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22 de jul. de 2020

O PT deve migrar o seu apoiou ao líder do MTST Guilherme Boulos


A permanecer o quadro atual, em São Paulo, o PT deverá migrar o seu apoio ao candidato do MTST Guilherme Boulos. Boulos está com 11 pontos, Marta com 9 e o Tatto com 1. Os eleitores do PT se dividem entre Boulos, Marta e Tatto. A pontuação surpreendente do líder do MTST mostra que uma grande faixa do eleitorado petista já está com ele.

Em tempo: Boulos é amigo do Lula!

Para Haddad, aprovação do Fundeb é consagração da atuação de Lula na Educação básica


Ex-ministro da Educação diz ainda sentir "orgulho de ter participado dessa pequena revolução!"

O ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT-SP), comemorou, em sua conta do twitter, nesta quarta-feira (22), a aprovação do relatório do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Para Haddad, “a transformação do Fundeb em política pública permanente é a consagração da atuação do governo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na educação básica. Orgulho de ter participado dessa pequena revolução!”, afirmou.

Aprovação por ampla maioria

O relatório do novo Fundeb foi aprovado nesta terça-feira (21) por 499 votos a favor e 7 contra. O texto, da deputada federal Professora Dorinha Seabra (DEM-TO) recebeu o apoio de entidades estudantis e de profissionais de educação e chegou a ser boicotado pelo governo Bolsonaro. A aprovação se repetiu em segundo turno, desta vez por 492 a favor e 6 contra.
Com apoio de todos os partidos durante a votação, o substitutivo da PEC15/15 apresentado pela parlamentar conseguiu ser aprovado como queriam os movimentos ligados à educação, que pressionaram os parlamentares pela manutenção dos pontos do relatório da Comissão Especial do Fundeb.

O Fundeb

O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da Educação Básica pública brasileira. Formado por recursos provenientes dos impostos, transferências dos estados e por uma parcela complementar de recursos federais, o Fundeb é aplicado exclusivamente na Educação Básica e a distribuição de recursos é feita de acordo com o número de alunos matriculados nas redes.
O Fundo foi implantado no Brasil pela Emenda Constitucional nº. 14 de 1996 no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso, com o nome de Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), mas só começou a vigorar em 1998. Seu prazo de duração era de 10 anos, expirado em 2006.
Com a revista Fórum.
Enviado por Eri Santos Castro.
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21 de jul. de 2020

PT assusta. De novo


O movimento "sufoca PT" está forte. Muita gente embarcando sem saber.
É a Globo querendo dividir o partido, é o PSB flertando com possível fusão com o PCdoB (sob a alusão ridícula de "MDB de esquerda"), é a candidatura Boulos-Erundina (que é maravilhosa) tomando a emocionalidade de setores progressistas que fazem ignorar completamente as articulações do PT em São Paulo (que, gostemos ou não, existem, são democráticas e representam grande massa eleitoral na capital).

Muita gente, afinal, querendo que o PT apoie Boulos de cara. Ingenuidade atroz. Se o PT fizer isso, pode até prejudicar a candidatura de Boulos (vide Freixo no Rio).

É muita impulsividade, muito trauma e muita aposta errada na hora errada.
O que se vê, concretamente, neste momento, é um movimento geral de sufocamento do PT.

O PT é muito grande para as pretensões gerais nesse esfacelamento partidário, político, econômico, sanitário, histórico e ideológico pelo qual o país passa.
Eles querem que o Brasil volte a ser Brasil do PT sem o PT.

O PT foi - é e sempre será - o partido mais agredido, perseguido e odiado por nossas elites. Ele ocupa essa posição porque incomoda de fato. Essas elites, com seu discurso fajuto de conciliação, seduzem até parte da esquerda a continuar proscrevendo o PT - já que ele ocupa o maior espaço dentro da esquerda.

