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18 de fev. de 2016

Babilônia em Chamas: Nos EUA quem é da escola keynesiana é comunista.

O crescimento da candidatura de Bernie Sanders para presidente é uma saída para a frente e move a esquerda norte-americana decepcionada com Barack Obama. Chamado de radical e utópico pelos críticos, Bernie responde com ironia. “Estão preparados para um conceito radical? Então lhes digo que vamos trabalhar juntos pela educação, em vez de aumentar o número de cadeias e encarceramentos.”

24 de jan. de 2015

A tal da "catástrofe em câmara lenta" está cada vez menos lenta, afirma Ladislau Doubor

Ladislau Dowbor ao lado de Tarso Genro são os dois principais intelectuais brasileiros da esquerda mundial
Caros,

Aos trancos e barrancos estamos entrando no ano 2015, ano de grandes momentos, em torno do que vem depois dos objetivos do milênio (Nova Iorque), do aquecimento global (Paris), do financiamento do desenvolvimento sustentável (Addis Abeba) e outros. A tal da “catástrofe em câmara lenta” continua catastrófica, só que em câmara cada vez menos lenta. A Unep lembra em relatório de 2015 que há cerca de 300 trilhões de dólares (o Pib mundial é de 70 trilhões) rodando no sistema financeiro (sem contar derivativos) e que poderiam financiar o descalabro social de grande parte do planeta e a reconversão tecnológica necessária para reduzir os impactos ambientais (www.unep.org).
 Na linha dos textos no nosso blog, o problema real não é de falta de recursos, e sim da geração de um sistema de governança que permita o seu uso na economia real. Estamos disponibilizando alguns textos novos, lembrando sempre que o blog dowbor.org é essencialmente uma biblioteca científica, disponibilizando textos relevantes e não necessariamente recentes.

1)    Está agora disponível online na íntegra o livro Educação para a Sustentabilidade, (http://dowbor.org/livros-em-colaboracao/) organizado por Janette Brunstein, Arilda Godoy e Hélio Silva. Os organizadores montaram uma coletânea sobre uma temática importante tanto para a academia como para gestores em geral: já não é possível formar administradores sem que compreendam a dimensão dos desafios ambientais. A simples busca da eficiência a curto prazo, que tanto prevaleceu nos currículos dos futuros gestores, está nos levando a desastres planetários. Trata-se aqui de 17 textos, com autores de primeira linha,  sobre como redimensionar a educação para a sustentabilidade. O capítulo de Dowbor encerra o livro. (http://dowbor.org/2012/05/8972.html/)

2)    Saiu também a coletânea organizada por Ignacy Sachs e François Mancebo, Transitions to Sustainability, com textos elaborados a partir dos encontros científicos da universidade de Reims, França. A ideia geral é sistematizar propostas para um mudança de rumos nas formas de gestão econômica e social, visando a sustentabilidade. Os três eixos principais do livro se referem ao resgate do planejamento (back to planning), à necessidade de um novo contrato social, e às formas correspondentes de governança. O capítulo de Dowbor éEconomic Democracy: meeting management challenges in Brazil. A Springer infelizmente ainda trabalha com condições estritas de copyright. O livro está disponível no Amazon, na versão impressa e em eBook. (www.springer.com)

