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1 de out. de 2014

A receita do filósofo Marcos Nobre para uma reforma política que enterre o ‘pemedebismo’

 
A reforma política virou protagonista nas eleições de 2014. Mais de um ano após as “Jornadas de Junho”, as suas ressonâncias ainda são facilmente sentidas. E as teorias sobre a sua dimensão para a história do Brasil ganham força à medida em que discursos que relembram as reivindicações da época, como o de Luciana Genro (PSOL), recebem mais espaço no debate público.

“Só a sociedade irá fazer com que as reformas necessárias aconteçam”, diz Marcos Nobre, professor de Filosofia da Unicamp e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). “São as pessoas que precisam obrigar o sistema político a mudar, porque, por conta própria, ele não irá fazer isso”, sentenciou.

Para ele, as vozes das ruas podem, a médio prazo, promover uma mudança na homogeneização da classe política, pouco ou nada interessada em estabelecer posições antagônicas e contrastantes para resolver os problemas que se apresentam. A esse comportamento, Nobre deu o nome de “pemedebismo”, uma espécie de cultura conservadora que caracteriza o sistema político brasileiro desde o início do seu processo de redemocratização.

Nesta entrevista – concedida ao jornalista Gustavo Carratte -, o autor do livro “Imobilismo em movimento – Da abertura democrática ao governo Dilma” e do e-book “Choque de democracia – Razões da Revolta” fala sobre os significados de Junho de 2013; o momento em que o PT, apesar de suas notáveis diferenças ideológicas, aceitou entrar no jogo da governabilidade; e os cenários que se apresentam como possíveis em um futuro próximo.

Diário do Centro do Mundo – Por que as manifestações de junho de 2013 foram tão importantes?
Marcos Nobre – Junho de 2013 foi um marco porque, para mim, trata-se do final do processo de redemocratização do Brasil. A partir daquele mês, não está mais em causa a criação das instituições democráticas, como aconteceu na década de 80, nem a consolidação destas instituições, como vinha acontecendo desde meados de 1990. Em junho de 2013, o que passa a estar em questão é como as instituições democráticas do Brasil devem funcionar. Deixa de existir um período de transição, de redemocratização, e começa a haver um processo de aprofundamento desta democracia. É um outro patamar de discussão.

E qual é a dimensão disso, historicamente?
A dimensão histórica é muito grande porque, além de tudo o que pode ser discutido sobre essa nova fase, também é algo inédito. A nossa redemocratização durou cerca de 33 anos, a grosso modo, se levarmos em conta a aprovação da lei do pluripartidarismo, no final de 1979, até as manifestações de 2013. Antes disso, o nosso período democrático não foi mais do que um curto verão, de menos de 20 anos, da Constituição de 1946 até o Golpe Militar de 1964. Não houve sequer tempo de consolidar a democracia, de deixá-la se estabelecer devidamente. Quer dizer, pela primeira vez nós temos mais de três décadas de democracia – ainda pouco democrática, mas ainda assim uma democracia – e, mais do que isso, o seu aprofundamento. As Revoltas de Junho iniciam um longo ciclo na história deste país.

A maior parte de sua explicação para essa “nova fase democrática”, certamente, está na maior conscientização da população. A falta de unidade que passou a existir nas manifestações após poucos dias de seu início – não apenas com a multiplicação de pautas, mas às vezes até com a ausência delas em alguns protestos – não enfraquece essa teoria?
Realmente, a proporção que as manifestações tomaram não teve ligação direta com o estopim, que foram as ações do Movimento Passe Livre e, em algumas cidades, os protestos contra os gastos da Copa. Mas, por outro lado, existe um traço de união entre todas as reivindicações, que é justamente a rejeição à maneira como funciona o sistema político no Brasil. Isso não transforma as Revoltas de Junho em uma unidade clara e bem definida, mas é um elemento importante, que fornece algum traço de união a tudo o que aconteceu. É daí que nasce a ideia de fim do processo de redemocratização do país.

