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12 de jul. de 2016

Por que destruíram a Líbia e mataram Gaddafi?

“Agora se sabe , item por item, tudo que o tirano Gaddafi fez com seu povo. Eis uma lista de atrocidades a que os líbios foram submetidos por quatro décadas:
A matéria a seguir foi originalmente publicada na revista SCHVEIZ MAGAZIN e a Tradução publicada pelo  Nilson Lage no seu perfil no facebook. Ela é de 2011, época do início das tais “revoluções coloridas” patrocinadas por organizações internacionais e que destruíram países árabes inteiros e até agora destroem a Síria. Mas as revoluções coloridas continuam e agora tentam ceifar democracias e avanços sociais na América Latina, incluindo o Brasil, onde patrocinam o Golpe em andamento. Leia o artigo. Há alguma similaridade com o Brasil. Leia, pense e ajude a desconstituir o golpe em marcha e retomar a construção do Brasil com Inclusão Social, que esta agora suspenso pelo Golpe (Comentário do Blogueiro)
Muammar-Gaddafi--007
“Agora se sabe , item por item, tudo que o tirano Gaddafi fez com seu povo. Eis uma lista de atrocidades a que os líbios foram submetidos por quatro décadas:

1
. Não havia conta de luz na Líbia. A eletricidade era grátis para todos os cidadãos.
2. Não havia juros sobre empréstimos. Os bancos oficiais oferenciam subsídios iguais para todos. Era lei.
3. Ter uma casa era considerado direito humano.
4. Todos os recém-casados na Líbia recebiam US$ 50 mil, o bastante para aa compra de seu primeiro apartamento. Era o presente do governo às novas famílias.
5. Educação e tratamentos médicos eram grátis na Líbia. Antes de Gaddafi chegar ao poder 25 por cento dos líbios eram alfabetizados. hoje o número é de 83 por cento.
6. Terras aráveis, uma casa rural, ferramentas, sementes e gado livre eram oferecidos a quem quisesse ser agricultor.
7. Se um líbio não encontrasse escolas ou instalações médicas de que necessitasse poderia buscá-las no estrangeiro com a ajuda de fundos do Estado, que oferecia, para isso US $ 2.300 por mês destinados a alojamento e transporte.
.8. Se um líbio comprasse um carro, o governo subsidiava metade do valor.
9. A gasolina custava 12 centavos de dólar (cerca de R$0,40) o litro.
10. Se um líbio terminasse a graduação universitária e não achasse colocação, o estado pagava o salário médio de sua profissão em que ele encontrasse emprego tecnicamente adequado.
11. A Líbia não tinha dívida externa e as reservas, que totalizavam |US$ 150 bi, foram dividas pelas potências de ocupação entre si.
12. Uma parcela da venda de petróleo da Líbia era creditada diretamente nas contas de todos os cidadãos da Líbia.
13 Mães que davam à luz uma criança ganhavam US $ 5.000.
14. Um quarto dos líbios têm um diploma universitário.
15. O Grande Rio Artificial para abastecimento das lavouras e cidades líbias é o maior projeto de encanamento da água potável do mundo.
Graças a Deus Otan e os rebeldes devolveram a liberdade ao povo líbio.”
Fonte: Schweiz Magazin, Suíça.

Sugestão de pauta: Dr Clesio Coelho Cunha.
Enviado por Eri Santos Castro.
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3 de nov. de 2015

BOMBA: O que está acontecendo no Brasil, a CIA já implodiu sistematicamente governos pelo mundo afora. É a teoria do golpe suave que desgasta os pilares de um governo até a sua implosão

Ex-agente duplo conta como a CIA promove 'guerras não violentas' para implodir governos

