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22 de jul. de 2020

Trump faz ato de guerra, manda fechar consulado chinês em Houston e Pequim irá retaliar

Nesta quarta-feira, 22, Washington agravou ainda mais a situação ao ordenar de forma abrupta o fechamento do consulado chinês em Houston, no Texas.
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que determinou o fechamento do consulado da China em Houston, Texas, ampliou a tensão entre os dois países e Pequim promete reagir com “contramedidas firmes”.

21 de fev. de 2017

O jornalista e escritor americano da geração beat Hunter Thompson e o nosso Cunha Santos do Maranhão

Há 12 anos, falecia o jornalista e escritor da geração beat Hunter S. Thompson, pioneiro no chamado jornalismo gonzo. Relembre títulos como "Hell’s Angels", "Diário de um jornalista bêbado" e "Medo e delírio em Las Vegas".
Alô comandante Cunha Santos!

15 de ago. de 2016

Pokémon Go e o capitalismo de vigilância

Fabricante adverte oficialmente: “Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos…” Mas quem é que lê isso?

Pode falar-me do “Pokemon Go”?
Já dei três entrevistas sobre isso, de modo que agora tenho de me aprofundar nas fontes primárias.
Programador do jogo: Niantic Labs. É uma start-up da Google. Os laços da Google com o Big Brother são bem conhecidos, mas irei um pouco mais fundo.
A Niantic foi fundada por John Hanke, o qual fundou a Keyhole, Inc. – um projeto de mapeamento de superfícies cujos direitos foram comprados pela mesma Google e utilizados para criar o Google-Maps, o Google-Earth e o Google Streets.
E agora, atenção, observe as mãos! A Keyhole, Inc. foi patrocinada por uma empresa de capital de risco chamada In-Q-Tel , que é uma fundação oficialmente da CIA estabelecida em 1999.
As aplicações mencionadas acima resolvem desafios importantes:
Atualização do mapeamento da superfície do planeta, incluindo estradas, bases [militares] e assim por diante. Outrora tais mapas eram considerados estratégicos e confidenciais. Os mapas civis continham erros propositais.
Robots nos veículos da Google Streets olhavam tudo por toda a parte, mapeando nossas cidades, carros, caras…
Mas havia um problema. Como espiar dentro dos nossos lares, porões, avenidas com árvores, quartéis, gabinetes do governo e assim por diante?
Como resolver isso? O mesmo estabelecimento, Niantic Labs, divulgou um brinquedo genial que se propagou como um vírus, com a mais recente tecnologia da realidade virtual.
Uma vez descarregada a aplicação e dadas as permissões adequadas (para acessar a câmara, microfone, giroscópio, GPS, dispositivos conectados, incluindo USB, etc) o seu telefone vibra de imediato, informando acerca da presença dos três primeiros pokemons! (Os três primeiros aparecem sempre de imediato e nas proximidades).
O jogo exige que você dispare para todos os lados, atribuindo-lhe prémios pelo êxito e ao mesmo tempo obtendo uma foto da sala onde está localizado, incluindo as coordenadas e o ângulo do telefone.
Parabéns! Acaba de registar imagens do seu apartamento! Preciso explicar mais?
A propósito: ao instalar o jogo você concorda com os termos do mesmo. E não é coisa pouca. A Niantic adverte-o oficialmente: “Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos…”. Mas quem é que lê isso?
E há o parágrafo 6: “Nosso programa não permite a opção “Do not track” (“Não me espie”) do seu navegador”. Por outras palavras – eles o espiam e o espiarão.
Assim, além do mapeamento alegre e voluntário de tudo, outras oportunidades divertidas se apresentam.
Por exemplo: se alguém quiser saber o que está a ser feito no edifício, digamos, do Parlamento? Telefones de dúzias de deputados, pessoal da limpeza, jornalistas vibram: “Pikachu está próximo!!!” E cidadãos felizes agarrarão seus smartphones, ativarão câmaras, microfones, GPS, giroscópios… circulando no lugar, fitando o écran e enviando o vídeo através de ondas online…
Bingo! O mundo mudou outra vez, o mundo está diferente.
Bem vindo a uma nova era. 1
Pokemon Go é Totalitarismo, diz Oliver Stone.
Durante seu painel na Comic-Con, o diretor de ‘Snowden’ advertiu sobre os riscos à privacidade do videojogo popular e da internet em geral.
O diretor de cinema Oliver Stone tem apontado o famoso aplicativo de jogo Pokémon Go como um “novo nível de invasão” da privacidade que poderia levar ao “totalitarismo”.
O norte-americano expressou preocupações sobre o jogo e como ele promoveu na Comic-Con International seu novo filme, Snowden, sobre o consultor da Agência de Segurança Nacional, Edward Snowden, que revelou ao mundo os mecanismos de espionagem utilizados pelo governo dos EUA.
Depois que ele foi questionado sobre os problemas de segurança associados com Pokémon Go, Stone disse que as empresas estavam realizando o “capitalismo de vigilância”, monitorando o comportamento das pessoas.
E, aproveitando as circunstâncias, o diretor de Wall Street e Platoon aproveitou a oportunidade para avisar os nerds do mundo sobre a ferramenta definitiva de controle usada pelo totalitarismo moderno para obter seus dados pessoais e colocar sempre sob o olhar do Big Brother. Uma ferramenta chamada… Pokemon Go.
Segundo a revista Time, ele disse ao público na Comic-Con em San Diego: “Isso não é engraçado. O que está acontecendo é um novo nível de invasão.
“Os lucros são enormes aqui para o Google. Eles investiram uma enorme quantidade de dinheiro em mineração de dados para saber o que voce compra, o que gosta e como voce se comporta”. “Acabaremos vendo uma nova sociedade de robôs. “É o que algumas pessoas chamam de capitalismo de vigilância.” E ele acrescentou: “Vamos ver uma nova forma de, francamente, sociedade robô. É o que eles chamam de totalitarismo”, concluiu o diretor.
Pokémon Go, que é gratuito para download, tem enfrentado críticas sobre a possibilidade de acessar a toda conta do Google de um jogador, incluindo e-mail e senhas.
O fabricante do aplicativo, Niantic, insistiu que o movimento não foi intencional e tranquilizou os usuários ao dizer que não estava coletando todos os dados excepcionais.
Stone dirige Snowden, o filme, (com Joseph Gordon-Levitt e Shailene Woodley) que tem no papel principal Joseph Gordon-Levitt interpretando Edward Snowden, e inclusive visitou o ex-analista da NSA em Moscow, onde ele está no exílio.
Stone, que ganhou um Oscar de melhor diretor por Platoon, afirmou que cada grande estúdio de filme desprezou seu novo filme, forçando-o a encontrar financiamento na França e na Alemanha.
O filme Snowden, deverá ser lançado nos EUA em 16 de setembro. 2
Pokémon Go Invasão de Privacidade
Pokémon Go: O produto é VOCÊ

