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8 de ago. de 2014

Chega ao fim o martírio de José Genoino: liberdade

 Marcelo Ximenez/Folha: 21.11.04.Sao Paulo/SP. Marcelo Ximenez/Folha Imagem. Brasil. Reuniao do Diretorio Nacional do PT, presidida por Jose Genoino, tambem presidente do partido.
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o ex-deputado federal José Genoino, condenado na Ação Penal 470, a progredir para o regime aberto; com a decisão, Genoino cumprirá o restante de sua pena em casa; ex-presidente do PT, ele foi condenado por ter sido avalista de empréstimos tomados pelo partido junto aos bancos envolvidos no chamado "mensalão."

Do Brasil 247.
Enviado por Eri Santos Castro.
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4 de jul. de 2014

Sai Barbosa, entra Dirceu, a histeria da mídia coxinha

Como bem comentou o jornalista Miguel do Rosário em seu blog, “Preparem-se para histeria midiático-coxinha: Sai Barbosa, entra Dirceu”.


A mídia agora vai criminalizar tudo em relação a Dirceu. Irá persegui-lo em cada canto onde for, sempre tentando intrigá-lo junto ao Judiciário, para que ele perca o seu direito ao trabalho externo. Entretanto, só o fato de Dirceu voltar à vida cotidiana, já constitui uma vitória política contra os sociopatas barbosianos e globais. Apesar dos arbítrios e das pressões espúrias da mídia, a justiça, aos poucos, vai prevalecendo. Como diria Galileu, E Pur se Mueve!

15 de dez. de 2013

Dois pesos e duas medidas: Genoino foi mandado direto para o xilindró, Jefferson está livre, leve e solto.

"Barbosa deixou o carro na garagem, caminhou até a Praça dos Três Poderes, 
com garbo, e arrancou a venda dos olhos da estátua da justiça."

Dois presos e duas medidas

www.brasil247.com
José Genoino e Roberto Jefferson foram condenados no mesmo processo e
acometidos por grave enfermidade. Genoino foi mandado direto para o
xilindró, Jefferson está livre, leve e solto.

4 de dez. de 2013

Leonardo Boff tira a máscara de Joaquim Barbosa


Leonardo Boff: Joaquim Barbosa não honra o STF http://goo.gl/IczOZPPensador diz que, da estátua que representa a Justiça, Joaquim Barbosa ficou sem as vendas porque não foi imparcial, aboliu a balança porque ele não foi equilibrado, e só usou a espada para punir mesmo contra os princípios do direito: “O animus condemnandi (a vontade de condenar) e de atingir letalmente o PT é inegável nas atitudes açodadas e irritadiças do Ministro Barbosa”

29 de nov. de 2013

Divisão no PT, por Ilimar Franco

Os petistas estão divididos sobre a reação às prisões dos condenados pelo mensalão. O alarido na defesa dos presos incomoda uma parcela da tendência que comanda o partido.

Um dos integrantes da Executiva avalia que essa mobilização pode gerar movimento idêntico dos adversários. A linha da defesa também não unifica. Um ministro traduz: “Ocorreram irregularidades. Não tenho coragem de dizer que são presos políticos”.


Esses quadros petistas da tendência majoritária, a CNB, consideram que a raiz do escândalo está no equívoco do PT ao centralizar o financiamento da campanha eleitoral de 2002. E que a relutância de assumir o crime eleitoral, desde o começo, levou-o à derrota na guerra de comunicação. Novos erros estariam sendo cometidos agora.
Um deles foi José Dirceu informar que trabalharia num hotel, que levou ao vazamento do salário (R$ 20 mil). Além disso, para alguns, o tom da reação parece desmesurado. Um petista comenta: “Tem gente muito solidária e que quer que todo mundo fique”. O centro desse debate interno é sobre qual a melhor maneira de proteger a imagem do PT.

Por Ilimar Fanco, O Globo.

Enviado por Eri Santos Castro.
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24 de nov. de 2013

COM GENOINO, DIRCEU E DELÚBIO. PEQUENO MOMENTO, GIGANTE PELA EMOÇÃO

Dirceu e Delúbio disseram aos deputados que eles sabem o que fazer em suas “trincheiras”.



