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3 de jan. de 2016

Márlon Reis: Então, você ainda acha que 2015 foi um péssimo ano?

Um rápido diário de bordo de 2015, para quem acha que não foi um ano bom:
- O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucionais as doações de empresas a candidatos, pondo fim à aceitação oficial do abuso do poder econômico, que agora pode ser combatido, estimulando a candidatura de maior número líderes autênticos, que muitas vezes se mantêm à distância das eleições;
- Ainda o Supremo Tribunal Federal proibiu as doações ocultas, permitindo que o eleitor saiba quem de fato está bancando a campanha de cada candidato;
- O Congresso Nacional, pressionado pela sociedade, sepultou a proposta abjeta denominada "Distritão";
- O Senado Federal rejeitou a proposta de manutenção das doações empresariais;
- Foi limitado a seis o número de partidos que podem ter os tempos de propaganda no rádio e na televisão somados nas coligações em cargos majoritários, enfraquecendo as chamadas "legendas de aluguel";
- o TSE manteve o entendimento de que prefeitos ordenadores de despesa ficam inelegíveis já após a rejeição das contas pelos tribunais de contas, afastando a necessidade de pronunciamento das Câmaras de Vereadores;
- Doações a candidatos terão que ser declaradas oficialmente na internet em até 72 horas após o recebimento, propiciando um grau de transparência às contas de campanha sem precedentes na nossa história;
- Centenas de organizações sociais e milhares de voluntários se mobilizaram para impedir a aprovação de uma "Reforma Política às avessas" pelo Congresso Nacional... e tiveram êxito;
- MCCE, OAB, CNBB e diversas outras organizações sociais anunciaram para 2016 a realização de uma Campanha Nacional contra o Caixa 2.
Então, você ainda acha que 2015 foi um péssimo ano?

3 de nov. de 2015

Juiz Márlon Reis é convidado para participar de programa de líderes nos EUA


Márlon Reis é um dos 100 brasileiros mais influente no país, segundo a revista Veja.
O juiz Márlon Reis, titular da 2ª Vara da Comarca de João Lisboa (639Km de São Luís), foi convidado pelo Governo dos Estados Unidos nesta para participar do Programa de Visita de Líderes Internacionais (IVLP), principal programa de intercâmbio mantido pelo país. Não há inscrição para o programa e os participantes são selecionados anualmente pelo staff diplomático norte-americano por todo o mundo, conforme destacada atuação em seus países de origem. Márlon Reis é um dos autores da Lei da Ficha Limpa, instrumento legal aplicado em complemento à legislação eleitoral, responsável pela instituição de diversas hipóteses de inelegibilidade..
Com o tema “Accountability, Media and Good Governance” (Responsabilidade, Mídia e Boa Governança), o intercâmbio vai ocorrer entre 28 de março e 15 de abril nos EUA. Lançado em 1940, o IVLP proporciona visitas de curta duração aos Estados Unidos de líderes estrangeiros que atuam em diversos campos para que desenvolvam e mantenham relacionamentos com norte-americanos e líderes de outros países com atuação na mesma área de interesse.
Durante sua permanência nos Estados Unidos, os líderes convidados mantêm encontros com profissionais de sua área, visitam organizações governamentais e privadas relacionadas ao tema do projeto e participam de atividades sociais e culturais.
O convite é um reconhecimento do governo americano ao trabalho desenvolvido por Márlon Reis no aprimoramento da legislação eleitoral. Em 2002, em conjunto com lideranças sociais de todo o Brasil, ele idealizou e fundou o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, rede de abrangência nacional que se propõe a promover a efetiva aplicação de normas contra o abuso do poder econômico e político nas eleições. 
A Lei Complementar 135/2010 (Lei da Ficha Limpa) foi a primeira a afastar a exigência do trânsito em julgado em decisões condenatórias como critério para o registro de candidaturas. A proposta chegou ao Congresso no final de 2009 com o aval de quase 2 milhões de assinaturas em um projeto de lei de iniciativa popular. Questionada, a Lei da Ficha Limpa foi declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em fevereiro de 2012.
Experiência internacional – Marlon Reis já esteve nos Estados Unidos em 2012 para participar do Drapper Hills Summer Fellowship Program da Universidade de Stanford, na Califórnia, onde estudou com lideranças de diversos países temas como democracia, Estado de Direito e desenvolvimento sustentável.  Também esteve por duas vezes no México, além da Alemanha, Malásia e Tunísia para proferir palestras sobre temas relacionados ao aprimoramento dos processos eleitorais.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão

27 de nov. de 2014

Juiz da Ficha Limpa receberá título de cidadão imperatrizense

Marlon Reis: agora um grande maranhense que orgulha o Brasil
                Ainda em 2013, o nome do juiz de Direito Márlon Reis foi indicado para receber a maior honraria oferecida pela Câmara Municipal, mas o título não pôde ser entregue. A cerimônia de entrega acontece na próxima quinta-feira (27), às 19h, no auditório do Palácio do Comércio e Indústria de Imperatriz.
O projeto de indicação é de autoria do vereador Rildo Amaral (Solidariedade) e, por unanimidade, foi aprovada pelos 17 vereadores presentes na sessão ordinária, que consideram uma honra a oportunidade de conceder homenagem a Reis.
“É uma honra para essa casa aprovar o título de Márlon Reis, um dos grandes nomes pela moralização da política brasileira, que depois da aprovação da Ficha Limpa, agora luta pela reforma política de iniciativa popular”, garantiu o vereador Carlos Hermes (PCdoB) durante a votação.
Rildo destaca que o magistrado é reconhecido mundialmente pelos serviços prestados no combate à corrupção. “Márlon está entre as dez personalidades mais influentes do nosso país e poucas pessoas sabem, mas mora em Imperatriz. Esta é uma forma de homenagear e garantir que temos orgulho de tê-lo em nossa cidade”.
               
Trajetória – Natural de Pedro Afonso (TO), o magistrado residiu pela primeira vez em Imperatriz entre 1982 e 1983 e formou-se em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 1993. Em 1997 se tornou juiz de direito, e desde então, trabalhou e residiu em Passagem Franca, Riachão, Olho d'Água das Cunhãs, Alto Parnaíba e Itapecuru-Mirim. Em 2008 veio para a Comarca de João Lisboa, sendo autorizado pelo Tribunal de Justiça a residir em Imperatriz.
Em 2002, idealizou e fundou, juntamente com lideranças sociais, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que deu origem à Lei 9840, que combate a compra de votos e o uso da máquina administrativa durante o período eleitoral e a Lei da Ficha Limpa, que em seu primeiro ano em vigor, tirou mais de 900 candidatos com problemas judiciais da disputa eleitoral.

Atualmente, junto ao MCCE e entidades como a OAB, CNBB, UNE e mais de 100 organizações da sociedade civil, trabalha na mobilização para a conquista do seu maior objetivo: a mudança do sistema eleitoral brasileiro por meio de uma reforma política de iniciativa popular.

12 de jul. de 2014

Com a marca da Ficha Limpa, Flávio Dino levará transparência ao governo do Maranhão

Quem promete transparência precisa ser, antes de tudo, transparente. É por isso que o candidato da Coligação Todos pelo Maranhão, Flávio Dino, fica à vontade quando fala de sua proposta para levar transparência, honestidade e moralidade ao governo do Estado.

Atuante em favor do combate à corrupção desde sua trajetória parlamentar, quando defendeu a Lei da Ficha Limpa, Flávio vai criar a Secretaria de Transparência e Combate à Corrupção no Maranhão. A medida está em seu Programa de Governo.

Quando era deputado, Flávio Dino foi um dos defensores da Lei da Ficha Limpa, atuando como líder do PCdoB na votação e participando da elaboração do texto final votado. “É em respeito à vontade popular que o projeto deve ser aprovado. Em nome da proteção da probidade, da moralidade e da boa vida pregressa dos candidatos", disse ele em seu discurso no Plenário da Câmara Federal no dia da votação da Lei da Ficha Limpa.

Agora, mantendo a coerência, Flávio propõe a criação da Secretaria de Transparência e Combate à Corrupção. “Defendemos a transparência, honestidade e combate à corrupção”, afirma.

É uma iniciativa para controlar e fiscalizar o governo do Estado, seus integrantes e os todos os gastos. E também para cumprir a Lei de Acesso à Informação, tornando públicas todas as informações para a população. A secretaria vai ter ainda poder para apurar denúncias.

Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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6 de jun. de 2014

O contraditório da Globo conservadora: Não perca o Fantástico deste domingo com o juiz maranhense Márlon Reis

Não percam! No Fantástico desse domingo Márlon Reis vai explicar, passo a passo, os caminhos que percorrem os políticos corruptos até chegarem ao Congresso Nacional de forma jamais vista.

A reforma do sistema eleitoral é necessária.
 

A necessidade da reforma é urgente.

3 de jun. de 2014

Juiz Márlon Reis fala sobre o Movimento Ficha Limpa para o filme "Maranhão 2014"


O Juiz Marlon Márlon Reis, um dos principais mobilizadores do movimento Ficha Limpa, gravou hoje (03), nas primeiras horas da manhã, para o filme "MARANHÃO 2014: ESPERANÇA OU BARBÁRIE?"