3)    A Garamond lançou o livro Desenvolvimento, inovação e sustentabilidade: contribuições de Ignacy Sachs. Trata-se de uma coletânea com visão prospectiva e propositiva, reunindo autores como Cristovam Buarque, Luciano Coutinho, Jorge Wilheim e outros, além de um prefácio de Enrique Iglesias. Pela qualidade das contribuições e a visão prática de construção de alternativas, trata-se de uma iniciativa muito feliz. O capítulo Crises e oportunidades em tempos de mudança, que oferece uma visão ampla dos desafios e das propostas que estão na mesa, é de autoria conjunta do próprio Ignacy Sachs, de Carlos Lopes e de Ladislau Dowbor. Link do capítulohttp://dowbor.org/2013/05/crises-e-oportunidades-em-tempos-de-mudanca-jan-2.html/
4)    My essay  Economic Democracy has been published by Lambert Academic Publishing, 2014. The general idea is that limiting democracy to its political expression is becoming less realistic, rendering us even more skeptical. For politics once again to make sense, we have to evolve to a more democratic concept of the economy itself. This essay presents in a simple way the various theories about economic alternatives in international literature and shows that there is a new outlook under construction.  The book can also be purchased through Amazon or other, as Economic Democracy: a Brazilian Perspective – LAP Lambert Academic Publishing, Saarbrücken, 2014 – ISBN 978-3-659-62819-1- Online manuscript: link to download: http://dowbor.org/09economicdemocracykd.doc
5)    Em Artigos Recebidos, veja o importante artigo de Amartya Sen sobre as vantagens da saúde pública universal. O prêmio Nobel mostra que o acesso não só apresenta maior eficiência com menores custos, como melhora a produtividade econômica. Saúde não é "gasto", é investimento nas pessoas, além de uma finalidade em si em termos de qualidade de vida. O artigo merece ser traduzido e difundido, inclusive pela visibilidade mundial do autor. Aqui em inglês, 5 páginas, janeiro de 2015 - http://dowbor.org/2015/01/amartya-sen-universal-healthcare-the-affordable-dream-janeiro-2015-5p.html/

Abraço, Ladislau.


Sugestão de pauta: Gilberto Castro.
Enviado por Eri Santos Castro.
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30 de dez. de 2014

Memória de uma trajetória: Os 1º e 2º Seminários Nacionais em Defesa da Amazônia, uma estrategia de ação contra a internacionalização defendida pelos EUA

Lembranças de uma trajetória. Eu então vice-presidente-norte da UNE com o presidente do DCE-UFPA Jarbas (hoje presidente da OAB-PA) na articulação do 1º Seminário Nacional em Defesa da Amazônia, em Belém-PA. O segundo foi , em 1990 em São Luís. Tive o apoio dos coordenadores do DCE-UFMA Isael Gomes(Químico em Fortaleza) e Laurinda Pinto (próxima secretária da Mulher do governo Flávio).

Na época os EUA falavam em internacionalizar a Amazônia.  Essa ação foi orientada pelo PRC-Partido Revolucionário Comunista, organização clandestina que participava. O PRC deu origem a Novo Esquerda e a Tendência Marxista, coletivos da década de 90, que atuavam no interior do PT.

18 de ago. de 2014

Para entender Marina Silva. Qual a sua história na esquerda brasileira?

Tarso Genro e Marina Silva amigos de longe.

Lula foi uma espécie de Centauro Quíron – o tutor, educador e formador dos heróis antigos, dentre eles o mítico Aquiles.- de Eduardo Campos.

A deusa Fortuna sorriu para Eduardo Campos ao oferecer-lhe, mais fruto do acaso do que de um projeto planejado, a oportunidade de agregar força com Marina Silva. Mas como essa deusa é matreira, e às vezes terrível, como foi o caso, aplicou-lhe um golpe definitivo e voltou a sorrir para Marina Silva.
Se Marina triungar, a lógica diz que haveria perturbações e instabilidade política. Mas em política não há certezas absolutas e Marina, se eleita, não necessariamente fracassaria.

Marina tem formação marxista. Foi dos quadros do antigo PRC-Partido Revolucionário Comunista, que atuava clandestinamente durante a ditadura militar, no interior do PT, dando origem à tendência 'Nova Esquerda" e depois Mensagem ao Partido, junto com o governador do RS Tarso Genro e políticos e intelectuais de envergadura do PT.

Com Aldo Fornazieri – Cientista Político.

22 de dez. de 2013

A Carta Capital da semana

Manchete: Balbúrdia no país da Copa
A seis meses do mundial, o futebol brasileiro exibe os seus piores vícios. 

Defesa: A escolha do caça sueco frustra franceses e americanos 

Snowden: Dilma Rousseff não vai retribuir o favor do espião ao mundo? 