Conversa Afiada e o Jornal Pessoal Eri Castro reproduz texto do jornalista Ricardo Borges:


O dia 20 de novembro de 2013 vai ficar marcado na minha vida, assim como a data de 17 de junho desse mesmo ano, quando o Congresso Nacional foi invadido por milhares de jovens, que gritavam aos brados por um país melhor e mais digno. Essas duas datas, que relembram o período sombrio que o país vivenciou nas décadas de 60,70 e 80 – na ditadura militar -, mas, claro, de outra forma, modo e contexto.

No dia 20, acompanhei um grupo de parlamentares do Partido dos Trabalhadores que visitaram José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e o ex- deputado do PTB-MG Romeu Queiroz, no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.

Ao chegar ao local, o rosto dos parlamentares mudou, tomado pela energia negativa do ambiente e pela situação de ver os companheiros de partido passando por aquela situação.

Depois de uns 13 minutos, esperando a liberação para visitar os envolvidos na Ação Penal 470, passamos por um detector de metal, deixamos nossos pertences (celulares, bolsas e documentos pessoais) e fomos para a sala do diretor do complexo penitenciário para presos em regime semiaberto.

A sala de aproximadamente 15m2, pintada na cor verde, com cadeiras na cor preta e a mesa do diretor ocupando boa parte do espaço, estava muito quente e sem ventilação, e ficou rapidamente pequena  com a quantidade de deputados.

Esperamos por cerca de cinco minutos no aguardo de Dirceu, Delúbio, Genoino e Romeu. Antes de os petistas entrarem na sala, que também tinha  janelas no lado direito e na frente, com vistas ao complexo, os deputados avistaram os presos saindo do complexo em fila, com agentes na frente, do lado e atrás, num sol escaldante da Capital Federal.

Os deputados que viram aquela cena começaram a chorar e a se emocionar .

Todos chegaram juntos. Mas,  o primeiro a entrar na sala foi Genoino.

Ele estava com uma camiseta branca, com gotas de sangue próximo ao umbigo, calça da cor bege, tênis da cor preta com umas tirinhas laranja e com uma postura firme.

Chorou ao abraçar os visitantes.

Em seguida, veio Dirceu. Ele estava de camisa polo também na cor branca, bermuda bege e sandália de couro, na cor marrom.

Depois chegou o Delúbio, também de camisa branca, bermuda bege,  sandália branca e com os cabelos molhados.

Por último, apareceu Romeu Queiroz, que estava vestido de branco, calça bege e sandália.

Depois de abraçar todos e todas, Genoíno falou em nome do grupo, com o tom de voz rouca. Contou como foi a prisão e como estava passando esses dias no complexo penitenciário da Papuda.   Ele falou da situação de sua saúde e todos ficaram ainda mais preocupados. Durante sua fala,  sempre mencionou a preocupação de Dirceu e Delúbio com sua saúde. Disse que teve que beber água da torneira, o que agravou seu problema de saúde e, após pedidos dos companheiros aos agentes penitenciários, liberaram água potável para ele.

Os presos demostraram muita indignação com a forma como foi organizada a operação midiática, em Brasília. Também informaram que chegaram ao delegado e o mesmo informou que não poderia prendê-los, pois não havia nenhum mandado de prisão.

Elogiaram a profissionalismo dos delegados e dos agentes.  Recriminaram apenas  atuação de um veiculo de comunicação do país (membro do PiG) pela forma como agiu na veiculação da prisão.

Genoino parou de falar e passou a palavra para Delúbio e Dirceu. Os dois disseram o que esperam e quais as expectativas daqui para frente. Pediram apoio aos parlamentares e falaram que cada um sabia o que fazer em suas “trincheiras”.

Como eu estava próximo de Delúbio, perguntei como era o tratamento dos outros presos com eles. Delúbio disse que eles estavam evitando aproximação com os presos, mas eles estavam enviando bilhetes de apoio e solicitando coisas.

No final, eles relembraram os momentos da criação do Partido dos Trabalhadores.

Ficamos lá por cerca de 40 minutos e, em seguida, voltamos para a Câmara.

A van que levou os parlamentares, que, antes estava “vestida” por conversas políticas, foi tomada pelo silêncio, pelo olhar de tristeza e indignação.

Confesso que foi um momento único em minha vida. Não sei se irei passar por outro momento como este. Aquele pequeno espaço de tempo tornou-se gigante e inesquecível!
Ricardo Borges é jornalista e assessor de imprensa na Câmara dos Deputados, no Sítio Conversa Afiada, confira aqui!