8 de ago. de 2016

Bernie Sanders pede que EUA se posicionem por eleições no Brasil

Bernie Sanders pede que EUA se posicionem por eleições no Brasil http://glo.bo/2aVALLG
Senador americano diz que julgamento de Dilma não é legal, mas político. 'EUA não podem ficar em silêncio', afirmou ex-concorrente de Hillary.
G1.GLOBO.COM
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16 de jul. de 2016

Mundo globalizado: Povo na rua derruba golpe na Turquia. Golpe derrotado na Turquia derrubará Temer.

A vitória popular sobre uma tentativa de golpe militar na Turquia poderá produzir dois efeitos no Brasil; o primeiro será encorajar movimentos sociais que defendem o "Fora Temer" a sair às ruas, especialmente durante a Rio 2016, quando as atenções do mundo estarão voltadas para cá; o segundo será forçar um posicionamento mais incisivo das lideranças internacionais sobre o golpe parlamentar ocorrido no Brasil; ao comentar a situação na Turquia, o presidente americano Barack Obama disse que todos deveriam respeitar o governo "democraticamente eleito"; sobre o Brasil, ele se manteve calado; silêncio internacional, no entanto, começa a ser quebrado, como no manifesto de senadores franceses contra o golpe brasileiro; com um equilíbrio frágil, Temer pode balançar.
Com Brasil 247.
Foto de Eri Castro.

4 de jul. de 2016

Entenda o que é guerra híbrida:A nova guerra do sec XXI tem o Brasil no epicentro (Leitura obrigatória)

Entenda o que esta acontecendo com o Brasil.
Leitura obrigatoria!

COMPARTILHE NA REDE SOCIAL | Nos manuais norte-americanos as ações não-convencionais contra “forças hostis” a Washington. A centralidade do Pré-Sal no…
DINAMICAGLOBAL.WORDPRESS.COM

24 de abr. de 2016

EUA culpados da crise política no Brasil, será?