Entre 2004 e 2011, o escritor e professor cubano Raúl Antonio Capote Fernández atuou, a pedido da inteligência cubana, como agente duplo infiltrado na CIA. Raúl Capote foi contatado muito jovem por pessoas ligadas à agência de inteligência norte-americana e convidado a participar de um projeto que pretendia criar uma “oposição de novo tipo” em Cuba, capaz de, após o desaparecimento de Fidel Castro, iniciar uma “revolução suave” que acabasse por derrubar o governo de Havana. A sua missão era formar líderes universitários e criar o projeto “Genesis”, com o objetivo de estabelecer em Cuba a estratégia do “golpe suave”, elaborada por autores como Gene Sharp.
Em entrevista ao Sul21, Raúl Capote conta essa experiência, relata como ela fracassou em Cuba e diz que ela já foi aplicada em países como Venezuela, Irã e Líbia e que segue sendo implementada em diversas regiões do mundo, inclusive no Brasil. “A ideia da guerra não violenta consiste em ir solapando os pilares de um governo até que ele imploda. O objetivo não é fazer com que um governo renuncie. Se isso acontecer, o projeto fracassou. A ideia é que o governo imploda e que isso cause caos. Com o país em caos, é possível recorrer a meios mais extremos”, assinala.
Raúl Capote veio a Porto Alegre a convite da Associação Cultural José Martí/RS para participar de uma série de encontros e debates. Ele mantém o blog El Adversário Cubano, onde conta outros detalhes sobre essa história e sobre outras “guerras não violentas” em curso no planeta.

CONFIRA A ENTREVISTA , SUGESTÃO DE LEITURA DE TARSO GENRO, CLIQUE ABAIXO

24 de out. de 2011

A morte de Kadafi e os gangsters imperialistas

Kadafi foi assassinado para que não fosse levado a nenhum tribunal, onde poderia contar tudo o que sabia sobre as relações entre seu governo e a CIA, o governo e os serviços de inteligência britânicos, Sarkozy e seus “barbudos”, Berlusconi e a máfia, e poderia também lembrar quem são Jibril e Jalil, principais líderes atuais do Conselho Nacional de Transição e, até bem pouco tempo, seus fieis agentes e servidores. O artigo é de Guillermo Almeyra.

Saiu na Carta Maior.
Editado por Eri Santos Castro.
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23 de out. de 2011

Kadafi: africanos condenam Hillary Clinton por fúria assassina*

A principal coordenadora da guerra contra a Líbia, Hillary Clinton, andou pela África pregando abertamente o assassinato de Muamar Kadafi, movimento sem dúvida muito impopular na África e em todo o mundo, como mostram os muitos comentários de leitores.


Em reunião com o Conselho Nacional de Transição, dos “rebeldes” da OTAN, na terça (18), a secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton disse que Washington queria ver o comandante líbio Kadafi “capturado ou morto”[1].

Em comentário à declaração de Clinton que clamou por mais sangue, o professor Paul Sheldon Foote, da California State University, explicou que o governo de Obama realmente crê que esse assassinato seria justificável[2]:

“Os loucos por guerra que há no governo Obama dirão que Kadafi foi ditador e, portanto, seria lícito assassiná-lo. Não esqueçam quem é Hillary Clinton. Em 2008, candidata à presidência, ela ameaçou matar todos os iranianos, homens, mulheres e crianças, e fazer do Irã uma cesta de lixo”.

Para Foote, por trás da visita surpresa de Clinton à Líbia estava o desejo dos EUA de incluir-se entre os “vitoriosos”, para receber também os louros do chamado “sucesso” da OTAN na Líbia.

“Além de terem dito que assassinaram Bin Laden, querem dizer, agora que se inicia a campanha de reeleição de Obama, que conseguiram uma grande ‘vitória’ na Líbia” – disse o professor, falando da California.

E continuou:

“Ainda há muitos combates na Líbia e praticamente tudo que todos ouvimos em todas as televisões e jornais é falso. Estamos ouvindo uma narrativa de propaganda, sobre o que realmente se passa na Líbia”.

Keith Harmon Snow, jornalista investigativo independente e correspondente de guerra, diz que o assassinato de Kadafi foi um “target assassination” [assassinato predefinido, premeditado] e que é ilegal. Disse também que não se pode ter qualquer dúvida de que havia uma agenda oculta por trás da visita aparentemente espontânea, de Hillary Clinton, à Líbia.

“Por que Clinton foi à Líbia? Evidentemente, para dar a impressão, ao público norte-americano, que a Líbia estaria sob controle absoluto dos EUA. Para encobrir as atrocidades e exibir um rosto branco, limpo, sorridente, para esconder a morte e a destruição”.

Seja como for, a julgar pelos comentários, são poucos os que veem Hillary Clinton como rosto limpo. O comentário típico, mais frequente, em inúmeras páginas panafricanas na Internet, é hostil à figura de Clinton e ao que foi fazer na Líbia. Por exemplo, o que aí se vê (inglês corrigido):

“É, Hillary Clinton teve a ousadia de clamar pelo assassinato de um herói da África. Agora, ela que espere para ver quem morre antes, ela ou Kadafi. Ela pediu. Kadafi não é Saddam Hussein nem Osama Bin Laden. Kadafi é herói dos africanos e nosso líder. Sei que ela é um monstro, como Samantha Powell nos disse. Mas, dessa vez, ela foi longe demais. Ela que comece a contar seus dias. A Ummah muçulmana africana já a condenou. Já há uma fatwa. Os africanos nunca a perdoarão. Ela não está vendo o movimento de protesto que está crescendo no Mali”.