Enviado por Eri Santos Castro.
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18 de nov. de 2013

Tarso Genro: 'A segunda tortura de José Genoíno'

tarsobCAPA
José Genoíno foi brutalmente torturado na ditadura e seus torturadores continuam aí, sorridentes e impunes pelo que fizeram nos porões do regime, abrigados até agora por decisões deste mesmo Tribunal que condena sem provas militantes do PT. José Dirceu coordenou a vitória legítima de Lula, para o seu primeiro mandato. Os que compraram votos para reeleger Fernando Henrique estão também por aí,  livres e gaudérios. Essas comparações pairam sobre o prestígio do STF e sobre o Estado de Direito no Brasil.
Por Tarso Genro
Ernst Bloch, na sua crítica aos princípios do Direito Natural sem fundamentação histórica, defendeu que não é sustentável que o homem seja considerado,  por nascimento, “livre e igual”, pois não há “direitos inatos, e sim que todos são adquiridos em luta”.  Esta categorização, “direitos adquiridos em luta”, é fundamental  para  compreender as ordens políticas vigentes como Estado de Direito, que proclamam um elenco de princípios contraditórios, que ora expressam com maior vigor as conquistas dos que se consideram oprimidos e explorados no sistema de poder que está sendo impugnado, ora expressam  resistências dos privilegiados, que fruem o poder real: os donos do dinheiro e do poder.
Esta dupla possibilidade de uma ordem política,  inscrita em todas as constituições, mais ou menos democráticas, às vezes revela-se mais intensamente no contencioso político, às vezes ela bate à porta dos Tribunais. A disputa sobre o modelo de desenvolvimento do país, por exemplo, embora em alguns momentos tenha sido judicializada, deu-se até agora, predominantemente, pela via política, na qual o PT e seus aliados de esquerda e do centro político foram vitoriosos, embora com alianças pragmáticas e por vezes tortuosas para ter governabilidade.
Já a disputa sobre a interpretação das normas jurídicas que regem a anistia em nosso país e a disputa sobre as heranças dos dois governos do presidente Lula tem sido, predominantemente,  judicializadas. São levadas, portanto, para uma instância na qual a direita política, os privilegiados, os conservadores em geral (que tentaram sempre fulminar o Prouni, o Bolsa Família, as políticas de valorização do salário mínimo, as políticas de discriminação positiva, e outras políticas progressistas), tem maior possibilidade de influenciar.
Quando falo aqui em “influência” não estou me referindo a incidência que as forças conservadoras ou reacionárias podem ter sobre a integridade moral do Poder Judiciário ou mesmo sobre a sua honestidade intelectual. Refiro-me ao flanco em que aquelas forças – em determinados assuntos ou em determinadas circunstâncias-  podem exercer com maior sucesso a sua hegemonia, sem desconstituir a ordem jurídica formal, mantendo mínimos padrões de legitimidade.
O chamado processo do “mensalão” obedeceu minimamente os ritos formais do Estado de Direito, com atropelos passíveis de serem cometido sem maiores danos à defesa, para chegar a final previamente determinado, exigido pela grande mídia, contingenciado por ela e expressando plenamente o que as forças mais elitistas e conservadoras do país pretendiam do processo: derrotados na política, hoje com três mandatos progressistas nas costas, levaram a disputa ao Poder Judiciário para uma gloriosa “revanche”: ali, a direita derrotada poderia fundir  (e fundiu) uma ilusória vitória através do Direito, para tentar preparar-se para uma vitória no terreno da política. As prisões de Genoíno e José Dirceu foram celebradas freneticamente pela grande imprensa.
Sustento que os vícios formais do processo, que foram corretamente apontados  pelos advogados de defesa  – falo dos réus José Genoíno e José Dirceu – foram  totalmente secundários para as suas condenações. Estas, já estavam deliberadas antes de qualquer prova, pela grande mídia e pelas forças conservadoras e reacionárias que lhe são tributárias, cuja pressão sobre a Suprema Corte  – com o acolhimento ideológico de alguns dos Juízes-  tornou-se insuportável para a ampla maioria deles.
