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28 de abr. de 2017

2 de dez. de 2016

Estadão: Moro pede desculpas ao Supremo por divulgação de áudios de Lula e nega motivação política. E quem acredita?


A retratação tardia de Sérgio Moro
E quem vai restaurar a imagem de Lula no Brasil e no mundo?
Em ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF), o juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba, pediu “escusas” à Corte e disse que a divulgação de áudios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve intuito “político-partidário”. A manifestação foi encaminhada ao ministro Teori Zavascki, que solicitou esclarecimentos a Moro ao determinar a remessa de todo o material das conversas de Lula ao Supremo.
“O levantamento do sigilo não teve por objetivo gerar fato político partidário, polêmicas ou conflitos, algo estranho à função jurisdicional, mas, atendendo ao requerimento do MPF, dar publicidade ao processo e especialmente a condutas relevantes do ponto de vista jurídico e criminal do investigado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que podem eventualmente caracterizar obstrução à Justiça ou tentativas de obstrução à Justiça”, escreveu o juiz.
Na peça, Moro admite que pode ter “se equivocado em seu entendimento jurídico” ao dar publicidade ao material, mas comenta cada uma das gravações divulgadas e justifica sua decisão. “Ainda que este julgador tenha se equivocado em seu entendimento jurídico e admito, à luz da controvérsia então instaurada que isso pode ter ocorrido, jamais, porém, foi a intenção desse julgador, ao proferir a aludida decisão de 16/03, provocar polêmicas, conflitos ou provocar constrangimentos, e, por eles, renovo minhas respeitosas escusas a este Egrégio Supremo Tribunal Federal”, escreveu Moro.
Em 31 páginas, Moro argumenta que a interceptação telefônica estava amparada na lei e tinha “foco exclusivo” nas condutas de Lula e outras pessoas que não possuem foro privilegiado. Segundo o juiz, os diálogos do ex-presidente com autoridades que possuem foro privilegiado, como a presidente Dilma Rousseff, foram “colhidos fortuitamente”. A divulgação, segundo ele, só foi feita com relação ao material que possui conteúdo “jurídico-criminal relevante” por revelarem tentativas de Lula obstruir a justiça. Moro argumenta ainda que não há provas de que qualquer autoridade com foro privilegiado grampeada nas conversas tenha atendido solicitação do petista para interceder junto à Justiça.
Ele diz ter agido, na condução dos processos sobre a Lava Jato, “em geral, com cautela e prudência” e informa o STF que não havia qualquer pedido de decretação de prisão cautelar de Lula “mesmo no caso envolvendo o ex-Presidente, apesar de todo esse contexto acima exposto, de aparente intimidação, obstrução e tentativas de influenciar indevidamente magistrados”.
Na quinta-feira, o plenário do Supremo Tribunal Federal deve analisar a decisão de Teori Zavascki que ordenou que Moro remetesse o material à Corte. Ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou parecer ao STF na qual alega que a posse de Lula na Casa Civil é válida, mas pede a manutenção das investigações com Moro.
“Entendeu este Juízo que, nesse contexto, o pedido do MPF de levantamento do sigilo do processo se justificava exatamente para prevenir novas condutas do ex-Presidente para obstruir a Justiça, influenciar indevidamente magistrados ou intimidar os responsáveis pelos processos atinentes ao esquema criminoso da Petrobrás”, escreveu Moro. O juiz informou a Zavascki que é praxe levantar o sigilo sobre interceptações telefônicas após o encerramento das diligências, para garantir publicidade ao processo.
Dilma – Ao Supremo, Moro afirmou que não há indicativos de que as autoridades com foro privilegiado que aparecem em conversas com Lula – como a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa – tenham concordado com tentativas do ex-presidente de obter influência junto à Justiça.
O juiz afirmou que o foco da investigação era o ex-presidente da República e disse que “não parece que era tão óbvio assim” que o diálogo com Dilma poderia ser relevante juridicamente para a presidente. Na conversa, a presidente diz a Lula que enviaria o termo de posse como ministro da Casa Civil antes da cerimônia na qual o petista assumiria o cargo.
“Quanto ao conteúdo, da mesma forma que os demais, entendeu este julgador que ele tinha relevância jurídico-criminal para o ex-Presidente, já que presente a apuração se a aceitação por ele do cargo de Ministro Chefe da Casa Civil teria por objetivo obter proteção jurídica contra as investigações. Considerando que a investigação tinha por foco condutas supostamente criminais do ex-Presidente e o conteúdo, na perspectiva criminal, juridicamente relevante do diálogo para ele, entendi que não haveria óbice na interceptação e no levantamento do sigilo. No momento, de fato, não percebidos eventuais e possíveis reflexos para a própria Exma. Presidenta da República”, escreveu Moro.
Mais diálogos – Moro informou ao STF que há uma “quantidade bem maior de diálogos interceptados” e que não foram divulgados e permanecem em sigilo. O material será remetido “em mãos e com as cautelas devidas” ao STF, segundo o juiz. “Não seria correto, portanto, afirmar que os diálogos foram juntados ao processo sem o maior cuidado”, escreveu Moro. Constam nestes áudios, segundo o juiz, conversas com outro advogado que não é investigado, além de conversas de “índole eminentemente privada”.

