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25 de jul. de 2016

Quadrinhos eróticos feito por mulheres

A personagem olha para um pacote verde e pensa que é hora de experimentar aquele vibrador novo. Enquanto usa o novo brinquedo, exclama: "Ai, amo minha relação comigo mesma!”. A página da Garota Siririca, criada pela quadrinista Gabriela Masson, a Lovelove6, é uma das HQs eróticas mais comentadas por leitoras de várias partes do país. E ela não é a única autora brasileira a tratar de autodescoberta, masturbação e prazer feminino nos últimos anos. Cada vez mais são produzidos quadrinhos eróticos feitos por mulheres. Que bom!

“Só sei que me sinto menos sozinha e supernormal lendo LoveLove6, Sirlanney, Cynthia B e Thaís Gualberto, por exemplo. Ver tantas meninas falarem e desenharem sobre sexo me dá uma sensação de naturalidade, sabe? É como se cada vez mais eu estivesse acostumada a refletir e falar sobre um tema que antes eu achava um completo tabu e tinha um verdadeiro medo”, explica a editora Camila Cysneiros.

Muitas quadrinistas começaram a fazer HQs eróticas justamente para tornar cada vez mais confortáveis com seus próprios corpos e com os diversos modos de sentir prazer, um tabu para a sociedade até hoje. Aline Lemos, quadrinista que trabalha com diversas temáticas que abordam empoderamento feminino, conta que começou a fazer quadrinhos na mesma época em que passou a viver mais sua própria sexualidade, ler sobre feminismo e participar de projetos feministas. “Pus bastante disso nos primeiros quadrinhos que fiz. Quando eu era adolescente lia mais Hentai, mas fui me cansando dos estereótipos e do machismo”, conta.

24 de ago. de 2015

Cisne Negro e psicanálise, na UNDB, amanhã (25)

Cine Insight exibe Cisne Negro nesta terça-feira, 25, na UNDB.
Após a exibição, haverá roda de conversa com o psicanalista Alberto Saúl
O premiado Cisne Negro será exibido nesta terça-feira, 25, durante o Cine Insight promovido pela Delegação Geral - Maranhão da Escola Brasileira de Psicanálise (DG-MA / EBP). A sessão ocorrerá às 19h, na Universidade Dom Bosco (UNDB), no Renascença II, com entrada franca. Nesta edição, os comentários serão do professor argentino Alberto Saúl, que está em São Luís participando de diversas atividades relacionadas à psicanálise. Logo em seguida será realizado um bate-papo com os participantes.
Cisne Negro, que deu o Oscar de melhor atriz Natalie Portman, conta a história de Nina, uma bailarina que ganha o papel principal na peça “O Lago dos Cisnes”. Na história, uma princesa que se transforma em um cisne branco e precisa do amor sincero de um príncipe para retornar à vida humana. O príncipe, porém, se enfeitiça pelo Cisne Negro, que apesar de dissimulado apresenta o poder da sedução. O Cisne Branco comete suicida diante do fato. É a morte do amor idealizado.
Nina nasceu para fazer o Cisne Branco. Completamente castrada, vive com a mãe, que lhe controla toda a vida. Mora em um quarto cor de rosa, cheio de bichos de pelúcia e demonstra uma pureza completa. Sua ligação com o sexo é infantil e imatura. No longa-metragem, o diretor mostra que é nesta relação mãe/filha que mora o segredo do filme.
O diretor busca em todos os momentos mostrar essa dualidade. O branco e o preto aparecem em todos os momentos do filme, em roupas e cenários. A utilização de espelhos nos remete facilmente à teoria lacaniana. Nina sempre tem um espelho à sua frente e é ali que ela se confronta com a figura do outro.
O Cine-Insigth foi iniciado em 2007, ficando conhecido como Cinema e Psicanálise. Em 2011, passou a ter a atual denominação e grande aceitação do público. Atualmente é coordenado por Tereza Braúna e Anícia Ewerton, participantes da Delegação Geral - Maranhão. Entre os filmes já exibidos estão Má-educação, Zona do Crime, Método Perigoso, Frida, A onda, A Primeira Sessão, Gattaca e Contracorrente.
Serviço
O quê
Cine Insight, com exibição de Cisne Negro e comentário de Alberto Saúl
Quando
Terça-feira, 25, às 19h
Onde
UNDB (Renascença II)
Entrada franca