Lembro: antes  que fossem produzidas quaisquer provas os réus já eram tratados diuturnamente como “quadrilheiros”, “mensaleiros”, “delinquentes”, não somente pela maioria da grande  imprensa, mas também por ilustres figuras  originárias dos partidos derrotados nas eleições presidenciais e pela banda de música do esquerdismo,  rapidamente aliada conjuntural da pior direita nos ataques aos Governos Lula. Formou-se assim uma santa aliança,  antes do processo, para produzir  a convicção pública que só as condenações resgatariam a “dignidade da República”, tal qual ela é entendida pelos padrões midiáticos dominantes.
Em casos como este, no qual a grande mídia tritura indivíduos, coopta consciências e define comportamentos,  mais além de meras convicções jurídicas e morais, não está em jogo ser corajoso ou não, honesto ou não, democrata ou não. Está em questão a própria funcionalidade do Estado de Direito, que sem desestruturar a ordem jurídica formal pode flexioná-la  para dar guarida a  interesses políticos estratégicos  opostos aos que “adquirem direitos em luta”. Embora estes direitos sejam conquistas que não abalam os padrões de dominação do capital financeiro, que tutela impiedosamente as ordens democráticas modernas, sempre é bom avisar que tudo tem limites.   O aviso está dado. Mas ele surtirá efeitos terminativos?
Este realismo político do Supremo ao condenar sem provas, num processo que foi legalmente instituído e acompanhado por todo o povo – cercado por um poder midiático que tornou irrelevantes as fundamentações dos  Juízes – tem um preço: ao escolher que este seria o melhor desfecho não encerrou o episódio. Ficam pairando, isto sim, sobre a República e sobre o próprio prestígio da Suprema Corte, algumas comparações de profundo significado histórico, que irão influir de maneira decisiva em nosso futuro democrático.
José Genoíno foi brutalmente torturado na época da ditadura e seus torturadores continuam aí, sorridentes, impunes e desafiantes, sem  qualquer ameaça real de responderem, na democracia, pelo que fizeram nos porões do regime de arbítrio, abrigados até agora por decisões deste mesmo Tribunal que condena sem provas militantes do PT. José Dirceu coordenou a vitória legítima de Lula, para o seu primeiro mandato e as suas “contrapartes”,  que compraram votos para reeleger Fernando Henrique (suponho que sem a ciência do Presidente de então), estão também por aí,  livres e gaudérios.
O desfecho atual, portanto, não encerra o processo do “mensalão”, mas reabre-o em outro plano: o da questão democrática no  país, na qual a “flexão” do Poder Judiciário mostra-se unilateralmente politizada  para “revanchear” os derrotados na política. Acentua, também, o debate sobre o  poder das mídias sobre as instituições. Até onde pode ir, na democracia, esta arrogância que parece  infinita de julgar por antecipação, exigir condenações sem provas e  tutelar a instituições através do controle e da manipulação da informação?
Militei ao lado de José Genoíno por mais de vinte anos, depois nos separamos por razões políticas e ideológicas,  internamente ao Partido. É um homem honesto, de vida modesta e honrada, que sempre lutou por seus ideais com dignidade e ardor, arriscando a própria vida, em momentos muito duros da nossa História. Só foi condenado porque era presidente do PT,  no momento do chamado “mensalão”. Militei sempre em campos opostos a José Dirceu em nosso Partido e, em termos pessoais, conheço-o muito pouco, mas não hesito em dizer que foi condenado sem provas,  por razões eminentemente políticas, como reconhecem insuspeitos juristas, que sequer tem simpatias por ele ou pelo PT.
Assim como temos que colocar na nossa bagagem de experiências os  erros cometidos que permitiram a criação de um processo  judicial ordinário,  que se tornou rapidamente um processo político, devemos tratar, ora em diante, este processo judicial de sentenças tipicamente políticas, como uma experiência decisiva para requalificar, não somente as nossas instituições democráticas duramente conquistadas na Carta de 88, mas também para organizar uma sistema de alianças que dê um mínimo respaldo, social e parlamentar,  para fazermos o dever de casa da revolução democrática: uma Constituinte, no mínimo para uma profunda reforma política, num país em que a mídia de direita é mais forte do que os partidos e as instituições republicanas.
(*) Governador do Rio Grande do Sul

16 de nov. de 2013

O dia que o jornalismo emporcalhou a história: UOL e “a capa de Genoino”

