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14 de abr. de 2014

De Eri a Euclides: minha experiência no PRC-Partido Revolucionário Comunista

Visitando o que sobrou da minha biblioteca, após o ataque fulminante dos 'carniceiros' cupins, encontrei um pequeno-grande livro que me remeteu diretamente ao final dos anos 80. Trata-se do caderno contendo as resoluções do 1º Congresso do PRC-Partido Revolucionário Comunista. 

Receber esse livro era o primeiro passo para o recrutamento ao partido de quadros, que atuava de maneira secreta e clandestina. Era um ato de reconhecimento ao 'potencial revolucionário do militante', última etapa para se participar das grandes decisões da política nacional. Este exemplar chegou às minhas mãos através do ex-presidente da UNE-União Nacional dos Estudantes, o saudoso Valmir Santos, e, é claro, acompanhado de todas as recomendações sobre o sigilo necessário.

Depois de lê-lo e relê-lo, fui apresentado às obras de Antônio Gramsci. Conceitos de Hegemonia, guerra de posição, de movimento e subterrânea; intelectual orgânico aos interesses dos despossuídos, as 17 famílias que controlam 70% da riqueza mundial desde dos tempos da Babilônia... povoaram e povoam a minha compreensão de mundo e de socialismo

Um mês depois fui aceito aos quadro do PRC, com o nome de Euclides. Três meses depois de ter recebido o livro vermelho fui eleito vice-presidente norte da UNE. Minha missão era organizar o SEMINÁRIO NACIONAL EM DEFESA DA AMAZÔNIA, tanto da destruição quanto das garras dos EUA. Cumprir a missão realizando o primeiro em Belém e o segundo em São Luís. A floresta estava cheira de comunistas revolucionários, eis alguns: Chico Mendes-AC, Marina Silva-AC, Raul Meireles-PA, Júlia-AM, Humberto-PA, JorgeViana, Wal Oliveira-MA, Pedro Dualibe-MA, Isael Gomes-MA, Fidelis-PA, ... e o meu recrutador Valmir Santos.

Um ano depois, todo animado, fui eleito um dos dois delegados da juventude nacional para o 2º congresso do PRC. O Congresso foi realizado num sítio em São Paulo, no meu ponto de encontro estava um vereador de São Paulo. Éramos uns sessenta delegados. Depois estreitei relações com Tarso Genro, José Genuíno, Aldo Fornaziere, Utzigue, Helder Milina, José Guimarães,  Marcos Cepik, Ailton Krenak, Lagone, Hermílio Santos, Campos (que recebeu-me no Congresso da UBES, em Osasco, em 1984)-Com reparos ...

O tempo passa e a memória nos revela coisas que não percebíamos. Para minha decepção, esse Congresso encerraria a experiência do PRC. A tese pela sua extinção foi vencedora, levando à  criação da "Nova Esquerda" e da Tendência Marxista, que atuaria no interior do partido de massas, que era o PT.

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19 de set. de 2013

Próximos passos do julgamento da Ação Penal 470



Acórdão. Pelo regimento, o Supremo Tribunal Federal tem 60 dias para publicar o resumo da decisão.

Recursos. Após a publicação, haverá 30 dias de prazo para que sejam apresentados recursos. O Supremo aceitou ontem dobrar o período previsto no regimento, que inicialmente era de 15 dias.

Embargo de declaração. Com a publicação do acórdão, haverá abertura de prazo para embargo de declaração. Terminado esse período, a execução das penas poderá ter início.

Finalmente. Para 2014, os embargos infringentes vão a julgamento em plenário, com votação dos ministros.

O que pode acontecer

José Dirceu. Se houver revisão da pena por formação de quadrilha, o ex-chefe da Casa Civil - condenado a 10 anos e 10 meses de prisão - poderá iniciar o cumprimento em regime semiaberto, sem passar pelo fechado

José Genoino. Se a condenação por formação de quadrilha for revista, o ex-presidente do PT - que pegou 6 anos e 11 meses de prisão - poderá ter a pena reduzida. O regime de cumprimento, no entanto, não seria alterado.

João Paulo. Se a pena por lavagem de dinheiro for revista, o deputado (PT-SP) e ex-presidente da Câmara - condenado a 9 anos e 4 meses de prisão - não teria de iniciar o cumprimento em regime fechado. Assim como Dirceu, iria para o semiaberto.


Com O Estadão e Carta Capital.
Enviado por Eri Santos Cstro.
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26 de mar. de 2013

Datafolha: PT continua sendo o partido mais querido do Brasil com 29% da população, contra 7,5% do PMDB e 4,5% do PSDB


Saibam por que brigam tanto pelo PT também no Maranhão?

Levantamento feito pelo Instituto Datafolha, divulgado no último fim de semana, revelou que 55% da população brasileira faz uma avaliação positiva da contribuição do Partido dos Trabalhadores ao governo da presidenta Dilma Rousseff. A pesquisa revelou também que 72% dos pesquisados consideram o governo petista como sendo bom.

Além disso, o estudo apontou que o partido, mais uma vez, mantém a preferência junto ao eleitorado brasileiro. O PT é o mais querido para 29% da população, contra 7,5% do PMDB e 4,5% do PSDB.

Para o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE) os altos índices de aceitação do Partido dos Trabalhadores tem significado extraordinário, pois é o partido que dá sustentação política ao governo Dilma. 

“O PT faz bem ao governo e ao País para mais de 50% da população. É o partido que é mais comprometido com aquilo que é a matriz programática do governo: a defesa dos pobres. Portanto, o PT está umbilicalmente ligado a este legado vitorioso iniciado com o presidente Lula e que tem continuidade agora com a presidenta Dilma”, ressaltou José Guimarães.

O líder petista destacou ainda a importância do PT nos resultados da pesquisa Datafolha e que aponta o governo Dilma com índice de aprovação recorde.  A pesquisa revela que 59% dos brasileiros consideram a gestão ótima ou boa.

“Os altos índices de aceitação da presidenta Dilma devemos principalmente pela confiança. A sensação de bem estar da população brasileira, que é uma sociedade que se auto afirma a cada dia exatamente como resultado das políticas públicas desenvolvidas pelo governo Dilma, políticas macroeconômicas que signifiquem cada vez mais crescimento com distribuição de renda. E o PT tem participação importantíssima neste processo”, afirmou Guimarães.

E esta autoconfiança da sociedade brasileira, acrescentou o líder do PT, “é importante, sobretudo, para desfazer este permanente ataque daqueles que todo dia ficam torcendo para que o governo não dê certo. O governo Dilma tem rumo, está dando certo e vai dar ainda mais certo daqui para 2014”, frisou Guimarães.

Mais dados
A pesquisa aponta ainda que 47% dos pesquisados consideram que o PT ajuda muito ao Governo. Com relação ao questionamento se o desempenho da administração do PT nos últimos dez anos era bom ou ruim, além dos 72% que avaliaram positivamente a gestão petista, apenas 13% classificaram de ruim e 9% dos entrevistados manifestaram-se como indiferentes.

Para os deputados paulistas e ex-presidentes do PT, José Genoino (2003-2005) e Ricardo Berzoini (2005-2010), a presença marcante do partido no governo Dilma, avaliada positivamente pelos pesquisados, serve para orientar o PT e mostra seu papel fundamental ao longo dos 10 anos à frente da administração federal. “O protagonismo do partido é essencial para garantir a continuidade do projeto e a governabilidade”, avaliou Genoino.