O problema é que o PT não é um partido político nos moldes dessa avacalhação partidária brasileira. O PT é um fenômeno social, é o partido que abalou as estruturas conservadoras do país, é o partido que governou o país por 13 anos, que incluiu 40 milhões de pessoas no universo do consumo e que só saiu com um golpe (porque no voto estava difícil).

O PT é muito grande para as pretensões gerais nesse esfacelamento partidário, político, econômico, sanitário, histórico e ideológico pelo qual o país passa. 

Eles querem que o Brasil volte a ser Brasil do PT sem o PT.

O PT foi - é e sempre será - o partido mais agredido, perseguido e odiado por nossas elites. Ele ocupa essa posição porque incomoda de fato. Essas elites, com seu discurso fajuto de conciliação, seduzem até parte da esquerda a continuar proscrevendo o PT - já que ele ocupa o maior espaço dentro da esquerda.

O problema é que o PT não é um partido político nos moldes dessa avacalhação partidária brasileira. O PT é um fenômeno social, é o partido que abalou as estruturas conservadoras do país, é o partido que governou o país por 13 anos, que incluiu 40 milhões de pessoas no universo do consumo e que só saiu com um golpe (porque no voto estava difícil).
O PT deveria ter o apoio geral e irrestrito da população brasileira progressista que se dá ao respeito. O partido sofreu a mais impressionante violência já registrada a partidos políticos: golpe contra uma presidenta eleita e prisão do melhor e mais popular presidente da nossa história.

O PT sabe "apanhar". Passou a vida apanhando e não reclamando. Pelo contrário: optou por fazer, ganhando, perdendo, aceitando derrotas eleitorais, entendendo as vitórias e governando.

A Globo morre de medo de ter um PT gigantesco de novo cafungando no cangote das elites, mas com a inteligência de sempre - muita gente acha que o PT faz acordo com as elites; ledo engano: o PT, enquanto instituição e "ideia", sabe lidar com essa gente podre, sem sujar as mãos (haja vista o pânico que tais setores têm do partido). 
Eis que o momento é esse: medo do PT, de novo. Síndrome de Regina Duarte. Busque-se todas as alternativas possíveis para se evitar o PT em São Paulo, no Rio, em Porto Alegre (Manuela que se cuide, porque a irracionalidade política das militâncias que disputam o mesmo espaço dentro da esquerda pode favorecer o adversário na hora do "vamos ver" - anotem e rezem para eu estar errado).

Nós ainda estamos injustos e egoístas com relação ao PT, todos nós - não só a elite genocida.

A esquerda não petista quer montar partidos novos? Quer ter seus candidatos puro-sangue novos? Quer protagonizar?

Maravilha. Vão em frente, inclusive com a ajuda do PT.

Mas, seria interessante não ostentar ingratidão a níveis conhecidos de agressividade cirista, para citar um exemplo de um falso pretenso líder de esquerda. 
O Brasil não aguenta mais tanta burrice.

Com Brasil 247.
Enviado por Eri Castro.
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17 de jul. de 2020

As eleições adiadas de novembro são uma oportunidade preciosa para o PT sair o grande vitorioso em 2020 e 2022

Hoje às 00:30 
Compartilhado com Público
Público
Surtos de revolta nos quatro cantos do planeta mostram que as elites hoje, a exemplo de Churchill, em 45, não sabem o que fazer com a nitroglicerina acumulada na ruptura pandêmica.
A esquerda não pode incorrer na mesma hesitação.
Dar voz organizada à insatisfação latejante é o que de mais importante as forças progressistas tem a fazer nos próximos dias, semanas, meses e anos.
As eleições municipais adiadas de novembro são uma oportunidade preciosa para adensar esse mutirão.

13 de jul. de 2020

Em São Luís, mais de 18% da população votaria no candidato a prefeito apoiado por LULA-HADDAD

O PT DO MARANHÃO PRECISA SE VALORIZAR


As eleições municipais de São Luís vão demostrando contornos definitivos. O PT consolida-se como a noiva preferencial e não poderia ser à toa.