Hoje a jornalista Ana Helena Tavares escreveu:
Ontem (15) foi um dia triste para quem escolheu o jornalismo como forma de luta e não como forma de luz. A sociedade do espetáculo se regozija com sua própria desgraça. A República é apunhalada no dia de sua proclamação. E o Brasil permanece o país do faz-de-conta. Tristes lentes as dos repórteres que estão em frente à casa de Genoíno. Queriam registrar ali um palácio, mas só o que veem é uma casa simples. As imagens serão achincalhadas pela História.
Daí abro a página da uol pra ver uma foto de Genoino postada por uma amigo no Face e fico estarrecida com a desinformação da legenda:
Isso não é um gesto de vitória, isso é um gesto de protesto e de luta, muito usado pelos Panteras Negras.

Esta chamada e legenda devem entrar para a história da vergonha alheia da fotolegenda do fotojornalismo. Daquelas imensas mesmo, praticadas por aqueles da imprensa que não fazem a menor questão de lidar com a realidade.
A ‘capa’ que o/a desinformado/a da UOL se refere é um painel bordado por Rioco em 2012* (durante o julgamento da AP470) e simboliza a solidariedade dos companheiros que visitaram Genoino quando ele passou um longo tempo sem sair de casa após o achincalhe do jornalixo produzido pela grande mídia. Genoino, que sempre viveu no mesmo bairro, não podia nem ir à padaria próxima a sua casa sem ser hostilizado.
**Rioco fez então muito pássaros, um para cada amigo que não o abandonou, que não achou que a solidariedade fosse coisa privada. Rioco fez uma releitura de Mario Quintana: ‘eles passarão, eu passarinho’.
Por isso Genoino se cobriu com este manto de solidariedade de seus companheiros de luta e demonstração de amor da sua companheira de uma vida inteira.
E UOL, pelo amor, deixa de ignorância, punhos cerrados levantados para a geração da esquerda da década de 1960 é sinal de luta, de resistência a tudo que vocês representam, seus energúmenos!

A dupla – Smith e John Carlos que levantou os punhos serrados com luvas pretas, repetindo o gesto dos “panteras negras”. Naquele momento a ação dos atletas simbolizava a luta pelos direitos civis dos negros estadunidenses nos pódios olímpicos. Pelo ato político a dupla foi expulsa das olimpíadas.
Não é gratuito, portanto, o fato de José Dirceu repetir o mesmo gesto de sua geração ao ser preso no mesmo dia que Genoino.
Não é gratuito que Joaquim Barbosa tenha feito isso em 15 de novembro.
Com o Blogue  Maria Flor. 
Enviado por Eri Santos Cstro.
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23 de set. de 2013

Zé Dirceu foi condenado sem provas, diz Ives Gandra

Zé Dirceu

O ex-ministro José Dirceu foi condenado sem provas. A teoria do domínio do fato foi adotada de forma inédita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para condená-lo.
Sua adoção traz uma insegurança jurídica “monumental”: a partir de agora, mesmo um inocente pode ser condenado com base apenas em presunções e indícios.
Quem diz isso não é um petista fiel ao principal réu do mensalão. E sim o jurista Ives Gandra Martins, 78, que se situa no polo oposto do espectro político e divergiu “sempre e muito” de Dirceu.
Com 56 anos de advocacia e dezenas de livros publicados, inclusive em parceria com alguns ministros do STF, Gandra, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, diz que o julgamento do escândalo do mensalão tem dois lados.
VEJA MATÉRIA COMPLETA COM MÔNICA BERGAMO, NA FOLHA, AQUI.
Enviado por Eri Santos Castro.
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19 de set. de 2013

Próximos passos do julgamento da Ação Penal 470



Acórdão. Pelo regimento, o Supremo Tribunal Federal tem 60 dias para publicar o resumo da decisão.

Recursos. Após a publicação, haverá 30 dias de prazo para que sejam apresentados recursos. O Supremo aceitou ontem dobrar o período previsto no regimento, que inicialmente era de 15 dias.

Embargo de declaração. Com a publicação do acórdão, haverá abertura de prazo para embargo de declaração. Terminado esse período, a execução das penas poderá ter início.

Finalmente. Para 2014, os embargos infringentes vão a julgamento em plenário, com votação dos ministros.