Até o dia 13, o apoio às manifestações ainda não era majoritário na população. A partir dali, quando ocorreu o ápice da repressão policial, a mídia tradicional não conseguiu mais insistir no discurso de que quem estava nas ruas eram apenas vândalos tentando destruir o patrimônio público. O que explica essa mudança de comportamento repentina, e qual foi o papel disso para que o movimento crescesse tanto?
Eu penso que o que aconteceu ali não foi uma simples “mudança tática”, de criticar a repressão por ter tido repórteres que a sofreram na pele ou de tirar proveito eleitoral daquilo. Foi muito mais profundo do que isso. Naquele momento, ficou claro para a grande mídia tradicional que, ao longo dos anos 2000, houve uma revolução que tem como consequência natural a queda do monopólio na hora de formar a opinião da população. Antes as pessoas tinham a oportunidade de ser contra ou a favor determinada reportagem, mas agora, com a internet, elas têm não apenas uma série de fontes de informação alternativas, mas também o poder de debater publicamente, com blogs próprios, redes sociais, janelas de comentários e tudo mais. Isso traz uma mentalidade democrática, uma maneira de ver o debate político, que até então não existia. Os veículos que compõem a mídia tradicional continuam importantes, mas agora são “um” elemento, e não mais “o” elemento.

E a repressão policial?
Foi um fator muito relevante, porque a polícia é o último braço do sistema político. O pensamento é mais ou menos assim: “A gente já se sente impotente para modificar, de fato, a estrutura política, e aí quando são feitas manifestações absolutamente legítimas, que reclamam dos preços abusivos do transporte público por uma péssima qualidade de serviço, vocês ainda mandam a polícia?”. Então aí eclode mesmo, porque o grau de desfaçatez já passa a ser inaceitável. A polícia entrou na agenda deste país e, enquanto não se tornar mais democrática, não vai sair. A polícia precisa ter clareza de que a sua concepção não é bélica, e que está ali para proteger os direitos das pessoas, não para tirá-los delas em nome do “combate ao crime”.

Essa sensação de impotência perante o sistema político nasce da sua conjuntura atual, por você chamada de “pemedebismo”?
Nem tão atual assim. Na época do impeachment do Collor, em 1992, o sistema político criou a explicação de que aquilo aconteceu não porque “ele não tinha apoio no Congresso”, mas porque “ele não tinha uma supermaioria” – superblocos parlamentares, gigantescos, o que também pode ser interpretado como a segunda figura do Centrão, da década anterior. A grande mídia teve um papel decisivo para convencer a sociedade de que aquela explicação era plausível, e assim, evidentemente, cria-se uma enorme pasteurização do sistema político.

Quais são as características fundamentais do pemedebismo?
São muitas, mas a principal delas é o acordo da governabilidade. Quem está no poder, se não quiser ser alvo de um monte de cotoveladas durante o trajeto que irá percorrer para aprovar uma proposta qualquer, precisa ter uma supermaioria a seu favor. Esse enorme bloco acaba por reproduzir os seus grupos e as suas máquinas dentro do Estado, e aí o projeto de blindar o sistema político contra a sociedade é alcançado.

O pemedebismo não é a flexibilização ideológica, então, mas a quase ausência de qualquer ideologia em prol de um sistema político longe do alcance da sociedade?
A impressão é que sim. Prefiro me referir a isso como “condomínio pemedebista”, porque “presidencialismo de coalização” passa a ideia de que realmente há partidos que se unem por um objetivo comum, e não é isso o que acontece. O PP (Partido Progressista), por exemplo, que é um ordeiro do partido que sustentou a Ditadura Militar, está no atual condomínio do governo. Quer dizer, que país é esse?