Em outubro de 2013, no início dos protestos no Brasil de natureza social e econômica, o governo dos Estados Unidos indicou a diplomata de carreira Liliana Ayalde para o cargo de embaixadora dos EUA no Brasil, em Brasília, substituindo o embaixador Thomas Shannon.
Fluente em português e espanhol, Liliana era assistente de adjunto de Secretário de Estado para Cuba, América Central e Caribe, no setor de Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.
Lembramos que entre 2008 e 2011, Ayalde foi embaixadora dos EUA no Paraguai. Um ano depois, em 2012, o presidente paraguaio Fernando Lugo foi afastado do cargo pelo Senado, por 39 votos contra 4, depois de um rápido julgamento político em que foi considerado culpado de "mau desempenho", sendo substituído pelo vice-presidente Federico Franco. O processo de impeachment durou menos de 36 horas. Lugo declarou que considerava o impeachment como um golpe, “organizado pelos EUA”, informou a agência EBC. O vice-presidente Federico Franco assumiu a presidência do país no mesmo dia da consumação do impeachment.
​A Sputnik contatou dois especialistas russos em ciências políticas para saber a sua opinião sobre o assunto e comprovar se há semelhanças entre os casos de impeachment do presidente paraguaio e da presidente brasileira.
“Acho que podemos afirmar, com certo grão de certeza, que neste caso nós falamos sobre o especialista em, por assim falar, operações secretas. Acho que não estaremos errados ao afirmar isso. Claro que no início a crise politica no Brasil tinha motivos sociais e econômicos, sendo um país grande e, em comparação com o Paraguai, mais independente no seu desenvolvimento. Mas nós vivemos em um mundo interligado e interdependente, por isso não podemos ignorar a possibilidade da influência de fatores externos neste caso, em particular, o papel de Washington na crise brasileira. Liliana Ayalde deixou o Paraguai [em 2011], um ano antes do golpe de Estado no país, mais ainda naquela época, de acordo com os analistas latino-americanos, a embaixadora estadunidense negociou sobre o possível golpe no Paraguai com o ministro da Defesa e o vice-presidente deste país, Federico Franco, que, depois dos acontecimentos de 2012, assumiu o cargo de presidente. Então já no ano 2011, os altos funcionários planejavam o afastamento do presidente Lugo do poder. Os esforços de Ayalde foram apreciados nos EUA e ela, depois de ser embaixadora no ‘pequeno’ Paraguai, encabeçou a agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional [USaid], em seguida, se tornou assistente de adjunto de Secretário de Estado para Cuba, América Central e Caribe, no setor de Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado e depois, em outubro de 2013, embaixadora no Brasil. O que é mais importante é que tudo isso aconteceu depois do início dos protestos da juventude brasileira, que primeiramente tinham a natureza social e econômica, mas logo depois foram politizados por algumas organizações não governamentais, financiados e direcionados pelos Estados Unidos. Isto é o que sabemos. E temos que admitir que a participação dos EUA nos acontecimentos de afastamento de Dilma não é discutida abertamente pelos altos políticos brasileiros. Mas a informação sobre isso existe, em particular, nos documentos publicados pelos WikiLeaks e nos discursos de alguns analistas latino-americanos em ciências políticas, que permitem formar a visão claro das origens da crise política no Brasil”, disse Aleksandr Kharlamenko, o chefe de centro da informação do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia.
”Eu não diria que aqui tem algum tipo de conspiração, porque cada embaixador em cada Estado protege os interesses do seu próprio país, e o que Liliana Ayalde estava fazendo no Paraguai e, em seguida, no Brasil era isso mesmo. Ela simplesmente seguia as instruções do Departamento de Estado de acordo com a missão de embaixadora. Por isso acho que aqui não existe nenhum tipo de conspiração, aqui nós vemos os interesses diretos dos EUA na América Latina. E os mesmos interesses estadunidenses nos diferentes países latino-americanos estão ‘protegidos’ deste jeito. No caso do Brasil, agora nos falamos sobre o Brasil, claro que é o golpe de Estado. Mas quero admitir que o Departamento de Estado dos EUA não reconhece oficialmente os acontecimentos no Brasil como o golpe de Estado e não concorda com as avaliações de Dilma Rousseff sobre a situação”, afirma Mikhail Belyat, professor da Universidade Estatal Humanitária russa.

11 de mar. de 2016

Bomba, bomba,bomba- Como os EUA tentam derrubar governos: Da primavera árabe ao Brasil



Jornal GGN – Mais de cinco anos se passaram desde o início dos protestos no Oriente Médio, que ficaram conhecidos como Primavera Árabe. As revoltas foram desencadeadas contra presidentes que estavam entre 20 e 40 anos no poder. Mas as condições para os conflitos tinham motivações sociais: alto desemprego e economias estagnadas. Terreno ideal para o incentivo norte-americano, estrategista no investimento de milhões de dólares na disseminação de sua ideologia.