O que pode acontecer

José Dirceu. Se houver revisão da pena por formação de quadrilha, o ex-chefe da Casa Civil - condenado a 10 anos e 10 meses de prisão - poderá iniciar o cumprimento em regime semiaberto, sem passar pelo fechado

José Genoino. Se a condenação por formação de quadrilha for revista, o ex-presidente do PT - que pegou 6 anos e 11 meses de prisão - poderá ter a pena reduzida. O regime de cumprimento, no entanto, não seria alterado.

João Paulo. Se a pena por lavagem de dinheiro for revista, o deputado (PT-SP) e ex-presidente da Câmara - condenado a 9 anos e 4 meses de prisão - não teria de iniciar o cumprimento em regime fechado. Assim como Dirceu, iria para o semiaberto.


Com O Estadão e Carta Capital.
Enviado por Eri Santos Cstro.
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18 de set. de 2013

A defesa ampla e irrestrita tem vitória: embargos infringentes são aceitos por 6 a 5 no STF, na Ação Penal 470

:


"Tenho para mim que os embargos infringentes subsistem", disse o decano Celso de Mello, dirigindo-se ao presidente do STF, Joaquim Barbosa; dessa maneira, ele inclina seu voto pela admissibilidade desta modalidade de recurso; em nenhum momento ele demonstrou dúvida sobre a prevalência dos embargos infringentes na legislação brasileira; é o desempate da votação que estava em cinco a cinco; réus que não tiveram condenações por unanimidade, como o ex-ministro José Dirceu, se beneficiam, assim, de revisão de seus processos; "Ainda ontem fui ao Código verificar isso", disse Mello, entrando no mérito da permanência dos embargos infringentes na legislação brasileira; "todos os regimentos do Supremo Tribunal Federal contemplam os embargos", dissera antes; "A preservação dos direitos constitucionais do cidadão deve sempre pautar essa Corte", afirmou.

Com Brasil  247, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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Chico Buarque também está com Genoino, e você?


Secretaria Nacional de Organização do PT compartilhou a foto dePartido dos Trabalhadores.















Nós estamos aqui!

Somos um grupo grande de brasileiros iguais a você, que deseja
um país melhor.

Estamos aqui para dizer em alto e bom som que José Genoino é
um homem honesto, digno, no qual confiamos.

Estamos aqui porque José Genoino traduz a história de toda uma
geração que ousa sonhar com liberdade, justiça e pão.

Estamos aqui, mostrando nossa cara, porque nos orgulhamos de
pessoas como ele, que dedicam sua vida para construir a
democracia.

Genoino personifica um sonho. O sonho de que um dia teremos
uma sociedade em que haja fraternidade e todos sejam, de fato,
iguais perante a lei.

Para juntar-se a nós e assinar: http://grupoge.dreamhosters.com/
assinar.php

Para ver quem já assinou: http://grupoge.dreamhosters.com/

16 de set. de 2013

O filósofo Janine faz um artigo original: 'Dirceu condenado refaz sua biografia, os embargos infringentes aceitos fica mais difícil alegar-se que o processo foi político e injusto'

O filósofo Renato Janine Ribeiro faz um texto original, no Valor. Ele diz que, até agora, ninguém, entre as pessoas comuns, mudou de opinião ao longo do julgamento. Ou seja, este teria falhado em seu caráter pedagógico. 

O filósofo observa que os próprios defensores da punição severa dizem que o julgamento é político. E que quem talvez mais ganhe com isso, em caso de não aceitação dos embargos, seja Zé Dirceu:

- Ele, mesmo condenado, tem planos. A seu modo, repetirá o discurso de Fidel Castro em 1953, diante dos tribunais do ditador Batista, "A História me absolverá". Não importa que lá fosse uma ditadura e, aqui, uma democracia. É que, justamente porque o julgamento foi convertido em acusação ao PT como um todo, em projeto de criminalizar o partido inteiro do governo, ele falhou. Dirceu nunca será presidente da República, mas lhe deram de presente a politização do julgamento. Ou seja, a conversão do processo do mensalão em processo político. Neste campo, ele tem condições de refazer sua biografia. Certamente, isso é o que seus inimigos menos queriam. Mas eles lhe ofereceram isso ao fazer, de um julgamento que devia ter um foco preciso, uma guerra.

Mas se os embargos infringentes forem admitidos, diz Janine, ficará mais difícil alegar-se que o processo foi político ou injusto. “Dar aos réus o direito de contestar as sentenças, quer sejam as penas mantidas ou reduzidas, protegerá a sentença final da acusação de ter sido política e não jurídica”.


