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21 de jul. de 2020

“MDB” de esquerda é retrocesso e farsa

O MDB não era uma frente, era apenas uma fachada e que ninguém diga que deliberada, pois foi o espaço de oposição que a ditadura permitiu e do qual serviu-se para destruir os partidos políticos do pré-64.
Nunca foi um partido e a maior prova é que jamais teve coesão interna, nem mesmo quando apresentou a “anticandidatura” de Ulysses Guimarães e Euler Bentes Monteiro às eleições indiretas fajutas com as quais a ditadura maquiava o autoritarismo.
Havia de tudo por ali, de Chagas Freitas emedebista fajuto, cujo papel era bloquear o surgimento de uma representação de esquerda no Rio de Janeiro até os “autênticos” que pagaram com os mandatos a ousadia de enfrentar o regime.
Ninguém “era” do MDB, “estava” no MDB.
Imaginar que, sem que haja nenhuma outra ditadura formalmente implantada no país, que se possa pensar, como se especula hoje em O Globo sobre o simpático governador Flávio Dino, que a forma correta de enfrentar Jair Bolsonaro seja a formação de um “MDB de esquerda” é um retrocesso que não só resultará em fiasco quanto será um desserviço ao povo brasileiro.
Afinal, o que se pretenderia ali, pelo leque de interlocutores proposto – de Luciano Huck a Marcelo Freixo – seria mesmo a tal “geléia geral” que aqui já se analisou e que, é evidente, só funciona para “zerar” a responsabilidade de setores conservadores ou pretendentes à condição de centro-esquerda tiveram na eleição do atual presidente.
Pior, é uma articulação que só existe porque aceita e se beneficia – embora nem sempre o diga – da grande anomalia da vida política brasileira: a exclusão do mais popular presidente da história recente do país, Lula.
Pois é evidente que nenhuma destas articulações sobreviveria que Lula não estivesse na “quarentena” política que lhe impôs o vírus da Lava Jato, num processo condenatório escandaloso que nenhuma pessoa de princípios pode tratar como um dado imutável da realidade.
Aliás, o MDB da ditadura só chegou ao sucesso eleitoral que alcançou porque, da mesma forma, se beneficiava da exclusão dos exilados e da eliminação de partidos fortes, como o PTB e o PSB, bem como, desde antes, dos partidos comunistas.
A anistia e a – embora limitada – liberdade de organização partidária vieram antes das eleições de 1982, que só assim se puderam considerar relativamente livres.
Este anacrônico “MDB de esquerda” não é um caminho politicamente aceitável, não é ético e não exige entendimento, mas cobra capitulação. Não é, por isso, viável.
A não ser para quem quer circular nos salões da política com seu discurso “politicamente correto” e não empoeirar as sandálias com a realidade do povão.
Com o Tijolaço.
Enviado por Eri Castro.
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PT assusta. De novo


O movimento "sufoca PT" está forte. Muita gente embarcando sem saber.
É a Globo querendo dividir o partido, é o PSB flertando com possível fusão com o PCdoB (sob a alusão ridícula de "MDB de esquerda"), é a candidatura Boulos-Erundina (que é maravilhosa) tomando a emocionalidade de setores progressistas que fazem ignorar completamente as articulações do PT em São Paulo (que, gostemos ou não, existem, são democráticas e representam grande massa eleitoral na capital).

Muita gente, afinal, querendo que o PT apoie Boulos de cara. Ingenuidade atroz. Se o PT fizer isso, pode até prejudicar a candidatura de Boulos (vide Freixo no Rio).

É muita impulsividade, muito trauma e muita aposta errada na hora errada.
O que se vê, concretamente, neste momento, é um movimento geral de sufocamento do PT.

O PT é muito grande para as pretensões gerais nesse esfacelamento partidário, político, econômico, sanitário, histórico e ideológico pelo qual o país passa.
Eles querem que o Brasil volte a ser Brasil do PT sem o PT.

