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23 de jul. de 2020
18 de jul. de 2016
Menos 1% dos devedores do governo federal devem juntos mais de R$ 800 bilhões.
Foto: Divulgação
O empresário Laodse de Abreu Duarte, um dos diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), é o maior devedor da União entre as pessoas físicas. Sua dívida é maior do que a dos governos da Bahia, de Pernambuco e de outros 16 Estados individualmente: R$ 6,9 bilhões. Laodse — que já foi condenado à prisão por crime contra a ordem tributária, mas recorreu — é um dos milhares de integrantes do cadastro da dívida ativa da União, que concentra débitos de difícil recuperação.
Além de Laodse, aparecem no topo do ranking dos devedores pessoas físicas dois de seus irmãos: Luiz Lian e Luce Cleo, com dívidas superiores a R$ 6,6 bilhões. No caso desses três irmãos, quase a totalidade do valor atribuído a cada um diz respeito a uma mesma dívida, já que eles eram gestores de um mesmo grupo empresarial familiar que está sendo cobrado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
A soma dos valores devidos por empresas e pessoas para o governo federal ultrapassou recentemente R$ 1 trilhão. São milhões de devedores, mas uma pequena elite domina o topo desse indesejável ranking: os 13,5 mil que devem mais de R$ 15 milhões são responsáveis, juntos, por uma dívida de R$ 812 bilhões aos cofres federais - mais de três quartos do total devido à União. Ou seja: menos de 1% dos devedores do Governo Federal são responsáveis por mais de 80% do montante dessa dívida. Para se ter uma ideia , o orçamento anual do governo do Maranhão é pouco mais de R$ 15 bilhões, quase 80 vezes menos o que esses ricos devem à Receita Federal.
O débito desses maiores devedores representa cinco vezes o buraco total no Orçamento federal previsto para 2016. Nesse grupo - que exclui dívidas do estoque previdenciário, do FGTS e dos casos em que há suspensão da cobrança por determinação judicial - estão desde empresas quebradas, como a Varig e a Vasp, mas também motores do PIB nacional, como a Vale, a Carital Brasil (antiga Parmalat) e até a estatal Petrobras.
Mas como pessoas físicas chegam a dever tanto ao Fisco? A explicação é que os integrantes da família Abreu Duarte foram incluídos como corresponsáveis em um processo tributário que envolveu uma de suas empresas, a Duagro - que deve, no total, R$ 6,84 bilhões ao governo.
Segundo a Fazenda, a empresa realizou supostas operações de compra e venda de títulos da Argentina e dos Estados Unidos sem pagar os devidos tributos entre 1999 e 2002. Denúncia do Ministério Público apontou que a Duagro "fraudou a fiscalização tributária." Para o MP, há dúvida sobre a real existência dos títulos negociados, já que alguns não foram lançados nas datas registradas na contabilidade.
A Procuradoria suspeita que a empresa tenha servido como "laranja" em "um esquema de sonegação ainda maior, envolvendo dezenas de outras renomadas e grandes empresas, cujo valor somente poderá vir a ser recuperado, em tese, se houver um grande estudo do núcleo central do esquema".
Segundo o site da Fiesp, Laodse é um dos atuais 86 diretores da entidade, sem especificação. Ele também integra o Conselho Superior do Agronegócio da federação e preside o Sindicato da Indústria de õleos Vegetais e seus derivados em São Paulo.
Offshore
Um quarto irmão de Laodse aparece na lista de devedores da União com débitos de R$ 3 milhões e também é dono de offshore em paraíso fiscal, segundo os Panamá Papers. Lívio Canuto de Abreu Duarte foi sócio da Oil Midwest LTD, empresa registrada nas Ilhas Virgens Britânicas pela firma panamenha Mossack Fonseca.
Banestado
Além do título da pessoa física com mais débitos com a União, o empresário Laodse de Abreu Duarte aparece em escândalos de repercussão nacional. Um dos inquéritos sobre o esquema do mensalão indica que o esquema montado pelo empresário Marcos Valério de Souza fez sete pagamentos a uma empresa de comércio e exportação de grãos ligada a Abreu Duarte.
