Com novo nome e sem subsídios para famílias de baixa renda, programa habitacional praticamente chega ao fim; o governo interino de Michel Temer (PMDB) decidiu acabar com os subsídios concedidos aos mutuários mais pobres do Minha Casa Minha Vida; o programa deixará de receber recursos do Tesouro Nacional, para subsidiar as famílias enquadradas na faixa 1 (renda de até R$ 1.800) e na faixa 2 (até R$ 3.600); além disso, o programa, uma das marcas dos governos Lula e Dilma, mudará de nome; a terceira etapa do Minha Casa está sendo totalmente reformulada pelo Ministério das Cidades e deverá ser relançada com uma meta menor, de até 1,5 milhão de unidades nos próximos três anos, metade do que foi prometido pela presidente Dilma Rousseff em 2014; o "relançamento" do programa, como política habitacional do governo Temer, só ocorrerá se o afastamento definitivo da presidente for aprovado pelo Senado, para evitar atritos com parlamentares; a senadora Gleisi Hoffmann (PT) criticou o corte no programa: "O subsídio é a essência do programa. Além de retirar das pessoas o acesso à moradia será um desserviço ao desenvolvimento da economia local. O programa gera milhares de empregos. É para isso que está servindo o impeachment."
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30 de mai. de 2016
29 de dez. de 2015
Uma crítica ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Por que não existem espaços para o trabalho,educação, cultura e lazer
O Minha Casa Minha Vida é um crime contra o futuro. Esses conjuntos imensos e homogêneos, afastados de alternativas de trabalho, cultura e lazer, construídos com material de quinta categoria, vão nos legar milhares de famílias em áreas deprimidas, entregues ao desemprego crônico e todo tipo de bandidagem. Quem viu Cidade de Deus sabe do que falo. O Minha Casa... é muito pior que o programa habitacional da ditadura. O urbanismo contemporâneo não admite mais esses campos de concentração. Em vez de fazer reforma urbana e buscar alternativas criativas, com participação das pessoas, o PT optou por um mega-acordo com as empreiteiras, financiadoras de campanhas, usando a necessidade de moradias como pretexto. Vergonha.
3 de ago. de 2015
Dilma reiterou que a 3ª Etapa #MinhaCasaMinhaVida terá 3 milhões de unidades
IMPORTANTE INICIATIVA
A presidenta Dilma já garantiu: o #MinhaCasaMinhaVida não vai acabar!
Ontem (31), ela reiterou que a terceira etapa do programa terá três milhões de residências para a população de baixa renda.
Leia mais na Agência #PT de Notícias http://goo.gl/NhEeU2
A presidenta Dilma já garantiu: o #MinhaCasaMinhaVida não vai acabar!
Ontem (31), ela reiterou que a terceira etapa do programa terá três milhões de residências para a população de baixa renda.
Leia mais na Agência #PT de Notícias http://goo.gl/NhEeU2
7 de dez. de 2014
Prefeitura convoca sorteados no “Minha Casa, Minha Vida” para assinatura de contratos
A Prefeitura de São Luís convoca os sorteados no programa “Minha Casa, Minha Vida” para assinatura dos contratos dos Residenciais Piancó VII e VIII no próximo dia 15, às 9h, na escola municipal do Piancó. Esta é a última etapa para a entrega dos empreendimentos aos futuros moradores. O procedimento está sendo coordenado através da Secretaria da Criança e Assistência Social (Semcas).
“O prefeito Edivaldo pediu para a Semcas dar prioridade a esse processo de entrega. Essas pessoas foram sorteadas nos anos de 2011 e 2012 e já passaram por todas as etapas do processo”, destacou a titular da Semcas, Andréia Lauande.
Ela explicou que, para a assinatura do contrato, os sorteados deverão apresentar documento de identificação, CPF e o documento de vistoria entregue pela construtora. Para as pessoas casadas ou em situação de união estável, é preciso que o companheiro ou companheira também esteja presente para assinatura do contrato.