O PT foi - é e sempre será - o partido mais agredido, perseguido e odiado por nossas elites. Ele ocupa essa posição porque incomoda de fato. Essas elites, com seu discurso fajuto de conciliação, seduzem até parte da esquerda a continuar proscrevendo o PT - já que ele ocupa o maior espaço dentro da esquerda.

O problema é que o PT não é um partido político nos moldes dessa avacalhação partidária brasileira. O PT é um fenômeno social, é o partido que abalou as estruturas conservadoras do país, é o partido que governou o país por 13 anos, que incluiu 40 milhões de pessoas no universo do consumo e que só saiu com um golpe (porque no voto estava difícil).

O PT é muito grande para as pretensões gerais nesse esfacelamento partidário, político, econômico, sanitário, histórico e ideológico pelo qual o país passa. 

Eles querem que o Brasil volte a ser Brasil do PT sem o PT.

O PT foi - é e sempre será - o partido mais agredido, perseguido e odiado por nossas elites. Ele ocupa essa posição porque incomoda de fato. Essas elites, com seu discurso fajuto de conciliação, seduzem até parte da esquerda a continuar proscrevendo o PT - já que ele ocupa o maior espaço dentro da esquerda.

O problema é que o PT não é um partido político nos moldes dessa avacalhação partidária brasileira. O PT é um fenômeno social, é o partido que abalou as estruturas conservadoras do país, é o partido que governou o país por 13 anos, que incluiu 40 milhões de pessoas no universo do consumo e que só saiu com um golpe (porque no voto estava difícil).
O PT deveria ter o apoio geral e irrestrito da população brasileira progressista que se dá ao respeito. O partido sofreu a mais impressionante violência já registrada a partidos políticos: golpe contra uma presidenta eleita e prisão do melhor e mais popular presidente da nossa história.

O PT sabe "apanhar". Passou a vida apanhando e não reclamando. Pelo contrário: optou por fazer, ganhando, perdendo, aceitando derrotas eleitorais, entendendo as vitórias e governando.

A Globo morre de medo de ter um PT gigantesco de novo cafungando no cangote das elites, mas com a inteligência de sempre - muita gente acha que o PT faz acordo com as elites; ledo engano: o PT, enquanto instituição e "ideia", sabe lidar com essa gente podre, sem sujar as mãos (haja vista o pânico que tais setores têm do partido). 
Eis que o momento é esse: medo do PT, de novo. Síndrome de Regina Duarte. Busque-se todas as alternativas possíveis para se evitar o PT em São Paulo, no Rio, em Porto Alegre (Manuela que se cuide, porque a irracionalidade política das militâncias que disputam o mesmo espaço dentro da esquerda pode favorecer o adversário na hora do "vamos ver" - anotem e rezem para eu estar errado).

Nós ainda estamos injustos e egoístas com relação ao PT, todos nós - não só a elite genocida.

A esquerda não petista quer montar partidos novos? Quer ter seus candidatos puro-sangue novos? Quer protagonizar?

Maravilha. Vão em frente, inclusive com a ajuda do PT.

Mas, seria interessante não ostentar ingratidão a níveis conhecidos de agressividade cirista, para citar um exemplo de um falso pretenso líder de esquerda. 
O Brasil não aguenta mais tanta burrice.

Com Brasil 247.
Enviado por Eri Castro.
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25 de jul. de 2016