Reino Unido: As dificuldades de uma sociedade de classes

2 de dez. de 2013

David Harvey: “O capital está indo bem, mas as pessoas estão indo mal”

Para o geógrafo britânico David Harvey, que escreve sobre urbanização a partir do marxismo, os problemas das cidades criam novas formas de fazer política / O geógrafo esteve no Brasil para lançar livro publicado nos Estados Unidos em 1982
Os problemas urbanos criam um espaço onde novas formas de fazer política podem acontecer. Para o geógrafo britânico David Harvey, 78 anos, é possível constatar isso ao olhar os protestos que ocorreram ao redor do mundo nos últimos anos. “Não vejo as instituições políticas respondendo ativamente a este novo jeito de fazer política. Mas  também não acho que esses movimentos saibam o que fazer”, diz Harvey.
Professor da Universidade da Cidade de Nova York, Harvey falou com a reportagem de CartaCapital em São Paulo, antes de lançar o livro Os limites do capital (Editora Boitempo), publicado originalmente em 1982 e agora traduzido para o português. No livro, Harvey aborda a dinâmica da urbanização a partir de uma interpretação minuciosa do legado do filósofo alemão Karl Marx.
Harvey é um dos principais estudiosos de Marx na atualidade. Suas aulas  sobre o primeiro volume d'O capital de Marx, disponíveis na internet, foram vistas mais de um milhão de vezes. Para o geógrafo, a onda de neoliberalismo iniciada nos anos 1980 faz com que a obra do alemão esteja mais atual do que nunca. Leia no link abaixo a entrevista, feita nesta semana em São Paulo:
Confira entrevista aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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24 de out. de 2013

Uma geração de intelectuais moldada pelo crash de 2008 resgata Marx



Para aqueles jovens demais para lembrar da Guerra Fria mas com idade para lembrar da Grande Recessão, o marxismo parece incrivelmente atual.

Veja na Carta Maior, aqui!

Enviado por Eri Santos Castro.

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9 de jul. de 2013

Slavoj Žižek: Problemas no Paraíso

Problemas no Inferno parecem compreensíveis – sabemos por que as pessoas estão protestando na Grécia ou na Espanha, mas por que é que há problemas no Paraíso, em países prósperos ou que, ao menos, passam por um período de rápido desenvolvimento, como a Turquia, a Suécia e o Brasil? Por Slavoj Žižek


Veja artigo aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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14 de mar. de 2013

Lançamento Boitempo: Menos que nada: Hegel e a sombra do materialismo dialético, de Slavoj Žižek


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Acaba de chegar às livrarias Menos que nada: Hegel e a sombra do materialismo dialético, o maior e mais importante livro teórico de Slavoj Žižek!

Na semana que vem haverá uma sessão de autógrafos com o filósofo esloveno na livraria Saraiva do Shopping Paulista (SP). Mais detalhes sobre a vinda de Žižek ao Brasil ao final deste post!

O livro já está à venda na Saraiva, Livraria Cultura e Livraria da Travessa

Leia abaixo a orelha do livro:
A filosofia ocidental tem se desenvolvido à sombra de Georg Wilhelm Friedrich Hegel, de cuja influência cada novo pensador tenta, em vão, escapar. Seu idealismo absoluto tornou-se, assim, uma espécie de bicho-papão, obscurecendo o fato de ele ser o filósofo dominante da histórica transição à modernidade – período com o qual nosso tempo ainda guarda espantosas semelhanças. Hoje, à medida que o capitalismo global se autodestrói, iniciamos uma nova transição. 
Slavoj Žižek, um dos filósofos mais ambiciosos da atualidade, defende neste livro que é imperativo não apenas voltar a Hegel, mas repetir e exceder seus triunfos, superar suas limitações e ser ainda mais hegeliano que o mestre em si. Tal abordagem permite que o autor, sempre à luz da metapsicologia de Jacques Lacan, diagnostique nossa condição atual e trave um diálogo crítico com as principais vertentes do pensamento contemporâneo – Martin Heidegger, Alain Badiou, Gilles Deleuze, o realismo especulativo, a física quântica e as ciências cognitivas. Obra-prima de Žižek, Menos que nada retoma o legado hegeliano e apresenta um desenvolvimento sistemático de sua filosofia. 