A titular da Semcas lembrou que o trabalho na área de habitação envolve a Secretaria de Urbanismo e Habitação (Semurh) e que o Município tem alcançado um resultado positivo. “O programa Minha Casa Minha Vida tem avançado muito em São Luís, os próximos endereços sorteados serão para os Residenciais da Ribeira, Santo Antônio e Luís Bacelar, totalizando mais de 4 mil novos endereços”, disse.
Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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6 de jul. de 2014
Dilma lança a 3ª etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida com meta de distribuir 3 milhões de habitações
A
presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta quinta (3), em Brasília, a
terceira etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida, com meta de
distribuir mais 3 milhões de unidades habitacionais. A primeira etapa do
programa, criado em 2009, distribuiu 1 milhão e a segunda entregará,
até o final deste ano, um total de 2,75 milhões.
14 de jun. de 2014
Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto consegue mobilizar mais de 10 mil pessoas no Itaquerão e provoca mudanças no "Minha Casa, Minha Vida"população de baixa renda
Os
resultados das negociações superaram as expectativas. O Movimento dos
Trabalhadores Sem-Teto, que conseguiu mobilizar 12 mil pessoas na porta
do Itaquerão, assegurou uma mudança na concepção do Minha Casa, Minha
Vida, o maior programa habitacional da história do país.
Acordo vai materializar mais centenas de milhares de unidades habitacionais para a população de baixa renda.
Acordo vai materializar mais centenas de milhares de unidades habitacionais para a população de baixa renda.
20 de abr. de 2014
Prefeitura anuncia construção de cinco mil moradias com parceria com o Governo Federal
Para o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, a construção representa uma conquista da administração municipal. “Não podemos perder as oportunidades que as parcerias com o governo federal propiciam. Podemos dizer que temos hoje o maior programa habitacional da história de nossa cidade. Muitos outros sorteios de casas e apartamentos ainda virão. Nossa meta é oferecer equipamentos urbanos, como escolas e hospitais, que garantam a qualidade de vida. É isso que motiva a nossa gestão”, declarou.
Para garantir o bem estar dos moradores e atender à população dos novos conjuntos habitacionais, a Prefeitura garantiu a instalação de equipamentos públicos comunitários de educação, saúde e lazer. Com as construções, estima-se que 24 mil pessoas sejam beneficiadas. As obras têm início na semana que vem e estão previstas para entrega no final de 2015.
As medidas de incremento com equipamentos urbanos obedecem ao novo padrão estipulado em portaria do Ministério das Cidades, a de número 168, que atende ao princípio de habitabilidade. Por ele, é assegurada maior infraestrutura e qualidade de vida, contemplando elementos modernos da construção civil que respeitam a promoção de dignidade e sociabilidade estabelecidos no “Minha Casa, Minha Vida”.
No Residencial Mato Grosso, com três mil casas, os moradores serão contemplados com a construção de quatro creches e pré-escola, além de unidade básica de saúde, posto policial, escola de nível fundamental e espaço para feira livre. Já a população habitacional do Morada do Sol, com 2.176 casas, disporá de duas escolas de nível fundamental, duas creches e pré-escola, além de uma unidade básica de saúde.
Reconhecendo a importância de espaços públicos que garantam convivência e recreação para seus usuários, a Prefeitura assegurou ainda a construção de praças em ambos os residenciais. Além de área verde, o espaço contará com equipamentos poliesportivos e desempenhará um importante papel como espaço de uso coletivo.
O secretário de Urbanismo e Habitação, Diogo Lima, destaca a relevância dos empreendimentos para a cidade e enfatiza que, na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o programa obteve grandes avanços. “A construção dos conjuntos habitacionais movimenta a nossa economia, gerando oportunidades de emprego e oferecendo qualidade de vida à população de baixa renda. No ano de 2013, foram contratadas mais unidades habitacionais que nos últimos quatro anos anteriores”, declarou o secretário.