Em 2003, o empresário foi condenado a cinco anos de prisão - pena que foi posteriormente convertida a prisão domiciliar - após ser acusado pelo Ministério Público de participar de suposto esquema de falsificação de operações de exportação de soja, com valor superior a US$ 60 milhões. Laodse também foi indiciado pela CPI do Banestado, em 2004.
Em 2006, o Ministério da Justiça pediu aos Estados Unidos colaboração para investigar a suspeita de lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o empresário, João Francisco Daniel (irmão do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel) e Geraldo Rondon da Rocha Azevedo. O inquérito foi arquivado em 2010.
Defesa
Procurado pelo Estadão, o empresário Laodse de Abreu Duarte informou, por e-mail, que sua condenação por crime contra a ordem tributária ainda não foi julgada em segunda instância, "o que torna precipitado qualquer conclusão ou juízo". Ele disse ainda que a Duagro "nunca se prestou" ao suposto esquema de sonegação fiscal descrito pela Procuradoria.
O empresário afirmou também não ter nenhum tipo de ligação com os casos do mensalão e do Banestado. "Não mantive relação comercial ou pessoal com os mencionados e não respondo a processo ou procedimentos que tenham ligações ou relacionados a estes", escreveu. Ele negou ainda ter "relação de qualquer espécie" com João Francisco Daniel e Geraldo Rondon da Rocha Azevedo e disse que o Judiciário ainda analisa recurso à sua condenação pelas operações de exportação de soja.
O advogado Fabrício Henrique de Souza, que representa a família, informou que as dívidas que aparecem no nome dos três irmãos resultam de "questionamentos da Receita Federal por operações mercantis realizadas" e que elas ainda estão sendo questionadas judicialmente.
Já o advogado de Lívio Canuto de Abreu Duarte, Ademir Sica, disse que as cobranças da União são indevidas, já que Lívio saiu da direção das empresas familiares em 1997. Ele não quis comentar sobre a existência da offshore e desconhecia se ela foi declarada às autoridades brasileiras. Procurada, a Fiesp não se pronunciou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
3 de abr. de 2016
Mudança na Prática 60: Mais de 120 mil agricultores foram beneficiados com projetos implantados pelo Sistema SAF
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| Ações estão beneficiando agricultores familiares em todas as regiões do Maranhão. |
Após décadas marcadas pelo estigma do atraso e da pobreza, o Maranhão já deu grandes passos para mudar sua realidade e imagem desgastadas dentro do Brasil. Parte das conquistas vem do trabalho realizado pelo Sistema SAF, que já conseguiu beneficiar mais de 120 mil agricultores com as políticas públicas direcionadas ao setor.
Coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar, o Sistema SAF, também composto pela Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), atua em frentes articuladas e integradas.
São ações de acesso à terra, assistência técnica e extensão rural de qualidade e continuada, comercialização com o programa ‘Mais Feiras da Agricultura Familiar’, capacitação com as Feiras de Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritecs), estímulo das cadeias produtivas, incentivos para acesso ao Programa Nacional de Crédito Fundiário e ações articuladas para reforço no Plano de Ações ‘Mais IDH’ com a implantação dos Sistemas Integrados de Tecnologias Sociais – Sistecs.
O Iterma, no primeiro ano de gestão, desenvolveu atividades de regularização fundiária beneficiando 3.558 famílias, em 36 municípios, com a emissão de 957 títulos, sendo 922 títulos individuais e 35 comunitários. Já a Agerp prestou assistência técnica a 81.592 agricultores familiares, com emissão de 35.858 Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAP’s) homologadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); elaborou e acompanhou 9.685 projetos do PRONAF; distribuiu 323.000 kg de feijão da variedade Guariba e implantou 17 experimentos com feijão-caupi inoculado.
“Nós acreditamos no Maranhão, nas suas potencialidades e riquezas, e essas riquezas podem levar justiça e mais igualdade para todos. É para isso que precisamos fazer a mudança: para que o governo e as riquezas do Estado deixem de ser de poucos e passem a estar a serviço de todos. A criação da SAF, para investir na produção, é parte desse projeto”, enfatizou Flávio Dino.