Sobre o livro 
Slavoj Žižek finalmente escreveu a declaração definitiva de sua filosofia. Se alguém está realmente interessado em compreender seu pensamento como um todo, vendo como as diversas partes se encaixam, Menos que nada é a resposta possível. – Adam Kotsko 
Žižek consegue tanto solapar os argumentos pós-modernistas em sua dependência de uma recusa a Hegel quanto endossar as objeções à totalidade que são chave nesses argumentos. – Steven Connor 
Em Menos que nada, Žižek permanece resoluto em sua posição de que o “capitalismo não pode ser reformado”, de que não há nada passível de redenção ou de salvação no seu presente ou passado. – Matthew Cole 
Tudo sobre este livro gira em torno de questões de tamanho – literal e metafórico, possível e sublime, fantasmático e mundano. Menos que nadaé a ferramenta sarcasticamente intitulada por Žižek para seu “megalivro sobre Hegel”. – Peter Osborne

Žižek no Brasil
Žižek estará no Brasil para uma série de conferências que integram o Seminário Internacional Marx: a criação destruidora - um mega evento que passa por seis cidades brasileiras e reúne pensadores como David Harvey, Michael Heinrich, Roberto Schwarz, José Arthur Giannotti, Franscisco de Oliveira, Jorge Grespan, Ruy Braga e José Paulo Netto entre outros. Confira a programação completa aqui.


SENTAR, ESPERAR E REFLETIR
Slavoj Žižek

http://bit.ly/Z2lWH8

SENTAR, ESPERAR E REFLETIR
Slavoj Žižek

Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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7 de mar. de 2013

Žižek e a psicanálise

Emir Sader compartilhou a foto de Boitempo Editorial.
Christian Dunker ministrou ontem a aula "Žižek e a psicanálise" no curso de introdução à obra do pensador esloveno!

Baixe gratuitamente a apostila completa do curso que a Boitempo produziu especialmente para o evento!

http://bit.ly/166KGEG

14 de mar. de 2012

Em 14 de março de 1883 o mundo perdia Karl Marx


Good Day for All ......

"As revoluções proletárias [...] se criticam constantemente a si próprias, interrompem continuamente seu curso, voltam ao que parecia resolvido para recomeçá-lo outra vez, escarnecem com impiedosa consciência as deficiências, fraquezas e misérias de seus primeiros esforços, parecem derrubar seu adversário apenas para que este possa retirar da terra novas forças e erguer-se novamente, agigantado, diante delas, recuam constantemente ante a magnitude infinita de seus próprios objetivos, até que se crie uma situação que torna impossível qualquer retrocesso e na qual as próprias condições gritam:
Hic Rhodus, hic salta!" (Aqui está Rodes, salta aqui! - citando Esopo)

O 18 Brumário de Luís Bonaparte

No 129º Aniversário da Morte de Karl Marx

CAMARADA MARX PRESENTE!!

5 de mar. de 2012

Uma homenagem às mulheres


Rosa Luxemburgo (Róża Luksemburg em polaco; 5 de Março, 1870 - 15 de Janeiro, 1919) líder política e filósofa. Foi uma das principais revolucionárias marxistas do século XIX. Participou na fundação do grupo de tendência marxista que viria a tornar-se, mais tarde, o Partido Comunista Alemão. Foi assassinada brutalmente e teve seu corpo jogado em um Rio na Alemanha.

22 de fev. de 2012

Depois do Carnaval, David Harvery no Brasil


David Harvey fará conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro

O geógrafo britânico David Harvey vem ao Brasil a convite da Boitempo Editorial. Ele apresentará conferências em São Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 27 e 29 de fevereiro, logo após o carnaval. Autor do livro "O enigma do capital e as crises do capitalismo", entre outros, Harvey é um dos marxistas mais influentes da atualidade e um apoiador engajado do movimento Occupy. Todos os eventos serão gratuitos e sem necessidade de insrição prévia.

O geógrafo britânico David Harvey acaba de confirmar visita ao Brasil, a convite da Boitempo Editorial, para realizar as conferências de lançamento do livro "O enigma do capital e as crises do capitalismo". Serão três dias de eventos em universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro: na segunda-feira, dia 27/02, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) recebe Harvey no Teatro TUCA; na terça-feira, dia 28/02, é a vez da Universidade de São Paulo (FAU-USP); e na quarta-feira, dia 29/02, o autor marxista se apresenta na Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ).

Todos os eventos são gratuitos e sem necessidade de inscrição prévia. Nos locais haverá venda dos livros da Boitempo com descontos especiais.