Para o deputado Berzoini, a população brasileira identifica o PT como um fator de “estabilidade” e “avanço”, tanto no governo do ex-presidente Lula como, agora, no governo Dilma. “A população, ao avaliar o governo, percebe que por trás desse governo existe um partido que tem uma história de luta, de mobilização, de defesa dos mais pobres e isso acaba se refletindo não só na aprovação do governo, mas na percepção de que o PT ajuda o governo a avançar”, enfatizou Ricardo Berzoini.

Ainda de acordo com Berzoini, a preferência de 29% dos entrevistados pelo Partido dos Trabalhadores, confirma que o PT é o partido mais querido do Brasil. Esse índice, explica o parlamentar, o PT vem conquistando desde o segundo mandato do governo Lula. “A preferência do eleitorado brasileiro pelo PT oscila entre 25 e 30%, bem distante do segundo colocado que é o PMDB”, observou.

Por equipe PT na Câmara.
Enviado por Eri Santos Castro.
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16 de nov. de 2012

Senhores do STF: onde estavam na ditadura?, por Emir Sader

O STF faz o Brasil se sentir constrangido pelo seu Judiciário, pela não observância da Lei Penal e da Jurisprudência consolidada da Corte, pelo exibicionismo dos juízes que o compõem.

Um país em que ainda sobrevivem tantos vestígios da ditadura – o período mais brutal da sua história – deveria ter um STF cujos membros deveriam ter tido notável atuação na luta contra a ditadura, que tivesse (...) tido a coragem de jogar sua (...) vida (...) na luta pela democracia.

Nada disso acontece (...). Os brasileiros não tem (...) conhecimento de onde estavam esses senhores quando os melhores brasileiros jogavam o melhor que tinham contra a ditadura e pela democracia.

Esses senhores acham que, se por acaso José Dirceu e Genoino quisessem fugir, teriam necessidade de passaporte? Esses senhores que envergonham o Brasil confirma (...) que não tem (...) ideia do que é a luta clandestina contra a ditadura. Certamente viviam suas vidas, enquanto outros se jogavam contra o arbítrio, contra o Estado de terror que prendia, torturava, assassinava a tantos brasileiros.

Podem ficar com os passaportes, senhores juízes do STF, o que nao (...) podem tirar é a dignidade de quem lutou contra a ditadura enquanto os senhores gozavam das suas vidas nos seus trabalhos profissionais, no recôndito das suas famílias, do seu conforto familiar, guardando a dignidade que tivessem nos cofres bancários.

Podem tomar lições dos que lutaram contra a ditadura com a Presidenta Dilma, basta rever a resposta dela para o prócer da ditadura, Agripino Maia, no Congresso. Aí poderão aprender um pouco o que é dignidade, aprender como não é com passaportes que se defende a democracia, que se luta contra os que foram coniventes com a ditadura, por ação ou por omissão.
Fiquem com os passaportes. A dignidade dos que lutaram contra a ditadura, ninguém tira nem tirará jamais.

Emir Sader é sociólogo.
Do Jornal Pessoal Eri Castro.
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11 de out. de 2012

Conheço muitos companheiros (as) do PT, mas como ele, poucos genuínos!

No Senado, Eduardo Suplicy chorou ao ler carta da filha de Genoino.

Condenado pelo STF, o ex-presidente do PT José Genoino lê carta em que renuncia a cargo no Ministério da Defesa.

Para mim Genuíno continua sendo um grande brasileiro. Conheço muitos companheiros (as) do PT, mas como ele, poucos genuínos!

8 de mai. de 2012

Câmara Federal faz homenagem ao ex-presidente da UNE assassinado em Belém

O Deputado Federal Claudio Puty  convida para a solenidade em  homenagem  póstuma ao companheiro
Valmir Bispo Santos
a realizar - se no Plenário 1 da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, no dia 9 de maio de 2012, quarta-feira, às 18 h. 

Confirmações:
E-mail: dep.claudioputy@camara.gov.b 

AGUARDAMOS SUA PARTICIPAÇÃO



Convidados - Para compor a mesa
Dep. Fed. Claudio Puty
Ministro da Saúde – Alexandre Padilha (mov estudantil da época)
Ministro  do STF - José Antonio Dias Toffoli (CA XI de Agosto/USP)
Secretário Executivo do Ministério das Comunicações – Cezar Alvarez (Secret de Movimentos Sociais do PT que coordenou nossa vitória na UNE)
Valcy – irmão do Valmir
Governadora do Pará (2006 – 2010) – Ana Júlia –(foi diretor da Fundação Curral Velho na sua gestão)
Presidente da UNE - Daniel Iliescu
Presidente do PT  - Rui Falcão

Convidados:
Presidente da UNE 1988/89 – Juliano Corbeline
Presidente da UNE 1989/90 – Claudio Langoni
Vice-presidente Norte da UNE 1988/1989- Eri Castro (Coordenador do 1º e 2º Seminários Em Defesa da Amazônia).
Deputado Federal Newton Lima Neto (Presidente do ANDES na gestão de Valmir na UNE)
Dep Federal Afonso Florence PT/BA (liderança estudantil na Bahia)
José Genoíno - Deputado Federal e liderança da corrente PRC na gestão de Valmir
José Dirceu – Deputado Federal Secretário Geral do PT na gestão de Valmir
Deputado Estadual Edmilson – Belém/Pará
Senador Lindberg Farias – Presidente da UNE 1991-1992
Márcio Jardim- Vice-presidente UNE 1991-1992
Senador Cristovão Buarque (Reitor da UNB na gestão de Valmir Santos)
Prefeito de Recife João Costa (fez parte da Diretoria da UNE gestão com Valmir)
Governador Tarso Genro (na época liderança do PRC)
Deptada Estadual em Salvador /Bahia -Vania Galvão  (presidente da Fasubra na gestão de Valmir)
Prefeito de Olinda – Renildo  Calheiros (Presidente da UNE 1985/86)
Deputado Estadual Gerson Bittencourt – São Paulo
Gilson Bittencourt – Assessor Casa Civil
Todos os deputados Federais do Pará
Marina Silva, ex-Senadora
Jefferson Callaça – Pernambuco - Advogado Trabalhista e Presidente da ABRAT
Claudia Abreu – jornalista/Rio - facebook
Vice-presidente Norte da UNE 1988/1989- Eri Castro (Coordenador do 1º e 2º Seminários Em Defesa da Amazônia).