O internauta referiu-se ao Mali (“Marcha em apoio a Kafafi no Mali”, com imagens do Mali, ontem, 6ª-feira lá), mas há inúmeros outros movimentos já crescendo em outros pontos da África, nenhum deles noticiado. Não apenas os cidadãos da África estão manifestando sua indignação em postados e em manifestações de massa, como também já há publicações europeias da grande imprensa, que adotaram discurso de resposta veemente (como a publicação russa coletiva, Pravda.ru) contra Clinton.

Em artigo intitulado “A Bruxa Má do Ocidente parte para a Líbia”, Lisa Karpov, que escreve dos EUA, pergunta:

“Será que essa senhora não tem cérebro? Será que não percebe que o que ela diz contra Kadafi é o mesmo que milhões de pessoas, em todo o mundo, dizem dela e de suas falanges de guerra, imundas, genocidas?”[3]

Comentário do blog: A apologia do crime que Hillary Clinton fez na Líbia passará à história. Falou como se não existissem outros direitos humanos, no mundo, além dos direitos dela.
Notas dos tradutores

[1] 21/10/2011, Mathaba, “O leão da África está morto”
[2] Entrevista pela televisão Russia Today
[3] Em Counterinformation

*Título dado pela redação Vermelho
Fonte: Blog Redecastorphoto com informações do Russia Today

14 de set. de 2011

E quem chora as vítimas do imperialismo?




Princípios Editoriais: omitir os assassinatos promovidos pelo imperialismo no mundo, alienação! Ditaduras na América Latina, bloqueio de Cuba, invasões no Afeganistão, Iraque, Líbia e os 63 anos do Holocausto Palestino. Quantos mortos! E a mídia o que diz?

