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8 de mar. de 2014
22 de set. de 2013
A Carta Capital da semana
Manchete: Midia VS. Estado de Direito
Mensalão: O esforço vão dos inventores da opinião pública
Diplomacia
Dilma Rousseff cancela a visita a Obama em outubro
Infraestrutura
O programa federal de concessões corre sérios riscos
Europa
Com Angela Merkel, a opção alemã pelo mais do mesmo11 de mai. de 2013
Exclusivo no Maranhão: Lula, após uma década, explica o porquê do silêncio sobre o ‘mensalão’
Lula, líder sem precedentes na história recente do país
Trechos de uma longa entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao sociólogo Emir Sader, transformada em livro a ser lançado ainda este mês, vazaram neste sábado para a mídia lternativa e revelam o porquê de o líder mais influente do Partido dos Trabalhadores manter silêncio sobre o escândalo do ‘mensalão’, quebrado apenas no diálogo com o intelectual carioca.
Tratou-se de uma estratégia para seguir adiante, apesar do pesado ataque da mídia conservadora, ao longo da última década.
– Tentaram usar o episódio do mensalão para acabar com o PT e, obviamente, acabar com o meu governo. Na época, tinha gente que dizia: “O PT morreu, o PT acabou”. Passaram-se seis anos e quem acabou foram eles. O DEM nem sei se existe mais. O PSDB está tentando ressuscitar o jovem Fernando Henrique Cardoso porque não criou lideranças, não promoveu lideranças. Isso deve aumentar a bronca que eles têm da gente – que, aliás, não é recíproca – ressalta.
Na entrevista, reproduzida no livro Governos Pós-Liberais no Brasil: Lula e Dilma, a ser lançado no próximo dia 18, o ex-presidente também reafirma a necessidade de uma constituinte, para levar a cabo a reforma política essencial para a consolidação da democracia no país. Segundo afirmou a Emir Sader, “a eleição está ficando uma coisa muito complicada pro Brasil”.
– Eu tentei, quando presidente, falar de uma Constituinte exclusiva, que é o caminho: eleger pessoas que só vão fazer a reforma política, que vão lá (para o Congresso), mudam o jogo e depois vão embora. E daí se convocam eleições para o Congresso. O que não dá é pra continuar assim. Às vezes tenho a impressão que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade – afirmou.
Leia agora os principais trechos da entrevista
– Qual o balanço que o senhor faz dos anos de governo do PT e aliados?
– Esses anos, se não foram os melhores, fazem parte do melhor período que este país viveu em muitos e muitos anos. Se formos analisar as carências que ainda existem, as necessidades vitais de um povo na maioria das vezes esquecido pelos governantes, vamos perceber que ainda falta muito a fazer para garantir a esse povo a total conquista da cidadania. Mas, se analisarmos o que foi feito, vamos perceber que outros países não conseguiram, em trinta anos, fazer o que nos conseguimos fazer em dez anos. Quebramos tabus e conceitos preestabelecidos por alguns economistas, por alguns sociólogos, por alguns historiadores. Algumas verdades foram por água abaixo. Primeiro, provamos que era plenamente possível crescer distribuindo renda, que não era preciso esperar crescer para distribuir. Segundo, provamos que era possível aumentar salário sem inflação. Nos últimos 10 anos, os trabalhadores organizados tiveram aumento real: o salário mínimo aumentou quase 74% e a inflação esteve controlada. Terceiro, durante essa década aumentamos o nosso comercio exterior e o nosso mercado interno sem que isso resultasse em conflito. Diziam antes que não era possível crescer concomitantemente mercado externo e mercado interno. Esses foram alguns tabus que nós quebramos. E, ao mesmo tempo, fizemos uma coisa que eu considero extremamente importante: provamos que pouco dinheiro na mão de muitos é distribuição de renda e que muito dinheiro na mão de poucos é concentração de renda.
– Quando começou o governo, o senhor devia ter uma ideia do que ele seria. O que mudou daquela ideia inicial, o que se realizou e o que não se realizou, e por quê?