1987, o PT chega à presidência da UNE através do paraense Valmir Santos.
Diretoria eleita no Congresso da UNE
Vice-Presidente: Milton Pantaleão (UFRGs)
Secretário Geral: Eugênio Pasqualine (UFMG)
1º Tesoureiro: Jackson De Toni (PUC-RS)
2º Tesoureiro: Álvaro (UFRGs)
Diretor de Relações Internacionais: Paulo Fernado (UERJ)
Diretor de Imprensa: Juliano Corbeline (UFRGS)
Diretor de Esportes: Carlos Eduardo (FESP)
Diretor de Ensino e Pesquisa: Corálio Gonçalves (UCPEL)
Vice-Presidente Sul: Alexandre Goulart (UFSM)
Vice-Presidente Sudeste – Rogério Fagundes (São Judas-SP)
Vice-Presidente Centro-Oeste: Helder Molina (UFMT)
Vice-Presidente Nordeste: Dimas de Oliveira (UFCE)
Vice-Presidente Norte: Carlos Botelho (UFPA)
Secretário de Exatas: João Costa (UFRPE)
Secretário de Biomédicas: Armando De Negri (UFRGs)
Secretário de Humanas: Willian Alberto (USU-RJ)
Diretor de Cultura: Carlos Watanabe (Esalq/USP)
Diretor de Assistência Estudantil – Ana Maria Riberio (UFMG)
Vice-Presidente Sudeste II- Josué Sabino (Pira) (UFSCar)
Vice-Presidente Nordeste II – José  Augusto Gois (UFSE)


grauna henfil.jpgGraúna, criação Henfil.
valmir e jackson1988.jpgValmir e Jackson 1988.jpg

2 de abr. de 2012

Exclusivo no MA: Lista dos 233 torturadores feita por presos políticos de 1975

O acervo pessoal de Luiz Carlos Prestes, que será doado por sua viúva, Maria Prestes, ao Arquivo Nacional [isso aconteceu em janeiro de 2012] , traz entre cartas trocadas com os filhos e a esposa, fotografias e documentos que mostram diferentes momentos da história política do Brasil. Entre eles, o “Relatório da IV Reunião Anual do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil”, datado de fevereiro de 1976.

Neste período Prestes vivia exilado na União Soviética e, como o documento não revela quem são os membros deste Comitê, não se pode afirmar que o líder comunista tenha participado da elaboração do relatório. De qualquer forma, é curioso encontrá-lo entre seus papéis pessoais.

O documento é dividido em seis capítulos, entre eles estão “Mais desaparecidos”, “Novamente a farsa dos suicídios”, “O braço clandestino da repressão” e “Identificação dos torturadores”, que traz uma lista de 233 militares e policiais acusados de cometer tortura durante a ditadura militar. Esta lista foi elaborada em 1975, por 35 presos políticos que cumpriam pena no Presídio da Justiça Militar Federal.

Na ocasião, o documento foi enviado ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Caio Mário da Silva Pereira, mas só foi noticiado pela primeira vez em junho de 1978, no semanário alternativo “Em Tempo”. Segundo o periódico, “na época em que foi escrito, o documento não teve grandes repercussões, apenas alguns jornais resumiram a descrição dos métodos de tortura”. O Major de Infantaria do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra é o primeiro da lista de torturadores, segundo o relatório. A Revista de História tentou ouvi-lo, mas segundo sua esposa, Joseita Ustra, ele foi orientado pelo advogado a não dar entrevista. “Tudo que ele tinha pra dizer está no livro dele”, diz ela, referindo-se à publicação “A verdade sufocada: a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça” (Editora Ser, 2010)

A repercussão da lista em 1978
A Revista de Históriaconversou com um jornalista que integrava a equipe do “Em Tempo”. Segundo a fonte – que prefere não ser identificada – a redação tinha um documento datilografado por presos políticos. Era uma “xerox” muito ruim do texto, reproduzido em uma página A4. Buscando obter mais informações sobre o documento, os jornalistas chegaram ao livro “Presos políticos brasileiros: acerca da repressão fascista no Brasil” (Edições Maria Da Fonte, 1976, Portugal). Depois desta lista, o “Em Tempo” publicou mais duas relações de militares acusados de cometerem tortura.

Na época, a tiragem do semanário era de 20 mil exemplares, rapidamente esgotada nas bancas, batendo o recorde do jornal. A publicação fechou o tempo para o jornal, que sofreu naquela semana dois atentados. A sucursal de Curitiba foi invadida e pichada. Na parede, os vândalos deixaram a marca em spray “Os 233”. O outro atentado aconteceu na sucursal de Belo Horizonte: colocaram ácido nas máquinas de escrever. Na capital mineira, a repercussão foi maior porque os militantes de esquerda saíram em protesto a favor do jornal. O próprio “Em Tempo” publicou esses dois casos, com fotos.

Os autores da lista
As assinaturas dos 35 que assumem a autoria também foram publicadas no “Em Tempo”. Hamilton Pereira da Silva é um deles. O poeta – conhecido pelo pseudônimo Pedro Tierra e hoje Secretário de Cultura do Distrito Federal – fez questão de conversar com a Revista de História sobre o assunto, afirmando que a lista não foi fechada em conjunto. Os nomes e funções dos torturadores do documento teriam sido informados pelas vítimas da violência militar em momentos distintos de suas vidas durante o cárcere.

“Essas informações saíam dos presídios por meio de advogados ou familiares. A esquerda brasileira, neste período, não era unida, era formada por vários grupos isolados, que não tinham muito contato entre si por causa da repressão”, conta Tierra. “Quando a lista foi publicada no ‘Em Tempo’, eu já estava em liberdade. Sei que colaborei com dois nomes: o major, hoje reformado, Carlos Alberto Brilhante Ustra, e o capitão Sérgio dos Santos Lima – que torturava os presos enquanto ouvia música clássica”.

Hamilton lembra ainda que, após a publicação da lista no periódico, a direita reagiu violentamente realizando ataques a bomba em bancas de jornal e até uma bomba na OAB, além de ameaças à sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Em 1985, já em tempos de abertura política, a equipe do projeto Brasil: Nunca mais divulgou uma lista de 444 nomes ou codinomes de acusados por presos políticos de serem torturadores. Organizado pela Arquidiocese de São Paulo, o trabalho se baseou em uma pesquisa feita em mais de 600 processos dos arquivos do Superior Tribunal Militar de 1964 a 1979. Os documentos estão digitalizados e disponíveis no site do Grupo Tortura Nunca Mais.

Entre os autores da lista de acusados de tortura feita em 1975, além de Hamilton Pereira da Silva, estão outros ex-presos políticos que também assumem cargos públicos, como José Genoino Neto, ex-presidente do PT e assessor do Ministério da Defesa, e Paulo Vanucchi, ex-ministro dos Direitos Humanos e criador da comissão da verdade. Os outros autores da lista são: Alberto Henrique Becker, Altino Souza Dantas Júnior, André Ota, Antonio André Camargo Guerra, Antonio Neto Barbosa, Antonio Pinheiro Salles, Artur Machado Scavone, Ariston Oliveira Lucena, Aton Fon Filho, Carlos Victor Alves Delamonica, Celso Antunes Horta, César Augusto Teles, Diógenes Sobrosa, Elio Cabral de Souza, Fabio Oascar Marenco dos Santos, Francisco Carlos de Andrade, Francisco Gomes da Silva, Gilberto Berloque, Gilney Amorim Viana,Gregório Mendonça, Jair Borin, Jesus Paredes Soto, José Carlos Giannini, Luiz Vergatti, Manoel Cyrillo de Oliveira Netto, Manoel Porfírio de Souza, Nei Jansen Ferreira Jr., Osvaldo Rocha, Ozeas Duarte de Oliveira, Paulo Radke, Pedro Rocha Filho, Reinaldo Moreno Filho e Roberto Ribeiro Martins.