Por que reeleger Haddad e eleger Freixo e Luciana, por Aldo Fornazieri

Fernando Haddad, Marcelo Freixo e Luciana Genro...o eixo do bem contra o neoliberalismo tupiniquim
Com as convenções partidárias do final de semana praticamente foi dada a largada para a disputa municipal em São Paulo. É verdade que o quadro ainda é movediço e que existem ainda fatores indeterminados que não permitem claramente a visualização por inteiro do cenário da disputa. Ao menos três candidaturas que jogarão um papel importante foram definidas: Fernando Haddad (PT), Luiza Erundina (PSol) e João Doria (PSDB)
As eleições acontecerão num contexto de anomalias: crise política com todo o drama do golpe político; grave crise econômica; crise moral pelo quadro generalizado de corrupção dos principais partidos políticos e crise de legitimidade das instituições e dos políticos em face da descrença da sociedade, não só com os políticos, mas com a própria política. Outra anomalia que marcará esse pleito é a perda de protagonismo do PT, afundado em sua própria crise, arrastando consigo outros partidos de esquerda.
Em que pese a liderança nas pesquisas de Marcelo Freixo, no Rio de Janeiro, e de Luciana Genro, em Porto Alegre, ambos do PSol, as perspectivas para os principais partidos de esquerda e centro-esquerda – Psol, PC do B e PT – não são alvissareiras. Se nas pequenas e médias cidades o quadro não é animador, nas principais capitais do país as esquerdas podem ingressar um processo autofágico, resultado até mesmo a sua não passagem para o segundo turno. Ocorre que os dirigentes dos partidos e os próprios candidatos sequer aprenderam alguma lição com a tragédia do afastamento de Dilma Rousseff. As esquerdas preferem viver sob a égide da síndrome de Caim e Abel do que adotar uma responsabilidade compartilhada tendo em vista os fins maiores e os compromissos para com o povo mais sofredor das nossas cidades.
Se as esquerdas fossem responsáveis se uniriam em torno da candidatura Haddad em São Paulo, de Marcelo Freixo no Rio e de Luciana Genro em Porto Alegre, para ficar em três capitais importantes onde há alguma chance de vitória. Pensar numa unidade no segundo turno pode significar pensar tarde, fugindo à responsabilidade de lutar para levar um candidato comprometido com as mudanças sociais para disputar com o conservadorismo.
Assim, as candidaturas de Erundina em São Paulo, de Jandira Freghali no Rio e de Raul Pont em Porto Alegre precisam ser postas sob a advertência de contribuírem com um maior desgraçamento das esquerdas. Não se trata aqui de discutir a qualidade desses candidatos, todos com as melhores recomendações vindas de suas lutas e de suas biografias. Existem aqui dois desafios a serem enfrentados: 1) o da estratégia das esquerdas em face ao avanço conservador; 2) o da superação do anátema da divisão das esquerdas tendo em vista construir uma nova história, que seja a da unidade com pluralidade, colocando em ênfase os interesses da mudança social em benefício dos segmentos sociais mais necessitados.
Apostar no futuro
Haddad, Freixo e Luciana Genro, cada um a seu modo, cada um com suas virtudes, cada um com suas limitações, são, nessas três capitais, os que melhor representam as potencialidades de futuro, da mudança social e da mudança da esquerda. O ponto de inflexão do atual momento histórico ocorreu nas manifestações de 2013. Mesmo que de forma arbitrária, pode-se dizer que 2013 criou um novo paradigma de classificação dos políticos: os políticos pré-2013 e os políticos pós-2013. Os primeiros estão caminhando para o ocaso. Os segundos se dividem em dois grupos: os que realmente estão comprometidos com mudanças sociais e com uma nova forma democrática de governar e os que constituem uma espécie de horda de oportunistas, carreiristas e aventureiros da política. Os comprometidos são poucos e os aventureiros são muitos. Haddad, Freixo e Luciana estão entre os políticos que melhor compreenderam o espírito do nosso tempo, o emaranhado trágico em que ele está envolvido e o esforço hercúleo que é preciso dispender para extrair gotas de esperança dos escombros da política.