1 de out. de 2013

O PT: um processo de ilegalidades políticas em um processo de crítica da política das ilegalidades,

Filho do geógrafo Aziz Ab'Saber, que percorreu o país com Lula nas Caravanas da Cidadania, professor da Unifesp e autor de livro sobre o lulismo, o psicanalistaTales Ab’Saber assina artigo na Folha com o seguinte título: “Interesse e política do mensalão”.

A outra chamada diz: “Petistas e antipetistas recusam a realidade óbvia, como dizem os psicanalistas, de sua adesão e pertencimento às práticas corruptas brasileiras”

Ele argumenta que, durante 20 anos, o PT teve no parâmetro ético uma de suas principais balizas. E que encarou a corrupção brasileira como uma perversão sociológica e um desvio econômico significativo para a e eficácia de um governo popular.

“Lideranças como Lula, José Dirceu e José Genoino sustentavam a necessidade da crítica dura à corrupção”, escreve Ab’Saber.

Quando o partido se vê, no poder, envolvido em escândalo de corrupção, houve “uma inversão espetacular do sentido das coisas”, diz o psicanalista.

- Dialeticamente, o juiz negro de grande formação indicado por Lula ao Supremo para fazer reparação social de imagem mostrou-se forte inimigo dos modos tradicionais de corrosão da política, e armou-se o circo da gigantesca disputa simbólica produzida ao redor da punição dos políticos petistas.

Seriam eles os maiores corruptos brasileiros de todos os tempos? Ou bodes expiatórios para a manutenção do status quo?

Para o articulista, os petistas recusaram “a realidade óbvia de sua adesão às práticas corruptas brasileiras”. E os antipetistas recusaram “a realidade óbvia de que o próprio sistema da corrupção lhes pertencia”. “Criaram-se dois campos de paixão algo delirante, que representam profunda distorção dos próprios sujeitos da política”.

Em meio a essa novela política, diz Ab’Saber, o maior erro foi não ter transformado um processo de ilegalidades políticas em um processo de crítica da política das ilegalidades.

Ele encerra o artigo insinuando que as indicações dos dois últimos ministros do STF por Dilma Rousseff  “para julgar os homens de seu partido” está relacionada a uma garantia de “margem de inimputabilidade para o poder”.

(ANÁLISE: a rigor, este artigo explora o que seu autor consideram contradições. De um político, Lula. Ou do PT. Outros artigos poderiam ser escritos sobre contradições de FHC ou dos ministros do STF, à escolha. A ver se seriam publicados.).

Pauta: Maria Alice.
Do Análise de mídia.
Enviado por Eri Santos Castro.
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3 de jun. de 2013

Com Zizek, nem casamento, nem divórcio


Em meados da década de 1960 Che Guevara foi questionado sobre como estava sua relação com Fidel Castro: “com Fidel, nem casamento, nem divórcio”, disse o argentino, que aquela altura começava a perceber os primeiros sinais de sovietização da revolução cubana, ao passo que se encantava com as notícias que chegavam sobre experiência chinesa. Talvez a frase de Che seja a mais adequada para definir minha atual relação com o filosofo e psicanalista esloveno Slavoj Zizek.

Casado com Marx, de caso com Lacan e apaixonado por Hegel, Zizek há algum tempo está na moda. Diferentemente do habitual para um filosofo, quanto mais um marxista, seu nome é visto com mais frequência nos grandes meios de comunicação do que na academia. O professor do Instituto de Sociologia e Filosofia da Universidade da Liubliana tornou-se uma espécie de rock star rebelde que encanta multidões de jovens outrora desinteressados pelos ideais revolucionários dos velhos comunistas. Por outro lado desperta a ira, o desprezo e talvez a inveja de muitos colegas que o acusam de repetitivo e totalitário, entre outras coisas.