Hoje, não há uma real oposição para o governo federal?
Ela existe, é claro. Residualmente existem membros que fazem oposição ideológica. Mas o que quero dizer é que, na imensa maioria do bloco de oposição, não há a vontade de mudar o sistema político. O que existe, apenas, é a vontade de se tornar o síndico da vez deste enorme condomínio. As manifestações de junho, embora tenham tido alguma generalização abstrata – do tipo “somos a favor da saúde, da educação, da segurança, da paz e da felicidade no mundo” – podem trazer a médio prazo uma mudança nesta homogeneização da classe política. Talvez fique claro que há a necessidade de posições antagônicas e contrastantes para resolver os problemas que as pessoas colocaram nas ruas.

Quando Lula assumiu, pelo menos, essa situação era diferente. O que aconteceu no meio do caminho para o PT aceitar esse jogo?
O Mensalão – que é a contraprova do que estou querendo dizer a respeito deste acordo de governabilidade. Quando Lula assume, passa a existir o primeiro governo de minoria desde o Collor. E ele está lá, negociando, aprovando a reforma da previdência com o apoio da oposição, passando uma outra lei qualquer com o apoio da oposição, e assim vai. Quando o Mensalão aparece, o fantasma do impeachment vem junto. Naquele instante é decidida a adesão ao acordo de governabilidade, até então veementemente recusado, apesar das pressões constantes de todos os lados.

O PT falhou nesta tarefa de reformar o sistema político, ou ainda é cedo para dizer?
Ele foi eleito, basicamente, com duas missões: a primeira era essa, de reformar radicalmente o sistema político; e a segunda era diminuir as desigualdades sociais do país. Depois do Mensalão, o PT virou-se para a parcela organizada da sociedade que o apoiava e disse: “Olha, não é possível fazer as duas coisas. Eu vou ter de fazer um pacto com esse sistema político tal qual ele funciona, para, assim, poder diminuir a desigualdade”. E assim o fez.

A reforma política é viável?
Quando se fala em reforma política no Brasil, está se falando em reforma eleitoral. Talvez melhore um pouco, mas mudar a forma de eleição não é algo que irá reestruturar, de fato, todo o sistema. Por que são necessários 400 deputados para governar? Por que são necessários 60 senadores? Nem vou discutir o número de ministérios – porque podem ter 50, desde que eles funcionem -, mas atualmente só existem 39 porque você tem uma base de apoio gigantesca e precisa acomodar a todos. Para existir uma reforma verdadeira, o que precisa acabar é a cultura da supermaioria. E só a sociedade irá fazer com que essas reformas aconteçam. As pessoas precisam obrigar o sistema político a mudar, porque, por conta própria, ele não irá fazer isso.

Em que medida a transição suave que o Brasil teve entre a ditadura e o início do seu processo de redemocratização influencia o pemedebismo de hoje?
A ligação entre essas duas coisas é total. Após a ditadura, a forma que o conservadorismo encontrou para promover uma transição lenta e paquidérmica foi o progressismo, com aquela “união de todos que eram contra a ditadura e a favor da democracia” – e neste grupo estão, inclusive, aqueles que apoiavam a ditadura até pouco antes do barco afundar, que saíram com ele já naufragando. Hoje, temos a segunda figura desta unidade forçada. São maneiras de controlar a democratização da sociedade. É o conservadorismo em sua versão democrática.

Quais são os cenários que se apresentam como alternativas ao pemedebismo?
Acredito que há dois caminhos possíveis. O primeiro aconteceria se o sistema político conseguisse pelo menos se repolarizar, voltando a ter situação e oposição devido aos seus posicionamentos ideológicos, assim como era durante o governo FHC, com o PT e seus aliados históricos fazendo oposição e deixando isso claro a todo instante. Essa opção não teria força para reformar o cenário radicalmente, mas já seria alguma coisa. E o segundo, um pouco mais próximo do que seremos quando passarmos pela reforma, seria com plataformas políticas que não fossem baseadas na produção de supermaiorias. É possível ter uma maioria, simplesmente, e por meio desta maioria, formada por motivos ideológicos, tentar transformar o país com embates de verdade.