Tive acesso a uma pesquisa, deste mês, onde tem a seguinte questão: Você votaria num candidato a prefeito apoiado por Lula-Haddad? Somente neste quesito, mais de 18% da população confirma que SIM.Votaria no candidato de Lul-Haddad.

Portanto, o apoio da dupla Lula-Haddad impulciona e indubitavelmente coloca esse candidato num eventual segundo turno.

O PT do Maranhão precisa se valorizar

25 de jul. de 2016

Por que reeleger Haddad e eleger Freixo e Luciana, por Aldo Fornazieri

Fernando Haddad, Marcelo Freixo e Luciana Genro...o eixo do bem contra o neoliberalismo tupiniquim
Com as convenções partidárias do final de semana praticamente foi dada a largada para a disputa municipal em São Paulo. É verdade que o quadro ainda é movediço e que existem ainda fatores indeterminados que não permitem claramente a visualização por inteiro do cenário da disputa. Ao menos três candidaturas que jogarão um papel importante foram definidas: Fernando Haddad (PT), Luiza Erundina (PSol) e João Doria (PSDB)
As eleições acontecerão num contexto de anomalias: crise política com todo o drama do golpe político; grave crise econômica; crise moral pelo quadro generalizado de corrupção dos principais partidos políticos e crise de legitimidade das instituições e dos políticos em face da descrença da sociedade, não só com os políticos, mas com a própria política. Outra anomalia que marcará esse pleito é a perda de protagonismo do PT, afundado em sua própria crise, arrastando consigo outros partidos de esquerda.
Em que pese a liderança nas pesquisas de Marcelo Freixo, no Rio de Janeiro, e de Luciana Genro, em Porto Alegre, ambos do PSol, as perspectivas para os principais partidos de esquerda e centro-esquerda – Psol, PC do B e PT – não são alvissareiras. Se nas pequenas e médias cidades o quadro não é animador, nas principais capitais do país as esquerdas podem ingressar um processo autofágico, resultado até mesmo a sua não passagem para o segundo turno. Ocorre que os dirigentes dos partidos e os próprios candidatos sequer aprenderam alguma lição com a tragédia do afastamento de Dilma Rousseff. As esquerdas preferem viver sob a égide da síndrome de Caim e Abel do que adotar uma responsabilidade compartilhada tendo em vista os fins maiores e os compromissos para com o povo mais sofredor das nossas cidades.
Se as esquerdas fossem responsáveis se uniriam em torno da candidatura Haddad em São Paulo, de Marcelo Freixo no Rio e de Luciana Genro em Porto Alegre, para ficar em três capitais importantes onde há alguma chance de vitória. Pensar numa unidade no segundo turno pode significar pensar tarde, fugindo à responsabilidade de lutar para levar um candidato comprometido com as mudanças sociais para disputar com o conservadorismo.
Assim, as candidaturas de Erundina em São Paulo, de Jandira Freghali no Rio e de Raul Pont em Porto Alegre precisam ser postas sob a advertência de contribuírem com um maior desgraçamento das esquerdas. Não se trata aqui de discutir a qualidade desses candidatos, todos com as melhores recomendações vindas de suas lutas e de suas biografias. Existem aqui dois desafios a serem enfrentados: 1) o da estratégia das esquerdas em face ao avanço conservador; 2) o da superação do anátema da divisão das esquerdas tendo em vista construir uma nova história, que seja a da unidade com pluralidade, colocando em ênfase os interesses da mudança social em benefício dos segmentos sociais mais necessitados.
Apostar no futuro
Haddad, Freixo e Luciana Genro, cada um a seu modo, cada um com suas virtudes, cada um com suas limitações, são, nessas três capitais, os que melhor representam as potencialidades de futuro, da mudança social e da mudança da esquerda. O ponto de inflexão do atual momento histórico ocorreu nas manifestações de 2013. Mesmo que de forma arbitrária, pode-se dizer que 2013 criou um novo paradigma de classificação dos políticos: os políticos pré-2013 e os políticos pós-2013. Os primeiros estão caminhando para o ocaso. Os segundos se dividem em dois grupos: os que realmente estão comprometidos com mudanças sociais e com uma nova forma democrática de governar e os que constituem uma espécie de horda de oportunistas, carreiristas e aventureiros da política. Os comprometidos são poucos e os aventureiros são muitos. Haddad, Freixo e Luciana estão entre os políticos que melhor compreenderam o espírito do nosso tempo, o emaranhado trágico em que ele está envolvido e o esforço hercúleo que é preciso dispender para extrair gotas de esperança dos escombros da política.