De certo, Zizek, dono de uma produção acadêmica considerável em se tratando de quantidade, é extremamente repetitivo em seus temas e metáforas. Seu profundo apego a uma visão de modernidade tradicional, que para muitos já se transformou e para outros nem existe mais, também é fortemente questionável. No entanto seus críticos realmente acertam em cheio quando apontam a total ausência de uma mínima descrição em sua teoria de algum sujeito revolucionário. 
 Zizek também é um personagem, cuja a característica principal é ser um polemista, o que incomoda alguns, encanta a outros e atrai muitos holofotes. De comportamento grotesco, aparência desleixada e hábitos obsessivos, o filosofo gosta mostrar ao mundo que tem um quadro de Stalin na pendurado na entrada de casa e proferir frases como “Gandhi era mais violento do que Hitler”. Na vida acadêmica também gosta de alimentar polêmicas: Antonio Negri, Judith Butler e Ernesto Laclau são suas vitimas prediletas de ataques em longos e interessantes debates. 

Não é só de polêmica, obsessões e metáforas repetidas vive o filosofo. Algumas de suas qualidades devem ser observadas para poder entender o fenômeno que cerca seu nome. Seus livros são de leitura envolvente e vocabulário simples, acessível a qualquer um minimamente familiarizado com as ciências sociais. É uma escolha interessante em contraposição ao academicismo elitista de alguns autores que parecem escrever unicamente para seus pares. A cultura pop, tão renegada pelos marxistas tradicionais, é mais do que presente, é fundamental para a teoria de Zizek, um cinéfilo de carteirinha. Sem dúvida o pensamento marxiano ganhou alguns holofotes graças ao trabalho do esloveno.

Por falar em teoria, não são muito profundos ou originais os temas abordados pelo filosofo, mesmo assim são de grande importância para a esquerda. Em tempos de consenso liberal, Zizek gasta boa parte da sua obra denunciando a farsa do liberalismo político, que jamais cumpriu o que prometeu. Outro tema que permeia suas análises é a crítica voltada às lutas culturais que abandonam a luta anti sistêmica.  Frente a isso ele nos convida a repetir Lenin, acreditar que é possível derrotar o capitalismo – Sistema esse que, segundo Zizek, já está morto; bastaria todos se darem conta disso – ter a ousadia de tentar construir o comunismo. 

Gênio, louco, fascista ou uma farsa, cada um tem uma opinião sobre Zizek. Enquanto isso, seus livros vendem que nem água, sua conta bancária cresce e até personagem de filme ele já virou. Ao mesmo tempo ele não foge da militância: na Grécia esteve durante as eleições para apoiar firmemente o Syriza (coalização de esquerda que é a principal oposição ao governo e a troika) e em Wall Street leu uma carta de solidariedade e incentivo ao movimento de ocupação que lá estava em 2011. Certa vez um entrevistador pediu para que Zizek contasse um segredo e sem titubear ele cochichou: “o comunismo vencerá”.  


Dicas

Leia "Às portas da revolução - Escrito de Lenin de 1917".
Não leia "Como ler Lacan".
Assista "Zizek!" online e com legendas em português clicando aqui.  

Por Rafael Broz, no Blogue Cachaça Crítica, aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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6 de mai. de 2013

Hoje é aniversário de Sigmund Freud e dia do psicanalista

Hoje é aniversário de Sigmund Freud e dia do psicanalista.
Cito um trecho de "Mal estar na civilização", quando Freud fala sobre o poder que cada um de nós tem sobre a própria felicidade, a despeito da cultura e de um certo tom niilista...
"A felicidade é um problema de gestão da libido em cada indivíduo. 
Não há uma receita soberana nesta matéria que sirva para todos; cada um deve descobrir por si qual o método através do qual poderá alcançar a felicidade. 
Toda a espécie de fatores irá influenciar a sua escolha. 
Depende da quantidade de satisfação real que ele irá encontrar no mundo externo, e até onde acha necessário tornar-se independente dele. 
Por fim, na confiança que tem em si próprio do seu poder de modificar conforme os seus desejos. 
Mesmo nesta fase, a constituição mental do indivíduo tem um papel decisivo, para além de quaisquer considerações externas."