Zine al-Abidine Ben Ali estava há mais de 20 anos no poder da Tunísia, Hosni Mubarak há 30 no Egito, Muammar Khadafi governou a Líbia por 42 anos, e Bashar al-Assad sucede o governo de 30 anos de seu pai na Síria, país que até hoje é palco de guerra civil, obrigando ao deslocamento de boa parte de sua população, agora na condição de refugiados pelo mundo.

Mas não foi pelo meio bélico que os Estados Unidos defendeu seus interesses nos países orientais em 2011. A essa outra forma de "ataque", o estrategista militar norte-americano Thomas Barnett denominou antecipadamente "sistemas administradores", na apresentação da Technology, Entertainment, Design (TED) 2005, intitulada "The Pentagon’s New Map for War & Peace". O "ataque" é efetivado em países alvos de desestabilização econômica ou social, e ocorre por meios de comunicação, jornais, ONGs, redes sociais, ativistas, empresários, organizações.

Se condições similares são encontradas, atualmente, no Brasil, há quem defenda que não são coincidências.

Para entender como a geopolítica dos Estados Unidos atua, o GGN conversou com o cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, autor de mais de 20 obras, entre elas "A Segunda Guerra Fria - Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos" (2013, Civilização Brasileira). Aos 80 anos, lança mais um livro em maio deste ano, "A Desordem Internacional".

"A crise hoje no Brasil é dimensionada de forma tão absurda como está ocorrendo porque os Estados Unidos não admitem a emergência de outra potência na América do Sul", afirmou. O pesquisador trouxe detalhes de como instituições norte-americana trabalham:
"não é somente a CIA. (...) As ONGs, financiadas pelo dinheiro oficial e semioficial, como a USAID e a National Endowment for Democracy, atuam comprando jornalistas, treinando ativistas. O programa da Primavera Árabe foi elaborado, ainda, no tempo de George Bush", contou.
Para o Prof. Moniz Bandeira, o mesmo está sendo feito no Brasil.
 Acompanhe a seguir e nos vídeos alguns trechos da entrevista:

GGN – Sobre essa nova geopolítica americana nas guerras nos países árabes, de que maneira que se dava a estratégia de insuflação, o uso de redes sociais?

Moniz Bandeira – Os Estados Unidos têm como objetivo os neoconservadores. São eles que hoje compõem o principal segmento do partido republicano, infiltrado no partido democrata também, porque o [presidente Barack] Obama manteve esses neoconservadores no seu Departamento de Estado. O objetivo é o domínio completo, espaço, área de todo o universo. O domínio total.

E é preciso compreender que a crise hoje no Brasil é dimensionada de forma tão absurda como está ocorrendo, porque os Estados Unidos não admitem a emergência de outra potência na América do Sul. A questão básica hoje está na moeda.

A Rússia, assim como a China, estão empenhados em acabar com a predominância do petrodólar. Criar outro sistema financeiro internacional. Estão a fazer isso. Estou expondo isso com detalhe no meu novo livro, que vai sair em maio, A Desordem Internacional.

Os Estados Unidos, quando não podem dominar, criam um caos. Agora, é preciso compreender que isso não é somente a CIA. A CIA gasta cerca de 80% do seu orçamento – que aliás, ninguém sabe, porque além do que há da ação oficial, ela tem empresas, até de agências de viagens, então tem um dinheiro muito diluído -, mas 80% que gasta do dinheiro oficial é em operações secretas. Isso já há muito tempo. Ao invés de coletar inteligência.

Porém, hoje, os Estados Unidos usam outras instituições. As ONGs, financiadas não só pelo dinheiro oficial e semi-oficial, como a USAID [United States Agency for International Development] e a NED [National Endowment for Democracy], comprando jornalistas, treinando ativistas, pesquisadores. Há programa sobre isso. Esse da Primavera Árabe foi elaborado, ainda, no tempo de Bush.

Na Ucrânia, os cursos foram dados dentro da Embaixada dos Estados Unidos. Isso está tudo documentado.

GGN – Que tipo de conteúdo eles davam nesses cursos?

Moniz Bandeira – O tema é defesa da democracia, combater a corrupção. São temas que sensibilizam a classe média, mobilizam. Essas instituições não atuam no vazio. Sempre, claro, as condições existem. No Oriente Médio, há um desemprego muito grande, as economias estagnadas, desemprego, sobretudo, para os jovens, que se formam, se educam, mas não encontram emprego.

