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13 de set. de 2016

Babilônia em Chamas: Cunha é cassado e culpa Temer. Governo que balança, pode desabar

Responsável direto pelo processo de impeachment que feriu a democracia brasileira e levou Michel Temer ao poder, Eduardo Cunha foi cassado por 450 votos, nesta madrugada, e enfrentou a traição de muitos parlamentares que ajudou financeiramente; na queda, ele apontou o dedo para o governo Temer; "E aí eu culpo o governo hoje, não porque o governo tenha feito nada para me cassar, mas quando o governo patrocinou a candidatura do presidente que se elegeu em acordo com o PT, o governo, de uma certa forma, aderiu à agenda da minha cassação", disse ele; teme-se, em Brasília, que Cunha feche uma delação premiada e delate centenas de deputados, senadores, ministros e o próprio Temer, de quem sempre foi muito próximo.
Com Brasil 247.

11 de set. de 2016

O rio que desceu a Paulista, ontem (10), já mudou o país

O noticiário borbulha de recuos e dúvidas 'da base' em relação à agenda de arrocho, vendida até domingo como 'salvação da lavoura'.


O que era verdade no Brasil até sábado, deixou de sê-lo a partir de domingo.

Um banho de rua renovou a agenda da nação.

O levante de 100 mil pessoas contra o golpe desautorizou a soberba conservadora e sacudiu a letargia de setores progressistas.

Gigantesca no tamanho, ampla na pluralidade e democrática nas bandeiras, a mobilização que tomou conta de São Paulo depois de o governo ter tentado proibi-la, reafirmou a experiência social: nas encruzilhadas da história, os fatos caminham à frente das ideias.
Por Saul Leblon.
Enviado por Eri Santos Castro.
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A mentira sobre o labrador Nego de Dilma

A mentira sobre o labrador de Dilma
Em que ponto essa mídia golpista chegou.No rito contínuo de desconstruir a imagem positiva da presidenta Dilma, o jornalista caluniador e criminoso Cláudio Humberto afirma que o cão, da raça labrador, foi sacrificado pela presidenta Dilma.
O caozinho não foi para Porto Alegre. Ele está aos cuidados de um amigo da presidenta.
Um absurdo!
Veja chamada no sítio Brasil 247.
Fontes próximas a Dilma Rousseff negam que ela tenha mandado sacrificar o labrador Nego, seu companheiro do Palácio da Alvorada, quando se mudou para Porto Alegre (RS), na semana passada; o boato sobre o assunto partiu da imprensa e ganhou as redes sociais neste sábado 10; "Ela não teria coragem de fazer isso. O animal ficou em Brasília, na casa de um ex-assessor de Dilma", disse um auxiliar. Do Brasil 247.
A imagem pode conter: atividades ao ar livre, uma ou mais pessoas e natureza

29 de ago. de 2016

Jornal The New York Times desmoraliza o golpe contra a presidenta Dilma


Periódico mais importante e influente do mundo publica charge que, segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) expõe a ridicularização internacional do Brasil diante da farsa do impeachment da presidente Dilma Rousseff; imagem mostra a presidente acuada por uma ninhada de ratos, em alusão aos parlamentares, muitos deles respondendo a processos, que vão decidir pelo afastamento definitivo de uma mulher honesta e eleita democraticamente 

O jornal mais importante do mundo, o norte-americano The New York Times, publicou uma charge que, segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) expõe a ridicularização internacional do Brasil diante da farsa do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A Imagem mostra a presidente acuada por uma ninhada de ratos. A charge expõe sem palavras o momento brasileiro atual, onde a presidente, uma mulher sobre a qual não pesa qualquer acusação, será retirada do poder por um bando de corruptos, em alusão aos parlamentares que vão decidir pelo impeachment.