23 de fev. de 2014

Juiz maranhense, idealizador da Ficha Limpa foi ameaçado por colegas

Por Leandro Mazzini, São Paulo.
Marlon Reis, o idealizador do Ficha Limpa
Marlon Reis, o idealizador do Ficha Limpa
O roteiro da campanha era tão pitoresco que estava fadado ao fracasso: Como um juiz de primeira instância do interior do Maranhão – estado com mais baixo IDH do país e, a exemplo de outros, dominado por oligarquias políticas – conquistaria aliados para apresentar aos congressistas uma proposta de iniciativa popular que prejudicaria muitos deles, por suas biografias suspeitas? Pelo ‘exagerado otimismo’ de Marlon Jacinto Reis, o protagonista desse script. A gestação da Lei da Ficha Limpa se confunde com sua história. Na década de 90 o rapaz mulato, pobre, sem raízes nas esferas judiciais tinha tudo para virar um peão. Com espírito revolucionário, estudou e conquistou sua toga por mérito. Forjou na cabeça que não seria impossível neste século 21 quebrar resistências ao debate que acabou por aperfeiçoar a Lei de Inelegibilidades (1990). Seria sim muito difícil, e foi.
Nascido em Pedro Afonso (TO), filho de advogado bancário e uma dona de casa, Marlon Reis rodou o Brasil com os pais até se estabilizar no Maranhão em sua juventude, na década de 80. Aluno de escola pública, foi feirante quatro anos na capital São Luís vendendo melancias. Se hoje reconhece uma boa fruta pelo tom da casca verde, como diz, foi com a expertise de feirante que aprendeu a ter olhar malicioso para reconhecer um mau político pelo comportamento na banca. O mercado agora é outro.
Antes disso, a ingenuidade de estudante sonhador – e até na fase de juiz iniciante – o derrubou muitas vezes. Aos 18 anos na escola, mergulhou nas obras de Karl Max e liderou movimento estudantil. Depois peitou professor, ganhou antipatia do corpo docente na faculdade de Direito da UFMA. Fora dali, funcionário da Cervejaria Equatorial, fazia de um hobby um ganha-pão, literalmente, junto a goles de cerveja – tornou-se um boêmio tocador de violão num bar do ponto final do ônibus rumo de casa, na Forquilha. “Estudava de manhã e trabalhava à tarde e à noite. Fiquei reprovado um semestre inteiro”. A fase leninista-marxista durou pouco.
“Eu rompi tinha 20 anos de idade. Desde então nunca mais me aproximei de nada disso. Foi uma fase. Aprendi militância e ação coletiva. Não há arrependimento nenhum. Isso me propiciou três anos de crescimento intelectual, como por exemplo a tolerância para debater com alguém que tenha ideias opostas”, lembra.
Solta a frase num misto de experiência e ansiedade, para complementar como se numa sentença: “Aprendi muito o que era democracia”. Descobriu o mundo dos togados, que lhe revelou a cobiça, inveja, rasteiras mas também amizades e ajudas essenciais para sua biografia. Graduado, enfim trocou a cervejaria pela advocacia. Atuou por um centro de defesa dos direitos da criança. Pegou causas de indenizações “contra injustiçados”.  E na primeira, maior e mais visível de suas ações, no espírito do otimismo exacerbado que ele mesmo define, perdeu feio a defesa de uma jovem negra acusada de roubo pela direção de um shopping. Havia todas as provas de que era inocente. “Você vai perder porque a causa interessa a pessoas influentes”, revelou a ele um juiz à época. Eram meados dos anos 80, a capital São Luís crescia, o mercado em polvorosa com a chegada de grandes construtoras e centros comerciais, e não seria diferente ali: magistrados, políticos, empresários, todos se conheciam e se ajudavam.
Salto 
Nesse ínterim, Marlon tornou-se assessor do Tribunal de Justiça do Maranhão, convidado por um juiz que o acompanhou na polêmica ação e gostara do texto de sua petição. Deixou a causa para amigos. “Nunca fui de guardar mágoa, mas nunca fui de puxar saco de ninguém”, adianta. Como nada sai barato na vida, foi acusado por um movimento negro de se vender. Ele não desistiu e acompanhou de perto o caso. “Anos depois o TJ reformou a sentença e foram pagos R$ 50 mil”, à vítima, explica.
Como assistente de magistrado, ganhou na loteria. Seu primeiro salário, de R$ 1,6 mil – uma fortuna para a época e na cidade -, o incentivou a estudar para o concurso. “Depois dobraram meu salário para R$ 3 mil. Minha vida era boêmia, mas nunca fui muito vaidoso. Eu tocava violão, estava sempre nas festinhas, gostava de música popular, compunha. Boa parte do meu dinheiro ia para isso”, se entrega. Dedicado nos estudos madrugada adentro, passou para cargo de juiz no Tocantins, mas desistiu da prova oral para tentar novo concurso no Maranhão, onde se estabelecera. O risco era total. Ganhou um presente de aniversário dia 10 de Dezembro de 1986: passara em terceiro lugar. E começou sua trajetória jurídica que o levaria a um encontro fortuito que mudaria sua vida, e a de muitos brasileiros.
Resistências e ameaças
O ano era de 1999. A Seleção Brasileira perdera a Copa, mas estava feliz. O presidente Fernando Henrique Cardoso se reelegera com folga e a economia ia bem, apesar dos primeiros sinais da crise internacional que respingaria por aqui. Naturalmente qualquer mandatário perguntaria o que mudar na legislação? Marlon e amigos promotores estavam insatisfeitos. Ressuscitou o espírito revolucionário da juventude, a ponto de bancar excursões pelo interior do Maranhão e Piauí, num trabalho voluntário nos fins de semana, de conscientização popular para barrar candidatos processados na Justiça. Ele não sabia, já iniciara a campanha da Ficha Limpa – muitas vezes sob a mira de olhares desconfiados e coldres escondidos. Os amigos subiam em carrocerias de caminhões, com caixa de som emprestada.
“Organizamos comícios, bairro por bairro, reunimos mais de 2 mil pessoas em praça, para pedir que denunciassem compra de votos”.