É possível imaginar que, em vez de aceitar a necessária e clamada reforma, o sistema político encontre uma nova maneira de suavizar essas mudanças, mantendo as suas estruturas intactas?
É possível. Daqui a dez anos, em uma nova conversa, talvez o assunto seja uma terceira figura do conservadorismo em tempos democráticos. Não acho que seja isso, mas é uma possibilidade. O que espero é que o pemedebismo seja característico da redemocratização, e que ele tenha ficado para trás. O Brasil precisa de uma revolução do que é o seu sistema político, e não de uma mutação do que ele é hoje.

Enviado por Eri Santos Castro.
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18 de ago. de 2014

Imperdível- Eduardo Campos, no que seria o seu 1º programa eleitoral, manda Sarney pra...


Eri Castro compartilhou o vídeo de Sandro Jardim.

IMPERDÍVEL- EDUARDO CAMPOS MANDA SARNEY PRA...
Vejam aquele que seria o primeiro programa do Eduardo Campos e responda-me se era ou não uma boa alternativa. Confesso que fiquei emocionado!

Reproduzir o vídeo

13 de mai. de 2014

Depois do engodo da fábrica dos chineses de Rosário, em 2010 o grupo Sarney-Lobão gasta R$ 1,6 bilhões na refinaria de Bacabeira e não sai do papel

Em 2010, a pressa na visibilidade da Refinaria Premium I no MA para ajudar na eleição de Lobão e Roseana causou prejuízo de R$ 84 milhões, segundo o TCU. Quatro anos e R$ 1,6 bilhão depois, e a obra não saiu do papel. Com a candidatura do filho do ministro ao Governo, mais promessas e mais prejuízos virão. http://goo.gl/6Tqlkg

22 de abr. de 2014

As amazonicas diferenças entre o Gabriel Garcia Márques e o direitista José Sarney

“Gabriel García Márquez foi o intelectual mais comprometido da nossa época. Durante toda a sua vida foi um ativista político engajado com a América Latina, sempre solidário ao povo latino-americano e à Revolução Cubana”. Já o 'estadista' José Sarney...era o presidente do partido da ditadura.

19 de abr. de 2014

50 anos do golpe de 1964: conhecer para não repetir

SECRETARIA MUNICIPAL DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO REALIZA, APOIA E DIVULGA ATIVIDADES PARA O CINQUENTENÁRIO DO GOLPE DE 1964

O objetivo é estimular a reflexão sobre o período da ditadura no Brasil e as suas implicações nos dias atuais.

Em 2014, completam-se 50 anos do golpe de Estado de 1º de abril de 1964, responsável por instalar no País uma ditadura civil-militar que se estendeu por mais de 20 anos. Um período severamente marcado pelo autoritarismo e por graves violações aos direitos humanos, que até hoje não foram totalmente reveladas. Neste ano também são comemorados os 35 anos da Lei de Anistia e os 30 anos da campanha Diretas Já!, que compuseram a caminhada de enfrentamento ao regime ditatorial, formalmente encerrado em 1985.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) da prefeitura de São Paulo realiza uma série de atividades no marco do cinquentenário, a fim de estimular a reflexão sobre esse período de exceção e suas implicações nos dias atuais. Para Carla Borges, coordenadora de Políticas pelo Direito à Memória e à Verdade da SMDHC, o debate e a reflexão estabelecem um cenário de promoção da democracia: “Relembrar os 50 anos do golpe de 1964 é fundamental para conhecermos mais sobre esse período da nossa história e também uma oportunidade para refletirmos sobre seus impactos em nossa democracia ainda incipiente dos dias atuais. Por isso, todas as atividades da nossa programação trazem como pano de fundo o debate sobre o direito à memória e à verdade ontem e hoje”.
Além de reunir as atividades realizadas e apoiadas pela Secretaria, este site pretende ser um calendário unificado de ações da sociedade civil relacionadas ao marco. Se quiser ter a sua atividade divulgada aqui, escreva para memoriaeverdade@prefeitura.sp.gov.br.