AGRITEC
Uma das grandes realizações do Sistema foram as quatro Feiras de Agricultura Familiar e Agrotecnologia (Agritec’s) nos municípios de São Bento, Açailândia, Caxias e Bacabal com 4.340 agricultores capacitados e a geração de R$ 2,5 milhões em negócios. Além disso, houve a comercialização de R$536 mil de produtos oriundos da agricultura familiar e atraiu aproximadamente 70 mil visitantes.
A Feira é uma iniciativa do Sistema de Agricultura Familiar em parceria com Embrapa, Sebrae, prefeituras municipais e movimentos sociais (MST, Miqcb, Aconeruq, Fetaema, Fetraf) que tem o objetivo de garantir o acesso do agricultor familiar ao conhecimento e a novas tecnologias simples e de baixo custo para melhorar sua produção e, assim, gerar renda e desenvolver a agricultura no território.
Durante as Agritecs os agricultores assinaram contratos com instituições financeiras, na ordem de R$ 2.034.734,00, com foco no ‘PRONAF MAIS ALIMENTOS’, programa que concede créditos de investimento destinados a promover o aumento da produção e da produtividade e a redução dos custos de produção, visando à elevação da renda da família produtora rural.
Em 2016, a expectativa é que o evento receba aproximadamente 300 mil pessoas distribuídas em cinco territórios, são eles: Codó (Território Cocais), Grajaú (Pré Território do Médio Serão), Zé Doca (Território Alto Turi e Gurupi), Viana (Território Campos e Lagos) e Chapadinha (Território Baixo Parnaíba).
Plano Mais IDH
O Plano de Ações ‘Mais IDH’, lançado pelo governador Flávio Dino, tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pessoas, que vivem em situação de extrema pobreza, para isso, neste primeiro momento, estão sendo levados para os 30 municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado ações de saúde, acesso a documentação, entre outros serviços prestados pelas diversas secretarias participantes que também estão fazendo o levantamento das necessidades de cada cidade.
Com o ‘Plano Mais IDH’, os técnicos do Sistema SAF, que levam assistência técnica e extensão rural qualificada e continuada para famílias dos 30 municípios mais pobres do Estado, já cadastraram 3 mil famílias e instalaram 1.716 Sistemas Integrados de Tecnologias (Sistecs) e mais 600 Sisteminhas.
O Sisteminha foi produzido pela Embrapa e consiste na criação de peixes, aves, húmus e na produção de hortaliças e frutas. As ações na área da produção incluem, ainda, fomento no valor de R$ 2.700 para produção através dos Sistecs, cuja primeira parcela já foi entregue a 2.120 famílias pelo Governo do Maranhão e 723 famílias receberam a segunda parcela.
Este ano, o número de famílias atendidas pelos técnicos do plano ‘Mais IDH’, será aumentado com a parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que irá ampliar para mais 6 mil famílias esse atendimento.
“Me sinto feliz e orgulhoso com o trabalho que está sendo realizado. É um trabalho feito com muito amor e dedicação e nós vemos a importância do Plano quando olhamos o brilho nos olhos de cada pessoa beneficiada e que acreditam que agora são capazes de superar a fome e a miséria”, afirmou o secretário Adelmo Soares.
Mais Feira da Agricultura Familiar
A Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF) beneficiará 15.498 mil agricultores dos 30 municípios do ‘Mais IDH’ e de 19 municípios que sediam as regionais da Agerp com a entrega de kits de feiras, no âmbito dos programas ‘Mais Renda’ e ‘Mais Produção’. O kit feira é composto por: barracas, balanças, caixas plásticas, gaiolas, caixas de isopor, pallete, jalecos, bonés, camisas, além de seminários e cursos sobre comercialização.
“Além das regionais, o programa será levado para os 30 municípios do Plano ‘Mais IDH’. É a Agerp e o ‘Mais IDH’ levando conhecimento e produção às famílias e o ‘Mais Feiras’ inserindo esses agricultores no mercado”, ressaltou o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça.