Ao passo que o povo adorava aquele novo tipo de comício – ninguém pedia voto ou prometia nada – o juiz comprou briga com boa parte dos tribunais dos dois estados. Os magistrados mais veteranos se enciumaram, mas também houve aqueles que o ameaçaram por serem ligados aos mandatários com processos. E volta aquela história: todos se conhecem.
“Por conta desse movimento fui vítima de uma grande incompreensão no Tribunal de Justiça”, revela Marlon. “Havia desembargadores que queriam que eu fosse afastado da magistratura, e diziam que minha atitude era política”.
Isso era pouco. Resistência e ciumeira há em qualquer profissão. Ironicamente passou a ser chamado de “Ovelhinha Negra” do TJ. “Chegou a haver um pedido de afastamento, mas a decisão não saiu. Respondi a muitos processos administrativos disciplinares. Nenhum deles tratava disso, mas tudo que acontecia comigo virava um processo. Eu era malvisto dentro da própria magistratura”. Isolado e decepcionado, já decidira deixar a carreira. Não fosse uma conversa com um bispo católico amigo, hoje talvez não teríamos a Ficha Limpa. Aconselhado a ficar, resistiu.
Mas as pancadas do malhete deixaram feridas. E a situação ganhou contornos preocupantes. “Eu não aguentava mais. Recebia ameaça de morte, telefonema com ‘olha, eu sei onde sua filha está’. Tudo que eu fazia se virava contra mim. Havia um juiz corregedor que amedrontava os juízes novatos, que quem se aproximasse de mim não seria vitaliciado, e recebia ameaças por conta do que isso causava a políticas partidárias”. Apoiou-se na família e nos amigos, com quem bebia para esquecer tudo.
Descobertas
Foi num desses encontros, em 2002, na pequena Santa Filomena, Sul do Piauí, que nasceu a ideia da Lei – muito além da Inelegibilidade – para enquadrar de fato políticos enrolados. Foi na mesa de boteco a primeira ata informal do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) – hoje são 330 comitês espalhados pelo país.
O MCCE cresceu, Marlon continuou a peregrinação por conta própria a cidades, e isso chamou a atenção da Igreja Católica. Um dia recebeu um telefonema, dom Dimas Barbosa, secretário-geral da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil o chamou. Encontraram-se numa festa Julhina, dom Dimas tocava um acordeão com jeito enquanto sussurrou para ele “precisamos conversar”, “vamos marcar”, “não, quem marca não faz nada”, “então vamos resolver agora” e assim seguiu o diálogo ao ritmo do arrasta-pé. A CNBB já preparava uma agenda política sobre inelegibilidade, as ideias se encontraram e a entidade apoiou o MCCE, as novas excursões de Marlon e equipe. Nascia a campanha para coleta de assinaturas para a Lei, e com aliado nacional de peso. Somaram-se depois dezenas de movimentos como a OAB e a grande imprensa, cruciais para a campanha.
O aniversário do juiz sempre foi marcante. No dia 10 de Dezembro de 2007 o MCCE iniciou para valer o projeto, que culminaria com a entrega do calhamaço com 1,3 milhão de assinaturas dia 29 de Setembro de 2009, no Congresso Nacional e com ampla repercussão. “Nosso maior objetivo sempre foi mobilizar as pessoas. Eu desafio qualquer outro movimento a demonstrar que fez um trabalho de base tão profundo quanto o nosso”, relata o juiz.
A audácia do projeto trouxe desafios de igual tamanho. 
Naqueles dois anos de coletas, foram centenas de viagens. Numa das primeiras cidades, em Barra (PI), o prefeito interpelado em praça pública no começo de 2008 pelo próprio Marlon se recusou a assinar a lista. Dois anos depois foi cercado pela Ficha Limpa. Aliás, ainda não havia o nome para a Lei, e sim apenas a “campanha pela vida pregressa proba dos candidatos a cargos políticos”. Numa dessas conversas para explicá-la, Marlon estava na rodoviária de Teresina à espera de um ônibus com uma freira, quando num lampejo ambos falaram em uníssono a expressão “Ficha Limpa”.
Houve muitas resistências Brasil adentro, nos rincões e nas capitais, o que nessas andanças fez o magistrado descobrir um coronelismo político desses novos tempos. No dia 4 de Junho de 2010, o então presidente Lula sancionou a Lei Complementar nº. 135. Evidentemente muitos partidos e políticos atingidos direta ou indiretamente chiaram por causa do impasse judicial quanto à aplicação em meio à campanha daquele ano – nenhuma lei pode retroagir e a interpretação era variada tribunais afora –, e só 16 de Fevereiro de 2012 a Lei da Ficha Limpa foi declarada constitucional pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Venceu a persistência. Pelo vaivém dos recursos , não se tem um número certo, mas fato é que a Lei barrou mais de 50 prefeitos eleitos no ano passado.
“Sou exageradamente otimista. Isso é uma coisa depõe contra mim. Qualquer pessoa normal deveria ter pensado umas quatro, cinco, dez vezes antes tocar um negócio desse tamanho”, ressalta, num tom de autoanálise. “Nunca me passou pela cabeça que não fosse dar certo. Depois da lei aprovada, gente que ajudou na campanha me procurou para falar que não acreditava”. E por fim desabafa, numa associação involuntária que lembra sua trajetória pessoal. “Nunca teve atalho nenhum, sempre foi da maneira mais difícil”.
Foram três horas de papo. Ele ficou com vontade de comer melancia.
NOTA DO BLOG: Abro esse espaço para contar uma experiência vivida do lado de Marlon Reis, que bem exemplifica a sua condição de negro que virou juiz. Estávamos em um encontro de jornalistas promovido pela Fernaj em Ouro Preto, quando em determinado momento da festa de abertura fui ao bar pedir um caldinho de feijão, onde obtive como resposta que já tinha acabado. Ao voltar a roda de conversa, na qual ele estava, disse-lhe que não tinha mais o caldinho esperado, no que ele resolveu ir pessoalmente pedir um e voltou com um. Fiquei intrigado e me dirigir ao bar e perguntei porque me disseram que não tinha mais, e o meu “colega” tinha conseguido um. Me responderam: o caldinho era só para os motoristas! Ou seja: negro de paletó, é motorista!