Com Brasil 247.
Enviado por Eri Santos Castro.
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Leia a íntegra do discurso de Dilma

A presidenta afastada Dilma Rousseff acaba de discursar no plenário do Senado nesta última fase do processo de impeachment.
Dilma discursou por cerca de 45 minutos.
Confira a íntegra do discurso de Dilma do Senado:
“Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Renan Calheiros,
Excelentíssimas Senhoras Senadoras e Excelentíssimos Senhores Senadores,
Cidadãs e Cidadãos de meu amado Brasil,
No dia 1o de janeiro de 2015 assumi meu segundo mandato à Presidência da República Federativa do Brasil. Fui eleita por mais 54 milhões de votos.
Na minha posse, assumi o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, bem como o de observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
Ao exercer a Presidência da República respeitei fielmente o compromisso que assumi perante a nação e aos que me elegeram. E me orgulho disso. Sempre acreditei na democracia e no Estado de direito, e sempre vi na Constituição de 1988 uma das grandes conquistas do nosso povo.
Jamais atentaria contra o que acredito ou praticaria atos contrários aos interesses daqueles que me elegeram.
Nesta jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade.

Dilma chega ao Senado com Chico Buarque de Holanda e falará para o futuro

Dilma chega com Chico Buarque no Senado e vai para expor a verdade do momento histórico, para dar nome ao que fará, algumas horas depois, uma maioria que inclui corruptos e investigados. Falará para o futuro.
A imagem pode conter: 2 pessoas , pessoas sorrindo , óculos de sol
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28 de ago. de 2016

Ri, palhaço! Por Luís Fernando Veríssimo


Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal. Há dias li numa página interna de um grande jornal de São Paulo que o Temer está recorrendo às mesmas ginásticas fiscais que podem condenar a Dilma.
O fato mereceria um destaque maior, nem que fosse só pela ironia, mas não mereceu nem uma chamada na primeira página do próprio jornal e não foi mais mencionado em lugar algum. A gente admira o justiceiro Sérgio Moro, mas acha perigoso alguém ter tanto poder assim, ainda mais depois da sua espantosa declaração de que provas ilícitas são admissíveis se colhidas de boa-fé, inaugurando uma novidade na nossa jurisprudência, a boa-fé presumida.
Mas é brabo ter que ouvir denúncias contra o risco de prepotência dos investigadores da Lava-Jato da boca do ministro do Supremo Gilmar Mendes, o mesmo que ameaçou chamar o então presidente Lula “às falas” por um grampo no seu escritório que nunca existiu, e ficou quase um ano com um importante processo na sua gaveta sem dar satisfação a ninguém. As óperas também costumam ter figuras sombrias que se esgueiram (grande palavra) em cena.
O Eduardo Cunha pode ganhar mais tempo antes de ser julgado, tempo para o corporativismo aflorar, e os parlamentares se darem conta do que estão fazendo, punindo o homem que, afinal, é o herói do impeachment. Foi dele que partiu o processo que está chegando ao seu fim previsível agora. Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!
Contam que um pai levou um filho para ver uma ópera. O garoto não estava entendendo nada, se chateou e perguntou ao pai quando a ópera acabaria. E ouviu do pai uma lição que lhe serviria por toda a vida: — Só termina quando a gorda cantar. Nas óperas sempre há uma cantora gorda que só canta uma ária. Enquanto ela não cantar, a ópera não termina.
Não há nenhuma cantora gorda no nosso futuro, leitor. Enquanto ela não chegar, evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós.

Acampamento Nacional Em Defesa Democracia e dos Direitos



Manifestantes de todas as regiões do país chegam a Brasília a partir deste domingo (28) para participar do Acampamento Nacional em Defesa Democracia e dos Direitos, montado no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson em Brasília.

Organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o acampamento será o ponto de referência da resistência popular e terá uma programação até o encerramento do processo do impeachment no Senado, previsto para terminar no dia 30.

A programação do Acampamento inicia no domingo, às 10 horas, com a Assembleia da Classe Trabalhadora do DF, organizada pela CUT, que completará 33 anos na data, seguida por um show do rapper GOG, o poeta do rap nacional.

Na manhã de segunda-feira, 29, a militância fará uma recepção para Dilma em frente ao Senado, para dar força para que a Presidenta eleita por mais de 54 milhões de voto enfrente os golpistas na sabatina. Às 16 horas sairá uma marcha do Acampamento ao Senado Federal para o ato político em defesa da democracia e contra o golpe que será realizado às 18 horas.

As mobilizações continuam na terça-feira (30), quando está prevista a votação no Senado.

Serviço

Início: 28 de agosto
Local: Estacionamento do Ginásio Nilson Nelson.