Tome-se aqui o caso de Haddad. Nos primeiros meses de sua gestão foi tolhido pelo vendaval de junho. Percebeu logo a natureza da crise que as ruas insinuavam: as administrações municipais estavam inseridas num círculo vicioso de derrotas por correrem atrás de demandas crescentes e problemas insanáveis com recursos cada vez mais escassos. As ruas revelaram uma crise de serviços de qualidade e de garantia de direitos. Era preciso criar um novo paradigma de governo: governar as demandas represadas e os problemas urbanos do passado olhando para o futuro e criando condições para que medidas antecipadoras evitassem o advento de novos problemas.
Seria preciso criar um novo paradigma de governo capaz de mediar os problemas do presidente e do passado com soluções para o futuro. Somente assim seria possível correr para o futuro deixando de correr para o passado. O imediatismo e o eleitoralismo não cabem nesse conceito. Com esta nova forma de ver a administração, Haddad perturbou o comodismo e as mentes conservadoras. Haddad percebeu que se a administração olhasse só para o passado e suas encrencas de problemas, não existiriam soluções.
Uma série de políticas públicas orientadas para o futuro começaram a ser implementadas: redução da velocidade nas avenidas para que o fluxo de carros fosse mais contínuo e se perdesse menos tempo no trânsito; ampliação de faixas exclusivas e corredores de ônibus para que as pessoas possam ficar mais tempo em casa com suas famílias; construção de uma rede de ciclovias e ciclofaixas e investindo nos deslocamentos a pé conectando São Paulo com o paradigma de mobilidade do século XXI, com todos os seus benefícios ambientais, de bem viver etc..
São Paulo começou a correr para o futuro com a introdução do conceito de ocupação dos espaços urbanos, com a destinação de avenidas e ruas para usufruto exclusivo das pessoas para que possam caminhar, se encontrar e se divertir aos domingos; com a redução das mortes por atropelamento; com a instituição de programas humanizadores como Braços Abertos, Transcidadania; com a redução do tempo de espera nas filas dos hospitais e postos de saúde através da construção de uma rede de Hospitais-Dia; com a oferta de milhares de novas vagas em creches e pré-escolas. A gestão Haddad foi a que mais ampliou a oferta dessas vagas.
Em suma, o que foi mudado foi a troca do paradigma da construção de túneis e elevados pelo fornecimento de mais e melhores serviços, com custos menores. O que mudou foi olhar mais para as pessoas e menos para os carros e para a especulação imobiliária predatória. Ciclovias, avenidas abertas para as pessoas, eventos culturais, parques lineares, mobilidade urbana, entre outras iniciativas, constituem um complexo de inovações que se articulam para que as pessoas ocupem os espaços públicos e tenham uma relação com a cidade mais aberta, mais intensiva, mais humana e mais humanizadora.
Haddad derrubou muros e preconceitos, perturbou os conservadores e contrariou interesses avessos ao bem público da cidade. Entregou mais a cidade aos munícipes com os conselhos participativos que precisam ser aperfeiçoados. Contribuiu para que a cidade tenha um estatuto de esperança para o futuro, com a aprovação do Plano Diretor. Erros certamente foram cometidos e há o peso desabonador do PT. Por isso, a candidatura à reeleição precisa propor um pacto com a militância, com os movimentos sociais e com a sociedade paulistana. Pacto orientado para o futuro, com o compromisso de que a cidade será governada de forma democrática e participativa, com o compromisso de que as soluções dos problemas sejam construídas em parceria com as comunidades.
Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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24 de jul. de 2016