18 de abr. de 2014

Não acendeu o sinal amarelo...acendeu o vermelho: Desaprovação a Dilma sobe de 43% para 48%, segundo Datafolha


E tendência é piorar. A associação dos nomes Sarney/Lobão/Collor/Maluf/ Jader Barbalho acrescenta 'x' e retira '4x'.O PT tem que abandonar essas alianças com a direita fisiológica e patrimonialista, sob pena de ser excluído ainda neste ano positivamente do imaginário popular brasileiro.

A desaprovação à maneira de governar da presidente Dilma Rousseff subiu de 43 por cento em março para 48 por cento em abril, enquanto a avaliação positiva do governo passou de 36 por cento para 34 por cento, de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira.

O levantamento, publicado pelo portal de notícias G1, aponta também que a aprovação à maneira de governar de Dilma caiu de 51 por cento para 47 por cento. Desde dezembro de 2013, a aprovação ao governo Dilma caiu 9 pontos, de acordo com o G1, passando de 43 por cento para os atuais 34 por cento.

Saiu em  O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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9 de abr. de 2014

Sarney bem que tetou, mas não pode ser candidato ao senado pelo Maranhão

A cada dez ligações que recebo, onze são para perguntar se o senador José Sarney pode ser candidato pelo Maranhão em 2014. Tenho respondido que, se rasgarem a Constituição e o Código Eleitoral, pode. Ele é inelegível (parentesco) e não tem domicílio no Maranhão desde outubro.

1 de abr. de 2014

'MATARAM O ESTUDANTE EDSON LUÍS! PODIA SER SEU FILHO!'

'MORREU UM ESTUDANTE! PODIA SER SEU FILHO!'
Há exatos 46 anos, no dia 28 de março de 1968, morria no Rio de Janeiro o jovem Edson Luis, aos 18 anos, com um tiro no peito à queima roupa.
Edson Luis é uma das vítimas mais emblemáticas da ditadura civil militar instaurada pelo golpe de 1964.
Nascido em uma família pobre no Pará, o menino Edson veio para o Rio de Janeiro fazer o segundo grau no Instituto Cooperativo de Ensino.
Naquele dia, os estudantes secundaristas armaram uma manifestação relâmpago para contestar o aumento do preço no restaurante Calabouço, no Centro.
Reprimidos com violência, os jovens revidaram com paus e pedras e, em maior número, forçaram o recuo policial.
O revide foi brutal e absolutamente desproporcional. Tiros foram disparados na direção da multidão de estudantes. Os policiais invadiram o restaurante e Edson foi baleado de perto pelo comandante da tropa da PM. Morreu na hora.
Os estudantes conseguiram evitar na marra que os policiais levassem o corpo. Carregaram Edson Luis em passeata até a Assembleia Legislativa, onde foi velado.
Naquele dia, pelo menos mais seis garotos ficaram feridos. Um deles, Benedito Frazão Dutra, morreu mais tarde, no Hospital Souza Aguiar.
Nos dias seguintes, por todo o Brasil estouraram manifestações de estudantes.
No Rio, no dia do enterro, os cinemas da Cinelândia amanheceram anunciando três filmes: A noite dos Generais, À queima roupa e Coração de Luto.
Centenas de cartazes foram colados na Cinelândia com frases como "Bala mata fome?", "Os velhos no poder, os jovens no caixão" e "Mataram um estudante. E se fosse seu filho?".
Na semana seguinte, no dia 4 de abril, a missa de sétimo dia de Edson Luis ficou marcada pela comoção e pela repressão violenta da cavalaria da PM.
A morte de Edson Luis inicia uma escalada de manifestações populares questionando o regime durante o ano de 1968.
A mobilização serviu de pretexto para a instauração do chamado Ato Institucional número 5, que fechou o Congresso, suspendeu direitos e consolidou a ditadura.
Se vivo, Edson Luis seria um senhor de 64 anos. Muito provavelmente teria filhos e netos.
Mas jamais deixaremos que sua morte precoce tenha sido em vão. Hoje lembramos sua memória, para que nunca mais aconteça.
Edson Luis, presente!