Tome-se aqui o caso de Haddad. Nos primeiros meses de sua gestão foi tolhido pelo vendaval de junho. Percebeu logo a natureza da crise que as ruas insinuavam: as administrações municipais estavam inseridas num círculo vicioso de derrotas por correrem atrás de demandas crescentes e problemas insanáveis com recursos cada vez mais escassos. As ruas revelaram uma crise de serviços de qualidade e de garantia de direitos. Era preciso criar um novo paradigma de governo: governar as demandas represadas e os problemas urbanos do passado olhando para o futuro e criando condições para que medidas antecipadoras evitassem o advento de novos problemas.
Seria preciso criar um novo paradigma de governo capaz de mediar os problemas do presidente e do passado com soluções para o futuro. Somente assim seria possível correr para o futuro deixando de correr para o passado. O imediatismo e o eleitoralismo não cabem nesse conceito. Com esta nova forma de ver a administração, Haddad perturbou o comodismo e as mentes conservadoras. Haddad percebeu que se a administração olhasse só para o passado e suas encrencas de problemas, não existiriam soluções.
Uma série de políticas públicas orientadas para o futuro começaram a ser implementadas: redução da velocidade nas avenidas para que o fluxo de carros fosse mais contínuo e se perdesse menos tempo no trânsito; ampliação de faixas exclusivas e corredores de ônibus para que as pessoas possam ficar mais tempo em casa com suas famílias; construção de uma rede de ciclovias e ciclofaixas e investindo nos deslocamentos a pé conectando São Paulo com o paradigma de mobilidade do século XXI, com todos os seus benefícios ambientais, de bem viver etc..
São Paulo começou a correr para o futuro com a introdução do conceito de ocupação dos espaços urbanos, com a destinação de avenidas e ruas para usufruto exclusivo das pessoas para que possam caminhar, se encontrar e se divertir aos domingos; com a redução das mortes por atropelamento; com a instituição de programas humanizadores como Braços Abertos, Transcidadania; com a redução do tempo de espera nas filas dos hospitais e postos de saúde através da construção de uma rede de Hospitais-Dia; com a oferta de milhares de novas vagas em creches e pré-escolas. A gestão Haddad foi a que mais ampliou a oferta dessas vagas.
Em suma, o que foi mudado foi a troca do paradigma da construção de túneis e elevados pelo fornecimento de mais e melhores serviços, com custos menores. O que mudou foi olhar mais para as pessoas e menos para os carros e para a especulação imobiliária predatória. Ciclovias, avenidas abertas para as pessoas, eventos culturais, parques lineares, mobilidade urbana, entre outras iniciativas, constituem um complexo de inovações que se articulam para que as pessoas ocupem os espaços públicos e tenham uma relação com a cidade mais aberta, mais intensiva, mais humana e mais humanizadora.
Haddad derrubou muros e preconceitos, perturbou os conservadores e contrariou interesses avessos ao bem público da cidade. Entregou mais a cidade aos munícipes com os conselhos participativos que precisam ser aperfeiçoados. Contribuiu para que a cidade tenha um estatuto de esperança para o futuro, com a aprovação do Plano Diretor. Erros certamente foram cometidos e há o peso desabonador do PT. Por isso, a candidatura à reeleição precisa propor um pacto com a militância, com os movimentos sociais e com a sociedade paulistana. Pacto orientado para o futuro, com o compromisso de que a cidade será governada de forma democrática e participativa, com o compromisso de que as soluções dos problemas sejam construídas em parceria com as comunidades.
Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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7 de mar. de 2016