Lula: "Vamos responder com sabedoria ao ódio. E não vamos baixar a cabeça"


Durante a convenção do PT de São Paulo que oficializa a candidatura à reeleição do prefeito Fernando Haddad, neste domingo, 24, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso inflamado; "Vamos responder com sabedoria ao ódio. E não vamos abaixar a cabeça", disse Lula diante de um auditório lotado de militantes de vários partidos e líderes políticos; "Haddad, você não precisa falar mal de ninguém. Você tem obra, você tem sabedoria. É isso que você tem de mostrar", ressaltou; Lula elogiou a chapa Fernando Haddad e Gabriel Chalita (PDT) e disse que o o Brasil foi educado para que "a elite tivesse seu espaço isolado"; "Estamos aprendendo a compartilhar o espaço público", disse Lula; "A campanha é curta, mas vai ter debate. E é no debate que a gente vai ver claramente quem está mais preparado", acrescentou.  

2 de abr. de 2016

Quando um pequeno gesto se torna grandioso

Lindbergh Farias compartilhou a foto de Eduardo Suplicy.

Grande Suplicy!!! Você com esse gesto vai ajudar muito na campanha do nosso prefeito Fernando Haddad!
Tendo em vista a recomendação de tantas pessoas para que eu seja pré-candidato a vereador nas próxima eleições e a exigência de deixar o cargo de secretário Municipal de Direitos Humanos de São Paulo com seis meses de antecedência, solicitei hoje a minha exoneração. Agradeço ao prefeito Fernando Haddad a formidável oportunidade com que me honrou. Foi um privilégio ter participado da administração da cidade nos últimos 13 meses.

22 de fev. de 2016

Acorda Dilma: "O agravamento da crise e o autismo do governo." Por Aldo Fornazieri, formulador da 2ª maior corrente de pensamento do PT.

