Mostrando postagens com marcador Maria Alice. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maria Alice. Mostrar todas as postagens

4 de set. de 2014

Onda bate em Dilma e não avança?

José Roberto de Toledo, no Estadão, resume os números das pesquisas eleitorais com o seguinte título: “Onda bate na presidente e não avança”. Ele diz que a eleição segue aberta. “Marina venceria no 2º turno, mas a maior parte dos eleitores ainda acha Dilma favorita”.
(Com Análise de Mídia, via Maria Alice).

10 de ago. de 2014

Conosco o poeta Manuel de Barros e a importância maior da velocidade das tartarugas que a da luz

É sempre bom rever e reler Manoel de Barros


Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
 

Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
 

Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.

Manoel de Barros

17 de jun. de 2014

Poeta Augusto de Campos: "Viva Dilma, Vaia aos vips"

Carta do poeta concretista Augusto de Campos hoje no Painel do Leitor, da Folha:

"A Folha utilizou o meu poema "VIVA VAIA" como ilustração de texto ambíguo sobre os insultos recebidos pela presidente Dilma ("O limite da vaia", "Poder", 14/6). Utilizou-o sem minha autorização, sem pagar direitos autorais: sem me dar a mínima satisfação. Poupo-me de comentar a insólita atitude do jornal, ao qual eu poderia processar pelo uso indevido do meu texto. A reportagem, em que meu poema é cercado de legendas sensacionalistas, deixa dúvidas sobre a validade dos xingamentos da torcida e, por tabela, me envolve nessa forjada querela. A brutalidade da conduta de alguns torcedores mereceria incisiva condenação, não dubitativa cobertura, abonada por um poema meu publicado fora de contexto. 

Os xingamentos, procedentes da área VIP do estádio, onde se situa gente abastada e conservadora, evidenciam a boçalidade e a truculência que é o reverso da medalha do nosso futebol, assim como a inferioridade civilizatória do brasileiro. Até os candidatos de oposição tiveram a desfaçatez de se rejubilarem com os palavrões espúrios. Pois eu lhes digo: VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS".

7 de mar. de 2014

O que aconteceu no dia 8 de março de 1857, por Maria Alice Vieira


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

24 de dez. de 2013

Conheça a história das escravas brancas judias, chamadas de “polacas”, no Brasil


Muito bom! Vejam esse video, divulguem essa historia.




















Conheça a história das escravas brancas 
judias, chamadas de “polacas”, que foram 
levadas ao Rio de Janeiro por cafetões, no 
final do século XIX. Lá, elas criaram uma 
sociedade de ajuda mútua, uma sinagoga e 
um cemitério, mantendo seu vínculo com a 
religião, apesar da prática circunstancial da 
prostituição. 

12 de set. de 2013

Exclusivo no MA- A mídia conservadora e o 'Mensalão': E o julgamento teve seu 11 de setembro. Jornais estão chocados.

Imprensa e Mensalão – 12/09/2013
PANORAMA

E o julgamento teve seu 11 de setembro. Jornais estão chocados. O tema está em todas as manchetes, salvo Valor (com chamada de capa). Manchete do Correio Braziliense: “Mensalão perto de reviravolta no STF”.

Folha e Estadão vão de “novo julgamento”. Ele está “por dois votos”, como resume a Folha. Esta coloca na capa uma imagem de Joaquim Barbosa contrariado. Conta que quatro ministros acatam recursos “que beneficiam Dirceu”. E traz opiniões divergentes de seus articulistas.

Igor Gielow diz que “a barafunda vai se instalar, e a pizza ruma ao forno”. Janio de Freitas lembra que a convenção dos direitos humanos assegura o duplo grau de jurisdição. Os dois textos têm chamada na primeira página. Marcelo Coelho escreve que “o jogo vira a favor de José Dirceu e companhia”. Abaixo, Ivar Hartman (FGV Direito Rio) lamenta a decisão.

A manchete de O Globo está inacreditável: “Petistas já temem julgamento no ano eleitoral”. (Nada poderá ser positivo em relação ao PT, parece ser o lema do jornal.) O Estadão diz, em chamada na capa, que Planalto quer evitar desgaste na eleição: a reabertura “não agrada ao governo Dilma Rousseff”.

Quase toda a capa do jornal carioca é destinada ao julgamento. Três repórteres assinam o texto da manchete. A fonte que lamenta a virtual prorrogação do julgamento é oculta. A ala do PT que comemora aparece com Ricardo Berzoini, Paulo Rocha e Carlos Zarattini.

Segundo a Folha, ministros do STF dizem que processo não acabará até o fim de 2014, caso embargos sejam aceitos. O jornal repercute opinião de Helenita Acioli, que teme que o julgamento se prolongue “anos a fio”.

O texto do Valor fala de julgamento até o fim do ano.

Folha e Estadão começam a dizer que pode haver prescrição, caso as penas por formação de quadrilha não superem dois anos.

