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26 de jul. de 2016

Editora da Folha por 10 anos: Elite deu tiro no pé com o golpe

Editora da Folha entre 2000 e 2010, a jornalista Eleonora de Lucena publica um importante artigo nesta terça-feira, em que denuncia como as elites brasileiras foram míopes ao apoiar o golpe de 2016, que levou o vice Michel Temer ao poder provisório; "A elite brasileira está dando um tiro no pé. Embarca na canoa do retrocesso social, dá as mãos a grupos fossilizados de oligarquias regionais, submete-se a interesses externos, abandona qualquer esboço de projeto para o país", diz ela; "O impeachment trouxe a galope e sem filtro a velha pauta ultraconservadora e entreguista, perseguida nos anos FHC e derrotada nas últimas quatro eleições. Com instituições esfarrapadas, o Brasil está à beira do abismo. O empresariado parece não perceber que a destruição do país é prejudicial a ele mesmo"; ou seja: para destruir o PT, o Brasil decidiu se autodestruir.
Com Brasil 247.

26 de dez. de 2014

Saiu na Folha: No apagar das luzes grupo Sarney quer pagar R$ 500 milhões de precatórios a amigos e assim raspar o cofre

A missão coube a Arnaldo Mello

A disputa entre o governo do Maranhão, ainda controlado pelo grupo de José Sarney, e a oposição, vitoriosa nas eleições, em torno de recursos do caixa do Estado segue acirrada. A seis dias da posse de Flávio Dino (PC do B) no comando da administração, o atual governo entrou com recurso na Justiça para poder usar R$ 500 milhões para pagar precatórios.

FUNDO 2
O grupo de Sarney tenta derrubar liminar que a oposição obteve na Justiça para bloquear o uso do dinheiro, liberado pela então governadora Roseana Sarney (PMDB) nos seus últimos dias à frente do comando do Estado. A ação foi protocolada na terça-feira, 23, no plantão judiciário, para ser apreciada em caráter de urgência pela presidência do Tribunal de Justiça.


FUNDO 3
O autor da ação popular que derrubou o decreto de Roseana, o deputadoRubens Pereira Jr (PCdoB), justificou o pedido de liminar pelo temor de esvaziamento dos cofres públicos para pagamento de precatórios nos últimos dias da gestão do grupo ligado aos Sarney. O argumento do atual governo é de que se trata tão somente da regulamentação do fundo de depositados judiciais, já criado por lei.

Por Mônica de Bergamo, na Folha de São Paulo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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2 de nov. de 2014

Os jornais deste domingo

Os JORNAIS deste domingo

Prossegue a narrativa do apocalipse econômico.

Manchete da Folha: “Contas do governo Dilma registram rombo recorde”.

Manchete do Estadão: “Governo vai reduzir meta fiscal após 
rombo recorde”.

Manchete de O Globo: “Contas públicas têm rombo recorde 
de R$ 25 bi”.
Manchete do Correio Braziliense: “Rombo recorde sinaliza aumento nos impostos”.

O editorial principal do Estadão diz que as contas públicas estão “esburacadas”, uma das façanhas de Dilma. Rolf Kuntz faz coro.
O Globo também dedica seu editorial principal ao tema. Fala em “verdade pós-eleitoral nas contas públicas”. No caso do jornal carioca é Miriam Leitão quem faz coro.
O Estadão faz outro editorial sobre Henrique Pizzolato. Sem mencionar Zé Dirceu.
O Globo coloca Pizzolato na capa: “Livre na Itália, indiciado no Brasil”.
Ao lado da manchete, o Estadão registra que o TSE deve negar o pedido de auditoria da eleição presidencial, feito pelo PSDB. Cláudio Couto dispara contra os tucanos: “Questionamento baseado em teoria da conspiração faz PSDB lançar dúvidas sobre si mesmo”.
O Panorama Político (O Globo) fala das urnas eletrônicas e, com menção a Zé Dirceu, diz que o PT também já pediu auditorias. Merval Pereira surpreende e critica o pedido do PSDB. Mas também fustiga o PT.
André Singer, na Folha, critica o aumento dos juros e acenos ao mercado, como em relação ao novo ministro da Fazenda, contraditórios com o discurso de campanha. “A presidente parece não ter percebido que os dizeres contam e que o preço de afirmar uma coisa e fazer outra é muito maior do que parece”. diz.
Com Análise de Mídia.

26 de ago. de 2014

Saiu na Folha de São Paulo: Candidato do PT usa tática ‘mandrake’ para apoiar rival no Maranhão


Um petista insatisfeito com o apoio do partido a Lobão Filho (PMDB), candidato a governador do Maranhão ligado à família Sarney, encontrou uma forma criativa e polêmica de fazer campanha para um rival em pleno horário eleitoral da sigla.