Todos os indicadores econômicos, de emprego e de renda apontam para o agravamento da crise econômica e social nos próximos meses. A produção industrial não apresenta sinais de reação. Já no final de 2015 se verificava o início de aceleração de desemprego no setor de serviços. O varejo apresenta quedas significativas. A falta de confiança dos empresários e dos consumidores é evidente. A recessão de 2016 se anuncia tão severa como a de 2015. Sem credibilidade, o governo não é capaz de apontar um rumo de retomada de crescimento e de estimular as esperanças em relação ao futuro.
O fato é que do ponto de vista de uma agenda para o país, o segundo mandato de Dilma não consegue começar. O governo não aproveitou nenhum dos respiros que as circunstâncias e a conjuntura lhes suscitaram em meio às pesadas crises econômica e política ao longo de 2015. A transição de 2015 para 2016 foi e ainda é o momento mais propício para uma reação do governo Dilma: a tese do impeachment mostrou-se complicada, seja porque esse processo tem um pecado de origem que é Eduardo Cunha, seja porque é uma expressão de uma manifestação golpista da oposição ou, seja, ainda, porque ficou evidente que as alternativas à Dilma são tão ou mais complicadas do que o atual governo.
Mesmo com esse beneplácito das circunstâncias e da conjuntura, mesmo com esta ocasião propícia, o governo não reage. Permanece inerte, alienado da realidade, imerso à sua própria danação onírica e a seus tormentos. O governo e a presidente Dilma reconhecem que o principal problema do país é a grave crise fiscal. Mas, ao invés de enfrenta-la, mesmo quando propõe cortes o governo age para agravar esta crise e aumentar o endividamento público. Nenhuma esquizofrenia desta monta é capaz de gerar confiança nos investidores, nos trabalhadores e nos consumidores.
Em nenhum momento do segundo mandato Dilma e Nelson Barbosa agiram de forma séria e eficaz para enfrentar o problema do déficit fiscal: boicotaram Joaquim Levy desde o início; foram desastrados ao propor o orçamento deficitário; subestimaram a importância da perda do grau de investimento e estão nulificando qualquer superávit para 2016. Convém lembrar que um dos fatores que garantiu credibilidade e confiança no governo Lula, fundamento de seu êxito econômico, consistiu em que em seus 8 anos de mandato foram gerados os maiores superávits primários das últimas décadas.
Ao ingressar no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa foi saudado pelos petistas e por governistas como o homem que retomaria o desenvolvimento. Até agora não disse a que veio. No discurso, reconhece que Joaquim Levy tinha razão ao identificar no déficit fiscal o maior problema do Brasil. Na prática, não faz o que Levy faria. Também não faz o que ele, supostamente, teria se proposto a fazer: retomar o desenvolvimento. Não há nenhum plano de estímulo da economia, não há nenhuma aposta crível na infraestrutura, não há nenhum plano de conservação de empregos, não há nenhum plano de alavancagem das pequenas e médias empresas. As concessões estão afogadas nas águas gélidas dos preconceitos ideológicos.
Existem três formas de melhorar o desempenho fiscal do país: 1) aumentar tributos; 2) cortar despesas; 3) promover o crescimento econômico. A pior delas é a primeira. É nela que o governo está fixado, principalmente pela proposta de  recriação da CPMF. Para que esse remédio amargo funcione, são necessárias, no mínimo, duas condições importantes: a) compreensão da sociedade acerca da necessidade dos sacrifícios e seus benefícios futuros; b) apoio político no Congresso para que a medida seja adotada. No presente momento, nenhuma das duas condições está presente na conjuntura. A segunda e a terceira forma seriam as melhores opções, mas o governo não se empenha para viabilizá-las.
Desperdício de oportunidade e agenda
Desde o primeiro mandato, particularmente desde as manifestações de 2013, o governo vem errando sistematicamente na leitura da conjuntura. Neste início de ano erra novamente ao fazer uma análise equivocada acerca dos imbricamentos das crises políticas e econômicas. O governo parte do pressuposto de que sem afastar o problema do impeachment não consegue governar. A partir disto, adota como foco prioritário ações de ordem política e jurídica visando barrar o impeachment.
De fato, em alguns momentos essas ações tinham estatuto de prioridade, particularmente até dezembro do ano passado quanto houve um enfrentamento cívico e democrático às manobras golpistas de Cunha e de setores da oposição. Mas, neste momento, a prioridade deveria ser outra: ações para enfrentar a crise econômica e apresentação de uma agenda para ser negociada com a base governista e com a própria oposição. Estas ações, esta agenda e a disposição ao diálogo seriam as medidas mais eficazes para afastar de vez a espada do impeachment.
Tome-se o caso da reforma da Previdência, assumida pelo governo. Não resta dúvida de que a Previdência precisa ser reformada. O problema é qual reforma e como ela será feita. Nenhuma reforma da Previdência ou qualquer outra será feita se não se construir um significativo grau de consenso, envolvendo inclusive parte da oposição. Mas o governo não dialoga com o PT, que vem se manifestando contra a reforma e não dialoga com a oposição porque não tem a coragem de propor o diálogo.
Até agora, a agenda da oposição foi a “do quando pior melhor”, de guerra aberta contra o governo e contra o PT e tudo o que eles representam, inclusive as boas políticas sociais. Mas ao longo da história sempre coube aos governos propor o diálogo, principalmente em momentos de crise. O PSDB agora sinaliza que pode mudar de agenda, passando de uma postura negativa e destrutiva para uma postura propositiva. Se isso acontecer, o governo perderá mais uma frente de iniciativa política e terá que reagir na defensiva à agenda dos tucanos. Resta ver para crer se, de fato, o PSDB dará esse passo ousado recobrando o sentido da responsabilidade política. De qualquer forma, o governo perde a oportunidade de ditar o debate da agenda e de deter os rumos da iniciativa política.
O mais provável, contudo, é que o governo fique absorto em seu autismo. O que é difícil saber é se o seu imobilismo se deve ao temor da morte que o assombra ou a arrogância dos autocratas. Pode ser que sejam as duas coisas. Por um lado, sente-se injustiçado e perseguido. Clama aos céus por inocência e quer a compreensão e a benevolência em um ambiente onde o jogo é de brutalidade e sem escrúpulos. Por outro lado, sentindo-se portador de uma suposta verdade, acredita que por ser verdade ela se autorealiza sem as necessidades das mediações políticas. Trata-se da soberba dos autocratas que, por serem arrogantes, isolam-se no limbo do fracasso político.
Por Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo e formulador da Mensagem ao Partido, 2ª maior corrente de pensamento do PT, liderada pelo ex-governador Tarso Genro, o prefeito de São Paulo Fernando Hadad, os deputados Paulo Teixeira, Henrique Fontana, Dr Rosinha,...
Enviado por Eri Santos Castro.
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28 de nov. de 2015