– Tínhamos um programa e parecia que ele não estava andando. Eu lembro que o ministro Luiz Furlan, cada vez que tinha audiência, dizia: ‘Já estamos no governo há tantos dias, faltam só tantos dias para acabar e nós precisamos definir o que nós queremos que tenha acontecido no final do mandato. Qual é a fotografia que nós queremos’. E eu falava: ‘Furlan, a fotografia está sendo tirada’. Não é possível ficar com pressa de obter resultados. Nós temos que provar, no final de um mandato, se nós fomos capazes de fazer aquilo que nos propusemos a fazer. Se a gente for trabalhar em função das manchetes dos jornais, a gente parece que faz tudo e termina não fazendo nada.
Então é o seguinte: eu plantei um pé de jabuticaba. Se esse pé nascer saudável, vai ter sempre alguém dizendo: ‘Mas, Lula, não está dando jabuticaba, está demorando’. Se for cortar o pé e plantar outra coisa, eu nunca vou ter jabuticaba. Então, eu tenho que acreditar que, se eu adubar corretamente, aquele pé vai dar jabuticaba de qualidade. E eu citava esses exemplos no governo… Soja tem que esperar 120 dias, o feijão tem que esperar 90 dias. Não adianta ficar repisando, ‘faz uma semana que eu plantei e não nasceu’. Tem que ter paciência. Eu acho que eu fui o presidente que mais pronunciei a palavra ‘paciência’, ‘paciência’… Senão você fica louco.
Tem gente na política que levanta de manhã, lê o jornal e quer dar resposta ao jornal. E daí não faz outra coisa. Eu não fui eleito para ficar o tempo todo dando resposta a jornal. Eu fui eleito para governar um país. E isso me deu tranquilidade suficiente para ver que o programa de governo ia ser cumprido.
– Quando o senhor perdeu a paciência?
– Obviamente que nós tivemos problemas no começo. Você acha que é simples um metalúrgico sentar naquela cadeira na qual sentaram tantas outras personalidades, que via pela televisão, que achava que era mais importante do que eu… E o mesmo em relação a dormir no quarto em que dormiu tanta gente importante ou que, pelo menos a voz da opinião publica, são importantes. E eu ficava pensando: ‘Será que é verdade que eu estou aqui?’.
No começo tinha muita ansiedade. “Será que nós vamos dar conta de fazer isso? Será que vai ser possível?”, eu me perguntava. Eu acho que nós fizemos. Com erro e com muita tensão, mas fizemos.
Tivemos tropeços, é lógico. Muitos tropeços. O ano de 2005 foi muito complicado. Quando saiu a denúncia (do ‘mensalão’), foi uma situação muito delicada. Se não tivéssemos cuidado, não iríamos discutir mais nada do futuro, só aquilo que a imprensa queria que a gente discutisse. Um dia, eu cheguei em casa e disse: ‘Marisa, a partir de hoje, se a gente quiser governar este país, a gente não vai ver televisão, a gente não vai ver revista, a gente não vai ler jornal’. Eu passei a ter meia hora de conversa por dia com a assessoria de imprensa, para ver qual era o noticiário, mas eu não aceitava levantar de manhã, ligar a televisão e já ficar contaminado. Então eu acho
que isso foi um dado muito importante.
Eu tinha uma equipe e criamos uma sala de situação, da qual participavam Dilma, Ciro (Gomes), Gilberto (Carvalho) e Márcio (Thomaz Bastos). E era muito engraçado: eu chegava ao Palácio e eles estavam todos nervosos. E eu estava tranquilo e falava: ‘Vocês estão vendo? Vocês leem jornal… Vocês estão nervosos por quê?’.
-Vocês nasceram radicais…
– O PT era muito rígido, e foi essa rigidez que lhe permitiu chegar aonde chegou. Só que, quando um partido cresce muito, entra gente de todas as espécies. Ou seja, quando você define que vai criar um partido democrático e de massa, pode entrar no partido um cordeiro e pode entrar uma onça, mas o partido chega ao poder.