5 de nov. de 2013

Paulo Maluf só poderá ser candidato aos 90 anos- já vai um...


Paulo Maluf, em São Paulo Foto: Marcos Alves / Agência O Globo
Paulo Maluf, em São PauloMARCOS ALVES / AGÊNCIA O GLOBO
SÃO PAULO - O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foi condenado, nesta segunda-feira, pela 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, por improbidade administrativa, devido ao superfaturamento da obra do Túnel Ayrton Senna, realizada no período em que ele era prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996. Com a decisão, Maluf, de 82 anos, já pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e ficar impedido de disputar eleições por oito anos.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/paulo-maluf-condenado-pode-ser-enquadrado-na-lei-da-ficha-limpa-10679411#ixzz2jjL0teKx 

2 de set. de 2013

Grupo que lançou Ficha Limpa se une por nova Reforma Eleitoral

Marlon Reis, o idealizador da Ficha Limpa
Em nova frente popular e forte, o mesmo grupo que apresentou o projeto da Ficha Limpa (CNBB, OAB, MCCE, UNE, Maçonaria) lança hoje a Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas. Vão apertar o Congresso, que bate cabeça.
À frente das 100 organizações civis está o juiz Marlon Reis, do MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. A partir de Quinta-feira, a ideia é convencer os parlamentares a incluir nos pacotes de reforma eleitoral o que interessa: ‘a proibição da doação empresarial e a racionalização do sistema eleitoral’ – itens que não entraram ainda na discussão dos projetos em tramitação na Câmara e no Senado.
“Chegamos ao esgotamento de um sistema. A sociedade não pode voltar às urnas sob um modelo eleitoral que privilegia candidatos financiados por empreiteiras e bancos e permite que o voto concedido a um seja aproveitado por outro candidato” – argumenta Marlon Reis. “Não há desculpas para que não haja mudanças efetivas já para 2014. É tudo uma questão de vontade política do Congresso”.
Do Coluna Esplanada, confira aqui!
Sugestão de pauta: Mariana Castro.
Enviado por Eri Santos Castro.
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14 de fev. de 2013

Petição coloca pressão contra Renan no Senado

Após atingir a marca de um 1,4 milhão de assinaturas contra o recém eleito presidente do Senado, o abaixo assinado virtual aumenta o volume do recado da sociedade contra o peemedebista. Iniciativa, no entanto, não tem poder legal
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Mesmo após eleito, reação contra Renan no comando do Senado continua

Ao passar de 1,4 milhão de assinaturas e atingir a marca de 1% do eleitorado brasileiro, a petição online que pede o afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado ajuda a colocar pressão política no mandato do peemedebista. O recado de parte da sociedade, insatifesta com a escolha de Renan para o cargo, pode gerar um movimento dentro da Casa que resulte em um processo contra o senador alagoano no Conselho de Ética.