Nas novas unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, as pessoas com deficiência terão mais qualidade de vida e comodidade. Além da necessidade dos equipamentos comunitários, a presidente Dilma Rousseff determinou que 3% das casas e apartamentos construídos sejam adaptados para pessoas com deficiência e que as demais unidades possam sofrer adequações.
Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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4 de abr. de 2014
A política habitacional na Venezuela: construir 'Minha casa,minha vida"-moradia popular nos melhores bairros, os bairros da burguesia
Caracas: Projeto habitacional leva chavistas a ocupar reduto oposicionista
Iniciado por Chávez e mantido por Maduro, Misión Vivienda pretende
entregar 2 milhões de unidades até 2017. Em bairros ricos, ex-moradores
de favelas sofrem preconceito e até agressões
Caracas – Martha Jiménez usa a gargalhada como camuflagem contra a
vergonha. Na mesa do café da manhã, em um domingo de sol tímido, ela
parece querer confessar um crime que não teve culpa de cometer: “Houve
muitos companheiros e camaradas que não tiveram a mesma sorte que eu.
Fiquei no Hotel Eurobuilding, o hotel mais caro de Caracas. Aí me
trataram espetacularmente bem. Eu fui uma pessoa mais de sua clientela
por dois anos e meio. Vivia como rico.”
Hoje, Martha está igual a todos os que conversam sentados à mesa: tem um
apartamento ao lado da estação do metrô Bellas Artes, no distrito La
Candelária, de típica classe média venezuelana. São três quartos e uma
sala-cozinha ampla com televisão, máquina de lavar, geladeira, fogão,
três sofás e uma televisão que nesta manhã reprisa o Alô, Presidente,
programa que Hugo Chávez levava ao ar todas as semanas, durante cinco ou
seis horas, respondendo a questões dos espectadores.
Ela e 155 famílias se mudaram para o local em 27 de dezembro de 2012,
data que ninguém ali pretende esquecer. Bem como ninguém deixará para
trás as memórias das inundações que dois anos antes abalaram centenas de
famílias pobres na capital. Forçadas a deixar casas soterradas ou em
situação de risco, aquelas pessoas despertaram a atenção do então
presidente, que decidiu criar mais uma das “missões” de seu governo: a
Gran Misión Vivienda.
As famílias desalojadas ficaram durante dois anos hospedadas em refúgios
e hotéis pagos pelo Estado. Martha, doente, acabou no Eurobuilding,
motivo de sua vergonha. Uma diária ali não sai por menos de R$ 1.900,
segundo a cotação oficial, mas ela não teve de desembolsar um tostão.
Dia e noite contou com alimentação, hospedagem e motorista. “Mas lá
tinha de se arrumar. Não podia sair com o cabelo assim”, diz, e aponta
para a touca que lhe prende os fios grisalhos, enquanto recorda os
olhares inconformados de hóspedes durante seus passeios pela piscina.
Os dias de tamanho conforto, porém, não eram algo que desejasse manter
para sempre. Nascida e crescida nos morros da Caracas pobre, Martha
queria a liberdade que um hotel jamais poderia lhe proporcionar e
ansiava por retornar à convivência normal de um bairro, com vizinhos,
mercado, reuniões, noites com a família, a comida preparada no próprio
fogão. Foi com prazer que ela recebeu a notícia de que estavam para se
mudar para o prédio em La Candelária. Os vizinhos é que não apreciaram a
ideia.
“Queriam o terreno para quadras de basquete, de beisebol, de futebol, do
que fosse, mas que não viéssemos nós porque, como temos poucos
recursos, não merecíamos estar aqui. Mas isso não importou ao
presidente, porque ele nunca levou em conta a raça, a cor, de onde você
vinha”, recorda Yaina del Valle Rodrigazo, uma moça de 30 anos, mãe de
três filhos.
Por João Peres, para o Rede Brasil Atual.
Enviado por Eri Santos Castro.
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