A seguir, a reprodução de parte do “Relatório do Comitê de Solidariedade aos Revolucionários do Brasil”, com os 233 nomes dos acusados de praticarem tortura direta ou indiretamente:

RELATÓRIO DA IV REUNIÃO ANUAL DO COMTÊ DE SOLIDARIEDADE AOS REVOLUCIONÁRIOS DO BRASIL

LISTA DE TORTURADORES
MAJOR DE INFANTARIA DO EXÉRCITO CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA, “DR. TIBIRIÇA” – comandante do CODI/DOI (OBAN) no período 1970/74. Atualmente é tenente-coronel na 9ª RN Campo Grande.
CAPITÃO DE ARTILHARIA DO EÉRCITO BENONI DE ARRUDA ALBERNAZ – Chefe da Equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN)  no período de 1969/71. Anteriormente serviu no 2º Ccan 90.
CAPITÃO DE EXÉRCITO ÍTALO ROLIM – chefe de equipe de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1971. Professor da Fundação Getúlio Vargas. Anteriormente serviu no 4º BI.
TENENTE-CORONEL DO EXÉRCITO VALDIR COELHO – comandante do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/70. Posteriormente esteve no comando do BEC de Pindamonhangaba.
CAPITÃO DE INTENDÊNCIA DO EXÉRCITO DALMO LUIZ CIRILO, “MAJOR  HERMENEGILDO”, “LICIO”, “GARCIA” – atual comandante do CODI/DOI (OBAN) no período de 69/71. Anteriormente serviu no 4º BI. Estudou, em 1970, no Instituto de História e Geografia da USP.
CAPITÃO DE INFNATARIA DO EXÉRCITO MAURÍCIO LOPES LIMA – chefe de equipe de busca e orientador de interrogatórios do CODI/DOI (OBAN). Foi subcomandante deste destacamento no período de 1969/74. Hoje é major.
MAJOR DO EXÉRCITO INOCÊNCIO FABRÍCIO BELTRÃO – CODI/DOI (OBAN) em 1969. Desempenhava a tarefa de oficial de ligação entre a 2ª  Seção do Exército e o CODI/DOI. Posteriormente foi Assessor Militar da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
CAPITÃO DE ARTILHARIA  DO EXÉRCITO HOMERO CÉSAR MACHADO – chefe da Equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/1970.
CAPITÃO DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO FRANCISCO ANTOINO COUTINHO DA SILVA – equipe de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/70. Atualmente é major. Foi comandante da Polícia Rodoviária do Estado de SP em 1973.
TENENTE DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO DEVANIR ANTOINO DE CASTRO QUEIROZ, “BEZERRA” – coordenação das equipes de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1970/1973.  Atualmente é major.
SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO BORDINI, “AMERICANO”, “RISADINHA” – Equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/71. Equipe de busca desde 1971.
DELEGADO DE POLÍCA OTÁVIO GONÇALVES MOREIRA JUNIOR, “VAREJEIRA”, “OTAVINHO” – delegado do DOEPS/SP comissionado no CODI/DOI (OBAN) desde 1969 até 25 de fevereiro de 1973. Era da coordenação geral das investigações e participava dos interrogatórios. Pertenceu ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC) e à Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP).
ADERVAL MONTEIRO, “CARIOCA” – Equipe C de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72. No segundo semestre de 1972 foi transferido para o DEOPS/SP.
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL MAURÍCIO JOSÉ DE FREITAS, “LUNGA”, “LUNGARETI” – Equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/71. Carcereiro no período de 1972/74.
INVESTIGADOR PAULO ROSA, “PAULO BEXIGA” – Equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/70.
INVESTIGADOR PEDRO RAMIRO, “TENENTE RAMIRO” – Equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) desde 1969. Tem uma âncora tatuada num dos braços.
DELEGADO DE POLÍCIA DAVI DOS SANTOS ARAÚJO, “CAPITÃO LISBOA” – Equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN)  no período de 1970; em meados de 1971 passou à equipe de busca. Atualmente lotado numa delegacia na zona sul da cidade de São Paulo.
DELEGADO DE POLÍCIA ANTONIO VILELA – equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72.
PRIMEIRO TENENTE DO CORPO DE BOMBEIROS DA PM DE SP EDSON FARORO – “BOMBEIRO” – da Equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1970.
DELEGADO DE POLÍCIA CLEYDE GAIA – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP desde 1970.
DELEGADO DE POLÍCIA ALCIDES SINGILIO – da Delegacia de Ordem Social o DEOPS/SP no período de 1970/75.
INVESTIGADOR HENRIQUE PERRONE – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP. Chefe dos Investigadores da equipe do delegado Fleury desde 1969.
DELEGADO DE POLÍCIA JOSECYR CUOCO – chefe de equipe de interrogatório da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP desde 1970.
DELEGADO DE POLÍCIA EDSEL MAGNOTTI – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP desde 1969.
DELEGADO DE POLÍCIA PIRNINIANO PACHECO NETO – da Delegaria de Ordem Social do DEOPS/SP em 1969.
DELEGADO DE POLÍCIA RAUL FERREIRA, “PUDIM” – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP no período de 1969/70. É tido como membro do Esquadrão da Morte.
ESCRIVÃO AMUEL PEREIRA BORBA – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP no período de 1969/71.
INVESTIGADOR AMADOR NAVARRO PARRA, “PARRINHA” – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP no período de 1969/72.
INVESTIGADOR JOSÉ CAMPOS CORREA FILHO, “CAMPÃO” – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP em 1969/70. É tido como membro do esquadrão da morte.
INVESTIGADOR JOÃO CARLOS TRALLI – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP desde 1969. É tido como membro do esquadrão da morte.
INVESTIGADOR ANTONIO LÁZARO CONSTÂNCIA, “LAZINHO” – da Delegacia de Ordem Social do DEOPSSP em 1969. Ex-jogador de futebol profissional.
DELEGADO DE POLÍCIA SÉRGIO FERNANDO PARANHOS FLEURY – “COMANDANTE BARRETO” – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP desde 1969. Atualmente é titular dessa delegacia e tido Omo chefe do esquadrão da morte.
DELEGADO DE POLÍCIA ERNESTO NILTON DIAS – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP em 1970. É tido como membro do esquadrão da morte.
INVESTIGADOR SÁLVIO FERNANDES MONTES – da Delegacia de Ordem Social da DEOPS/SP em 1970. É tido como membro do esquadrão da morte.
INVESTIGADOR RUBENS DE SOUZA PACHECO – “PACHEQUINHO” – da Delegacia de Ordem Social em 1969.
TENENTE DO EXÉRCITO AGOSTINHO DOS SANTOS NETO – chefe da equipe  de torturas do PIC do Batalhão de Polícia do Exército de São Paulo (BPE/SP) em 1971.