Outro programa relacionado à comercialização coordenado pela SAF é o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA. O recurso aplicado até setembro de 2015 foi da ordem de aproximadamente R$ 9 milhões, contribuindo para a produção de 3.504 agricultores. Só no início de 2016, nove novos municípios do Maranhão aderiram ao Programa e estão inicializando a comercialização. O recurso aplicado nessas localidades soma R$ 1.703.610,55, beneficiando 403 agricultores familiares.
Segundo o superintendente de Reordenamento Agrário da SAF, Valdinar Barros, a SAF vem trabalhando fortemente para melhorar a vida do produtor rural. Em 2015, o Governo do Estado conseguiu destravar o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) no Maranhão, e liberou recursos na ordem de R$ 11.781.232,55 para execução de Subprojetos de Investimentos Comunitários (SIC), que visa dar condições de infraestrutura básica e produtiva das associações de trabalhadores rurais. Os recursos liberados do SIC estão beneficiando 127 associações de produtores rurais, atendendo cerca de 2.630 mil famílias de 41 municípios.
Por Claudilene Maia.
Enviado por Eri Santos Castro.
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28 de mar. de 2016
A indignação seletiva estimulada pela Globo
Por que os meios de comunicação de massa não falam dos R$ 415 bi de sonegação de impostos e dos R$ 718 bi de juros e amortização da dívida pública. Focam somente nos R$ 69 bi de corrupção, como se alguns políticos do PT fossem os únicos responsáveis.
Corrupção existe no Brasil desde de muito longe, no nascedouro da sua formação enquanto nação e nunca um governo combateu tanto como nos governos do PT, vide as centenas de operações da PF, dirigidas pelo Ministério da Justiça.
Eis mais um elemento do verdadeiro debate. Por que será?
Corrupção existe no Brasil desde de muito longe, no nascedouro da sua formação enquanto nação e nunca um governo combateu tanto como nos governos do PT, vide as centenas de operações da PF, dirigidas pelo Ministério da Justiça.
Eis mais um elemento do verdadeiro debate. Por que será?
14 de fev. de 2016
Deputado Rubens Jr. e Procurador vão em busca de precatórios para o Maranhão
O deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA) recebeu na tarde desta sexta-feira (12) em seu gabinete em Brasília o Procurador Geral do Estado do Maranhão Rodrigo Maia.
Mais cedo junto com o governador do Maranhão Flávio Dino e o procurador Rodrigo Maia eles estiveram em uma audiência com o ministro Lelio Bentes do Tribunal Superior do Trabalho (TSE) e que também é membro Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na ocasião foram em busca de soluções para que o Governo do Maranhão tenha acesso aos depósitos judiciais a fim de que seja pago precatórios, que são decisões já transitadas e julgadas, e que obriga o Estado a pagar a alguém que tenha ganho uma causa.
São cerca de 70 a 80 milhões que podem entrar nos cofres no Maranhão já na próxima semana. Representantes do Banco do Brasil também estiveram presentes.
Para Rubens Jr. essa medida é importante para a saúde financeira do Maranhão: “Optamos por sentar Governo do Estado, Judiciário e o Banco do Brasil para finalmente resolvermos isso”, pontou o parlamentar.
Seminário 10 anos do CNJ
Na ocasião foi também discutido um seminário em comemoração aos 10 anos do CNJ, que será coordenado pela Procuradoria Geral do Estado do Maranhão. O deputado Rubens Jr. será parceiro do evento que ocorrerá no Maranhão.
Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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11 de fev. de 2016
As 10 propostas de Bernie Sanders que estão tirando do sério os grandes banqueiros de Wall Street
Eri Castro recomenda leitura:

Por Carlos Eduardo, editor-assistente do Cafezinho
O candidato pelo Partido Democrata, Bernie Sanders, declarou guerra contra os grandes bancos e seus agentes em Wall Street.
"A ganância, a fraude, a desonestidade e a arrogância tomaram conta do mercado financeiro", diz ele, criticando sua principal rival pela indicação do Partido Democrata, Hillary Clinton -- Clinton, para quem não sabe, é a candidata norte-americana destas eleições que mais recebeu doações deWall Street.
"Para aqueles em Wall Street que possam estar me ouvindo hoje, deixe-me ser claro. A ganância não é boa. Na verdade, a ganância de Wall Street e das corporações americanas está destruindo o tecido social de nossa nação. E aqui está uma resolução de Ano Novo que vou manter se eleito presidente: Se vocês não colocarem um fim na sua ganância, vamos acabar com isso por vocês", disse Sanders, em um discurso no centro de Manhattan.