Apesar de ressaltar que o abaixo assinado hospedado na rede Avaaz não tem poder legal para retirar o peemedebista do cargo, o juiz eleitoral Marlon Reis, um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), coletivo de entidades que reuniu o número necessário de assinaturas para a Lei da Ficha Limpa tramitar, a discussão em torno do assunto não perde seu valor pois pode ser importante no futuro, caso algum processo contra o senador seja aberto.

“Ainda que só pela petição um senador não seja obrigado a sair, ela tem um valor político muito importante. Ela provoca o Senado e a classe política. O processo de cassação em si também é político”, disse, em entrevista ao Congresso em Foco. Para ele, a sociedade pode pressionar os demais senadores para que um deles inicie o processo de cassação. “Se um partido ou senador quiser utilizar esta base de assinaturas, pode usar para robustecer o processo. Ele tem que ser baseado em fatos. E a petição também foi baseada em fatos, a partir da denúncia criminal contra o senador. Por isso, a petição pode ajudar no processo”, explica.


Do Congresso em Foco.
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31 de jan. de 2013

Presidente do CNJ e STF, Joaquim Barbosa dá prazo de 30 dias para tribunais demitirem servidores Ficha Suja

Barbosa dá 30 dias para tribunais demitirem servidores 'ficha suja'
www.sonoticiaboa.com.br
 O prazo para prestação de informações venceu em dezembro do ano passado, mas vários tribunais que ainda não tinham cumprido todas as exigências pediram mais prazo para tomar as providências.

16 de set. de 2012

Márlon Reis em entrevista hoje no Estadão

Doações ocultas impedem rastreamento do dinheiro, diz juiz eleitoral

Márlon Reis, que abriu portas para a divulgação da lista de doadores antes das eleições, defende maior transparência no financiamento de campanha


Amanda Rossi - Estadão Dados
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou este ano, pela primeira vez, informações sobre os doadores das campanhas eleitorais antes do pleito. O caminho para a divulgação foi aberto pelo juiz eleitoral Márlon Reis, do Maranhão, que obrigou candidatos de municípios do Estado a fornecerem os dados de financiamento de campanha.


Fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e articulador da campanha pela Lei da Ficha Limpa, Reis critica as doações ocultas. O melhor modelo, segundo ele, seria ampliar a transparência. “As doações poderiam ser realizadas todas por vias eletrônicas e publicadas em tempo real, para que as pessoas soubessem de onde a doação partiu e onde chegou, sem intermediação”.
Para ele, a presença de grandes empresas entre os maiores doadores de campanha configura “um quadro de mercantilismo”. “A lógica da doação é dos grandes grupos econômicos que têm interesse imediato no resultado do pleito”, dispara. Leia a entrevista:
Como o senhor avalia o financiamento de campanha por empresas que recebem recursos públicos?
Isso é preocupante. É como se o poder econômico figurasse como uma nova unidade política. O apoio financeiro ou não representa vitória ou derrota eleitoral, porque não há como ter candidatura de sucesso sem um nível de financiamento adequado, especialmente na campanha brasileira, que se torna cada vez mais cara. É um quadro de mercantilismo, ainda mais grave porque se dá em um quadro de falta de transparência, já que grandes somas não podem ser ligadas a uma candidatura específica, não há possibilidade de rastreamento (da doação) (...) A lógica da doação é dos grandes grupos econômicos que têm interesse imediato no resultado do pleito.
A doação para comitês e partidos impede o acompanhamento exato do dinheiro, ou seja, não permite saber qual campanha o doador financiou. Quais os problemas desta prática?
De onde vem o dinheiro? Essa é a grande pergunta. As doações ocultas impedem que se conheça caminho do dinheiro. O primeiro dano é que não se pode esperar que aquele que se comporta de maneira pouco ou não transparente na campanha tenha compromisso com a transparência durante o mandato (...) Isso (a doação oculta) pode significar que as empresas não querem vincular seus nomes ao de candidaturas que possam estar envolvidas em problemas de imagem, mas elas apoiam porque o candidato poderá ser mandatário e beneficiar o futuro dessa empresa. Além disso, muitas empresas doam para muitos candidatos, mesmo rivais entre si. Isso deixa claro que se trata de uma aposta econômica, que tem por base estar bem com quem quer que vença o pleito.
Existe alternativa a este modelo de financiamento?
Há a necessidade de envolver mais os cidadãos no projeto de financiamento eleitoral, tirando das empresas a missão de financiar a campanha. A empresa não detém direitos políticos, ela tem por fim a obtenção de lucro no seu contrato social. (Esta medida) também ajudaria a reduzir os custos das campanhas. As doações poderiam ser realizadas todas por vias eletrônicas e publicadas em tempo real, para que as pessoas soubessem de onde a doação partiu e onde chegou, sem intermediação. Além disso, a Receita Federal poderia ser chamada a participar do processo, verificando se valor doado é compatível com a declaração do Imposto de Renda.
O sr. defende a limitação da participação das empresas no financiamento eleitoral?
Eu acho que as pessoas jurídicas não deveriam doar. Esta medida superaria a desconfiança que existe na relação entre a doação da empresa e seu desempenho na contratação pública. Isso também poderia beneficiar a empresa, que pode se sentir obrigada a participar do financiamento eleitoral sob o risco de ficar de fora (de contratações públicas). Hoje, importantes setores da economia que participam do jogo eleitoral como doadores já percebem a dificuldade da manutenção desse sistema. Ele compromete não apenas o equilíbrio do Estado, mas também a vitalidade dessas empresas que não têm autonomia para deixar de doar.
É a primeira vez que o TSE libera informações sobre os doadores antes das eleições. Mas, depois desta segunda parcial da prestação de contas, só será possível conhecer os demais doadores após as eleições. Ainda falta transparência?
A lei previu que tivéssemos duas prestações de contas preliminares. E as doações que vão acontecer na reta final da campanha, que podem ser as maiores? Os eleitores não vão saber. Muitas empresas podem deixar para declarar as doações depois do início de setembro. Aí, não precisarão se expor. A doação deveria ser feita por vias eletrônicas e publicada em tempo real na internet, para permitir que as pessoas soubessem quem doou e para quem.