SEGUNDO TENENTE DO EXÉRCITO AFONSO MARCONDES – do Serviço Secreto do Exército, Serviu no Quartel de Lins-SP em 1973.
DELEGADO DE POLÍCIA RAUL NOGUEIRA, “RAUL CARECA” – Delegado do DEOPS/SP, comissionado no CODI/DOI (OBAN) em 1969. Pertenceu ao CCC.
MAJOR DO EXÉRCITO GOMES CARNEIRO – do CODIGE em 1970. Era tenente em 1968, quando serviu no 12º BI (Belo Horizonte – MG).
CORONEL DO EXÉRCITO FIÚZA DE CASTRO – Comandante do CODI/GB em 1975. Posteriormente foi Secretário de Segurança Pública do Estado da Guanabara. Atualmente é General.
CORONEL DE INFANTARIA DO EXÉRCITO ENY DE OLIVEIRA CASTRO – comandante do 10º BC, em Goiânia em 1972.
DELEGADO DE POLÍCIA PEDRO CARLOS SELLIC “MAJOR” – do DOPS/RS no período de 1970/72.
INSPETOR NILO HERVELHA, “SILVESTRE” – do DOPS/RS no período de 1970/72.
ENERINO DAIXET , “CONFESSÁRIO GALÔ – do DOPS/RS no período de 1970/72.
ITACY OLIVEIRA, “MÃO DE FERRO”, “MÃO DE ONÇA” – do DOPS/RS  no período de 1970/72. É investigador.
ÊNIO HELICH COELHO, “TIO ÊNIO” – do DOPS/RS no período de 1970/72.   É investigador.
INSPETOR OMAR GILBERTO GUEDES FERNANDES – do DOPS/RS no período de 1970/72.
IVO SEBASTIÃO FISCHER – do DOPS/RS no período de 1970/72.
PAULO ARTUR, “INPETOR EDUARDO” “MANECO” – do DOPS /RS em 1970. Serve a vários outros órgãos repressivos em outros estados.
INSPETOR LUIS CARLOS NUNES – do DOPS/RS no período de 1970/72.
MAJOR E CAVALARIA DO EXÉRCITO DINALMO DOMINGOS – chefe de equipe de tortura na 7ª Cia. De guardas de Recife em 1964.
CAPITÃO DE ARTILHARIA DO EXÉRCITO NISMACK BARACUÍ ANÂNCIO RAMALHO – da 7ª Cia. De guardas do Recife em 1964.
INVESTIGADOR LUIS DA SILVA – da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco em 1965.
NVESTIGADOR ABÍLIO PEREIRA – da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco em 1965.
DELEGADO DE POLÍCIA TACIR MENEZES SIA – do Departamento  de Vigilância Social (DVS, ex DOPS) em Minas Gerais no período de 1964/70.
GENERAL DE DIVISÃO ANTONIO BANDEIRA – do PIC de Brasília no período de 1970/73. Atualmente é comandante da 4ª RM (Juiz de Fora – MG).
DELEGADO DE POLÍCIA JOSÉ XAVIER BONFIM – do DPF/GO desde 1964. Atual chefe desse departamento.
DELEGADO DE POLÍCIA JESUS FLEURY – do DPF/GO no período de 1964/72.
CAPITÃO DE INFANTARIA DO EXÉRCITO SÉRGIO SANTOS LIMA – do 10º BC/GO em 1972.
CAPITÃO DA POLÍCIA MILITAR DO PIAUÍ ASTROGILDO PEREIRA SAMPAIO – diretor do DOPS/Piauí no período de 1968/69.
CAPITÃO DE ARTILHARIA DO EXÉRCITO ORESTES, “CAPITAO RONALDO”, “FARIA” – chefe da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período 1971/73. Oficial da turma de 1957. Atualmente é major.
“EDGAR” – da equipe de análise do CODI/DOI (OBAN) desde 1972. Em 1971 usava o nome de “Capitão André” e participava dos interrogatórios        naquele mesmo destacamento. É capitão do exército.
“CRISTOVÃO” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) em 1971.
“DR. NEI” – chefe de investigação e análise do CODI/DOI (OBAN) no período de 1972/73.
“BISMACK” – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1972/73. Oficial da Marinha.
CAPITÃO CASTILHO – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/73.
“ÁTILA” – chefe da equipe C de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1972.
“CAIO”, “ALEMÃO” – chefe da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) em 1971; equipe A de interrogatório no período de 1972/74. É delegado de polícia.
“CAPITÃO HOMERO” – chefe da equipe C de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1974.
“DOUGLAS” – da equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1974.
“GALVÃO” – da equipe de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1974
DELEGADO RAUL – da equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/70. Já foi delegado de polícia em São Carlos – SP.
ESCRIVÃO DE POLÍCIA CAETA, “NANGABEIRA” – da equipe C de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) desde 1969.
“CAPITÃO LISBOA” – chefe da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1971. Não se trata do Delegado Davi dos Santos Araújo, citado anteriormente.
“PEDRO”, “DKW” – carcereiro e interrogador do CODI/DOI (OBAN) no período de 1970/71. É soldado da Polícia Militar de São Paulo.
SOLDADO DA AERONÁUTICA ROBERTO, “PADRE” – carcereiro do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/71. Posteriormente passou à equipe B de interrogatório desse destacamento, onde permaneceu até 1972. Hoje é cabo. Membro do CCC.
“CASADEI”, “NUNEZ”, “ALTAIR” – carcereiro da equipe B do CODI/DOI (OBAN) no período de 1972/ 74.   Em 1971 foi da equipe de busca do mesmo órgão.
“DR. JOSÉ” – chefe da equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/74.
“JACÓ” – da equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/74. É cabo da Aeronáutica.
“ÊNIO”, “MATOS” – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1971. Em 1972 passou à equipe A de interrogatório, é tenente da PM de São Paulo.
“DR. JORGE” – chefe da equipe C de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1972/74.
“CAPITÃO PAULO” – chefe da equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1974 foi capitão do exército. Descendente de coreanos.
“DUROK” – da equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1974.
“CAPITÃO UBIRAJARA” – chefe da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) desde 1972. E capitão do Exército.
“TENENTE SAMUEL” – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1974.
“DR. NOBURO”, “KUNG FU” – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN)  em 1974. É nissei.
“CAPITÃO AMACI” – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de fevereiro de 1971 a fevereiro de 1972.
DIRCEU, “JESUS CRISTO”, “JC” – da equipe A de interrogatório do CODI/DOi (OBAN) no período de 1971/72. Anteriormente foi fotógrafo de interrogatório no DEOPS/SP em 1970.
SARGENTO DO EXÉRCITO CARLOS “NARIO” – da equipe C do CODI/DOI (OBAN) no período de 1970/74. Em 1971 foi chefe de equipe de busca. Campeão de tiro ao alvo em torneiro militar. É gaucho.
“TENENTE FORMIGA” – da equipe C de interrogatório do CODI/DOI (OBAN em 1970/71.
SEGUNDO TENENTE DO EXÉRCITO PORTUGAL – do PIC do BPE/SP; comandante interino desse pelotão em 1971.
SARGENTO DO EXÉRCITO CHAVES – do PIC do BPE/SP em 1971.