Márcio Jardim disputa uma cadeira de deputado federal pelo PT e é um dos líderes da dissidência que criou um comitê informal no Estado para apoiar Flávio Dino, do PC do B. Dino é adversário de Lobão Filho na eleição para o governo.
Ele decidiu concorrer com o número 1365 — o 13 do PT e o 65 de Flávio Dino. Uma “coincidência” que ele faz questão de enfatizar em suas inserções na TV, nas quais também repete dois slogans da campanha comunista em apenas 25 segundos de texto.


Foto
 Cartaz de Márcio Jardim 1365, deputado federal exibido por um eleitor





“Você quer 1365. Esse é o voto da coerência por um Brasil com mais futuro e um Maranhão de todos nós. Cinquenta anos cansou, a alegria vai chegar. [...] Meu número é 1365. Vou repetir: 1365. Entendeu, né?”, diz Jardim no programa, abrindo bem a boca e exibindo os dentes na hora de falar o “65″.


“O Maranhão é de todos nós” e “Cinquenta anos cansou. Agora, a alegria vai chegar” são frases que Dino vem usando em sua campanha. Evocam as quase cinco décadas de predomínio político da família Sarney no Estado –o hoje senador José Sarney (PMDB-AP) elegeu-se governador do Maranhão em 1965.

Jardim negou ao blog que esteja fazendo campanha velada para Flávio Dino. Sustenta que “Maranhão de todos nós” é uma “expressão universal” e que o tal cinquentenário se refere a outra data histórica.
“Cinquenta anos está fazendo a ditadura militar. O PT orientou que deveríamos fazer disso tema de debate. Não tem nada a ver com a oligarquia Sarney. Entendeu, né?”, disse.


NA JUSTIÇA
A coligação de Lobão Filho entendeu –ou não– e ajuizou uma representação no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) para barrar a inserção de Jardim.

O juiz Ricardo Macieira negou a liminar (decisão provisória) pedida pelo peemedebista. Para o magistrado, Jardim não pediu voto para Dino, e suas críticas no programa “se referem à necessidade de mudança no Maranhão, sem referência à candidatura” do comunista.

“O conteúdo da inserção refere-se à propaganda do próprio candidato a deputado, com informação de seu número (1365), sem elementos que levem a crer em invasão de horário em favor de candidato majoritário”, escreveu Macieira em sua decisão.

O advogado de Lobão Filho, Ruy Villas Boas, afirmou discordar da decisão. Disse esperar ter sucesso quando o caso for analisado pelo plenário do TRE.  “É nítida a propaganda que ele está fazendo, dentro da nossa coligação, para outro candidato”, disse.

Enquanto a corte não chega a uma decisão definitiva, Jardim pretende levar ao horário eleitoral outra “feliz coincidência” que o destino lhe reservou. 

“Vamos gravar em frente à casa onde nasci, em Arari [115 km de São Luís], e o número da casa coincidentemente é 65. Ele estava até gasto, então coloquei um novo para ficar mais bonito na imagem.”



Por DIÓGENES CAMPANHA, da Folha de São Paulo, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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8 de jan. de 2014

Barbárie maranhense, o Editorial da Folha de São Paulo de hoje

Selvageria em unidades prisionais do Estado e fraca resposta do governo fazem com que ganhe adeptos tese de intervenção federal
A esta altura, mesmo a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), mostra-se convencida de que unidades prisionais de seu Estado se transformaram em antros de barbárie, onde detentos para lá enviados pelo Poder Judiciário agem como verdadeiros monstros em plena luz do dia.

Há dois dias, a mandatária ainda parecia disposta a negar, ou pelo menos minimizar, as violações que têm ocorrido no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís --com 1.700 vagas e 2.500 presos.

Por meio de nota, acusou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de escrever um relatório contendo "inverdades" sobre o sistema carcerário maranhense. O objetivo seria "agravar ainda mais a situação" nas cadeias, a fim de "descredibilizar medidas" adotadas.

Agora a governadora já não pode insistir na negação. Vídeo divulgado ontem por estaFolha não deixa lugar para dúvidas --e evidencia, com força rara, o grau de desumanidade a que ali se chegou.

A mera descrição das imagens basta para embrulhar o estômago. Assistir ao filme na íntegra, gravado pelos detentos com a câmera de um celular, é tarefa para poucos. Durante dois minutos e 32 segundos, três homens decapitados são exibidos de perto; em volta, presos amotinados parecem se divertir com o "documentário".
Desde o ano passado, disputas entre facções criminosas resultaram na morte de 62 presos e, segundo consta, inúmeros estupros de mulheres que visitavam os presídios. Sem conhecer limites, o horror ganhou a região metropolitana de São Luís em ataques incendiários a ônibus. Em um deles, uma menina de seis anos teve 95% do corpo queimado e não resistiu.

