todas as outras eleições do período da redemocratização. As eleições de 1989 foram presididas por uma lógica multipolar: Collor, Lula, Brizola, Covas, Ulisses Guimarães, Maluf, Afif Domingos, Aureliano Chaves, Roberto Freire, entre outros, todos lançaram-se à disputa num cenário aberto e numa conjuntura marcada pelo anseio de mudanças. Não é por acaso que os dois candidatos que mais expressavam ideias de mudança – Collor e Lula – disputaram o segundo turno.
De 1994 a 2010, as eleições foram presididas por uma lógica bipolar, sendo os candidatos do PSDB e do PT os protagonistas dessa polarização. Em 1994, em que pese as candidaturas de Enéias, Quércia, Brizola e outros, a bipolaridade se definiu mesmo antes do início da campanha. No mês de junho daquele ano, as pesquisas apontavam um empate técnico entre Lula e FHC em torno dos 30% das intenções de voto. Em 1998, 2002, 2006 e 2010, a bipolaridade foi mais nítida ainda.
Em 2014, as tendências de momento indicam que poderemos ter eleições presididas por uma tripolaridade, mesmo que se considere Dilma primus inter pares. A tripolaridade é marcada pela existência de três candidaturas competitivas, que expressam alternativas diversas de poder. A competitividade se define pelo fato de que cada uma das três postulações tem alguma chance de vencer. Em sendo o segundo turno uma variável altamente provável, os três candidatos desenvolverão esforços, ainda no primeiro turno, para tornar a disputa bipolar. Levando em conta o que está em jogo, os interesses e as preferências de cada uma das candidaturas, as estratégias tenderão a ser complexas e poderão implicar em mudanças no meio do caminho.
Dilma terá que evitar a bancarrota de um projeto que se proclamava transformador, buscando ganhar tempo com um novo mandato para redefini-lo. A Aécio não bastará restaurar os parâmetros de um projeto que teve força na década de 1990 com a edição do Plano Real. Terá que lutar para evitar a irrelevância do PSDB, não permitindo que o partido se torne nanico. Campos é o que menos tem a perder. Está buscando um lugar ao sol para si e para o seu partido como jogadores relevantes no futuro próximo do Brasil. Se vencer será a glória. Se perder, terá plantando as sementes para 2018.
Se os petistas e governistas tiverem a competência para definir uma estratégia ofensiva e se navegarem com firmeza e sem precipitações nos mares revoltos da copa do mundo, Dilma, em que pese os erros na condução econômica e os problemas na Petrobrás, poderá adentrar o mês de agosto navegando nas águas calmas do favoritismo. A principal coisa que petistas e governistas terão que fazer é reduzir a ansiedade do eleitorado por mudanças e mostrar que os ajustes necessários que o Brasil terá pela frente serão feitos com maior segurança se a atual coalizão governamental e se a presidente Dilma permanecerem no comando. Quanto mais insegurança o eleitorado sentir em relação à economia e ao futuro, mais propenderá aos candidatos oposicionistas. Além de gerar segurança em relação a si, Dilma terá que gerar insegurança e desconfiança em relação a Aécio e a Campos.
Quem é Inimigo de Quem
Até agora, Eduardo Campos vinha se conduzindo como linha auxiliar de Aécio Neves. São jantares em restaurantes de luxo, declarações de convergências programáticas, tapinhas nas costas, camaradagens e juras de que estarão juntos no futuro governo. Parece que agora percebeu que será necessário diferenciar-se. O problema é que não basta apenas a diferenciação. Se os campistas forem bons analistas políticos e observarem a conjuntura presente (2014) e o futuro (2018), perceberão que o candidato tucano deve ser encarado como principal inimigo. Analise-se os interesses que estão em jogo em 2014. Tanto as tendências eleitorais, quanto a lógica, indicam que dificilmente Dilma não estará no segundo turno. Mesmo com o forte anseio por mudanças, o fato é que Dilma terá uma coalizão forte, terá o maior tempo de TV, poderá mostrar que as conquistas econômicas, salariais e sociais dos governos petistas continuam de pé, que o emprego e a renda estão em patamares altos etc. Claro que tudo isto dependerá da competência dela e daqueles que irão conduzir sua campanha.