Enviado por Eri Santo Castro.
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5 de jul. de 2012

Márlon Reis: orgulho do Maranhão

  • Estivemos ontem, minha esposa e eu, como convidados para a solenidade do 4 de julho, na residência do Embaixador dos EUA. A Lei da Ficha Limpa melhora a imagem externa do Brasil.

20 de abr. de 2012

Peluso “manipulou” julgamentos, diz Joaquim Barbosa. E até no STF falcatruas ficam por isso mesmo?

Vice-presidente do STF acusa presidente anterior de agir de forma “inconstitucional” e “ilegal”



Joaquim Barbosa chamou Peluso de “ridículo”, “brega”, “caipira”, “corporativo”, “desleal”, “tirano” e “pequeno” em entrevista à jornalista Carolina Brígido, disponível para assinantes do jornal “O Globo”.


Mas para além dos ataques mais pessoais, o mais relevante foi uma acusação feita por Joaquim Barbosa: “Peluso inúmeras vezes manipulou ou tentou manipular resultados de julgamentos, criando falsas questões processuais simplesmente para tumultuar e não proclamar o resultado que era contrário ao seu pensamento”.


Trata-se de acusação gravíssima. Se o ex-presidente do STF de fato cometeu tal manipulação, é necessário investigar. Abre-se uma crise institucional.


O “Globo” explica que Joaquim dá como exemplo do que seria a manipulação de Peluso julgamentos de políticos por causa da Lei da Ficha Limpa.


Eis o que diz o ministro Joaquim Barbosa: “Lembre-se do impasse nos primeiros julgamentos da Ficha Limpa, que levou o tribunal a horas de discussões inúteis; [Peluso] não hesitou em votar duas vezes num mesmo caso, o que é absolutamente inconstitucional, ilegal, inaceitável”.


Esse caso seria o do julgamento de 14.dez.2011 no qual o STF livrou Jader Barbalho da Lei da Ficha Limpa e assim deu ao político do Pará o direito de voltar ao Senado.


Esse julgamento estava empatado em 5 a 5 (o tribunal tem 11 integrantes). À época, o STF divulgou uma nota a respeito: “Diante do impasse, a defesa de Jader ingressou com o requerimento [para que fosse usado o voto de qualidade], que foi apresentado ao Plenário pelo presidente Cezar Peluso. ‘Consulto o plenário se está de acordo com a proposta?’, questionou o presidente. A decisão pela aplicação do dispositivo foi unânime. O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, não participou da decisão porque está de licença médica”.


Joaquim considerou a atitude de Peluso errada: “[Peluso] cometeu a barbaridade e a deslealdade de, numa curta viagem que fiz aos Estados Unidos para consulta médica, ‘invadir’ a minha seara (eu era relator do caso), surrupiar-me o processo para poder ceder facilmente a pressões…”.


Joaquim Barbosa dá a entender que se considera vítima de preconceito de cor dentro do STF, ele que é o primeiro ministro negro da Corte. “Alguns brasileiros não negros se acham no direito de tomar certas liberdades com negros”, declarou na entrevista.


E mais: “Ao chegar ao STF, eu tinha uma escolaridade jurídica que pouquíssimos na história do tribunal tiveram o privilégio de ter. As pessoas racistas, em geral, fazem questão de esquecer esse detalhezinho do meu currículo. Insistem a todo momento na cor da minha pele. Peluso não seria uma exceção, não é mesmo?”.


As declarações de Joaquim Barbosa foram dadas, em parte, como resposta a uma entrevista concedida por Cezar Peluso ao site “Consultor Jurídico” em 18.abr.2012. Peluso nessa entrevista chama Barbosa de “inseguro”.