Governado pelo clã Sarney há quase meio século (com um breve interregno de dois anos), o Maranhão tem se destacado sobretudo pelos indicadores negativos.

Sua renda per capita média, de R$ 360, é a pior do Brasil; 96% de seus domicílios não têm acesso adequado à rede de saneamento básico; mais de um quinto de sua população com 15 anos ou mais não sabe ler ou escrever.

Não por acaso ganha adeptos a ideia de que o Estado deveria sofrer intervenção federal, prevista na Constituição, entre outras hipóteses, a fim de garantir a observância dos direitos humanos --dependendo, neste caso, de manifestação do Supremo Tribunal Federal.

A medida é extrema, sem dúvida, e seus efeitos, duvidosos. Como recurso para proteger a democracia, deve ser usada apenas quando o governo local não estiver procurando interromper as violações, ou quando for absolutamente incompetente para tanto.

Trata-se de análise subjetiva, mas que o governo de Roseana Sarney, ao tentar negar o óbvio ou criticar quem revela a selvageria, torna cada vez mais objetiva.

7 de jan. de 2014

Intervenção já!, pela jornalista Eliana Catanhêde na página 2, da Folha de são Paulo

Intervenção já!


Não bastasse ser o último, ou estar na rabeira, do IDH, do ensino de matemática, do ensino de português, do saneamento básico e por aí afora, o Maranhão dos Sarney choca o país, quiçá o mundo, com atos de pura barbárie.
Só os cineastas mais violentos, talvez nem eles, poderiam produzir cenas em que dissecam a perna de um preso (ou seja, sob a custódia do Estado brasileiro). Tiram a pele, depois músculos, veias, artérias, até o osso.

Também só cineastas doentios, talvez nem eles, armariam o cenário, destacariam atores e filmariam pessoas (também sob a responsabilidade do Estado) sendo decapitadas.
Onde nós estamos?

Foram estupros e 60 mortes em 2013, e 2014 já começou com mais duas. A crise extrapolou as grades e foi parar nas ruas, onde vândalos atacaram ônibus e atearam fogo numa menininha na... "Vila Sarney". Ela morreu ontem. A mãe está mal.

Meu pai nasceu em Pedreiras, o foco macabro é a penitenciária de Pedrinhas e essa nova crise não deixa pedra sobre pedra na biografia do patriarca José Sarney no seu Estado de origem. O vandalismo dos presos não é isolado. Apenas reflete a situação carcerária que, por sua vez, reflete a calamidade pública geral.

Folheiam-se os jornais e encontram-se ali, entre os recordes do pior nisso, pior naquilo, outras muitas histórias horripilantes. Cito uma, porque o espaço é curto: os carros, carteiras, cadeiras e os materiais escolares que foram enviados pelo governo federal para a Prefeitura de São Luís, novíssimos, apodreceram debaixo de sol, chuva e descaso, sem jamais terem sido usados.

Tudo se encaixa. Ontem mesmo, a empregada lá de casa comentou: "A moça da vizinha não sabe ler nem escrever. Pensei que não existia mais isso". De onde ela é? "Do Maranhão".
A realidade supera a ficção mais macabra e soa patético o governo Roseana se irritar e responder à Procuradoria Geral que são "inverdades".
Intervenção já!
eliane cantanhêde
Eliane Cantanhêde, jornalista, é colunista da Página 2 da versão impressa da Folha, onde escreve às terças, quintas, sextas e domingos. É também comentarista do telejornal "Globonews em Pauta" e da Rádio Metrópole da Bahia.

4 de jan. de 2014

Saiu na Folha de São Paulo: Maranhão sem governo assiste noite de terror em São Luís

Em possível retaliação ao endurecimento da segurança em presídios no Maranhão, criminosos atacaram ônibus e uma delegacia em São Luís na noite desta sexta-feira (3).
Até a publicação desta reportagem, três ônibus haviam sido incendiados, nos bairros João Paulo, Areinha e Jardim América. Não havia registro de feridos.
 
O procedimento dos bandidos foi semelhante nos três casos. Segundo informações da Polícia Militar, os criminosos entraram nos ônibus, assaltaram os passageiros e, ao sair, atearam fogo aos veículos.
 
Em razão dos ataques, empresas de ônibus começaram a retirar veículos de circulação por volta das 21h locais (22h pelo horário de Brasília).
 
Em outro ataque, a fachada do 9º Distrito Policial da cidade, no bairro São Francisco, foi alvejada por ao menos oito tiros. Também houve registro de um policial baleado, mas não se sabia se o episódio tem relação com os ataques.
 
Suspeita-se que os atentados sejam uma represália do crime organizado a uma ação da Polícia Militar em presídios do Estado no último dia 31.
 
No total, foram recolhidas 300 armas improvisadas, entre facas, facões e estiletes, além de drogas, bebidas alcoólicas e celulares.
 