Confira a página oficial de David Harvey no Brasil.

Programação completa

27/02 | Segunda-feira | 19h30 - São Paulo (SP)
Teatro TUCA da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Rua Monte Alegre, 1024 - CEP 05014-001, Perdizes - Tel. (11) 3670-8458
Com a presença de Leda Paulani (FEA/USP) e João Ildebrando Bocchi (FEA, PUC-SP)

Realização: APROPUC, Núcleo de Estudo de História: Trabalho, Ideologia e Poder (NEHTIPO), Departamento de História da PUC-SP, Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP e Boitempo Editorial
Apoio: PUC-SP e Teatro TUCA


28/02 | Terça-feira | 18h30 - São Paulo (SP)

Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU/USP)
Rua do Lago, 876 - CEP 05508-900, Cidade Universitária - Tel. (11) 3091-4801

Com a presença de Ermínia Maricato (FAU/USP) e Mariana Fix (LabHab)
Realização: FAU/USP, Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos da FAU (LabHab), Pós-Graduação FAU/USP e Boitempo Editorial


29/02 | Quarta-feira | 18h - Rio de Janeiro (RJ)

Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS/UFRJ)
Largo de São Francisco, 01 – 2º Andar – CEP 20051-070 – Centro

Com a presença de Marco Aurelio Santana (PPGSA-IFCS-UFRJ)

Realização: Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA-IFCS/UFRJ), Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS-UFRJ), Núcleo de Estudos Trabalho e Sociedade (NETS-IFCS/UFRJ) e Boitempo Editorial


O enigma do capital e as crises do capitalismo

Em seu novo livro, O enigma do capital e as crises do capitalismo, David Harvey, o geógrafo acadêmico mais citado do mundo, desnuda as razões para o fracasso da sociedade de “livre mercado”, jogando por terra o argumento de que a crise financeira mundial, que começou em 2008 e está longe de acabar, não tenha precedentes. “Tento restaurar algum entendimento sobre o que o fluxo do capital representa. Se conseguirmos alcançar uma compreensão melhor das perturbações e da destruição a que agora estamos todos expostos, poderemos começar a saber o que fazer”, afirma o autor. Para tanto, Harvey estuda as condições necessárias para a acumulação do capital e utiliza rigoroso arsenal teórico ao expor o papel fundamental que as crises têm na reprodução do capitalismo e os riscos sistêmicos de longo prazo que o capital representa para a vida no planeta.

Riscos sistêmicos estes, inerentes ao capitalismo de livre mercado, que os economistas não foram capazes de compreender quando a crise estourou e até hoje parecem não ter ideia do que são ou do que fazer com eles. Nem sempre, porém, houve essa cegueira generalizada entre os economistas. Segundo Harvey, nos primeiros anos do capitalismo, economistas políticos de todos os matizes se esforçaram para entender os fluxos do capital, mas nos últimos tempos se afastaram do exercício de compreensão crítica para construir modelos matemáticos sofisticados, investigar planilhas e analisar dados sem fim. Qualquer concepção do caráter sistêmico desses fluxos foi perdida sob um monte de papéis, relatórios e previsões.

Com uma capacidade analítica singular, Harvey dirige-se de forma didática e acessível ao leitor pouco familiarizado com o jargão econômico ou marxista, sem ser simplista. Por meio da construção detalhada de cada conceito, torna a leitura gradativamente mais complexa na medida em que uma maior articulação é necessária para explicar a dinâmica do fluxo do capital, seus caminhos sinuosos e sua estranha lógica de comportamento, tarefa fundamental para explicar as condições em que vivemos atualmente.

Sobre o autor
David Harvey é um dos marxistas mais influentes da atualidade, reconhecido internacionalmente por seu trabalho de vanguarda na análise geográfica das dinâmicas do capital. É professor de antropologia da pós-graduação da Universidade da Cidade de Nova York (The City University of New York – Cuny) na qual leciona desde 2001. Foi também professor de geografia nas universidades Johns Hopkins e Oxford. Seu livro Condição pós-moderna (Loyola, 1992) foi apontado pelo Independent como um dos 50 trabalhos mais importantes de não ficção publicados desde a Segunda Guerra Mundial. Seus livros mais recentes, além de O enigma do capital (Boitempo), são: A Companion to Marx’s Capital (Boitempo, no prelo) e O novo imperialismo (São Paulo, Loyola, 2004).