Então, a nossa chegada ao poder foi vista por eles não como uma alternância de poder benéfica à democracia, não como uma coisa normal: houve uma disputa, ganhou quem ganhou, leva quem ganhou, governa quem ganhou e fim de papo. Não é isso? Eles não viram assim. Quer dizer, eu era um indesejado que cheguei lá. Sabe aquele cara que é convidado para uma festa, e o anfitrião nem tinha convidado direito. Fala assim: ‘Se você quiser, passa lá’. E você passa e o cara fala: ‘Esse cara acreditou?’. Então, nós passamos na festa, e o que é mais grave, acertamos.
E depois, tentaram usar o episódio do ‘mensalão’ para acabar com o PT e, obviamente, acabar com o meu governo. Na época, tinha gente que dizia: “O PT morreu, o PT acabou”. Passaram-se seis anos e quem acabou foram eles. O DEM nem sei se existe mais. O PSDB está tentando ressuscitar o jovem Fernando Henrique Cardoso porque não criou lideranças, não promoveu lideranças. Isso deve aumentar a bronca que eles têm da gente – que, aliás, não é recíproca.
– O senhor não tem raiva da oposição?
– Eu não tenho raiva deles e não guardo mágoas. O que eu guardo é o seguinte: eles nunca ganharam tanto dinheiro na vida como ganharam no meu governo. Nem as emissoras de televisão, que estavam quase todas quebradas; os jornais, quase todos quebrados quando assumi o governo. As empresas e os bancos também nunca ganharam tanto, mas os trabalhadores também ganharam. Agora, obviamente que eu tenho clareza que o trabalhador só pode ganhar se a empresa for bem. Eu não conheço, na história da humanidade, um momento em que a empresa vai mal e que os trabalhadores conseguem conquistar alguma coisa a não ser o desemprego.
– O Brasil mudou nesses dez anos. E o senhor, também mudou?
– Uma das coisas boas da velhice é você tirar proveito do que a vida te ensina, em vez de ficar lamentando que está velho. A vida me ensinou muito. Criar um partido nas condições que nos criamos foi muito difícil. Agora que o partido é grande, tudo fica fácil, mas eu viajava esse país para fazer assembleia com três pessoas, com quatro pessoas, com cinco pessoas. Saia daqui de São Paulo para o Acre pra fazer reunião com dez pessoas, para convencer o Chico Mendes a entrar no PT, para convencer o João Maia – aquele que recebeu dinheiro para votar na eleição do Fernando Henrique Cardoso e era advogado da Contag – para entrar no PT. Era muito difícil fazer caravana, viajar ao Nordeste, pegar ônibus, ficar uma semana andando, fazendo comício ao meio-dia, com um sol desgraçado, explicando o que era o PT para que as pessoas quisessem se filiar.
– Por quê?
– A eleição está ficando uma coisa muito complicada pro Brasil. No mundo inteiro. No Brasil, se o PT não reagir a isso, poucos partidos estarão dispostos a reagir. Então o PT precisa reagir e tentar colocar em discussão a reforma política. Eu tentei, quando presidente, falar de uma Constituinte exclusiva, que é o caminho: eleger pessoas que só vão fazer a reforma política, que vão lá (para o Congresso), mudam o jogo e depois vão embora. E daí se convocam eleições para o Congresso. O que não dá é pra continuar assim.
Às vezes tenho a impressão que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade. A sociedade tem que acreditar no partido, tem que participar dos partidos.
– O PT não mudou necessariamente para melhor?
– O PT mudou porque aprendeu a convivência democrática da diversidade; mas, em muitos momentos, o PT cometeu os mesmos desvios que criticava como coisas totalmente equivocadas nos outros partidos políticos. E esse é o jogo eleitoral que está colocado: se o político não tiver dinheiro, não pode ser candidato, não tem como se eleger. Se não tiver dinheiro para pagar a televisão, ele não faz uma campanha.
Enquanto você é pequeno, ninguém questiona isso. Você começa a ser questionado quando vira alternativa de poder. Então, o PT precisa saber disso.