O roteiro do suicídio político do PT, que vai custar caro à esquerda

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Um vai em 2016, o outro em seguida…
por Luiz Carlos Azenha
Como escrevemos anteriormente, aqui e no Facebook, o mar de lama da Samarco teve também uma dimensão simbólica.
Explicitou que a captura das instituições públicas brasileiras pelo poder econômico é absoluta.
A Samarco disse que a lama não era tóxica, que estava “monitorando” a enxurrada, etc. etc.
A empresa e uma de suas controladoras, a Vale, assumiram papeis que cabiam ao Estado, dentre os quais distribuir água.
Das autoridades não saiu um pio, a não ser pelo anúncio de multas milionárias que afinal não serão pagas.
O governo de Minas cassou a licença para a Samarco operar em Mariana, como se ela ainda fosse capaz de fazê-lo.
Duas decisões judiciais tomadas no caso favoreceram a empresa: uma rapidíssima liminar para desbloquear a ferrovia por onde passa minério e o habeas corpus preventivo que impede a prisão do presidente da Samarco.
Toda uma bacia hidrográfica destruída, praias e oceano poluídos…uma verdadeira catástrofe.
Enquanto isso, quatro jovens foram presos por “crime ambiental”: sujaram de lama um corredor do Congresso.
É óbvio que esta múltipla falencia de orgãos engloba o PT e o governo Dilma.
Um breve roteiro do suicídio político, incluindo apenas fatos recentes:
1. Ganhar uma eleição e governar com o programa econômico alheio;
2. Colocar toda a conta da austeridade nas costas dos trabalhadores;
3. Propor uma lei antiterrorista que, lá adiante, em 2018, servirá para a direita demolir os movimentos sociais, permitindo a ela aprofundar ainda mais, se necessário, a depressão econômica do Levy.
Para completar, Delcídio do Amaral, denunciado aqui e aqui como homem que articulava barbaridades contra o Brasil e os movimentos sociais, é flagrado em conluio com um banqueiro para evitar uma delação premiada.
Por mais que seja um petista de DNA tucano, é o líder do governo Dilma no Senado!
A partir dos depoimentos, a mídia fará, obviamente, o que sempre fez: criminalizar alguns e poupar os seus.
Mas o suicídio político é do PT. Por exemplo, ao sugerir que sua bancada votasse pela soltura de Delcídio.
Para todos os efeitos, 25 de novembro é o dia em que o PT se afogou em público, sob os olhares dos 300 picaretas do Congresso.
O que virá? A delação do Cerveró, possivelmente do próprio Delcídio, do banqueiro Esteves… um efeito em cascata que vai arrastar gente graúda, com o efeito prático de paralisar o governo Dilma.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, um quadro de primeira qualidade, acusou o baque numa entrevista ao Estadão:
“Quando você tem um sonho de transformar a sociedade em favor da igualdade e você se desvia para se apropriar de recursos ou para beneficiar quem quer que seja, você está cometendo dois crimes: o primeiro é colocar a mão em recurso público, o segundo, você está matando um projeto político”.
Uma delicada nota de falecimento.
Quanto à esquerda que sobreviver ao PT, tem encontro marcado com a lei antiterrorismo logo ali adiante. A não ser que, como o PT, priorize os gabinetes.