“OBERDAN”, “ZÉ BONETINHO” – da equipe C de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) desde 1970. É cearense.
SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DE SP MAURÍCIO, “ALEMÃO” – auxiliar de carcereiro e interrogatório da equipe C do CODI/DOI (OBAN) desde 1970. Residia em Osasco/SP.
CAPITÃO DA POLÍCIA DE SP TOMAS, “TIBÚRCIO” – da equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/70. Em 1971  passou a coordenador geral das equipes de busca.
“PENINHA” – escriturário do CODI/DOI (OBAN) e carcereiro substituto em março de 73.
AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL AMÉRICO –         comissionado no CODI/DOI (OBAN) em 1969, em equipe de interrogatório. Posteriormente foi chefe de carceragem no DPF/SP.
“MARCHAL” – carcereiro da equipe C do CODI/DOI (OBAN) desde 1969.
“DR. TOMÉ”, “CAPIVARA”, GAGUINHO” – da equipe A de interrogatório do CODI/DOI
“CAPITÃO CABRAL” – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1973. Em 1974 passou para a equipe C.
“INDIO” – enfermeiro da equipe B do CODI/DOI (OBAN) no período de 1970/74 . É do exército, e do Estado do Acre.
NARTELI – enfermeiro da equipe A do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/74. É do Exército.
“ZORRO” – do DEOPS/SP em 1971. É investigador de polícia.
INVESTIGADOR MÁRCIO – do DEOPS/SP em 1971.
INVESTIGADOR LUÍZ – do DEOPS/SP em 1971.
“FINOS” – do DEOPS/SP em 1971. É investigador de polícia.
“CARLINHOS METRALHA” – da equipe de investigadores do delegado Fleury na Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP desde 1969.
“GAUCHO” – chefe de investigação (de investigadores) do DEOPS/SP em 1969.
CABO DO EXÉRCITO GIL – carcereiro do CODI/DOI (OBAN) em 1970.
CORONEL DO EXÉRCITO ZAMICH – comandante do CODI/DGB em 1970.
SOLIMAR – do CINEMAR/GB há vários anos. É oficial da Marinha.
CABO DO EXÉRCITO LELIS – recrutado para o CODI/GB  quando servia no BPE/GB em 1970. É catarinense.
“BAIANO” – investigador do DOPS/GB comissionado no CODI/DOI (OBAN) em 1970.
“FLAVIO”, “ROBERTO” – do CODI/GB  em 1970  . Veio para São Paulo em 1973, onde assumiu a chefia do “Grupo Especial” do CODI/DOI (OBAN). Esse grupo acumula as funções de interrogatório, análise, investigação e captura. É capitão do Exército.
INVESTIGADOR PIRES – do DOPS/RS no período de 1970/72.
“TONIO”, “CATARINA”, “GOURMET” – do DOPS/RS no período de 1970/72. É investigador.
INVESTIGADOR CÉSAR “CHISPA” – do DOPS/RS  o período  de 1970/72.
INVESTIGADOR CARDOSO, “CARDOSINHO” – do DOPS/RS no período de 1970/73.
“CHAPEU” – do DOPS/RS no período de 1970/72. É investigador de polícia.
INSPETOR JOAQUIM – do DOPS/RS no período de 1970/72.
KELO – do DOPS/RS no período de 1970/72.
MAJOR DO EXÉRCITO ÁTILA – do Centro de Informação do Exército (CIEx/RS, atualmente em Brasília).
TENENTE DO EXÉRCITO FLEURY – do 3º BEC NEC em Porto Alegre (RS) no período de 1970/72.
INVESTIGADOR FELIPE, “BOCO NOCO” – do DOPS/RS no período de 1970/72.
CAPITÃO DO EXÉRCITO ORLANDO – do 12º BI em Belo Horizonte (MG) em 1968.
INVESTIGADOR FREDERICO – do DVS (ex-DOPS) /MG, no período de 1964/70.
ESCRIVAO ARIOVALDO – do DVS (ex-DOPS/MG) em 1968.
SARGENTO DO EXÉRCITO ARRAES – do quartel de Lins (SP em 1973).
“PIAUI” – do CODI/Brasília em 1972.
“BUGRE” – do PIC do BPE/Brasília em 1972. É tenente do Exército.
CABO DO EXÉRCITO TORREZAN – do PIC do BPE/Brasília em 1972.
CABO DO EÉRCITO CALEGARI – do PIC do BPE/Brasília em 1972.
CABO DO EXÉRCITO MARTINS – do PIC do BPE/Brasília em 1972.
SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR DE GO. NARRA – delegado de polícia em Xambioá (GO) em 1972.
MAJOR DO EXÉRCITO OTHON – comandante do PIC do BPE/Brasília em 1972.
SARGENTO DO EXÉRCITO VASCONCELOS – do PIC do BPE/Brasília em 1972.
SARGENTO  DO EXÉRCITO RIBEIRO – do PBE/Brasília em 1972.
CAPITÃO DO EXÉRCITO MADRUGA, “MEIRELES” – do PIC do BPE/Brasília em 1972.
CABO DO EXÉRCITO EGON – do PIC do BPE/Brasília em 1972.
CAPITÃO PARAQUEDISTA DO EXÉRCITO MAGALHÃES – da Brigada de Páraquedistas do Rio de Janeiro. Encarregado de atividades repressivas na região do Xambioá (GO), em 1972.
CABO DO EXÉRCITO NAZARENO – do PIC do BPE/Brasília em 1972.
SARGENTO DO EXÉRCITO AVRO – do 10º BC de Goiânia (GO) em 1972.
“RUBENS” –  da equipe A de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1972/74.
“ROMUALDO” – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) no período de 1973/74.
NALHÃES – do CIEx/RS, com atividades também em outros Estados, no período de 1970/72. É oficial do Exército.
“TURCO” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1972/74  e também auxiliar de carceragem. É soldado da Polícia Militar de São Paulo.
“SATANÁS” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN)   no período de 1971/72. Também auxiliou nos espancamentos.
“SANTANA” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/73. Também auxiliava nas torturas.
“LEÃO” – chefe da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72.
SOUZA, SOLDADO DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO – auxiliar de carceragem do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72.
SARGENTO DO EXÉRCITO FERRONATO – do quartel de Lins (SP) em 1973.
DELEGADO DE POLÍCIA RENATO D’ANDREA – delegado do DOPS/SP comissionado no
CODI/DOI (OBAN) desde 1970. Em alguns períodos atua no DEOPS/SP, onde foi chefe de uma equipe de investigadores na Delegacia de Ordem Social. Em outros, atua no CODI/DOI (OBAN), onde atualmente é responsável pelo setor de apreensão de material.
DELEGADO DE POLÍCIA FÁBIO LESSA – do DEOPS/SP, no período de 1969/71. Atualmente é Diretor do Presídio para policiais civis detidos, localizada anexo à Penitenciária do Estado de São Paulo.
DELEGADO DE POLÍCIA ROBERTO CARDOSO DE MELLD TUCUNDUVA – do DEOPS/SP no período de 1969/70.
DELEGADO DE POLÍCIA ROBERTO GUIMARÃES – do DEOPS/SP no período de 1969/71.
DELEGADO DE POLÍCIA VALDIR SIMONETI – do DEOPS/SP em 1969.
DELEGADO DE POLÍCIA VALTER FERNANDES – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP em 1969.
DELEGADO DE POLÍCIA IVANIR DE FREITAS GARCIA – diretor do DEOPS/SP em 1969. Atualmente é deputado federal por São Paulo.
DELEGADO DE POLÍCIA LUIZ GONZAGA SANTOS BARBOSA – diretor de carceragem do DEOPS/SP no período de 1970/71. Atualmente diretor da Penitenciária do Estado de São Paulo.