O PT, quanto mais forte ele for, mais sério ele tem que ser. Eu não quero ter nenhum preconceito contra ninguém, mas eu acho que o PT precisa voltar a acreditar em valores que a gente acreditava e que foram banalizados por conta da disputa eleitoral. É o tipo de legado que a gente tem que deixar para nossos filhos, nossos netos. E provar que é possível fazer política com seriedade. Você pode fazer o jogo político, pode fazer aliança política, pode fazer coalizão política, mas não precisa estabelecer uma relação promíscua para fazer política. O PT precisa voltar urgentemente a ter isso como uma tarefa dele e como exercício pratico da democracia. Não tem de voltar a ser sectário como era no começo.
Eu lembro que companheiros meus perderam seu emprego numa metalúrgica, montaram um bar, mas quiseram entrar no sindicato e não puderam. “Você não pode entrar porque é patrão”, diziam. O coitado do cara tinha só um bar!
A coitada da minha sogra, a mãe do marido da Marisa, a mãe do primeiro marido da Marisa (eu sou o único cara que tive três sogras na vida e uma que não era minha sogra; era sogra da minha mulher, por conta do ex-marido dela, que eu adotei como sogra), a coitada tinha um fusquinha 1966 que era herança do marido. E ela ganhava acho que R$ 600 – naquele tempo era como se fosse um salário mínimo de hoje – de aposentadoria, mas gostava de andar bem-vestida. Ela chegava a reunião do PT e o pessoal falava: ‘Já veio a burguesa do Lula’.
Tinha um candidato a vereador que queria dinheiro para a campanha e eu falei: “Olha, eu não vou pedir dinheiro para a campanha. Se você quiser, eu te apresento algumas pessoas”. Dai ele disse: “Não, mas eu não quero conversar com empresário”. Falei: “Então você quer que um favelado dê dinheiro para a tua campanha?”. Eu já fiz campanha de cofrinho. Eu já fiz campanha de macacão em palanque. Na campanha de 1982, a gente ia ao palanque, antes que eu falasse, fazia propaganda das camisas, dos botons, de tudo que a gente vendia. E a gente vendia na hora e arrecadava o dinheiro para pagar as despesas daquele comício”.
Da assessoria de Comunicação do Instituto Lula.
Enviado por Eri Santos Castro.
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8 de nov. de 2012
'Mensalão': Por que o que se acusa como crime são as mesmas práticas reputadas apenas como ilícito eleitoral quando se trata do PSDB?
'Estamos
assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira. A Ação Penal
470 transformou-se em um julgamento político contra o PT. O que se
acusa como crime são as mesmas práticas reputadas apenas como ilícito
eleitoral quando se trata do PSDB, que desfruta de todos os atenuantes
daí decorrentes. É indecoroso. São absolutamente idênticas. Só as
distingue o tratamento político diferenciado do STF, que alimenta
assim a espiral macartista. O mesmo viés se insinua com relação à mídia
progressista. A publicidade federal quando dirigida a ela é catalogada
pelo macartismo brasileiro como suspeita e ilegítima.Dá-se a isso ares
de grave denúncia. Quando é destinada à mídia conservadora , trata-se
como norma. O governo erra ao se render a esse ardil. Deveria, ao
contrário, definir políticas explícitas de apoio e incentivo aos
veículos que ampliam a pluralidade de visões da sociedade brasileira
sobre ela mesma. Sufocar economicamente e segregar politicamente a
imprensa alternativa é abrir espaço ao macartismo à brasileira".
Por Bernardo Kuscinsk, jornalista, professor e romancista, autor do
premiado 'K', a angustiante romaria de um pai em busca da filha nos
labirintos da ditadura militar brasileira.
Enviado por Eri Santos Castro.
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Enviado por Eri Santos Castro.
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17 de set. de 2012
Leonardo Boff: Por que tentam ferir letalmente o PT?
Manter viva a causa
do PT: para além do “Mensalão”
por Leonardo BoffHá um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “Mensalão”. Você bate nos acusados mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão, mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.