Assim, se o primeiro objetivo de Campos consiste em passar para o segundo turno, terá que travar uma batalha contra Aécio, mostrando ao eleitor por que ele deve ser o escolhido e não o candidato tucano. Isto implica em desfazer camaradagens, desfazer palanques conjuntos e partir para a briga. E no caso de Campos não passar para o segundo turno, mesmo assim atingirá um objetivo secundário, que é o de semear a sua candidatura para 2018. Neste caso, deverá preferir uma vitória de Dilma e não de Aécio. Mesmo vencendo, Dilma não estará mais no páreo em 2018. O cenário da disputa presidencial, assim, estaria mais aberto sem candidato à reeleição. No caso de uma vitória de Aécio, o cenário estaria mais fechado, sendo que este buscaria a reeleição. Sabe-se que os candidatos que buscam a reeleição têm mais chance de vencer do que os outros.
Dentre os três principais candidatos, Aécio Neves parece ser o jogador mais solitário. Com Dilma não tem jogo: é inimiga e ponto. Mas poderá sofrer a ameaça de Campos. Poderá ter que atacá-lo, mas não a ponto de inviabilizar um eventual apoio no segundo turno. Até agora, Aécio vem se saindo bem em tornar o candidato do PSB em linha auxiliar. Mas como as pesquisas mostram que Campos é o candidato que tem o maior potencial de crescimento e levando em conta o suposto de que Dilma estará no segundo turno, o ex-governador de Pernambuco surge como uma ameaça real.
Dilma, por sua vez, deve preferir Aécio como adversário no segundo turno. Dado o alto percentual de eleitores que querem mudança, Campos poderá encarnar melhor este desejo do que o candidato tucano. Seria um candidato mais perigoso num segundo turno. E dada a lógica de Campos de que deve preferir Dilma à Aécio ela terá mais chance de trazê-lo de volta à antiga aliança no segundo turno.
A Singularidade das Eleições de 2014
O fato é que as eleições presidenciais de 2014 serão marcadas por uma singularidade em relação a todas as outras eleições do período da redemocratização. As eleições de 1989 foram presididas por uma lógica multipolar: Collor, Lula, Brizola, Covas, Ulisses Guimarães, Maluf, Afif Domingos, Aureliano Chaves, Roberto Freire, entre outros, todos lançaram-se à disputa num cenário aberto e numa conjuntura marcada pelo anseio de mudanças. Não é por acaso que os dois candidatos que mais expressavam ideias de mudança – Collor e Lula – disputaram o segundo turno.
De 1994 a 2010, as eleições foram presididas por uma lógica bipolar, sendo os candidatos do PSDB e do PT os protagonistas dessa polarização. Em 1994, em que pese as candidaturas de Enéias, Quércia, Brizola e outros, a bipolaridade se definiu mesmo antes do início da campanha. No mês de junho daquele ano, as pesquisas apontavam um empate técnico entre Lula e FHC em torno dos 30% das intenções de voto. Em 1998, 2002, 2006 e 2010, a bipolaridade foi mais nítida ainda.
Em 2014, as tendências de momento indicam que poderemos ter eleições presididas por uma tripolaridade, mesmo que se considere Dilma primus inter pares. A tripolaridade é marcada pela existência de três candidaturas competitivas, que expressam alternativas diversas de poder. A competitividade se define pelo fato de que cada uma das três postulações tem alguma chance de vencer. Em sendo o segundo turno uma variável altamente provável, os três candidatos desenvolverão esforços, ainda no primeiro turno, para tornar a disputa bipolar. Levando em conta o que está em jogo, os interesses e as preferências de cada uma das candidaturas, as estratégias tenderão a ser complexas e poderão implicar em mudanças no meio do caminho.
Dilma terá que evitar a bancarrota de um projeto que se proclamava transformador, buscando ganhar tempo com um novo mandato para redefini-lo. A Aécio não bastará restaurar os parâmetros de um projeto que teve força na década de 1990 com a edição do Plano Real. Terá que lutar para evitar a irrelevância do PSDB, não permitindo que o partido se torne nanico. Campos é o que menos tem a perder. Está buscando um lugar ao sol para si e para o seu partido como jogadores relevantes no futuro próximo do Brasil. Se vencer será a glória. Se perder, terá plantando as sementes para 2018.
Aldo Fornazieri – Cientista Político e Professor da Escola de Sociologia e Política. foi dirigente do PRC-Partido Revolucionário comunista e fundador da nova Esquerda do PT.
Enviado por Eri Santos Castro.
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