Drª Clay Lago lança nota condenando impunidade dos torturadores da ditadura militar

NOTA SOBRE OS 50 ANOS DO GOLPE DE 1964
1. O INSTITUTO JACKSON LAGO, na oportunidade que o Golpe de 31 de março de 1964 completa 50 anos, manifesta sua irrestrita defesa da democracia e da república como as formas mais avançadas inventadas até hoje para a mediação política dos conflitos e necessidades humanas em sociedade.
2. A Ditadura Militar de 1964, transcorridas mais de duas décadas desde a redemocratização de 1985, legou-nos um desafio permanente – convencer as atuais gerações e as gerações vindouras de que é pela convivência entre diferentes que chegamos a patamares civilizacionais superiores, nunca pela supressão do outro e menos ainda pela imposição de um pensamento único, à direita ou à esquerda.
3. Esse desafio se torna mais complexo em um contexto de fragilidade das instituições políticas e judiciais, corrupção dos agentes públicos, patrimonialismo, prevalência de oligarquias, péssimos serviços públicos e cidadania em restrição apesar dos protestos generalizados.
4. A proliferação de um pensamento conservador entre as gerações mais novas, fazendo-as ignorar a violência, a censura, os assassinatos, estupros e desaparecimentos ocorridos durante a Ditadura Militar de 1964, aponta que tanto as organizações da sociedade civil, quanto às instituições de ensino, não têm conseguido exercer um papel de educação política.
5. O INSTITUTO JACKSON LAGO, atento a esse desafio, desenvolve em suas atividades programáticas um trabalho permanente de educação política tendo como princípio norteador, a defesa da democracia, dos valores e das práticas democráticas. Entendemos que esse é o caminho mais fecundo a seguir, sempre.

São Luís, 31 de março de 2014.
Clay Lago
Presidente do Instituto Jackson Lago

É desespero...Roseana Sarney manda prender ex-comandante da PM do governo Jackson Lago

Barbárie...

O coração valente do Cel. Melo terá a devida reação do movimento paredista

Confirmada a prisão ilegal do ex-comandante da briosa Polícia militar do Maranhão Cel. Francisco Melo da Silva. Eis mais um ato de autoritarismo de Roseana Sarney, no dia de luto, quando da passagem dos 50 anos da ditadura militar.
Movimento grevista e entidades da sociedade civil vai reagir à prisão do Cel. Melo.

Sarney muda de opinião sobre o golpe militar de 1964: o Camaleão em pessoa


e23 Sarney muda de opinião sobre o golpe militar de 1964
Encerrando a série sobre os 50 anos do Golpe Militar de 1964 e a participação de José Sarney neste período, o site “Maranhão da Gente”traz dois artigos publicados pelo senador em épocas distintas. Um em 1984, quando a ditadura militar completava vinte anos e ele escreveu artigo elogiando a ” Revolução de 1964″  Outro é um artigo do site UOL no qual Sarney, atualmente aliado da presidenta Dilma, uma ex-militante da luta contra a ditadura afirma que o pior que pode ter acontecido ao pais foi o militares terem chegado ao poder político.
ARTIGO ESCRITO POR SARNEY  1984 ONDE SARNEY ELOGIA AS CONQUISTAS DA  REVOLUÇÃO
ARTIGO 1984 Sarney muda de opinião sobre o golpe militar de 1964