Sobre a interceptação de Roberto Teixeira, advogado de Lula, Moro justifica que ele é supostamente investigado por participar do processo de compra do sítio de Atibaia. “Se o advogado se envolve em condutas criminais, no caso suposta lavagem de dinheiro por auxiliar o ex-Presidente na aquisição com pessoas interpostas do sítio em Atibaia, não há imunidade à investigação a ser preservada, nem quanto à comunicação dele com seu cliente também investigado”, escreveu o juiz.
Do Jornal O Estado de São Paulo, confira AQUI!
Enviado por Eri Castro.
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30 de nov. de 2016

Babilônia em Chamas: Golpe faz Brasília uma praça de guerra

Esta terça-feira 29 foi o retrato acabado da tragédia brasileira; de país admirado no mundo, que vivia uma situação de pleno emprego em 2014, o Brasil colhe os resultados do golpe e viu sua capital ser transformada em praça de guerra por um governo de legitimidade cada vez mais questionada que tenta empurrar goela abaixo da sociedade um congelamento de gastos pelos próximos vinte anos; diante da resistência dos movimentos sociais e dos estudantes, o governo Temer, que já corre o risco de sofrer um processo de impeachment, respondeu com bombas e repressão.
Com Brasil 247.
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11 de set. de 2016

O rio que desceu a Paulista, ontem (10), já mudou o país

O noticiário borbulha de recuos e dúvidas 'da base' em relação à agenda de arrocho, vendida até domingo como 'salvação da lavoura'.


O que era verdade no Brasil até sábado, deixou de sê-lo a partir de domingo.

Um banho de rua renovou a agenda da nação.

O levante de 100 mil pessoas contra o golpe desautorizou a soberba conservadora e sacudiu a letargia de setores progressistas.

Gigantesca no tamanho, ampla na pluralidade e democrática nas bandeiras, a mobilização que tomou conta de São Paulo depois de o governo ter tentado proibi-la, reafirmou a experiência social: nas encruzilhadas da história, os fatos caminham à frente das ideias.
Por Saul Leblon.
Enviado por Eri Santos Castro.
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A mentira sobre o labrador Nego de Dilma

A mentira sobre o labrador de Dilma
Em que ponto essa mídia golpista chegou.No rito contínuo de desconstruir a imagem positiva da presidenta Dilma, o jornalista caluniador e criminoso Cláudio Humberto afirma que o cão, da raça labrador, foi sacrificado pela presidenta Dilma.
O caozinho não foi para Porto Alegre. Ele está aos cuidados de um amigo da presidenta.
Um absurdo!
Veja chamada no sítio Brasil 247.
Fontes próximas a Dilma Rousseff negam que ela tenha mandado sacrificar o labrador Nego, seu companheiro do Palácio da Alvorada, quando se mudou para Porto Alegre (RS), na semana passada; o boato sobre o assunto partiu da imprensa e ganhou as redes sociais neste sábado 10; "Ela não teria coragem de fazer isso. O animal ficou em Brasília, na casa de um ex-assessor de Dilma", disse um auxiliar. Do Brasil 247.
A imagem pode conter: atividades ao ar livre, uma ou mais pessoas e natureza

4 de set. de 2016

Temer não é presidente do Brasil nem aqui e nem na China


Temer minimiza e ameaça manifestantes porque é a arma de governantes covardes e inseguros. Kiko Nogueira

Todo grande covarde é violento. Michel Temer, o sujeito que fugiu das vaias na Olimpíada, é o mesmo que vem subindo o tom em relação aos protestos.
“Depredação é delito, não é manifestação”, disse ele na China. Os atos dos últimos cinco dias não foram “democráticos”. Antes disso, ele já os havia minimizado. “São mais do que naturais em face do instante politicamente mais complicado que foi a decretação do impedimento”, falou.
“É natural que alguns grupos se reúnam para protestar. Agora, foram grupos pequenos e depredadores”.
Sua missão é “pacificar a nação”. Referiu-se aos manifestantes como “as 40 pessoas que estão quebrando carro”. Elas estão contra “os 204 milhões de brasileiros e para os membros do Congresso Nacional que resolveram decretar o impeachment”.
Além da preocupação evidente que se revela com essa tentativa de desdenhar as vozes contrárias, fica claro que o governo tem uma atitude menos “republicana” com eles do que Dilma — na verdade, autoritária.
Na Itália dos anos 20 e na Alemanha dos anos 30, os fascistas foram a solução para restaurar o regime de “lei e ordem”. Temer também se vende como o produto milagroso para consertar tudo o que está de errado, a começar pelo problema dos arruaceiros.
Ele é a figura paterna, professor, padre, avô, tiozão e sargento amigo. Ele vai proteger o brasileiro. Michel Temer e as polícias dos governadores aliados, como Alckmin, levarão você em casa sem passar pelos vândalos, que terão o destino que merecem.
Nós precisamos de mais lei e ordem e, para isso, será necessário descer o porrete. A multidão nas ruas, no entanto, não vai desistir por causa disso. Ele continuará clandestino, saltando do carro para o lar, do avião para o palácio, dali para os gabinetes onde faz a sujeira que lhe garantiu o lugar que ocupa hoje.
A única maneira de atingir a “pacificação” possível de que ele tanto fala é Temer voltar para o buraco de onde veio. Enquanto estiver no poder, não haverá arrego. Ele sabe disso. Sua arma será a desqualificação e a repressão.
Nem Santa Teresa de Calcutá vai salva-lo de sua própria iniquidade.
Com DCM.
Enviado por Eri Santos Castro.
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