28 de ago. de 2011

A OTAN, A LÍBIA, E A ESPERTEZA DOS TOLOS

O dia 11 de novembro de 1630 foi decisivo para a história da França e da Europa. Nesse dia, em Versailles, um jovem rei, Luís 13, rompeu com a mãe, a Rainha Maria de Médicis, e entregou todo o poder político da França a seu ministro, o Cardeal de Richelieu. Richelieu amanhecera deposto pela Rainha, mas um de seus conselheiros o convenceu a ir até o monarca, e expor-lhe suas razões. Foi uma conversa sem testemunhas. O fato é que Luis 13 teve a atitude que correspondia ao filho de Henrique IV: “entre minha mãe e o Estado, fico com o Estado”.
Ao tomar conhecimento da reviravolta, quando os inimigos do Cardeal festejavam sua derrota, o poeta Guillaume Bautru, futuro Conde de Serrant – um dos fundadores da Academia Francesa, libertino, sedutor, e homem de frases curtas e fortes – resumiu os fatos, ao ridicularizar os açodados: “c’est la journée des dupes”. Em nossa boa língua pátria, “o dia dos tolos”. Ao mesmo tempo em que se vingava da princesa italiana, que o humilhara, Richelieu iniciava uma fase de grandeza da monarquia de seu país que só se encerraria 162 anos depois, com a decapitação de Luís 16.
A história é cheia de jornadas semelhantes. Os planos, por mais bem elaborados sejam, nunca se cumprem exatamente e, na maioria das vezes, se frustram, diante dos caprichosos deuses do inesperado. O caso da Líbia, se o examinarmos com cuidado, está prometendo ser uma operação “des dupes”. Não vai, nesta análise, qualquer juízo moral sobre Khadafi. É certo que se trata de um megalômano, que, tendo chegado ao poder aos 27 anos, provavelmente não estivesse preparado para administrar o êxito que coroou a sua participação na revolta contra outro déspota, o rei Idris. Mas Khadafi não teria sido quem foi, durante 42 anos, se a Europa e os Estados Unidos não tivessem tido atitude sinuosa e incoerente para com o seu regime. Reagan chegou a determinar o ataque aéreo a Trípoli e Bengazi, em 1986, quando uma residência de Khadafi foi atingida e uma sua filha adotiva morreu. Esses ataques, longe de enfraquecer o governante, fortaleceram-no, e desestimularam os poucos inimigos tribais internos.
Os interesses econômicos da Europa, que fazia bons negócios com o dirigente do velho espaço dos beduínos, berberes e tuaregues, ditaram as oscilações da diplomacia diante de Trípoli. A bolsa, sempre pejada e generosa, de Khadafi, favorecia seus entendimentos e os de seus filhos com altos funcionários das chancelarias européias e financiavam festas suntuosas a que eram convidadas as grandes celebridades do show business e dos círculos ociosos da grã-finagem internacional. Enfim, Khadafi fazia o que quase todos fazem. Não é por acaso que Berlusconi sempre o teve como um de seus mais devotados amigos, até que, coerente com seu caráter, somou-se à cruzada contra Trípoli.
Khadafi, por mais insano tenha sido – e todos podiam identificar os sinais de sua mente vacilante – fez um governo de bem-estar social, como nenhum outro da região. Contando com os recursos do petróleo, criou sistema de assistência à saúde que, mesmo restrito aos centros urbanos, tem sido exemplar. Reduziu drasticamente os níveis de mortalidade infantil, possibilitou o tratamento gratuito de toda a população, universalizou a educação, estimulou a agricultura nas raras terras cultiváveis, e fixou salários dignos para os trabalhadores. É certo que se enriqueceu e enriqueceu seus familiares e favoritos, mas os líbios não tinham por que queixar-se de sua política social. Em contrapartida, não admitia qualquer tipo de oposição.
Monsieur Sarkozy, que anda fazendo apostas perigosas com a posteridade, e Cameron, da Grã Bretanha, foram os grandes animadores da intervenção maciça da Otan contra a Líbia. A ocasião era propícia. A Europa se encontra combalida com a crise econômica e o avanço da corrupção está erodindo a coesão de seus povos. O tema é de particular intimidade da França, detentora, na História, dos mais espetaculares escândalos, entre eles o da frustrada construção do Canal do Panamá por uma companhia francesa: a empresa obtivera, mediante propinas a muitos parlamentares, a concessão de uma loteria especial para o financiamento da obra, recolhera investimentos pesados dos homens de negócios europeus e dos poupadores modestos, e quebrou espetacularmente poucos meses depois. Durante muito tempo, “panamá” passou a ser sinônimo, em todas as línguas, de negócios escusos e da corrupção política. Talvez com a única exceção dos tempos de De Gaulle, nunca houve governo na França imune a denúncias de sujeiras semelhantes. A corrupção foi uma das causas da Revolução Francesa.
Quase todos estão saudando a vitória contra Khadafi, mas isso não significa que tenham conquistado a Líbia. São grupos internos de interesses diferentes que se uniram, para livrar-se de um inimigo comum, com o apoio das potências estrangeiras, que bombardearam sistematicamente a população civil - o que, convenhamos, é terrorismo puro. Mas, sempre que as armas se calam, novo e mais complicado conflito se inicia. Quem assumirá o poder? Irão as tribos do deserto, que se relacionam entre elas mediante complexa malha de fidelidade, fundada no parentesco e nas alianças bélicas seculares, unir-se sob um protetorado estrangeiro? É duvidoso.
Há uma questão de fundo, que Sarkozy e Cameron, em seu açodamento, desprezaram. Londres e Paris, pressurosos em aproveitar os episódios dos países árabes, a fim de reocuparem seu domínio colonial, tomando o lugar da Itália na influência sobre a Líbia, esqueceram-se de Israel. Mubarak, do Egito, o principal aliado de Tel-Aviv, e fiel vassalo de Washington, perdeu o poder e corre o risco de perder também a cabeça. Israel tomou a iniciativa de provocar as novas autoridades do Egito ao cometer o ataque fronteiriço, que causou a morte de oficiais daquele país, na pressão para que se feche novamente a passagem aos palestinos. Nada indica que os governos que eventualmente sucedam aos déspotas destituídos no Egito e na Tunísia, e os que possam vir a ser derrubados nas vizinhanças, sejam mais condescendentes com Israel. Até mesmo a Síria é uma incógnita, no caso em que Assad perca o mando. A Itália, acossada pela crise econômica e pela desmoralização de Berlusconi, em lugar da neutralidade, somou-se, na undécima hora, aos agressores.
Os fundamentalistas islâmicos se somam aos que saúdam os movimentos de rebeldia nos países árabes. Por que? A Palestina, por intermédio do Hamas, aplaude o fim de Khadafi. Terá suas razões para isso. E a rede Al Jazeera já está emitindo de Trípoli. Como se queixou Khadafi, a Al-Qaeda não o apoiava.
Enfim, para lembrar o burlador Conde de Serrant, é bem provável que este ano de 2011 fique na história, para o Ocidente, e outros, como o ano dos tolos.