Sugestão de pauta: Maria Alice.
Enviado por Eri Santos Castro.
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14 de set. de 2013

VEJA MANDA UM RECADO: PODE CRUCIFICAR O DECANO Celso de Mello

:


Foi exatamente para isso que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, conduziu uma chicana nas últimas sessões da corte, contando com a ajuda dos ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello; os três queriam que houvesse uma capa de Veja no caminho do ministro Celso de Mello antes da decisão sobre os embargos; na última quinta-feira, ele pretendia votar, mas foi impedido pelo trio, na esperança de que o decano sucumbisse à pressão midiática; isso comprova que o jogo da mídia na Ação Penal 470, com a colaboração de alguns ministros do STF, é absolutamente imoral.
Com Brasil 247.
Enviado por Eri Santos Castro.
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12 de set. de 2013

Exclusivo no MA- A mídia conservadora e o 'Mensalão': E o julgamento teve seu 11 de setembro. Jornais estão chocados.

Imprensa e Mensalão – 12/09/2013
PANORAMA

E o julgamento teve seu 11 de setembro. Jornais estão chocados. O tema está em todas as manchetes, salvo Valor (com chamada de capa). Manchete do Correio Braziliense: “Mensalão perto de reviravolta no STF”.

Folha e Estadão vão de “novo julgamento”. Ele está “por dois votos”, como resume a Folha. Esta coloca na capa uma imagem de Joaquim Barbosa contrariado. Conta que quatro ministros acatam recursos “que beneficiam Dirceu”. E traz opiniões divergentes de seus articulistas.

Igor Gielow diz que “a barafunda vai se instalar, e a pizza ruma ao forno”. Janio de Freitas lembra que a convenção dos direitos humanos assegura o duplo grau de jurisdição. Os dois textos têm chamada na primeira página. Marcelo Coelho escreve que “o jogo vira a favor de José Dirceu e companhia”. Abaixo, Ivar Hartman (FGV Direito Rio) lamenta a decisão.

A manchete de O Globo está inacreditável: “Petistas já temem julgamento no ano eleitoral”. (Nada poderá ser positivo em relação ao PT, parece ser o lema do jornal.) O Estadão diz, em chamada na capa, que Planalto quer evitar desgaste na eleição: a reabertura “não agrada ao governo Dilma Rousseff”.

Quase toda a capa do jornal carioca é destinada ao julgamento. Três repórteres assinam o texto da manchete. A fonte que lamenta a virtual prorrogação do julgamento é oculta. A ala do PT que comemora aparece com Ricardo Berzoini, Paulo Rocha e Carlos Zarattini.

Segundo a Folha, ministros do STF dizem que processo não acabará até o fim de 2014, caso embargos sejam aceitos. O jornal repercute opinião de Helenita Acioli, que teme que o julgamento se prolongue “anos a fio”.

O texto do Valor fala de julgamento até o fim do ano.

Folha e Estadão começam a dizer que pode haver prescrição, caso as penas por formação de quadrilha não superem dois anos.

JORNALISMO DE TORCIDA

Nos últimos meses a torcida prevaleceu sobre o jornalismo. Ela e as plantações. Há alguns meses, era dada como certa a aceitação dos embargos infringentes. De repente, uma nota (salvo engano, no Painel) dizia que Carmen Lúcia estaria balançada. E que, com isso, poderia influenciar Rosa Weber.

A hipótese logo se tornou uma verdade inquestionável. Mas esqueceram de combinar com as russas. Ou pelo menos com a ministra gaúcha.

Nada indica, porém, que os jornais aprenderam com os fatos. Basta observar, hoje, a minimização do encerramento abrupto da sessão de ontem, por Joaquim Barbosa. Ou de sua curiosa saída do plenário durante o voto de Rosa Weber. Minimização, não: exclusão. Ninguém fala disso.

Em contrapartida, é maximizada a possibilidade de redução da pena de réus. Com destaque para Zé Dirceu. Um trecho do texto do Estadão chega a dizer que, em nova análise dos processos, “os votos de Barroso e Teori beneficiarão os réus”.