8 de fev. de 2015

Cidade Criativa: a Ciclolix

O Prefeito Fernando Haddad ficou entusiasmado, e toda sua equipe, inclusive eu, com o Projeto criado por Lina Rosa Vieira, que está tendo ótima aceitação em Recife, sobretudo pelos catadores de lixo e de material reciclado: São as Ciclolix, bicicletas que puxam as carroças com grades, disponibilizadas com o apoio do SESI para 100 catadores de lixo. Haddad já falou com o Presidente do SESI, Gilberto Carvalho, que topou dar todo o apoio para que os catadores de lixo em São Paulo também passem a dispor desta Ciclolix.

17 de mai. de 2014

No Maranhão, Suplicy, Haddad e Padilha são Dilma, Lula e Flávio governador



O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva participou do Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais (4BlogProg), na manhã de ontem(16), em São Paulo, acompanhado de Alexandre Padilha, do prefeito de São Paulo Fernando Haddad e do senador Eduardo Suplicy. No encontro com jornalistas, blogueiros e ativistas digitais de todo o país, o petista defendeu principalmente a regulação da mídia no Brasil.


Pré-candidato ao governo de São Paulo - com um discurso de alternância de poder no estado - que é governado há mais de 20 anos pelo PSDB, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se esquivou quando questionando por blogueiros do Maranhão sobre a possibilidade de também haver alternância política no estado governado há 50 anos pelo grupo Sarney. Embora nos bastidores faz comentários contra a aliança com o grupo Sarney. 

O prefeito de São Paulo Fernando Hadad também tem o mesmo entendimento do ex-ministro Padinha. Também não polemizou, poupando a liderança do presidente Lula.


"Não vou responder. Não quero me 'meter' nesta confusão dos petistas no Maranhão", respondeu o petista, deixando claro o seu descontentamento com a postura do diretório do PT no Maranhão, que empenhou apoio ao pré-candidato da oligarquia a governador, Edinho Lobão (PMDB).


O senador Eduardo Suplicy também opinou sobre as eleições no Maranhão. Para ele, a pré-candidatura de Flávio Dino a governador representa uma oportunidade única das oposições no estado. 


"O Flávio Dino tem uma força expressiva e é importante que com ele possa haver uma renovação no Maranhão. Por tudo que eu tenho ouvido falar constitui uma boa alternativa para aquele Estado", afirmou


Para o senador, as perspectiva em torno das eleições no Maranhão são muito boas, devido ao "histórico de lutas e trabalho pela construção de uma sociedade justa" de Dino.
  
Com Jônatas Carlos e Leandro Miranda, São Paulo.
Com edição de  Eri Santos Castro.
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1 de out. de 2013

De ônibus, prefeito de São Paulo marcará prioridade e popularidade. Boa idéia para Edivaldo

  • http://brasil247.com/+njr9f 
    Prefeito inclinado a usar ônibus para ida de casa para o trabalho, do bairro do Paraíso ao centro de São Paulo; mesmo avesso a factóides, seria, para ele, uma grande maneira de acentuar a prioridade de sua gestão, na qual os transportes coletivos têm mais de R$ 3 bilhões em investimentos, e melhorar índices de popularidade; além disso, Haddad traria para o Brasil uma prática saudável que não é novidade no mundo; o papa Francisco usava metrô diariamente em Buenos Aires; a diretora-gerente do FMI só ia de bicicleta chefiar o ministério das Finanças da França, em Paris; pega bem...