Leia artigo completo aqui!
Sugestão de pauta: Profº Francisco Gonçalves.
Enviado por Eri Santos Castro.
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16 de set. de 2012
A Carta Capita da semana
Manchete: O amianto mata (mas o Brasil ignora)
Resposável
por 100 mil mortes a cada ano e banido em 66 países, o produto usado em
telhas e até na indústria têxtil conta aqui com lobby poderoso.
"Mensalão": Uma tese do Direito alemão para condenar Dirceu?
Oriente Médio: Os EUA colhem o que plantaram
Enviado por Eri Santos .
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20 de ago. de 2012
Tensão no STF: defesa ataca método do relator.

Agora no Brasil 247.
Tensão no STF: defesa ataca método do relator. Advogados protocolaram
petição contra o fatiamento do julgamento, proposto por Joaquim Barbosa http://shar.es/7W31e
Tensão no STF: defesa ataca método do relator. Advogados protocolaram petição contra o fatiamento do julgamento, proposto por Joaquim Barbosa http://shar.es/7W31e
13 de ago. de 2012
O JORNALISMO ONANISTA
"Tome-se
uma melodia qualquer; durante cinco anos martele-se a letra e a música
no consciente e no subconsciente da sociedade. Na TV repita-se sempre o
título da canção, divulgue trechos com caras e bocas sugestivas.
Debulhe-se os versos de forma intermitente nas colunas de jornalistas
'de prestígio'; durante cinco anos dê a eles a oportunidade de ecoar
suas colunas nas emissoras de TV e nos noticiários das rádio pela manhã,
à tarde e à noite; dissemine-se os bordões à exaustão ao longo desse
período em artigos e entrevistas; dedique-se a eles dúzias de manchetes ,
capas e escaladas em telejornais. Finalmente, numa 5ª feira de agosto,
(09-08) vá a campo e pergunte a 2.562 pessoas se elas conhecem a
melodia e que opinião tem sobre os estribilhos massificados durante
cinco anos.
No domingo seguinte (12-08) espete-se os resultados em
manchetes impactantes': 73% da população tem a mesma opinião da mídia
sobre a cantilena em questão. A saber, assegura o Datafolha: 73% dos
brasileiros acham que os acusados do chamado 'mensalão' devem ser
condenados à prisão.
Ah, sim, a partir da 2ª feira, (13-08), acione-se a
etapa seguinte; o mesmo dispositivo midiático põe-se a martelar o
resultado da pesquisa como sendo 'a vontade da Nação'. Sugere-se que não
pode ser outro o discernimento da Suprema corte do país, sob risco de
perder a 'credibilidade perante a opiniáo pública'. Dê a esse onanismo
midiático o nome de liberdade de imprensa e classifique como chavista
quem ousar arguí-lo."
Estas impressões são do governador do RS Tarso
Genro sobre o linchamento inédito em curso na democracia brasileira.
Enviado por Eri Santos Castro.
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12 de ago. de 2012
Julgamento do mensalão e a tentativa de execração pública do PT
A Carta Capital da semana

Carta Capital
Manchete: Exclusivo as provas definitivas da parceria entre Veja & Cachoeira
Policarpo JR., diretor da sucursal da revista, pediu ao bicheiro para grampear o deputado Jovair Arantes.
Como o jornalista evitava a publicação de reportagens prejudiciais à quadrilha.
E como o contraventor se gabava de sua influência sobre Policarpo Jr.
"Mensalão": O embate entre Gurgel e os advogados dos réus.
The Economist: As chances da sonda Curiosity encontrar vida em Marte.
Carta Capital
Manchete: Exclusivo as provas definitivas da parceria entre Veja & Cachoeira
Policarpo JR., diretor da sucursal da revista, pediu ao bicheiro para grampear o deputado Jovair Arantes.
Manchete: Exclusivo as provas definitivas da parceria entre Veja & Cachoeira
Policarpo JR., diretor da sucursal da revista, pediu ao bicheiro para grampear o deputado Jovair Arantes.