Cito um trecho de "Mal estar na civilização", quando Freud fala sobre o poder que cada um de nós tem sobre a própria felicidade, a despeito da cultura e de um certo tom niilista...
 
"A felicidade é um problema de gestão da libido em cada indivíduo.
Não há uma receita soberana nesta matéria que sirva para todos; cada um deve descobrir por si qual o método através do qual poderá alcançar a felicidade.
 
Toda a espécie de fatores irá influenciar a sua escolha.
 
Depende da quantidade de satisfação real que ele irá encontrar no mundo externo, e até onde acha necessário tornar-se independente dele.
Por fim, na confiança que tem em si próprio do seu poder de modificar conforme os seus desejos.
 
Mesmo nesta fase, a constituição mental do indivíduo tem um papel decisivo, para além de quaisquer considerações externas."
 
Enviado por Eri Santos Castro.
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18 de mar. de 2013

O psicanalista vai ao cinema

Livro: Psicanalista vai ao cinema, O - I

Psicanalista vai ao cinema, O - I

- 3ª edição
Autor(es): 

Sérgio Telles

Editora:  Casa do Psicólogo
Área(s): 

Psicologia / Psicanálise

ISBN: 9788573963212


Páginas:182 pág.


Preço: R$ 38,00
  Disponibilidade: envio em 5 dias úteis + prazo do frete

Descrição:

Cinema e teatro servem de pretexto para um exercício apaixonado de psicanálise e terapia familiar, num estilo próprio ao autor, baseado principalmente nos conceitos freudianos e lacanianos.


SUMÁRIO DA OBRA

Capítulos

1. Montenegro (ou Porcos e Pérolas) – O eclodir da psicose
2. Pink Floyd – The Wall
3. Atração Fatal
4. Wall Street – A reiteração do crime edípico
5. A Sociedade dos Poetas Mortos
6. Parenthood
7. Uma Babá quase Perfeita – O que teria acontecido se eles tivessem ido a uma terapia familiar?
8. Carrington – Dias de Paixão
9. Crash – Estranhos Prazeres – A anomia vista por Cronenberg
10. Estrada Perdida
11. Amor além da Vida
12. Caráter – Questões sobre a função paterna
13. O Show de Truman – Algumas observações
14. Festa de Família e Felicidade – Algumas ideias  sobre a família
15. Os Idiotas
16. De Olhos bem Fechados
17. Tudo sobre Minha Mãe – E nada sobre meu pai
18. Beleza Americana
19. Quero Ser John Malkovitch, Meninos não Choram e Tudo sobre Minha Mãe – Questões ligadas a problemas de gênero sexual em três filmes
20. Magnólia
21. Gente da Sicília – A procura da maturidade
22. Cronicamente Inviável
23. Estórias Roubadas
24. Dançando no Escuro – Movimentos da pulsão de morte
25. Traffic; 26. Bicho de Sete Cabeças – Algumas ideias em torno do filme de Laís Bodansky
27. A.I. – Inteligência Artificial – Narcisismo e ética
28. Histórias Proibidas – Um passeio pelo lado escuro da mente
29. Cidade de Deus – A exclusão e o processo civilizatório
30. As Horas – Aqui ninguém tem medo de Virgínia Woolf. Pelo contrário – Algumas ideias sobre o filme e o livro homônimo de Michael Cunningham. 

Da assessoria.

Enviado por Eri Santos Castro.

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7 de mar. de 2013

Žižek e a psicanálise

Emir Sader compartilhou a foto de Boitempo Editorial.
Christian Dunker ministrou ontem a aula "Žižek e a psicanálise" no curso de introdução à obra do pensador esloveno!

Baixe gratuitamente a apostila completa do curso que a Boitempo produziu especialmente para o evento!

http://bit.ly/166KGEG

17 de jan. de 2013