Bernie Sanders, o candidato queridinho dos progressistas, estabeleceu um programa de dez pontos que promete mudar profundamente o modo como funciona hoje o mercado financeiro americano. Se colocadas em prática, suas propostas podem revolucionar a economia mundial. Para melhor.
Desde o início de sua campanha, Sanders vem denunciando o lobby dos bancos para desregulamentar quase todas as áreas do mercado financeiro, enquanto o Congresso, que deveria representar os interesses da população, vem enfraquecendo as leis trabalhistas e os direitos do consumidor.
“Na crise de 2008, a ganância, a imprudência e a corrupção em Wall Street quase destruíram os Estados Unidos e a economia internacional. Milhões de americanos perderam seus empregos, suas casas e suas poupanças de uma vida inteira. Enquanto isso Wall Street recebeu a maior ajuda financeira vinda do governo na história do mundo, sem nenhuma contrapartida. A classe média americana continua a desaparecer, a pobreza só aumenta e o fosso entre os muito ricos e o resto do povo está crescendo mais e mais”. (tradução livre)
Eis aqui os dez pontos da reforma do sistema financeiro americano defendidos por Bernie Sanders:
Um: Por fim aos bancos “grandes demais para quebrar" (ou too big to fail)
Bernie Sanders sugere reeditar uma lei antitruste contra os grandes bancos, nos mesmos moldes da Lei Antitruste Sherman (tradução livre para Sherman Antitrust act, de 1890). Esta foi a lei que pôs fim ao império do magnata John D. Rockefeller, que em sua época controlava 84% do refino de petróleo nos Estados Unidos, com o monopólio da Standard Oil.
A lógica por trás da proposta de Sanders se baseia nos dados fornecidos pelo próprio sistema financeiro.
Isto porque em 2008 os contribuintes americanos foram obrigados a socorrer os grandes bancos de Wall Street com a desculpa de que estes eram "grandes demais para falir". No entanto, hoje, três das quatro maiores instituições financeiras nos Estados Unidos -- JP Morgan Chase, Bank of America e Wells Fargo -- são quase 80% maiores do que antes do socorro financeiro de 2008. Por incrível que pareça, os seis maiores bancos americanos respondem por 2/3 de todos os cartões de crédito no país e mais de 35% das hipotecas. Juntos, esses seis bancos controlam mais de 95% das aplicações financeiras e detém mais de 40% dos depósitos bancários. Seus ativos equivalem à 60% do PIB norte-americano.
Dois: Desmantelar os grandes bancos
Se eleito, Sanders diz que logo no primeiro ano de mandato vai pedir ao Departamento do Tesouro uma lista das instituições financeiras cujo colapso representa um risco catastrófico para a economia dos Estados Unidos.
De posse do Executivo, Sanders promete acabar com as grandes instituições financeiras, dividindo-as em companhias menores. E ele pode fazer isso sem a aprovação do Congresso, pois o presidente Barack Obama aprovou em 2010 a Lei Dodd-Frank, consolidando as diversas agências reguladoras que existiam na época em uma só autarquia federal, e estipulando regras mais rígidas para as fusões dos bancos.
Algo parecido com o CADE brasileiro, dadas as devidas proporções é claro.
O problema é que Obama nunca aplicou a lei pra valer e Sanders promete fazer isso.
Três: Aprovar no Congresso uma Lei Glass-Steagall do século XXI
A Lei Glass-Steagall foi aprovada pelo presidente Franklin D. Roosevelt em 1933 devido à Grande Depressão de 1929.
Para evitar uma nova crise, Roosevelt dividiu as instituições entre comerciais e financeiras.
Os bancos comerciais, onde a população guarda suas economias, teriam que cumprir regras rígidas de alavancagem, estando proibidos de especular no mercado financeiro. Já as instituições financeiras, como corretoras, estariam livres para aplicar em investimentos mais arrojados, e por isso, mais arriscados também.