O sistema carcerário do Maranhão enfrenta uma grave crise, e o Batalhão de Choque da PM foi destacado no final do mês passado para fazer a segurança no complexo prisional de Pedrinhas, que soma 62 mortes de detentos desde 2013.
 
Diante das constantes rebeliões, com registros até de decapitação de presos, órgãos como OEA (Organização dos Estados Americanos), Procuradoria-Geral da República e CNJ (Conselho Nacional de Justiça) cobram uma solução da governadora Roseana Sarney (PMDB).

Da Folha de São Paulo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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27 de dez. de 2013

Barbárie total: Editorial da Folha de São Paulo e as cenas maranhenses chocantes. Meu Deus o que é isso? Depois de quase 50, o grupo Sarney quer mais 4 anos

Não queria publicar isso. Mas, alguém precisa tomar uma atitude e somos nós os maranhenses.

GOVERNO ROSEANA SARNEY
SECRETARIO DE JUSTIÇA E ADMINISTRAÇÃO PENITENCIARIA - SEBASTIÃO UCHOA

NUNCA NA HISTÓRIA DO SISTEMA PENITENCIÁRIO DO MARANHÃO, HOUVE UMA GESTÃO TÃO INCOMPETENTE E IRRESPONSÁVEL COMO ESTA.

170 FUGAS E 60 MORTES EM 10 MESES E NINGUÉM PEDE A EXONERAÇÃO DO ATUAL SECRETARIO, TODOS CONIVENTES COM ESTA GESTÃO SANGUENTA, QUE FICOU NA HISTORIA MUNDIAL DO SISTEMA PENITENCIÁRIO.

VEJA ESTE VÍDEO DE UM PRESO COM A PERNA TODA DESPELADA COM FACA, POR OUTROS PRESOS. MEU DEUS UM FLAGELO SÓ. E DEPOIS DESSES QUASE 50 ANOS, AINDA QUEREM MAIS 4 ANOS.


Pauta: César Bombeiro (Diretor de Sindicato dos Agentes Penitenciários).

Editorial da Folha de São Pauo: "Cenas maranhenses"

Barbárie em São Luís leva PGR a estudar intervenção federal nos presídios do Estado, que parece não dar devida atenção ao caso
Chamar de subumanas as condições da maioria dos presídios brasileiros já se tornou clichê, e as imagens de celas superlotadas, de degradação e desordem que com frequência se divulgam tendem, pela própria repetição, a não mais despertar incredulidade nem repulsa.

O horror segue uma dinâmica própria, todavia --como se empenhado em superar a tendência de banalização. No Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), 59 detentos foram assassinados neste ano, quase o quíntuplo do que ocorreu em 2012.

Na última semana, rivalidades entre membros de uma mesma facção criminosa resultaram em três mortes por decapitação.
Seria suficientemente chocante, mas não é tudo. Há denúncias de que mulheres e namoradas de detentos são estupradas por líderes de facção. Em Pedrinhas, as visitas íntimas se dão nos pavilhões de uso comum. Muitas das visitantes, pelo que se relata, são forçadas a ceder aos ataques sexuais de modo a evitar o assassinato de seus companheiros.

Tal situação não se estabelece sem a complacência de autoridades. Não só os encarregados da disciplina do presídio se mostram destituídos de poder, quando não cúmplices dessas cenas dantescas.

Também a governadora Roseana Sarney (PMDB) e seus auxiliares diretos têm responsabilidade diante desses fatos. Com capacidade para 1.700 detentos, o maior presídio maranhense tornou-se a arena em que 2.500 se engalfinham.

Segundo reportagem do jornal "O Globo", o governo promete para março a inauguração de novo presídio de segurança máxima, mas as obras ainda nem começaram.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, requereu do governo maranhense, sob pena de pedir intervenção no Estado, relatório urgente sobre o caso.

Pode parecer radical a interferência direta dos poderes federais nos assuntos internos do Maranhão. Mais radical, contudo, é o quadro em que decapitações e estupros se tornaram rotina.

No site oficial do governo maranhense, a questão é tratada como se não tivesse importância. Uma pequena nota informa, no início do mês, que a situação em Pedrinhas "é de tranquilidade"; 12 dias depois, fica-se sabendo, de forma sucinta, que um motim foi contido.

Mereceu notícia mais alentada, por outro lado, a homenagem que a Secretaria de Direitos Humanos recebeu pela parceria com a Unidade de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário "na implementação de ações de reinserção aos apenados e egressos".

Também teve grande destaque a visita do secretário da Administração Penitenciária e Justiça de Goiás a seu equivalente no Maranhão, para "troca de experiências" e início de "parceria na área de segurança prisional" e reintegração de presos. A conversa haverá de ter sido amena e proveitosa.