Por Mauro Sntayana, veja aqui. 
Editado por Eri Santos Castro.
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2 de mai. de 2011

Após ataques a embaixadas, ONU anuncia saída da Líbia

As embaixadas britânica, americana e italiana na Líbia foram incendiadas por multidões leais a Muammar Gaddafi, numa reação ao ataque da Otan que matou um filho e netos do ditador.

O clima de caos em Trípoli levou a ONU a retirar às pressas seus funcionários do país. 


Saiu na Folha.
Enviado por Eri Santos Castro.
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4 de abr. de 2011

Entrevista da 2ª: José Luís Fiori, na Folha

Guerra na Líbia faz parte do novo imperialismo

Para o professor da UFRJ José Luís Fiori, a guerra na Líbia faz parte de uma nova corrida imperialista na África, que se aprofundará.

Em entrevista a Eleonora de Lucena, ele diz que direitos humanos são sempre usados para legitimar decisões políticas.
 
Enviado por Eri Santos Castro.
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25 de mar. de 2011

25 de março de 1986 - EUA voltam a bombardear alvos líbios

EUA voltam a atacar a Líbia


Conflito entre EUA e Líbia. Jornal do Brasil: Quarta-feira, 26 de março de 1986.

Aviões e navios da 6ª Frota americana atacaram mais três lanchas-patrulhas da Líbia e, pela segunda vez em dois dias, a base de lançamentos de mísseis na cidade de Sidra. Segundo o Governo americano, a investida foi uma represária ao disparo de seis mísseis Sam-5 contra caças F-14 da 6ª Frota no dia. A Líbia ordenou o estado de alerta em todo país e ameaçou transformar o Mediterrâneo "em um mar de sangue", para dar aos Estados Unidos uma lição pior do que a do Vietnam.

Infográfico Região Líbia.
O então secretário de defesa americano Caspar Weinberger advertiu sobre o prosseguimento das manobras aeronáuticas no Golfo de Sidra, uma vez que a 6ª Frota exercia direito de navegar em águas internacionais.

Muamar Kadhafi, contudo, alegou o pertencimento do Golfo à área de águas territoriais líbias, inflamando ainda mais o conflito. A maior parte dos países da Europa deu apoio cauteloso aos Estados Unidos, sem defender de forma direta a ação americana, mas rechaçando a soberania sobre o Golfo de Sidra, reivindicada por Kadhafi. Contudo, o líder libiano também angariou forte defensores.

A queda de braço EUA x Líbia era travada em plena reverberação do debate sobre a questão da Nicarágua e a disputa entre sandinistas e contra-revolucionários. E o Governo Reagan optava por um confronto direto com Kadhafi, considerado o déspota do norte da África e um dos maiores padrinhos do terrorismo internacional. A opinião mundial, a respeito de Kadhafi, há muito estava formada, e não lhe era favorável. Mas a agressão americana foi como um caminhar para trás. A resposta americana abriu margem para novos argumentos para legitimar a iniciativa de Kadafi.

Se o terrorismo do governante líbio era um desafio à pacificação mundial, a atitude de Ronald Reagan não tinha menor proporção. O alcance do bombardeio de Trípoli sobre o futuro do terrorismo ainda era uma incógnita. Mas o poderio militar americano, lançando-se num combate ao desamparo das leis internacionais e dos próprios estatutos das alianças militares, já causava calafrios na comunidade internacional. A investida norte-americana na capital de um país acolhedor e patrocinador do terrorismo abria precedentes para que qualquer presidente, ao ver-se atingido por crimes de terror, se sentisse no direito ou obrigação de bombardear capitais pelo mundo afora.

No mês seguinte, a investida americana contra a Líbia teria índices ainda mais alarmantes. Essa história estaria longe do fim. E, pelo visto, ainda está.