Como o jornalista evitava a publicação de reportagens prejudiciais à quadrilha.
E como o contraventor se gabava de sua influência sobre Policarpo Jr.
"Mensalão": O embate entre Gurgel e os advogados dos réus.
The Economist: As chances da sonda Curiosity encontrar vida em Marte.
E como o contraventor se gabava de sua influência sobre Policarpo Jr.
"Mensalão": O embate entre Gurgel e os advogados dos réus.
The Economist: As chances da sonda Curiosity encontrar vida em Marte.
10 de ago. de 2012
Política e Direito no STF: o Caso "Mensalão"
Política e Direito no STF: o Caso "Mensalão"
Tu me seguirás, Robespierre!" A frase profética de Danton, quando se encaminhava para a guilhotina, condenado sem qualquer prova por sentença puramente política, é uma boa lembrança para os que festejam, hoje, a pré-condenação dos réus pela mídia" (Tarso Genro; artigo indispensável sobre o julgamento no STF)
Enviado por Eri Santos Castro.
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9 de ago. de 2012
A carta sigilosa de Lula sobre o mensalão
Datada de 31.8.2005)
Companheiros:
A alma de vocês está tão ferida quanto a minha. O sofrimento de vocês também é o meu. Se vocês estão perplexos, eu também estou. Sou filho de uma mulher que nasceu analfabeta, como vocês sabem. Mas se há uma coisa que aprendi com ela, uma coisa só, foi a dizer sempre a verdade. Porque só a verdade constrói.
Se você diz uma mentira é obrigado depois a inventar outra, e depois mais outra, e não pára mais. E as mentiras acabam sendo desmascaradas.
Mas eu não sou mais apenas aquele Lula que vocês conheceram em quatro campanhas para presidente da República. Não posso ser mais aquele Lula que sentava com os amigos em mesas de bares de São Bernardo do Campo, pedia uma caninha e ficava jogando conversa fora.
Aquele Lula não tinha as responsabilidades que, hoje, o Lula, presidente da República, tem. Eu não posso nem mais me dar ao luxo de sentar em mesas de bares, quanto mais a falar livremente sobre qualquer coisa, qualquer pessoa...
Eu fui traído, como vocês sabem. Disse ao povo brasileiro com todas as letras que fui traído. Até pedi desculpas - e sou obrigado a admitir que me custou muito pedir... Porque eu não errei. Eu não traí ninguém. Erraram e me traíram. E traíram o povo brasileiro.
Mas, infelizmente, não posso revelar o nome dos traidores. Não posso contar tudo que consegui saber depois que me descobri traído. Porque ficaria nas mãos deles. Eu me tornaria refém deles. De alguma maneira, sou refém deles.
Imagine os companheiros se eu dissesse na televisão que jamais soube o que Delúbio fazia... Que ignorava que ele tomava dinheiro de empresários e usava caixa 2 para pagar despesas de campanha do PT.
E se o Delúbio fosse à televisão e respondesse que não, que eu sabia, sim, que ele era mais homem de minha confiança do que da confiança do Zé Dirceu. E que era tão próximo de mim que mais de uma vez se hopedou na Granja do Torto...
Ele teria dito uma meia verdade: era mais ligado a mim do que ao Zé, e de fato eu o hospedei na Granja. Mas teria mentido ao dizer que eu sabia como ele arranjava dinheiro. Eu não sabia, juro pela alma da minha santa mãe. Nunca quis saber.
A mesma coisa poderia acontecer se eu apontasse o Zé como um dos traidores. Imaginem só se ele convocasse uma entrevista e dissesse assim: "Tudo que eu fiz foi mediante conhecimento prévio e autorização expressa do presidente da República".
Sem que eu tenha dito nada sobre ele, o Zé, quando ainda era ministro, falou uma vez para o Estadão que tudo que fazia tinha o meu aval... Vocês não lembram?
E vocês acham que o povo acreditaria em quem? Em mim? Ou no Delúbio e no Zé? Nem quero falar aqui sobre aquela besta do Silvinho Pereira. O sujeito ganhou de um empresário um Land Rover de presente... Só uma besta se comportaria assim.