A lei servia para proteger os pequenos poupadores e a classe-média dos abusos praticados pelos bancos antes de 1929. Porém a lei foi revogada pelo presidente Bill Clinton em 1999.
Durante um debate nas primárias democratas, Hillary Clinton, em defesa do legado de seu ex-marido, disse que a Lei Glass-Steagall não teria evitado a quebra do banco Lehman Brothers.
Mas Bernie Sanders lembrou que foram os grandes bancos, como JP Morgan Chase e Bank of Boston, que emprestaram dinheiro da poupança de seus clientes para o Lehman Brothersespecular na bolha imobiliária. Caso a Lei Glass-Steagall ainda estivesse em vigor eles estariam proibidos de fazer os empréstimos.
Quatro: Por fim à política de “grande demais para prender” (ou too big to jail)
Sanders diz que em sua administração é o governo quem irá regular Wall Street e não o contrário. Ele defende uma “justiça igual para todos”, o que significa incriminar os altos executivos dos bancos e das demais instituições financeiras cujas apostas imprudentes tenham lesado a vida de pessoas simples e da classe-média.
"Os americanos veem todos os dias jovens sendo presos, às vezes até mesmo por posse de pequenas quantias de maconha. (...) Mas quando se trata dos altos executivos de Wall Street, algumas das pessoas mais ricas e poderosas deste país, cujo comportamento corrupto e irresponsável causou dor e sofrimento para milhões de cidadãos, nada acontece com eles. Sequer um registro policial, ou uma temporada na prisão. Não há justiça igual para todos nos Estados Unidos". (tradução livre)
Não custa lembrar que o ex-presidente democrata Bill Clinton, em seu último dia de trabalho na Casa Branca, concedeu um indulto presidencial à um dos maiores sonegadores da história dos Estados Unidos, Marc Rich. O Caso que ficou conhecido como perdongate.
Para saber mais sobre esta história polêmica, recomendo este perfil doNew York Times sobre o sonegador Marc Rich.
'Se um banco é grande demais para quebrar, ele é grande demais para existir' (tradução livre)
Cinco: Criminalizar o atual modelo de negócios em Wall Street
Um dos comentários mais incisivos de Bernie Sanders nesta campanha presidencial é o modo como Wall Streetfaz seus negócios.
"A verdade é que a fraude se tornou o modelo de negócios em Wall Street. Não é uma exceção à regra. É a regra. E sem uma regulamentação mais rígida, é provável que os investidores e operadores em Wall Street continuem com o comportamento corrupto que todos já conhecemos. Quantas vezes já ouvimos o mito de que os desvios em Wall Street podem até ser errados, mas não são ilegais? Deixem-me ajudá-los a acabar com esse mito." (tradução livre)
As práticas de Wall Street só não são ilegais porque ao longo da história os bancos fizeram lobby no Congresso para legalizar o que deveria ser considerado crime.
O documentário Trabalho Interno(Inside Job, em inglês), ganhador do Oscar em 2011, mostra muito bem isso. Todos os principais bancos internacionais já foram pegos em atos ilícitos e inclusive aqueles que foram condenados pela justiça voltaram a praticar os mesmos crimes.
Um estudo da University of Notre Dame, em Indiana, sobre ética no mercado financeiro, publicado na The Atlantic em maio de 2015, mostrou que 51% dos executivos de Wall Street acreditam que seus concorrentes praticam atividades antiéticas ou ilegais para obter vantagens no mercado; 1/3 dos executivos também admitiu ter presenciado ou ter conhecimento em primeira mão de atividades ilegais no ambiente de trabalho; e 1/5 dos operadores no mercado financeiro afirmaram que é preciso se envolver em alguma atividade antiética ou ilegal para ser bem sucedido na carreira.
Seis: A criação de um imposto sobre a especulação no mercado financeiro
Um dos pontos chave na reforma de Sanders sobre Wall Street é a criação de um imposto sobre as transações financeiras.
Francamente, não consegui entender se ele propõe um imposto como o IOF brasileiro, ou se este seria uma versão norte-americana da CPMF. No entanto, é certo que Bernie Sanders promete taxar os especuladores do mercado financeiro. E uma de suas promessas de campanha é destinar toda a receita dos impostos sobre Wall Street para extinguir as mensalidades nas universidades públicas.