Da Assessoria do autor.
Enviado por Eri Santos Castro.
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14 de nov. de 2011

Grécia, Itália e os sagazes sarcasmos de Marx sobre os “governos técnicos”

Se retornasse ao debate jornalístico, analisando o caráter cíclico a crise capitalistam de hoje, Marx seria lido com interesse na Grécia e na Itália por um motivo especial: a volta do “governo técnico”. Para ele, esse tipo de governo representa a impotência do poder político em um momento de transição. Os governos já não discutem as diretrizes econômicas, mas, ao contrário, elas é que são as parteiras dos governos. O artigo é de Marcello Musto.

Editado por Eri Santos Castro.
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12 de jul. de 2011

Novo livro e lançamento de site marcam 75 anos de vida de Wladimir Pomar


O analista político e escritor Wladimir Pomar, histórico militante da esquerda brasileira, vai comemorar seu 75º aniversário,  nesta quinta-feira (14), lançando seu o livro “Os latifundiários”, numa livraria do Rio de Janeiro. Na mesma data, entra no ar o site www.wladimirpomar.org.br, que abrigará uma biblioteca digital com parte de seus textos, uma galeria de fotos do ativista e reproduções de quadros pintados por ele no período em que esteve preso pelo regime militar no Brasil, entre outros itens biográficos do ativista.
Pomar foi um dos fundadores do PT, integrou a executiva nacional do partido entre 1984 e 1990 e foi coordenador-geral da campanha presidencial da primeira candidatura de Lula, em 1989. O analista político é autor de vários trabalhos sobre a economia e a sociedade chinesa.

Colônia

Primeiro título de uma coleção destinada a analisar a formação histórica e o comportamento atual das grandes classes e frações de classe existentes na sociedade brasileira, "Os Latifundiários", conta a história dos descendentes diretos dos donatários e dos sesmeiros que se instalaram no Brasil desde a primeira metade do século 16 e contribuíram para desenhar a sociedade desigual que temos hoje no país.

24 de mar. de 2011

Imperialismo, fase atual do capitalismo

Reproduzo artigo de Emir Sader, publicado no sítio Carta Maior:

Mesmo sabendo que o Brasil não votou a favor da resolução da ONU sobre o ataque à Líbia, Obama teve a deselegância de dar a ordem de começo da operação militar em solo brasileiro, durante sua viagem relâmpago ao nosso país. Ao mesmo tempo, esbanjou charme, ele e sua mulher, fez elogios fartos ao Brasil e a Dilma – mesmo se muito parco nos acordos concretos.

A visita de Obama permitiu conhecer de perto as duas caras do mesmo do rosto da potência imperial. A fisionomia pode ser grosseira, como a do seu antecessor, Bush, ou ter a cara simpática de Obama, mas a politica continua sendo a mesma: imperial, belicista, agressiva.

Porque os EUA não são apenas um país rico. São a cabeça do sistema imperialista mundial. Um sistema que teve sua origem no sistema colonial, aquele que, desde a Europa, submeteu os países dos outros continentes, os explorou, os oprimiu – usando trabalho escravo da África –, dividiu-os entre si e constituiu um sistema internacional de poder que passou a controlar o mundo, sob hegemonia inglesa.

A decadência inglesa abriu campo para uma disputa de sucessão entre duas potências emergentes – a Alemanha e os EUA -, que as duas guerras mundiais resolveram a favor deste último. Ao mesmo tempo, as formas de dominação foram mudando. Da ocupação direta, que considerava que as colônias faziam parte dos territórios do país colonizador, foi se passando a formas de dominação que conviviam com a independência politica dos países dominados, mas submetidos a forte controle econômico, tecnológico e militar. Foi se passando do sistema colonial ao sistema imperialista, que tem nos EUA sua cabeça fundamental. Fundem-se no poder norteamericano o poder econômico, político, tecnológico, militar e ideológico.