Tem certos momentos da história de um povo que se acredita mais no bandido do que no inocente. Principalmente no bandido que confessa seus crimes. E que depois tenta implicar os outros.
Vocês não viram o exemplo do Roberto Jefferson? Ele confessou que recebeu dinheiro de caixa 2. Portanto, que cometera um crime. E depois saiu jogando lama em todo mundo. A imprensa preferiu acreditar nele. Réu confesso vira santo neste país.
Espero que os companheiros me entendam. E que aceitem minhas explicações. Estou sendo tão injustiçado - ou mais - do que foi o Juscelino. Ele também foi chamado de corrupto. Eu ainda não fui, mas sei que muita gente pensa que sou.
Só me cabe ter paciência, paciência e paciência. A História me fará justiça."
Enviado por Eri Santos Castro.
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8 de ago. de 2012
Como a mídia manipula a opinião sobre o mensalão

Isso
é inadmissível": Jânio de Freitas, colunista da Folha, sobre a
parcialidade da mídia, da Folha inclusive, na cobertura do julgamento do
STF (entrevista ao 'Roda-Viva'; vale assistir: http://www.youtube.com/
yer_embedded
6 de ago. de 2012
'PROCESSO NÃO TEM PARTIDO; TEM OU NÃO PROVAS'
"Peço
absolvição de José Dirceu com base nas provas dos autos, com base no
devido processo legal; processo não tem capa, processo não tem raça, não
tem partido político, tem ou não tem provas. Entende a defesa que o
pedido de condenação de José Dirceu, com base no que foi produzido nos
autos, é o mais atrevido e escandaloso ataque à Constituição Federal" (
José Luís de Oliveira Lima, advogado de José Dirceu, na sua defesa no
STF nesta 2ª feira.
Enviado por Eri Santos Castro.
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MENSALÕES, SONEGADORES & HIPÓCRITAS
Os
gestores de dinheiro ilegal sempre acabam irrigando o caixa 2 de
partidos --seja em nome próprio, para comprar proteção, seja a mando das
empresas para as quais trabalham, no toma lá dá cá que rege as
relações entre a plutocracia e o poder, em regimes de democracia
representativa, refém do financiamento privado das campanhas eleitorais.
A desregulação financeira e o desmonte dos Estados nacionais
pelo credo neoliberal --apoiado enfaticamente no Brasil pelo mesmo
jornalismo que agora pede sangue ao STF-- lubrificou e potencializou
essa dinâmica. O nefasto sistema de caixa 2 de campanhas eleitorais
consome alguns farelos dessa engrenagem. A hipocrisia da direita -- e a
do STF, bem como a do Procurador Geral que arquivou a operação Monte
Carlo, beneficiando Cachoeira et caterva-- se esponja nessa gota de água
turva. E poupa o lamaçal.
Há pouco, uma pesquisa norte-americana mostrou que os brasileiros
tinham cerca de US$ 520 bi ( R$ 1 trilhão de reais) em paraísos fiscais. O estudo ,'The Price of Offshore Revisited', feito por
ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, cruzou dados do Banco de
Compensações Internacionais,FMI, Banco Mundial e governos nacionais
(portanto, está subestimado). Conclusão: desde os anos 1970 até 2010, os
cidadãos mais ricos de 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para
US$ 9,3 tri a "riqueza offshore; os depósitos de brasileiros formam o
quarto maior volume do planeta nessa modalidade de evasão financeira e
fiscal.
Com a Carta Maior.
Enviado por Eri Santos Castro.
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3 de ago. de 2012
Mensalão e Judicialização da Política: a metáfora da mesa
Perpassa,
na maioria da mídia tradicional, uma forte campanha pela condenação dos
réus do “mensalão”, apresentando-os como quadrilheiros da impureza
política. A mídia produz textos que já adiantam uma condenação que o
Judiciário terá obrigação de obedecer. Os réus do “mensalão” e o PT já
estão condenados. Já foram condenados independentemente do processo
judicial, que muito pouco acrescentará ao que já foi feito.