DELEGADO BENEDITO NUNES DIAS -  diretor do DEOPS/SP em 1969, foi substituído   por Ivahir de Freita Garcia.
DELEGADO DE POLÍCIA DÉCIO NEGDA – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP em 1971. Posteriormente foi preso por corrupção.
DELEGADO DE POLÍCIA FAUSTO MADUREIRA PARÁ – do DEOPS/SP no período de 1971/72.
DELEGADO MARANHÃO – do DEOPS/em 1974.
DELEGADO DE POLÍCIA ACRA – do DEOPS/SP no período de 1971/72.
DELEGADO DE POLÍCIA DAVID HAZAN – do Departamento de Vigilância Social (DVS ex-DOPS) , em Minas Gerais, no período de 1964/72.
DELEGADO DE POLÍCIA MARCO AURÉLIO – do DOPS/RS no período de 1970/72.
DELEGADO DE POLÍCIA FIRMINO LOPES CARDOSO – do DOPS/RS no período de 1971/72.
DELEGADO DE POLÍCIA VALTER – do DOPS/RS no período de 1971/72.
DELEGADO DE POLÍCIA CLÁUDIO ROCA – do DOPS/RS no período de 1970/72.
INVESTIGADOR ASTORIGE CORREA DE PAULA E SILVA, “CORREINHA” – do DOPS/SP em 1971, onde auxiliava nos interrogatórios. É tido como membro do esquadrão da morte.
INVESTIGADOR ADEMAR AUGUSTO DE OLIVEIRA, “FININHO” – do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DHIC) de São Paulo. Torturou presos políticos no DEOPS/SP; em 1971, quando lá se encontrava oficialmente preso. É tido como membro do Esquadrão da morte.
INVESTIGADOR JULIO CÉSAR RIBEIRO CAMPOS – da delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP, em 1969.
ODILON RIBEIRO CAMPOS FILHO – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP em 1969.
INVESTIGADOR VENCESLAU SÁ SOBRINHO – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP em 1971, onde desempenhava a função de escrivão. Posteriormente preso por corrupção.
INVESTIGADOR MIGUEL JOSÉ OLIVEIRA – da Delegacia de Ordem Social do DEOPS/SP em 1971, onde fazia parte da equipe do delegado Fleury.
“GOIANO” – do DEOPS/SP em 1971. É investigador de polícia.
“CAIORCA” – chefe dos investigadores do DEOPS/SP a partir de 1970.
“ALCEDÍADES” – carcereiro do DEOPS/SP desde 1969.
SARMENTO – carcereiro do DEOPS/SP desde 1969.
MAURÍLIO – carcereiro do DEOPS/SP no período de 1969/71. Atualmente é guarda da Penitenciária do Estado de São Paulo.
DIRCEU – carcereiro do DEOPS/SP desde 1969.
ELÓI – carcereiro do DEOPS desde 1970.
ADÃO – carcereiro do DEOPS/SP desde 1969.
AUGUSTO – carcereiro do DEOPS/SP desde 1970.
LEÃO – carcereiro do DEOPS/SP no período de 1970/74.
MONTEIRO – do DEOPS/SP em 1974. É investigador.
CABO DA PM DE SP SILAS BISPO FECH, “FLECHA” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) até 20 de janeiro de 1972.
“SAMUEL”, “SAMUCA”, “BENJAMIN” – carcereiro da equipe do CODI/DOI (OBAN) desde 1974.  Anteriormente foi auxiliar de carceragem. É soldado da Polícia Militar de São Paulo.
LIMA – da equipe de análise do CODI/DOI (OBAN) em 1972. É do Exército.
FÁBIO – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72.
“RINCO” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72.
SARGENTO DA PM DE SP DULCÍDIO VANDERLEI BOCHILA, “JUIZ” – do CODI/DOI (OBAN) no período de 1972/73, onde exercia a função de escriturário. É juiz de futebol.
CAPITÃO DO EXÉRCITO ROBERTO PONTUSCHLOA FILHO -   do CODI/DOI (OBAN) no período de 1969/70. No segundo semestre de 1971 foi do Conselho Permanente da 2ª Auditoria da 2ª CJN.
CAPITÃO DO EXÉRCITO PEDRO IVO MOÉZIA LIMA – responsável pela Secção Administrativa do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72.
PAULO HENRIQUE SAWAIA JUNIOR – da Coordenação do CODI/DOI (OBAN). Arrecadou finanças entre os industriais para a sustentação daquele órgão. Participou de equipes de buscas.
DELEGADO CAVALLART – delegado do DEOPS/SP comissionado no CODI/DOI (OBAN) em 1970.
“BEÊ JOHNSON” – investigador do DEOPS/SP comissionado no CODI/DOI (OBAN) em 1970.
TENENTE LOTT, DA PM DE SP – chefe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72. Anteriormente foi comandante da guarda de Recolhimento de Presos Tiradentes.
SIDNEI – carcereiro do CODI/DOI (OBAN) em 1971.
SOLDADO DA PM DE SP, DINIZ, “QUINCAS” – auxiliar de carceragem do CODI/DOI (OBAN)  desde 1970.
GABRIEL, SOLDADO DA PM DE SÃO PAULO – auxiliar de carceragem do CODI/DOI (OBAN)  desde 1970.
ROSSI, SOLDADO DA PM DE S. PAULO – “Luiz” – auxiliar de carceragem do CODI/DOI (OBAN) desde 1971.
SODRÉ, SOLDADO DA PM DE SÃO PAULO – auxiliar de carceragem e torturas no CODI/DOI (OBAN) desde 1971.
“MICHURA” – auxiliar de carceragem do CODI/DOI (OBAN) desde 1972.
“CHANO” – auxiliar de carceragem do CODI/DOI (OBAN) desde 1972.
ABEL, CABO DO EXÉRCITO “FOGUINO”, responsável pelo “rancho” do CODI/DOI (OBAN) em 1971. Em 1972 passou à equipe de busca. É pernambucano de Canhotinho.
“MARINHEIRO” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/72.
“LOPES” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/73.
“BAMBU” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) no período de 1971/73.
“SIMAS” – da equipe de busca do CODI/DOI (OBAN) em 1972. É vendedor de livros.
“SÍLVIO” – da equipe B de interrogatório no período de 1972/73 no CODI/DOI (OBAN).
EDUARDO – da equipe B de interrogatório do CODI/DOI (OBAN) em 1973.
DELEGADO DE POLÍCIA LAUDELINO COELHO – diretor do DPF/Ceará no período de 1968/72.
AGENTE UBIRATAN LIMA – do DPF/Ceará no período de 1964/70.
MAJOR DO EXÉRCITO, DIMIURGO – do CODI/GB em 1970.
MAJOR DO EXÉRCITO DALMATURGO – da Brigada de Paraquedistas do Rio de Janeiro, Participou de atividades repressivas na região de Xambioá (GO) em 1972.
COMISSIONÁRIO MARIO BORGES – do DOPS/GB em 1970.
NELSON SARMENTO – do CINEMAR e DVS (ex-DOPS) MG, desde 1964.
SAKAI, SARGENTO DO EXÉRCITO – do PIC do EPE/SP em 1971.
ALCIBÍADES, SARGENTO DO EXÉRCITO – do PIC do BPE/SP em 1971.
CLÁUDIO – do CINEMAR/GB há vários anos.
“DR. CÉSAR” – do CODI/GB em 1972.
ESCOLARIC – do DVS (ex-DOPS) MG, no período de 1968/70.
MACHADO – do DOPS/RS no período de 1970/72.
“FELIPÃO” – do DVS (ex-DOPS/MG) em 1971. É investigador de polícia.
“PADRE” – do DPF/SP em 1970.
MARCELO, TENENTE DO EXÉRCITO – do 12º RI, em Belo Hirozonte, MG, em 1971.
NOGUEIRA, SARGENTO DO EXÉRCITO – do PIC do BPE/Brasília em 1972.
THOMPSON, TENENTE DO EXÉRCITO – do 10º BC, em Goiânia, em 1972.
ARI, CORONEL DO EXÉRCITO – do BPE/Brasília no período de 1970/72.
“CASCAVÉL” – agente do DPF/Goiás, em 1972.
“CARAJÁ” – agente do DPF/Goiás, em 1972.
“TONHO” – agente do DPF/Goiás, em 1972.