O imperialismo e os monopólios são a consequência natural da concorrência capital no mercado, em que os mais fortes se tornam cada vez mais fortes, os poderosos cada vez mais poderosos. A concentração de renda e de poder é um resultado obrigatório das condições da concorrência, em que o Estado tem um papel estratégico, seja de favorecer os grandes grupos econômicos, seja de promover os interesses das grandes potências nos conflitos internacionais.

Os EUA passaram a defender os interesses do bloco capitalista em escala mundial, mediante sua força militar, sua capacidade de ação politica, de exportação global dos valores das suas formas de vida – o “modo de vida norteamericano”. Defendeu a esse bloco durante a Guerra Fria – do término da Segunda Guerra Mundial até o fim da URSS (de 1945 a 1991) – contra os “riscos do comunismo”.

Terminado esse período, passaram a buscar inimigos que justificassem a manutenção e a contínua militarização da sua economia e dos conflitos. Encontraram no “terrorismo” esse novo inimigo. As guerras do Afeganistão, do Iraque e agora da Líbia expressam a forma concreta que essa luta adquire – contra países árabes, portadores de recursos energéticos que os países ocidentais não dispõem ou dispõem de forma insuficiente.

Por que governantes de partidos distintos, com estilos diferentes, acabam defendendo os mesmos interesses: respeitando antes de tudo o poder dos bancos, da indústria bélica, mantendo as guerras iniciadas e começando outras? Porque, para além daquelas diferenças, se mentem o mesmo papel imperialista dos EUA? Porque é um Estado que tira sua legitimidade, sua força, dessa função de líder do bloco das potências capitalistas no mundo.

As guerras sempre foram parte integrante na afirmação da superioridade imperialista. Aproveitando-se da sua superioridade no plano militar, tratam de resolver os conflitos pela força, impõem-se a seus aliados valendo-se dessa superioridade militar. Assim os EUA se tornaram a potência mais bélica da história da humanidade, não apenas pelo seu poderio militar, mas também pela quantidade de invasões, agressões, desembarques, participações em golpes militares.

Mesmo com a economia em recessão, os EUA mantem sua capacidade de intervenção militar, de forma direta ou através de aliados, em quase todas as regiões do mundo, de que a Líbia agora é a confirmação. A luta pela democracia no mundo passa pela ruptura do mundo unipolar e a passagem a um mundo multipolar, em que o maior numero de vozes possíveis sejam ouvidas para decidir os destinos da humanidade, até aqui concentrados nas mãos do maior império e o mais agressivo que a história conheceu.

Enviado por Eri Santos Castro.
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6 de jan. de 2011

“Em torno de Marx” é o mais novo livro de Leandro Konder

Numa época em que Marx, ao mesmo tempo que está ontologicamente atualíssimo, permanece sepulto e enterrado epistemologicamente por muitas escolas da irrazão, a publicação deste novo livro de Leandro Konder é um convite aberto para que seus leitores possam redescobrir Marx.
Marx se tornou uma celebridade por suas intervenções polêmicas no campo da história, na crítica da economia política, na análise das lutas de classes e na mudança das relações de produção. Entretanto, um aspecto de sua contribuição à construção do conhecimento na cultura do Ocidente ficou subaproveitado: a dimensão filosófica.
Uma recuperação da criatividade e do vigor crítico do pensamento radical de Marx depende desses teóricos ousados, pois são eles que o mantêm vivo; mas, para ser coerente com sua concepção da história, para ressurgir com toda a força no campo de batalha, o marxismo precisa encontrar nos movimentos sociais seu “exército”, seus “portadores materiais”, aos quais leva sua perspectiva revolucionária. É o encontro da ação com a teoria – aquilo que Marx chamou de práxis.

*Sobre o autor
Leandro Konder nasceu em 1936, em Petrópolis (RJ), filho de Valério Konder, médico sanitarista e líder comunista. Formado em Direito, Leandro exilou-se em 1972, após ser preso e torturado pelo regime militar, e morou na Alemanha e depois na França até seu regresso ao Brasil em 1978. Doutorou-se em Filosofia em 1987 no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. É professor do Departamento de Educação da PUC-RJ e do Departamento de História da UFF. Tem vasta produção como conferencista, articulista de jornais, ensaísta e ficcionista. Em 2002 foi eleito o Intelectual do Ano pelo Fórum do Rio de Janeiro, da UERJ. Um dos maiores estudiosos do marxismo no país, é autor, entre outras obras, de Sobre o amor(Boitempo, 2007), As artes da palavra – elementos para uma poética marxista (Boitempo, 2005), A questão da ideologia (Companhia das Letras, 2000), Barão de Itararé, o humorista da democracia(Brasiliense, 1982) e Os marxistas e a arte (Civilização Brasileira, 1967).