TRECHOS DE ARTIGO ESCRITO EM 2014 PARA O SITE UOL ONDE SARNEY DIZ QUE MILITARES NÃO DEVERIAM TER FICADO COM O PODER POLITICO EM 1964

artigo Sarney muda de opinião sobre o golpe militar de 1964

artigo 2 Sarney muda de opinião sobre o golpe militar de 1964

Com Maranhão da Gente, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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24 de mar. de 2014

PT do Amapá não faz aliança com Sarney e a vice-governadora Dora Nascimento será candidata ao Senado

tn 311 600 sarney 0202treze PT age para tomar vaga de José Sarney no Senado
O PT nacional finge contrariedade, mas nada faz para impedir o PT-AP de lançar Dora Nascimento contra José Sarney (PMDB) ao Senado, em outubro. Pior: integrando a chapa do atual governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), arqui-inimigo do ex-presidente. A estratégia do PT, definida pelo ex-presidente Lula, é “atropelar” aliados para lhes tomar as vagas, nem que entre eles estejam figuras como José Sarney.
Na última eleição do senador José Sarney ganhou com menos de 2% de diferença uma disputa apertada a com deputada estadual Cristina Almeida (PSB). Agora, o PT acha que pode eleger Dora Nascimento contra Sarney.
Enviado por Eri Santos Castro.
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9 de mar. de 2014

NOTA PÚBLICA DO DRº IGOR LAGO: "SOBRE O FASCISMO DE QUINTA CATEGORIA"

Nota do Jornal Pessoal Eri Castro- 
Todos contra os cupins. Afinal, não podemos dar sorte ao AZAR!
Wellington, Drª Kley Lago, Igor lago e a deputada Eliziane Gama.

A ação dos cupins é lenta, persistente, eficaz e de difícil enfrentamento, a despeito das inúmeras evidências. Há quase 50 anos o grupo político do senador Sarney, que sempre teve o cuidado de estar bem localizado nas proximidades dos cofres públicos, ataca sem misericórdia o Maranhão. Neste ano, teremos uma enorme possibilidade de iniciarmos um outro ciclo político em nosso Estado. 

Tive a oportunidade de entrevistar o cardiologista Igor Lago, no início de 2013, nas companhias de Roberto Rocha e do jornalista Luis Pedro. Num eventual segundo turno, o legado do Drº Jackson Lago estará somando com quem estiver com a bandeira das oposições contra os cupins que atormentam o Maranhão.

É desnecessário a autocomiseração entre nós das oposições. Precisamos construir permanentemente pontes para o entendimento e não destruí-las. Todos sabemos dada vida reta e correta de Igor. Não compartilho e nem acredito que tal iniciativa de denegrir a sua imagem tenha partido de alguém próximo do pré-candidato Flávio Dino. Estaremos todos juntos num eventual segundo turno nas eleições de governador de 2014.

Em recente conversa com a Direção Nacional do PPS, o médico Igor Lago, numa eventual impossibilidade e/ou desistência da pré-candidata ao governo do Maranhão Eliziane Gama, irá se colocar a disposição do partido para o cumprimento dessa tarefa. Portanto,  calma e prudência de todos nós são elementos constituintes da nossa necessária unidade. 

Uma guerra de secessão, separando o que já é unido por natureza, estimula e dar fôlego aos 'carnificinos' cupins. Não daremos sorte ao AZAR. Não poderia deixar de publicar a resposta de Igor a uma tentativa de associá-lo aos cupins. Quem o atacou, inconscientemente, está a serviço dos mesmos cupins.