JORNALISMO DE TORCIDA

Nos últimos meses a torcida prevaleceu sobre o jornalismo. Ela e as plantações. Há alguns meses, era dada como certa a aceitação dos embargos infringentes. De repente, uma nota (salvo engano, no Painel) dizia que Carmen Lúcia estaria balançada. E que, com isso, poderia influenciar Rosa Weber.

A hipótese logo se tornou uma verdade inquestionável. Mas esqueceram de combinar com as russas. Ou pelo menos com a ministra gaúcha.

Nada indica, porém, que os jornais aprenderam com os fatos. Basta observar, hoje, a minimização do encerramento abrupto da sessão de ontem, por Joaquim Barbosa. Ou de sua curiosa saída do plenário durante o voto de Rosa Weber. Minimização, não: exclusão. Ninguém fala disso.

Em contrapartida, é maximizada a possibilidade de redução da pena de réus. Com destaque para Zé Dirceu. Um trecho do texto do Estadão chega a dizer que, em nova análise dos processos, “os votos de Barroso e Teori beneficiarão os réus”.

O jornal repercute na capa outro trecho do texto dos repórteres: a admissão dos novos recursos “iniciaria um roteiro legal e burocrático extenso”. A construção no condicional revela o desejo do jornal de que ainda haja uma nova reviravolta na votação.

Um artigo no Estadão oferece uma tese original para o voto dos ministros. Dimitri Dimoulis, do Direito GV, diz que os ministros não eliminaram os infringentes porque não quiseram perder a possibilidade de o tribunal criar suas próprias regras processuais. Uma opção estratégica “de serem donos de seu processo”.

O Valor e o Correio Braziliense ressaltam o papel dos ministros novatos na definição do rumo do julgamento.

MAIS SOBRE O JULGAMENTO

->Mônica Bergamo, na Folha, abre sua coluna falando de projeto de filme de Luiz Carlos Barreto. Segundo ele, “a história correta, sincera e honesta do mensalão e de outros episódios, como o golpe de 1964”.


-> José de Abreu conta que pode interpretar Ricardo Lewandowski em seu filme, “AP 470 – O Golpe Jurídico”.

-> cientistas políticos ouvidos pela Folha divergem entre si. Carlos Melo diz que o que deve ser observado é o direito, não a sede de justiça. José Álvaro Moisés afirma que alongar o processo pode ser bastante traumático.

-> no site de O Globo, à noite, Tânia Rangel (FGV Direito Rio) lançou outra tese: a de que a aceitação dos embargos infringentes cria uma elite política. Ela diz que o segundo julgamento só ocorrerá para quem tiver ação penal originária no Supremo, como os parlamentares. (Governadores, prefeitos e juízes, por exemplo, não.) 

ZÉ DIRCEU

-> O Globo traz notícia sobre sumiço de documentos na Casa Civil. Com questionamentos da PGR a Zé Dirceu sobre o mensalão.

-> “O órgão informou ao Globo não ter mais em seus arquivos o processo com a tramitação interna do ofício 734/2005”, em que Cláudio Fontes perguntava a Dirceu, em 13 de junho de 2005, sobre denúncia de Roberto Jefferson.


-> o jornal fala de passagem da nota do ex-ministro, publicada em seu blog, contra a manchete sobre “desafio” ao STF.
 

-> o Estadão publica uma foto de Dirceu “em seu apartamento”. (O Valor informa que o imóvel é do irmão.) Ao lado, relato de uma alegria contida pelo placar favorável “que não esperava”.

-> o texto da Folha (em pé de repercussão de opinião de Aloizio Mercadante) informa que Dirceu reuniu ontem poucos parentes e assessores. O mesmo ocorre em O Globo e no Valor.

-> o Valor é quem dá mais destaque ao ex-ministro. Diz que entre os assessores presentes estava Roberto Marques. O texto diz que Marques teve seu nome envolvido em supostos saques junto a participantes do esquema, “o que não foi comprovado”.

-> o jornal explora também a cachaça que o advogado Pedro Maciel levou para o irmão de Dirceu. A bebida também é mencionada nos textos do Estadão e de O Globo.

(ANÁLISE: a champanhe solicitada pela namorada de FHC aparece em outro contexto narrativo, na coluna de Sonia Racy. O mesmo acontece com o uísque na mão do ministro Marco Aurélio Mello. Só petista não pode beber.) 

TENDÊNCIAS

-> Sonia Racy, no Estadão, faz extensa cobertura da posse de FHC na ABL. Foto com fardão e tudo. Uma das notas conta que Marco Aurélio Mello foi abordado por uma senhora: “Quero saber se no mensalão de Minas Gerais vai ter esse fuzuê todo”.

FRASES

“Se entendermos que o STF deva pura e simplesmente ouvir a voz das ruas, é melhor acabar com o Supremo. As ruas é que têm que ouvir o Supremo”. (Alberto Zacharias Toron, na Folha)

Pauta: Maria Alice.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.