Ao ser indagado o que achava de ter sido chamado de “inseguro”, Barbosa respondeu: “Permita-me relatar um episódio recente, que é bem ilustrativo da pequenez do Peluso: uma universidade francesa me convidou a participar de uma banca de doutorado em que se defenderia uma excelente tese sobre o Supremo Tribunal Federal e o seu papel na democracia brasileira. Peluso vetou que me fossem pagas diárias durante os três dias de afastamento, ao passo que me parecia evidente o interesse da Corte em se projetar internacionalmente, pois, afinal, era a sua obra que estava em discussão. Inseguro, eu?”.


post scriptum 1: ao falar sobre sua suposta insegurança, Joaquim Barbosa disse também: “Peluso se esqueceu de notar algo muito importante. Pertencemos a mundos diferentes. O que às vezes ele pensa ser insegurança minha, na verdade é simplesmente ausência ou inapetência para conversar, por falta de assunto. Basta comparar nossos currículos, percursos de vida pessoal e profissional. Eu aposto o seguinte: Peluso nunca curtiu nem ouviu falar de The Ink Spots! Isso aí já diz tudo do mundo que existe a nos separar…”


post scriptum 2: The Ink Spots foi um grupo de vocalistas muito popular nos EUA nas décadas de 1930 e 1940. O Ink Spots ajudou a definir gêneros musicais como “rhythm and blues” e o próprio “rock and roll”. Um grande sucesso do grupo foi  “If I dind’t care“, de 1939. Em portuguës, “se eu não me importasse”… muito apropriado para o momento pelo qual passa o STF.

Enviado por Eri Santos Castro.
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15 de fev. de 2012

Rodrigo Lago: 'STF deve aprovar hoje Lei da Ficha Limpa'

  • FICHA LIMPA - STF deverá finalmente decidir hoje o futuro da Lei da Ficha Limpa. É provável que passe, com folga, a tese de que não há violação ao princípio da presunção de inocência. No texto do blog Os Constitucionalistas, resumi a novela da lei, e disponibilizei link para as principais peças e os videos das sessões anteriores, quando iniciou o julgamento.
    www.osconstitucionalistas.com.br
    Novamente o Supremo Tribunal Federal se reunirá para decidir o futuro da Lei da Ficha Limpa, como ficou conhecida a Lei Complementar n° 135/10. A referida lei foi fruto de projeto de iniciativa popular, contando com amplo apelo da mídia e da população, e alterou sensivelmente a Lei Complementar n°...

8 de fev. de 2012

Márlon Reis: Creio esperançosamente na vitória da Lei da Ficha Limpa


  • A hora decisiva para a Lei da Ficha Limpa no STF está chegando.
    Será o ponto culminante de um projeto que começou em junho de 2007 numa confraternização que ocorria na sede da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil. Será emocionante. Creio esperançosamente na vitoria da sociedade e da democracia.
    www1.folha.uol.com.br
    O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, afirmou nesta terça-feira (7) que o julgamento sobre a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano deve ser retomado em até 15 dias.

7 de fev. de 2012

STF: Os “Fichas Sujas" estão com os dias contados, o Ficha Limpa será aprovado.

Ministro Marco Aurélio Mello muda voto e o Ficha Limpa será aprovado. A Lei da Ficha Limpa deve ser aprovada no STF (Supremo Tribunal Federal), assegura *Mônica Bergamo*, na sua coluna de hoje na Folha de S.Paulo. ''O ministro Marco Aurélio Mello, que era tido como contrário à regra, votará, na verdade, favoravelmente a ela. Com Mello, a Ficha Limpa terá ao menos seis votos, ou a maioria do STF, que tem 11 ministros. Luiz Fux e Joaquim Barbosa já se declararam favoráveis. Carlos Ayres Britto, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski devem acompanhá-los. O posicionamento de Mello tem surp... mais » 
 
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6 de fev. de 2012

Os voluntários da difusão da Ficha Limpa nas cidades brasileiros

  • Há poucos dias apresentei aqui no Facebook um convite para a realização de trabalho voluntário relacionado à difusão da Ficha Limpa no âmbito dos municiípios brasileiros. A resposta foi imensa. Várias pessoas estão agora desenvolvendo um importante trabalho de pesquisa e organização de dados. Logo nascerá um site que disponibilizará aos internautas tudo o que precisam saber para lutar para que seus municípios adotem os critérios da Ficha Limpa na nomeação de pessoas para cargos de confiança. Agradeço mais uma vez aos que se apresentaram na oportunidade. Logo proporei aqui novos desafios.

13 de out. de 2011

Olha onde está o eleitor de Marina


Marcha anticorrupção repete diversidade mas mira STF e Congresso

No feriado, 20 mil pessoas, segundo a PM, marcham na Esplanada dos Ministérios e cobram fim do voto secreto, validação da Lei da Ficha Limpa e poder investigatório do Conselho Nacional de Justiça. Convocado pelo Facebook, ato volta a exibir reivindicações específicas, como mais verba para a educação e políticas públicas para os gays, e resistência à participação partidária.

Com a Carta Maior.
Editado por Eri Santos Castro.
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