Marcelo Freixo do PSOL do RJ: "Sou oposição, mas defendo Lula contra ditadura judicial"

Por Marcelo Freixo, em seu Facebook.
Venho me manifestar sobre a operação Lava-Jato e a ação desta sexta-feira (4) na casa do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Não tenho nenhuma razão para defender o Lula, nem como pessoa, nem como dirigente político. Lula pertence ao PT, e o PSOL não é da base do governo, nunca foi. Pelo contrário: saímos do PT exatamente quando o partido começou, em nosso entendimento, a se descaracterizar - o que muito tem a ver com a crise atual deste governo. O Lula veio ao Rio de Janeiro para apoiar o Eduardo Paes como prefeito, contra a nossa candidatura em 2012; e já veio novamente dizer que o seu candidato para 2016 é o Pedro Paulo. Estamos, nos últimos anos, em campos totalmente distintos da disputa política. Os governos Dilma e Lula têm pontos que, evidentemente, reconhecemos: como o poder adquisitivo do salário mínimo, o poder de compra da classe trabalhadora, mas nós somos de oposição de esquerda a este governo porque entendemos que houve retrocessos em pontos como ajuste fiscal, a reforma agrária, o debate sobre a questão indígena e tantos outras questões que são muito sérias em nossa avaliação.
Nós defendemos qualquer investigação. Nós entendemos que nenhuma pessoa e partido está acima da lei. Todos podem e devem ser investigados. Nós defendemos, também, que não haja seletividade nas investigações.
O Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário precisam entender que o seu papel é o da Justiça, e neste sentido não podem atender a outros interesses que extrapolem o Estado Democrático de Direito.
Quando a Polícia Federal emite um mandado de condução coercitiva, pelo meu entendimento, qualquer pessoa que seja obrigada a depôr, só pode ser obrigada se ela se negar a depôr. Se não houve a negativa, este mandado deve servir para qualquer um: Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Lula, seja para quem for. Mas se não houve uma negativa para o depoimento, por que a necessidade de mandato de condução coercitivo? Para criar uma determinada imagem política contra um certo campo?
Reafirmo que não tenho nenhuma razão para defender governo A, B ou C, ou determinados dirigentes. Mas, evidentemente, nós vivemos 21 anos sob uma Ditadura Civil-Militar, que custou muito cara para a democracia. Não podemos ter um Estado Democrático de Direito ameaçado por uma outra orientação, seja de quem for. Nenhuma instituição - como nenhuma pessoa - pode estar acima da lei. O que está em jogo é muito mais que um governo ou outro. Temos de ter muita serenidade para fazer um debate sobre um projeto de país com muitos interesses, e, evidentemente, temos que ter responsabilidade.
A Operação Lava-Jato tem um papel muito importante na investigação da prática de corrupção. E a corrupção, neste país, não é um debate exclusivamente moral e comportamental. A corrupção tem relação direta com o envolvimento do grande capital, do financiamento privado das campanhas, da relação das empreiteiras com partidos políticos. Esta estrutura não nasce com o PT. Estas relações foram muito fortes no governo PSDB. E, lamentavelmente, o PT não rompeu com isso. E isso foi seu grande erro: não criar instrumentos contundentes de enfrentamento a estas práticas. Muito pelo contrário: alimentou e se alimentou disso. A figura do Delcídio é um exemplo disso. Ele era operador da própria Petrobras durante o governo PSDB e depois foi para o PT como senador e virou líder do governo no Senado. Esta continuidade, a falta de crítica a este modelo, é o que levou à crise atual da República.
É muito importante que a gente combata a corrupção, mas isso não pode estar a serviço de um projeto ou de outro. Este deve ser um projeto republicano que garanta o Estado Democrático de Direito. Neste sentido, o PSOL defende um outro modelo de desenvolvimento. Não concordamos com o ajuste fiscal que penaliza os trabalhadores, acreditamos na necessidade da radicalização da democracia. Este esclarecimento era necessário. Nunca vamos fugir daquilo que nos cabe, como partido e como figura pública.
Assista ao vídeo clicando aqui.

29 de dez. de 2015

Para Freixo, 2013 é o ano que “não terminou”

"Mesmo nestes tempos sombrios, em que a carcaça política de Eduardo Cunha cheira à metáfora do atual modelo de democracia, os ventos de junho de 2013 continuam a soprar, nos empurram para frente e desanuviam os horizontes", escreve o deputado estadual pelo PSOL no Rio de Janeiro.

29 de jul. de 2014

Financiamento colaborativo de campanha

A nossa campanha não aceita doação de empreiteiras, bancos ou empresas de ônibus - os principais financiadores de campanhas políticas no Brasil. Ela é diferente, limpa e construída com e para as pessoas.

Quer participar de uma campanha coletiva e sem rabo preso? Você pode contribuir via Internet. Acesse:
http://financie.marcelofreixo50123.com.br
 
Você pode contribuir via Internet na construção de uma campanha coletiva e sem rabo preso. Quer...
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17 de abr. de 2014

Gabo e os trabalhadore da Ámerica Latina

Ontem estávamos homenageando o Eduardo Galeano e hoje estamos lamentando a morte do grande Gabriel García Márquez. A genialidade fantástica de Gabo criou a eterna estirpe dos Buendía, as quinquilharias mágicas do cigano Melquíades, a loucura imaginosa de José Arcádio Buendía e o amor desmedido de Florentino Ariza por Fermina Daza, que durou 53 anos, 7 meses e 11 dias...