GGN – Nessa intervenção por meio de ONGs e ativismo político, todas as pessoas que eram ensinadas ou Organizações tinham conhecimento ou era uma forma de manipulação não explícita?

Moniz Bandeira – Eles financiam a criação dos jornais e blogs na internet, e rádios. Uma rádio foi criada em 2009, na Síria, mas funcionava na Inglaterra, com dinheiro americano. Os Estados Unidos destinaram na Síria, isso tudo documentado, entre 2005 e 2010 cerca de US$ 12 milhões. O orçamento de 2005 para 2006 foi de US$ 5 milhões.

GGN – A partir de 2002, após o atentado das Torre Gêmeas, teve a chamada Cooperação Internacional, que juntou o Ministério Público e as Polícias Federais de todos esses países para combater o crime organizado. Você chegou a analisar de que maneira os Estados Unidos estão se valendo disso, também, para as suas estratégias geopolíticas?

Moniz Bandeira – Eles faziam treinamentos como os militares na Academia do Panamá. Hoje eles não contam mais com os militares. Depois das ditaduras, eles viram que elas não deram certo. Por um lado, desmoralizaram os Estados Unidos, por causa dos direitos humanos. Por outro, os militares, de uma forma ou de outra são patriotas. Eles não estavam muito para o comunismo, mas não queriam ser submissos aos Estados Unidos. No Brasil, principalmente, no Peru, e mesmo na Argentina.

Eu tenho uma pesquisa em um dos livros meus sobre o voto do Brasil desde 1968 até o fim da ditadura. O Brasil votou muito mais vezes com os países neutros, e a União Soviética, a favor dos Estados Unidos. Eu tenho isso listado no livro "Brasil – Estados Unidos: a rivalidade emergente", quando eu estudo o regime militar. Inclusive, não obstante à custa dos direitos humanos, a Argentina também votou contra.

Eu não tenho dúvida de que no Brasil os jornais estão sendo subvencionados. De uma forma ou de outra, não sei como, mas estão. Não posso provar, mas é possível que por trás disso estejam as fundações de George Soros, que dão dinheiro aos jornalistas. Há jornalistas honestos. Mas há outros que estão na lista de pagamentos. Muitos desses jornalistas que eu sei estão nos Conselhos Fiscais de várias empresas estrangeiras. Ganham dinheiro com isso, escrevem no O Globo e em outros jornais.

Outro dia, o diretor geral da Polícia Federal declarou que muitos policiais, comissários e outros recebiam dinheiro da CIA diretamente em suas contas. Este é um conluio que devia acabar.

Por detrás disso tudo, não tenha dúvida que estão os recursos da USAID, que é um instrumento da National Endowment for Democracy, e das Fundações, que são várias, dos Soros e outras, por exemplo, que se opõem a certas construções de hidrelétricas no Brasil. Elas estão a serviço de empresas alemãs e usam como pretexto, sempre, a proteção da natureza, meio ambiente. A USAID, onde ela trabalha? Trabalha fora da embaixada. É uma organização "semi-oficial". A National Endowment for Democracy é financiada pelo Congresso, mas é também fora, recebe dinheiro do Congresso americano.

GGN – Se a gente pega a estrutura de poder dos Estados Unidos, falando da CIA, etc, não tem diferenças de orientação entre, por exemplo, o FBI, o Departamento de Estado, Departamento de Justiça?

Moniz Bandeira – Os Estados Unidos é um país muito complexo e contraditório. Isso está evidente na campanha eleitoral onde Sanders é dado como progressista, enquanto que, por parte dos republicanos, você vê a decadência. O Trump, em primeiro lugar, por que? Porque os outros são de Bush para pior. O Trump é maluco. Porém, a figura é o retrato da situação.

Quando recebi o Doutor Honoris Causa da Universidade da Bahia, eu disse que uma potência é muito mais perigosa quando está a perder a hegemonia do que quando constrói o seu império. Quando constrói o império, ela necessita ser aceita. Mas quando está perdendo...


Como agora, os Estados Unidos não dominam mais, não têm mais o poder que tinham antes. Eu digo poder, porque, por exemplo, não influi mais sobre Israel. Os assentamentos continuam, não obstante a oposição dos EUA. Porque o lobby judaico dos Estados Unidos não deixa. E o governo de Israel mantém os assentamentos porque, realmente, não admite que haja dois estados. Isso, ideologicamente, já vem de muitos anos. Os Estados Unidos querem que todas as ideias sucumbam.

Do sítio grupo Beatrice, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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