22 de mar. de 2011

Após saída de Obama, Brasil pede cessar-fogo na Líbia

Nota é divulgada horas após o embarque do americano; China, Índia e Rússia também exigem trégua

Horas depois de o presidente americana, Barack Obama, ter deixado o Brasil - de onde deu a ordem para iniciar as ataques às forças leais ao ditador da Líbia, Muamar Kadafi -, a Itamaraty emitiu ontem uma nota na qual pede um cessar-fogo “no mais breve prazo possível". China, Índia e Rússia, parceiros brasileiros no Bric - que, a exemplo do Brasil, abstiveram-se na votação da ONU que aprovou o uso da força na Líbia -, emitiram mensagens semelhantes, mas o Itamaraty assegurou que não se tratou de uma ação coordenada. Os bombardeios foram retomados ontem. Uma derrota dos rebeldes em Ajdabiya, porém, mostra os limites da ação coalizão, relata Lourival Sant'Anna, enviado especial. No Chile, Obama voltou a dizer que Kadafi tem de sair.


Saiu no Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
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21 de mar. de 2011

Obama ordena ataque à Líbia, em solo brasileiro. Um derespeito ao Brasil


Na sexta (21), aqui no Facebook, alertei para a possibilidade de Obama ordenar o ataque à Líbia, em solo brasileiro. Confirmada minha suspeita. O Brasil é contra o uso da força na Líbia. A atitude do presidente dos EUA foi um ato de derespeito ao Brasil.

20 de mar. de 2011

Mísseis não constroem paz.

Maria do Rosario
por rfalcao13
Brasileiros! Devemos mt nos orgulhar do Brasil ñ ter avalizado resolução sobre Libia. É lamentável. Mísseis não constroem paz.

26 de fev. de 2011

Enquanto isso, no blog do Zé do Dirceu

O ex-chefe da Casa Civil e deputado José Dirceu acusou, em seu blog, a imprensa e os EUA de manobrarem a crise na Líbia para respaldar uma hipotética invasão do país pelos americanos.

Enviado por Eri Santos Castro.
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O horror na cidade livre

Em Benghazi, segunda maior cidade da Líbia, já sob controle rebelde, moradores sentiram na pele as atrocidades cometidas pelo regime ao tentar salvar vítimas enterradas vivas pelos aliados de Kadafi. relata Deborah Berlinck. Os últimos brasileiros embarcaram em navio para deixar o país. 

Saiu em O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro. 
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A dança da morte de Kadaf

Confrontos chegam a Trípoli; EUA suspendem relações com KadafiDitador ameaça armar população para esmagar rebelião, mas filho quer negociar

Forças leais ao ditador Muamar Kadafi abriram fogo contra manifestantes em vários bairros de Trípoli, um dos últimos bastiões do governo, mas moradores relataram que áreas da capital já estão em mãos dos rebeldes. Em discurso, Kadafi mostrou-se disposto a armar a população para resistir ao avanço dos opositores, prometendo transformar a Líbia numa “labareda vermelha”. Seu filho, no entanto, deixou aberta a porta para negociar com rebeldes. Numa ofensiva para deter a ação de Kadafi, os EUA suspenderam as relações com a Líbia, fechando a embaixada no país, e anunciaram que adotarão sanções unilaterais. O Conselho de Segurança da ONU não descarta a intervenção militar.


Saiu em O Globo.
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25 de fev. de 2011

Rebeldes se aproximam de Trípoli; mortos já seriam 2 mil

Forças de oposição a Kadafi tomam cidades estratégicas para
a defesa do ditador; 30 mil fogem da Líbia

Os rebeldes líbios que lutam para derrubar Muamar Kadafi tomaram duas cidades ao oeste de Trípoli, região estratégica para manter o ditador no poder. Mercenários a serviço de Kadafi atacaram nas proximidades da capital e teriam matado pelo menos 90 pessoas, segundo testemunhas. Estrangeiros que já deixaram a Líbia relatam que as forças de Kadafi já fizeram mais de 2 mil vítimas. Em quatro dias, pelo menos 30 mil pessoas escaparam pelas fronteiras terrestres da Líbia. As empresas brasileiras que têm negócios no país retiraram ontem, em segurança, parte dos funcionários. 


Saiu no Estadão, Folha e Agências Internacionais.
Enviado por Eri Santos Castro.
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24 de fev. de 2011

Dois pilotos fugiram com seus caças para Malta

Dois pilotos fugiram com seus caças para Malta, onde pediram asilo. Representantes da Líbia na ONU se demitiram e um deles, Ibrahim Dabashi, afirmou que Kadafi está cometendo genocídio.