Gabo é um escritor universal, mas, sobretudo, latino-americano. A alma e a história da América do Sul, com suas revoluções, guerrilhas, mitos, ditaduras e amores rasgados, estão em todas as suas páginas. E aí está a sua grandiosidade.
Sua obra é uma declaração de amor.
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11 de dez. de 2012

O maranhense Manuel da Conceição recebe comenda do Senado Federal

Gilberto Raimundo Castro compartilhou a foto de Etevaldo Lima Etevaldo.
Líder Camponês Manoel da Conceição, receberá do Senado Federal a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.

Senado divulga lista de agraciados com a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.

O presidente do Conselho da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), leu em Plenário, nesta quarta-feira (17), a lista dos cinco agraciados com o prêmio este ano.
Receberão a comenda em virtude de sua história de luta em defesa dos direitos humanos o bispo Dom José Maria Pires, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, o procurador da República Felício Pontes Júnior, o advogado e professor João Baptista Herkenhoff e o líder camponês Manuel da Conceição Santos. Foram analisados 21 indicados para a escolha dos cinco premiados.
A cerimônia de premiação ocorrerá em sessão do Senado no mês de dezembro, em data a ser marcada. Esta é a terceira edição da comenda, criada em 2010.
- Foram escolhidas figuras ilustres da vida brasileira que dedicaram suas vidas à causa de defesa dos direitos humanos – disse Inácio Arruda.
á receberam a comenda em anos anteriores o ministro do Supremo Trunal Federal Carlos Ayres Britto, o cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, o historiador Jair Krischke, o arcebispo Dom Marcelo Pinto Carvalheira, os bispos Dom Tomás Balduíno, Dom Pedro Casaldáliga e Dom Manuel da Cruz, os deputados Paulo César Fonteles de Lima e Marcelo Freixo, e os defensores públicos Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso.
Líder Camponês Manoel da Conceição, receberá do Senado Federal a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.

Senado divulga lista de agraciados com a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara.

O presidente do Conselho da Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), leu em Plenário, nesta quarta-feira (17), a lista dos cinco agraciados com o prêmio este ano.
 
Receberão a comenda em virtude de sua história de luta em defesa dos direitos humanos o bispo Dom José Maria Pires, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, o procurador da República Felício Pontes Júnior, o advogado e professor João Baptista Herkenhoff e o líder camponês Manuel da Conceição Santos. Foram analisados 21 indicados para a escolha dos cinco premiados.
 
A cerimônia de premiação ocorrerá em sessão do Senado no mês de dezembro, em data a ser marcada. Esta é a terceira edição da comenda, criada em 2010.
- Foram escolhidas figuras ilustres da vida brasileira que dedicaram suas vidas à causa de defesa dos direitos humanos – disse Inácio Arruda.
 
Receberam a comenda em anos anteriores o ministro do Supremo Trunal Federal Carlos Ayres Britto, o cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, o historiador Jair Krischke, o arcebispo Dom Marcelo Pinto Carvalheira, os bispos Dom Tomás Balduíno, Dom Pedro Casaldáliga e Dom Manuel da Cruz, os deputados Paulo César Fonteles de Lima e Marcelo Freixo, e os defensores públicos Wagner de La Torre e Antônio Roberto Cardoso.
 

28 de nov. de 2010

Segurança Pública reforça criminalização da pobreza no Brasil


 Isso é que deve ser discutido!