O jornal repercute na capa outro trecho do texto dos repórteres: a admissão dos novos recursos “iniciaria um roteiro legal e burocrático extenso”. A construção no condicional revela o desejo do jornal de que ainda haja uma nova reviravolta na votação.

Um artigo no Estadão oferece uma tese original para o voto dos ministros. Dimitri Dimoulis, do Direito GV, diz que os ministros não eliminaram os infringentes porque não quiseram perder a possibilidade de o tribunal criar suas próprias regras processuais. Uma opção estratégica “de serem donos de seu processo”.

Valor e o Correio Braziliense ressaltam o papel dos ministros novatos na definição do rumo do julgamento.

MAIS SOBRE O JULGAMENTO

->Mônica Bergamo, na Folha, abre sua coluna falando de projeto de filme de Luiz Carlos Barreto. Segundo ele, “a história correta, sincera e honesta do mensalão e de outros episódios, como o golpe de 1964”.


-> José de Abreu conta que pode interpretar Ricardo Lewandowski em seu filme, “AP 470 – O Golpe Jurídico”.

-> cientistas políticos ouvidos pela Folha divergem entre si. Carlos Melo diz que o que deve ser observado é o direito, não a sede de justiça. José Álvaro Moisés afirma que alongar o processo pode ser bastante traumático.

-> no site de O Globo, à noite, Tânia Rangel (FGV Direito Rio) lançou outra tese: a de que a aceitação dos embargos infringentes cria uma elite política. Ela diz que o segundo julgamento só ocorrerá para quem tiver ação penal originária no Supremo, como os parlamentares. (Governadores, prefeitos e juízes, por exemplo, não.) 

ZÉ DIRCEU

-> O Globo traz notícia sobre sumiço de documentos na Casa Civil. Com questionamentos da PGR a Zé Dirceu sobre o mensalão.

-> “O órgão informou ao Globo não ter mais em seus arquivos o processo com a tramitação interna do ofício 734/2005”, em que Cláudio Fontes perguntava a Dirceu, em 13 de junho de 2005, sobre denúncia de Roberto Jefferson.


-> o jornal fala de passagem da nota do ex-ministro, publicada em seu blog, contra a manchete sobre “desafio” ao STF.
 

-> o Estadão publica uma foto de Dirceu “em seu apartamento”. (O Valor informa que o imóvel é do irmão.) Ao lado, relato de uma alegria contida pelo placar favorável “que não esperava”.

-> o texto da Folha (em pé de repercussão de opinião de Aloizio Mercadante) informa que Dirceu reuniu ontem poucos parentes e assessores. O mesmo ocorre em O Globo e no Valor.

-> o Valor é quem dá mais destaque ao ex-ministro. Diz que entre os assessores presentes estava Roberto Marques. O texto diz que Marques teve seu nome envolvido em supostos saques junto a participantes do esquema, “o que não foi comprovado”.

-> o jornal explora também a cachaça que o advogado Pedro Maciel levou para o irmão de Dirceu. A bebida também é mencionada nos textos do Estadão e de O Globo.

(ANÁLISE: a champanhe solicitada pela namorada de FHC aparece em outro contexto narrativo, na coluna de Sonia Racy. O mesmo acontece com o uísque na mão do ministro Marco Aurélio Mello. Só petista não pode beber.) 

TENDÊNCIAS

-> Sonia Racy, no Estadão, faz extensa cobertura da posse de FHC na ABL. Foto com fardão e tudo. Uma das notas conta que Marco Aurélio Mello foi abordado por uma senhora: “Quero saber se no mensalão de Minas Gerais vai ter esse fuzuê todo”.

FRASES

“Se entendermos que o STF deva pura e simplesmente ouvir a voz das ruas, é melhor acabar com o Supremo. As ruas é que têm que ouvir o Supremo”. (Alberto Zacharias Toron, na Folha)

Pauta: Maria Alice.
Enviado por Eri Santos Castro.
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De fato o 'MENSALÃO' dará o tom das eleições. Tudo indica que haverá novo julgamento em 2014

  • A caminho de um novo julgamento:Barroso, Teori, Rosa Weber e Toffoli votam a favor dos embargos infringentes. Irritado desde a intervenção de Barroso, Joaquim Barbosa, que votou contra, seguido por Luiz Fux, suspende a sessão com o placar de 4 X 2 pró réus. Faltam cinco votos. Eles serão conhecidos nesta 5ª feira.