  
Sugestão de pauta: Bruno Rogens.
Enviado por Eri Santos Castro. 

9 de set. de 2009

Mais de 4 mil intelectuais reuniram-se para debater Mészáros

O militante de esquerda que não conhecer Mészáros está fora do debate político da construção do novo socialismo. O pragmatismo só leva a um lugar: também à barbárie.
III Seminário Internacional Margem Esquerda
Ciclo de conferências e debates reúne mais de
4 mil pessoas para debater a obra de István Mészáros
Para homenagear o filósofo húngaro, alguns dos mais importantes intelectuais do Brasil e do exterior participaram dos debates realizados em oito cidades, ao longo de duas semanas, sobre a temática "os desafios do tempo histórico"
Após um ciclo de debates que se estendeu por duas semanas, encerrou-se no último dia 1/9 o III Seminário Internacional Margem Esquerda, que teve como tema a obra do filósofo húngaro István Mészáros. Discípulo do também húngaro Georg Lukács, Mészáros esteve no Brasil prestigiando os debates e proferiu cinco conferências, em três cidades brasileiras. Considerado um dos maiores pensadores marxistas da atualidade, ele aproveitou sua passagem pelo País para lançar a obra: Estrutura social e formas de consciência: a determinação social do método.


O legado de Mészáros foi o ponto de partida para as discussões e é considerado fundamental para o entendimento do sistema do capital, bem como de sua crise estrutural e da sua necessária superação. Alguns dos mais importantes intelectuais do Brasil e do exterior ajudaram a construir as reflexões sobre o nosso tempo e as lutas que se apresentam no horizonte. As mesas reuniram 40 palestrantes e muitos apoiadores abordando temas diversos, sempre sob a perspectiva marxista -– meio ambiente, educação, trabalho, alienação, financeirização, indústria bélica, entre outros.


Com os anfiteatros lotados, somente em São Paulo o filósofo reuniu cerca de 1.400 pessoas: 600 delas na USP, e alguns dias depois extrapolou a lotação do TUCA, teatro com 770 lugares. Em Porto Alegre, cerca de 950 pessoas –- 850 sentadas e mais de uma centena delas em pé -– assistiram a conferência de Mészáros, realizada em parceria com a Reitora da UFRGS e a Federação de Metalúrgicos. No Rio de Janeiro calcula-se que pouco menos de mil pessoas (400 na UERJ, mesmo sem aulas, e outras 500 na UFRJ) tenham comparecido ao III Seminário Margem Esquerda. Mesas realizadas na Fundação Santo André, Unicamp, Unesp-Araraquara, Cefet-MG e UNB foram igualmente exitosas (algumas chegaram a marca de 300 ouvintes), mesmo não tendo contado com a presença do homenageado. A estimativa é de que perto de 4 mil pessoas tenham participado das atividades.


Com esforço para democratizar os conteúdos, o seminário contou com dezoito eventos em nove universidades, localizadas em oito cidades de cinco Estados diferentes. Entretanto, não foi possível contemplar muitos locais que gostariam de ter recebido os debates. Por isso, em breve disponibilizaremos os vídeos das mesas gravadas para todos os interessados. Será mais uma contribuição da Boitempo Editorial para a difusão de obras de qualidade e do pensamento crítico em nosso país.
Na avaliação de Ivana Jinkings, editora da revista e uma das organizadoras do evento, "a enorme afluência de público confirma a singularidade intelectual e militante do homenageado, um pensador que não se furta ao embate político. István Mészáros hoje personifica os ideais da emancipação humana; seus livros contribuem não apenas para a compreensão do mundo, mas apontam para sua transformação radical".


Confira mais informações sobre os seminários e as mesas no Blog da Boitempo
Sugestão de pauta com Ricardo Ferro
Enviado por Eri santos Castro