Em entrevista a Terra Magazine, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ), conhecido pelo combate às milícias, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez “a escolha política” de ir “à fonte do financiamento do tráfico”. Segundo ele, a ação da polícia carioca nas favelas reforça “a criminalização da pobreza” e não enfrenta o crime organizado. Ele será enfrentado, diz Freixo, “onde há o lucro (com a ilegalidade), que não é na favela”.
- A favela é a mão de obra barata. É a barbárie – diz o deputado, elencando a Baia da Guanabara e o Porto como locais onde há o tráfico de armas e onde lucra o crime organizado.
Crítico da política de segurança pública do Rio, Freixo afirma que as reclamações dos moradores dos morros questionam a presença da polícia, comparando à ausência de políticas sociais, postos de saúde e escolas. Para o deputado, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) visam atender as necessidades de uma cidade que será Olímpica em 2016:
- As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. (…) A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor – afirma.
Freixo foi presidente da CPI das Milícias, que investiga a ligação de parlamentares com grupos paramilitares. Por conta disto, o deputado chegou a ser ameaçado de morte. Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Terra Magazine – O senhor é conhecido pelo combate às milícias. Em alguma medida, esses ataques podem interferir no comportamento delas?
Marcelo Freixo – Esses ataques não tem nada a ver com milícias, são reações às UPPs, que não atingiram as milícias em nada. Não há nenhuma área atingida pelas milícias que tenham sido ocupadas pelas UPPs. Pelo contrário.
Sobre esses ataques…
Esses ataques são do varejo da droga, que é muito menos organizado do que se imagina. Representam o crime da lógica da barbárie, da violência. Não são pessoas que têm referência com o crime organizado, porque a organização não faz parte de sua cultura de vida. É a barbárie pela barbárie. Então, os ataques não vêm do crime organizado, que deve ser enfrentado de uma outra forma.
Que forma?
Se quiser enfrentar o crime organizado tem que ir para a Baia da Guanabara que é por onde as armas entram. Aí, sim. Ali tem a operação financeira do crime organizado para o tráfico de armas. Isso não se enfrenta no Rio de Janeiro.
O senhor afirma que se trataram de atos bárbaros, sem uma organização. Mas esses ataques estavam sendo comandados pelo Comando Vermelho e pelo Amigo dos Amigos.
São facções da barbárie. É o crime organizado dentro das cadeias. São grupos que só são organizados de dentro das cadeias. Muito mais dentro do que fora. O crime organizado é onde tem dinheiro e poder, que não é o caso das favelas, onde fica a pobreza e a violência. A tradicional política de segurança do Rio, perpetuada há 11 anos, enfrenta as favelas com uma ação letal. Em 2007, o mesmo governo (Sérgio) Cabral entrou no Complexo do Alemão, matou 19 e saiu. Como está o Complexo do Alemão hoje? Igual. Esse tipo de ação é muito ineficaz. Se é para enfrentar o crime organizado, tem que ser onde ele lucra, que não é na favela. A favela é a mão de obra barata, e é a barbárie. É preciso ir à fonte do financiamento e aonde passam as armas. Essa é a escolha política que até hoje o governo Lula não fez.
Como o senhor avalia a implementação das UPPs?
As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. O Estado, portanto, retoma – militarmente – este território. A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor.

No morro Dona Marta, por exemplo, moradores reclamaram bastante da truculência policial durante a ocupação das UPPs.

Em todas as áreas de UPPs existe muita reclamação, e hoje em dia isso vem aumentando. A maioria das queixas são causadas pela agressividade policial, não necessariamente agressão física, mas pela atitude, ou abuso de autoridade. Outra reclamação recorrente é que só polícia chegou a esses morros.
Como assim?
Só chegou polícia e não investimentos sociais. E é claro que não só de polícia a favela precisa. Uma coisa é enfrentar a barbárie, outra coisa é o fator que mantém aquela favela ali. As pessoas precisam de direitos. Não adianta levar a polícia e não levar a escola, o posto de saúde, o saneamento. Isso vai gerando um desgaste para a própria polícia também.
Dentro desse cenário que o senhor chama de “barbárie”, e somando a ele esses ataques recentes, o senhor acredita que fica de ônus ao morador da favela?
Esses momentos reforçam o processo de criminalização da pobreza no Rio, o que é muito perigoso. Hoje, todas as operações policiais no Rio acontecem nas favelas. Todas. Não há nenhuma na Baia da Guanabara, nem no Porto, que é por onde entram as armas e onde funciona – verdadeiramente – o crime organizado. Então, reforça-se esse processo de criminalização das áreas pobres.

Por Marcela Rocha.
Enviado por Eri Santos Castro.