A “plebeização” da democracia elitista que vigorava no Brasil é o fator mais importante do ódio à “era Lula” e do superfaturamento político do “mensalão”. Este é o motivo do superfaturamento, que pressiona o STF para que este não faça um julgamento segundo as provas, mas faça-o a partir de juízo político da “era Lula”, que cometeu o sacrilégio de “sujar” com os pobres a democracia das elites. O artigo é de Tarso Genro.
A “plebeização” da democracia elitista que vigorava no Brasil é o fator mais importante do ódio à “era Lula” e do superfaturamento político do “mensalão”. Este é o motivo do superfaturamento, que pressiona o STF para que este não faça um julgamento segundo as provas, mas faça-o a partir de juízo político da “era Lula”, que cometeu o sacrilégio de “sujar” com os pobres a democracia das elites. O artigo é de Tarso Genro.
Enviado por Eri Santos Castro.
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26 de jul. de 2012
Veja o resumo da defesa de José Dirceu, no caso 'Mensalão'
Segue o resumo da defesa de José Dirceu para conhecimento.
Atenciosamente,
Maria Alice
Assessoria do ex-ministro José Dirceu
Clique no link:
Proposta de pauta: Márcio Jardim.
Enviado por Eri Santos Castro.
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Globonews transmite julgamento do Mensalão: pior para os réus
Nota do Jornal Pessoal- O PT terá dificuldades de ter votos da classe média neste ano. Com perfil intolerante à corrupção, esse setor da sociedade já mandou um recado para o partido ao votar em Marina para presidente, com mais de 20 milhões de votos, destes mais de 90% dos grandes centros urbanos. Paradoxamente, a classe média tem digerido o que no início da década de 90 contestava: as manobras da Globo e das outras mídias conservadoras. O PT tem que rever muitas coisas.
A Globonews, canal a cabo da Rede Globo, anunciou a partir da semana
passada, e vem repetindo o anúncio, que vai transmitir o julgamento do
Mensalão 2005 que começa no próximo dia 2 de agosto. Se assim a emissora
decidiu, é porque obteve autorização do ministro Carlos Ayres Brito,
presidente do Supremo Tribunal Federal.
Com isso, como é
natural, aumenta o interesse da opinião pública sobre o desfecho do
escândalo que abalou o primeiro governo Lula, piora a posição dos 38
acusados. Sem dúvida. Se coubesse aos advogados de defesa decidir,
jamais escolheriam sessão aberta. Mas é assim que vai ser. Aliás, de
acordo com a lei. Os julgamentos são públicos. Não devem, portanto,
ficar restritos às dependências da Corte. Muito pequena para o interesse
natural em torno do caso. O ministro Ayres Brito agiu certo.
Aproximando-se
a reta final do processo, duas matérias publicadas na imprensa
referem-se ao Mensalão. Reportagem de Rodrigo Rangel, revista Veja que
está nas bancas desde sábado, sobre uma tentativa de chantagem de Marcus
Valério contra o ex-presidente Lula. Ele ameaça revelar detalhes de
encontro que teria havido com Luis Inácio. Chantagem, seja ela qual for,
é algo repugnante. É claro que Marcus Valério não terá sucesso...
Por Pedro do Coutto.
Enviado por Eri Santos Castro.
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25 de jul. de 2012
18 de jun. de 2012
João Paulo (PT), réu candidato, vai falar do mensalão
‘Eu vou falar do mensalão’, diz réu candidato
www.erisantoscastro.blogspot.c om.br
Único dos 38 réus do mensalão a disputar as eleições municipais de outubro, o deputado João Paulo Cunha (PT), pré-candidato à prefeitura de Osasco, diz não temer o uso político do escândalo.
www.erisantoscastro.blogspot.c
Único dos 38 réus do mensalão a disputar as eleições municipais de outubro, o deputado João Paulo Cunha (PT), pré-candidato à prefeitura de Osasco, diz não temer o uso político do escândalo.
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