Por Alice Melo e Vivi Fernandes de Lima,
Sugestão de pauta: deputado federal José Nobre Guimarães (Vice-presidente do PT)
Enviado por Eri Santos Castro.
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Leia também:
Militares pela Comissão da Verdade: “Onde estão os corpos dos mortos?”

3 de ago. de 2011

Genuíno pode ser o novo ministro da defesa

Johnbim respira por aparelhos


O passarinho pousou na janela lá de casa e, com lágrimas nos olhos, comunicou que Nelson Johnbim está agonizante.

Respira por aparelhos.

A conjuntura não o favorece.

Só um milagre o salva, disse o passarinho com esperança.

Em tempo: Crescem as articulações para que o ex-deputado José Genuíno seja o novo ministro.


Com Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada.
Enviado por Eri Santos Castro.
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16 de jan. de 2011

A determinação da presidenta para a criação da Comissão da Verdade

  Qual deve ser a opinião do senador José Sarney e de sua filha Roseana sobre a ditadura militar do Brasil e consequentemente a Comissão da Verdade?

Comentário meu: O fato de nossa Presidenta Dilma ter mantido Nelson Jobim já foi intrigante, agora, o convite a Genuino feito pelo próprio Jobim é um daqueles mistérios que só a nossa República consegue explicar.
Ou será que depois dos vasamentos do wikileaks sobre as íntimas relações do nosso “ministro da defesa” e o governo americano, resolveram tomar alguma medida?

A ex-guerrilheira já ensaia uma linha-dura

Comissão da Verdade. Maria do Rosário empenha-se por ela
Uma ex-guerrilheira na Presidência e um ex-guerrilheiro como braço direito do ministro da Defesa. O convite feito por Nelson Jobim para José Genoino não deixa de surpreender, mas parece inovar que o governo Dilma Rousseff poderá ser de fato o primeiro da história a avançar nas investigações sobre os crimes da ditadura. A presidenta pretende destacar sua administração pela “defesa intransigente dos direitos humanos”, como declarou na posse. O que inclui rapidez na instalação da Comissão da Verdade, que vai apurar informações sobre mortos e desaparecidos durante a ditadura.

O projeto de lei que cria a Comissão está parado no Congresso desde que foi enviado pelo governo, em maio de 2010. Embora desconverse sobre os  motivos que levaram Jobim a convidá-lo, parece óbvio que, na Defesa, e com o conhecimento que tem da vida parlamentar, a principal tarefa de Genoino será conseguir acelerar a tramitação e aprovação do texto. Dilma sabe que instalar a comissão será positivo para sua imagem internacional, sobretudo depois que o Brasil foi condenado pela Corte da OEA (Organização dos Estados Americanos), em dezembro, por crimes cometidos durante a ditadura. A condenação obriga o País, no prazo de um ano, a investigar e até a punir os responsáveis, o que é vetado pela Lei da Anistia de 1979.
Organizações internacionais e entidades de direitos humanos questionam a validade de uma lei imposta pelos próprios autores do golpe de 1964. Na Argentina, a anistia foi revogada em 2003 pelo Congresso e no ano seguinte  pela Corte Suprema. Defendida pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi, a revisão da lei não é aceita por Jobim, que se apoia na decisão do Supremo Tribunal Federal, de abril do ano passado, de que a anistia representou o perdão também para os torturadores. No discurso de posse, a nova ministra dos Direito Humanos, Maria do Rosário, garantiu que instalar a Comissão da Verdade não significa “revanche”, mas o “reconhecimento da responsabilidade do Estado pelas graves violações de direitos humanos” durante a ditadura.
*Confira este conteúdo na íntegra na Carta Capital.

5 de jan. de 2011

O PRC, O DIA DA DESFORRA E AS AGRURAS DE CESARE BATTISTI

1987. Participo num sítio, nos arredores da cidade de São Paulo, do III Congresso do PRC- Partido Revolucionário Comunista, como delegado de uma célula de quatro militantes, do Maranhão (Eu, Pedro Dualibe,  Isael Gomes e Wal Oliveira). Nesse Congresso erámos pouco mais de 60 camaradas, entre eles Tarso Genro, Genoíno, Ronald de Oliveira, Chico Mendes, Marcos Rolim... Os trabalhos eram dirigidos  pelo porta-voz do partido, o cearense Ozeas Duarte. 
 
A tese vencedora  do III Congresso foi a dissolução do PRC. Junto com os camaradas do Acre, Pará, Minas, Amazonas e Ceará, votei contra o fim do PRC. Foram oito dias de discussões. O discurso final coube ao velho camarada Ozeas. Saí daquele sítio arrazado. Junto com o fim do PRC, Euclides- meu nome na organização clandestina- morreria. 
 
Antes de voltar para o Maranhão, passei alguns dias num hotelzinho barato do Centro Velho de São Paulo, aguardando definições sobre os rumos que tomarímos  dentro do PT. A partir do PRC foram criadas duas tendências de atuação interna ao PT. A Nova Esquerda que aderir e a tendência maxista.

Durante três dias que aguardava contato do pessoal, só saía para almoçar, comprar jornal... e assistir ao bangue-bangue do cinema que ficava logo embaixo.

Tudo mudara repentinamente demais na minha vida. Então, o western revolucionário de Sergio Sollima me distraía das inquietações e ajudava a suportar a inusitada solidão, além de revigorar meus ideais, servindo quase como uma reafirmação de valores.

O Dia da Desforra é sobre um peão mexicano (Thomas Milian) que participa do levante camponês de Juarez e, quando este é derrotado, torna-se um homem permanentemente em fuga e, por falta de alternativa, um pequeno marginal.

Por haver visto um ricaço estuprar e matar uma menina, atiram-lhe a culpa, marcando-o para morrer. E um ex-xerife (Lee Van Cleef) lhe move longa perseguição, até perceber a verdade.

Como é honesto, recusa-se a limpar a sujeira dos poderosos. Toma, isto sim, o partido do injustiçado, produzindo o desfecho catártico antecipado no título.

O filme virou cult. Tem ótimo roteiro, ação empolgante e dá muitos toques sobre a desigualdade social, a opressão imposta aos humildes e a instrumentalização da lei pelos interesses dominantes.

É um arraso o tema principal da (belíssima!) trilha de Ennio Morricone, "Run, Man, Run", falando sobre a existência de um lugar onde os homens não se matam e veem um ao outro como irmãos; um lugar onde o eterno fugitivo vai poder viver sem medo e, afinal, será livre...

Mas, até encontrar esta terra, deverá continuar correndo, a fronte voltada para o sol, contra tudo e contra todos, até chegar à liberdade, até chegar aonde eles nunca, nunca, nunca terão de novo prisões para ele.

"Run, Man, Run" sempre toca em mim. Foi a música que me veio à cabeça ao pensar nas agruras do companheiro Cesare Battisti, que tanto correu de país em país, tanto amargou a privação injusta da liberdade e agora, finalmente, está chegando aonde nunca mais haverá cárceres à sua espera.
 
Enviado por Eri Santos Castro.
 

4 de nov. de 2010

Do Twitter do Genuino

Genoino 1313

RT @: Dilma é a 16ª pessoa mais poderosa do mundo. Mais que Steve Jobs, Sarkozy e que a Hillary Clinton!!
Enviado por Eri Santos Castro.