"Vamos usar a receita do imposto [sobre Wall Street] para tornar as faculdades e universidades públicas gratuitas. Durante a crise financeira de 2008, a classe média deste país socorreu os bancos de Wall Street. Agora, é a vez de Wall Street ajudar a classe média”. (tradução livre)
Sete: Reforma das Agências de Classificação de Risco
Depois do crash de 2008, as agências de classificação perderam completamente sua credibilidade. O Lehman Brothers, por exemplo, banco de investimento que quebrou durante a crise, recebeu da Standard & Poor’s um grau ‘A’ no mesmo mês em que decretou falência.
Após a crise, ficou claro que as agências de risco davam notas altas para aqueles que pagavam caro por seu serviço.
Na opinião de Sanders, estas companhias são como “raposas vigiando o galinheiro”. E ele promete intervir nas agências de classificação de risco, transformando-as em empresas sem fins lucrativos.
"Vamos transformar estas agências de classificação, que somente buscam o lucro, em instituições sem fins lucrativos, independentes deWall Street. Não será mais Wall Street quem irá escolher quais agências irão avaliar os seus produtos". (tradução livre)
Oito: Reduzir os juros do cartão de crédito e as taxas cobradas pelos bancos
Nas palavras de Bernie Sanders, os bancos e as companhias de cartão de crédito precisam parar de "extorquir o povo americano com a cobrança de juros altíssimos e taxas ultrajantes".
"É inaceitável saber que os americanos pagam uma taxa de US$ 4,00 ou US$ 5,00 cada vez que vão a um caixa eletrônico sacar dinheiro. E é inaceitável saber que milhões de americanos estão pagando taxas de juros no cartão de crédito superiores à 20% ou 30% ao ano. A bíblia tem um termo para esta prática, chama-se usura". (tradução livre)
Bernie Sanders propõe uma lei limitando os juros no cartão de crédito em 15% ao ano e uma taxa máxima no caixa eletrônico de US$ 2,00 por saque.
“Os grandes bancos precisam parar de agir como agiotas e começar a agir como credores responsáveis” (tradução livre)
Nove: Permitir os correios de oferecer serviços bancários
O Serviço Postal dos Estados Unidos (United States Postal Service, ou USPS, em inglês) é motivo de orgulho para os americanos. Presente em todo o país, Bernie Sanders propõe transformar os correios em um banco estatal, justamente para atender às comunidades mais pobres que são ignoradas pelos bancos comerciais.
"A triste realidade é que, incrivelmente, milhões de americanos de baixa renda vivem em guetos onde não existem serviços bancários normais. Hoje, se você vive em uma comunidade de baixa renda e precisa descontar um cheque, ou obter um empréstimo para consertar seu carro, para onde você vai? A única opção nestas comunidades é procurar um agiota que pode cobrar uma taxa de juros de 300% ao ano, gerando um ciclo vicioso de dívida. Isso é inaceitável". (tradução livre)
Por Carlos Eduardo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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28 de jan. de 2016
O Maranhão a caminho da autossuficiência em produção de água mineral
Fábrica da "Água Mineral Ilha Bela", em São Luís. Em março será inaugurada a unidade fabril de Imperatriz, que produzirá "Água Mineral Maranhão do Sul" e depois a unidade de Timon , que produzirá a "Água Mineral Meio Norte" e de Santa Inês, com a "Água Mineral Maranhão Central."
É assim que se constroe um Estado que produz e satisfaz às suas necessidades e exporta o excedente, gerando emprego e renda.
Guinity Marinho Santos com o seu companheiro Peron Figueiredo certamente contam com o tino comercial, lá do céu, do filho da minha mãe Ronaldson Santos Castro.
Parabéns ao empreendedorismo de vocês.
Parabéns ao empreendedorismo de vocês.
20 de dez. de 2015
Guinada à esquerda pode marcar o 2º mandato de Dilma
De Lula, a presidente tem ouvido que é preciso se reconectar com o povo: "Você precisa liberar o crédito, fazer a roda da economia girar e dar notícia boa."
Com Brasil 247.
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