Por respeito à opinião pública e a aqueles que são pela renovação verdadeira da política, pela transparência e pela ética em todas as circunstâncias da vida,  faço as seguintes considerações sobre matéria encomendada dos auxiliares do fascismo de quinta categoria no Maranhão: 

1. Jamais dei entrevista exclusiva ao jornal "O Estado do Maranhão". Mas aqueles que lidam com a informação poderiam se lembrar que o ainda juiz federal Flávio Dino, em 2004, já teve o "prestigiado" espaço de página inteira quando tentou viabilizar a sua candidatura a prefeito de São Luis com o apoio dos Sarneys e do Lula, o que veio a acontecer nas eleições para prefeito de São Luis em 2008;

2. Quem atinge a imagem de qualquer partido político é quem, ao ocupar cargos administrativos ou mandatos eletivos, os usa em benefício próprio, em vez de servir à sociedade. Quando presidente do PDT do Maranhão ajudei a reorganizá-lo sob o legado de papai, apesar de todas as sabotagens dos que se encontram apadrinhados pelos donos nacionais do partido. Ao contrário, lutei até o fim por sua refundação, uma vez que se desfigurou e virou espaço da politicalha, do fisiologismo,  balcão de negócios e partícipe de escândalos que não param de vir à tona para decepção dos verdadeiros trabalhistas;

3. Em todos os textos que escrevo está clara a minha posição política alternativa às duas forças que se digladiam no estado, o sarneísmo e os seus dissidentes reinaldo-dinistas. Ambos, duas caras da mesma moeda, pensam e fazem a "realpolitik", a luta pelo poder e nada mais. Além dessa posição, procuro manter-me distante daqueles que usam a política como "escala social" e carregam processos nas justiças estadual e federal por atos de corrupção e/ou de improbidade administrativa;

4. Quanto à minha vida profissional, sou médico concursado funcionário público federal licenciado por motivo de doutorado, e médico concursado funcionário público estadual no interior do estado de São Paulo onde resido. Trabalho, ainda, na cidade de Imperatriz, desde julho de 2006, como médico de uma empresa da qual sou sócio minoritário (proprietário de 10% de suas cotas) que presta serviço de alta complexidade na área de cardiologia e recebo meus honorários médicos, como os demais colegas. Nunca fui administrador nem diretor clínico da empresa que presta seus serviços de forma legítima, assim como nunca tive sinecuras ou cargos públicos em prefeitura de São Luis, governo do Maranhão ou orgãos e autarquias federais. (Ah! Jamais fui dono de hospital em lugar nenhum, seja em Fortaleza, Ribeirão Preto ou Imperatriz, como espalham por aí);

5. Este serviço, por ser o único de Imperatriz e região, além de ter contratos com convênios e seguros de saúde, tem, desde 2006, contrato com a secretaria de saúde do estado, para realização de exames diagnósticos e terapêuticos pelo SUS, o que vem sendo feito nos governos José Reinaldo, Jackson Lago e Roseana Sarney e com os secretários de saúde Dra. Helena Duailibe, Dr. Edmundo Gomes e o atual Sr. Ricardo Murad, o que pode ser confirmado no Diário Oficial do Estado do Maranhão.

O "modus operandi" do fascismo sempre foi o de atingir, por todos os meios, os adversários e discordantes. Mussolini e Hitler foram antônimos da tolerância política. Stalin e o atual chefete gordinho da Coréia do Norte idem. E estamos assistindo no Brasil situações semelhantes como, por exemplo, o uso da mídia virtual para publicar matérias pseudojornalísticas com o único objetivo de atingir as pessoas sem sequer fazer uma investigação da informação, ouvir as partes envolvidas, saber profundamente dos fatos.

Expor o pensamento político com argumentação política, e não pessoal,   é o que todos devemos fazer. Infelizmente, em sua grande maioria, as instituições brasileiras e maranhenses, assim como os seus atores estão vulgarizados. No Maranhão, os atuais baluartes de uma determinada oposição criaram uma rede virtual para caluniar e inibir a todos que não compartem de suas ideias e práticas políticas. Sob o véu de um antisarneísmo (logo eles!) usam o vale tudo contra todos os que discordam e se opõem aos seus pontos de vista. Fico a imaginar do que seriam capazes se chegarem ao governo do estado. Oxalá que tenhamos alternativa!

Mas, acredito que o povo é maior. E, mentira, como diz o ditado popular, tem pernas curtas.

Igor Lago, 08 de março de 2014.