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2 de abr. de 2016

Mudança na Prática 59: Diversas ações aproximam a Polícia da população e diminui índices de criminalidade


A Polícia Militar do Maranhão (PMMA) aplica estratégias operacionais para a ampliação da segurança pública na região metropolitana. O patrulhamento a pé, em viaturas ou motocicletas tem sido intensificado nas principais vias da capital e em áreas consideradas vulneráveis, do ponto de vista da ação da criminalidade. Operações como a ‘Malha Metropolitana’, ‘Cerco Total’, ‘Transporte Seguro’ e ‘Alvorada’ expandem a visibilidade e a ostensividade policial em São Luís.

As ações enfatizam o envolvimento dos policiais com a comunidade, permitindo maior campo de abrangência ao trabalho, a partir de rondas e de um mapeamento prévio. A operação ‘Malha Metropolitana’ reforça a capacidade de deslocamento da força policial, com o posicionamento estratégico de viaturas em rotatórias. Com mais mobilidade e cobertura da cidade, as viaturas são capazes de alcançar áreas polarizadas com maior agilidade, facilitando o policiamento de forma global.

“Se o cidadão sabe que uma viatura está em determinado local, ele cria uma referência e isso faz com que ele tenha um conforto, porque sabe que, se precisar, ele pessoalmente poderá acionar a polícia com facilidade”, explicou o comandante geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Frederico Pereira.

Além da ‘Malha Metropolitana’, a PM desenvolve outras operações simultaneamente. A operação Transporte Seguro executa abordagens a pedestres em paradas de ônibus e monta barreiras em locais onde foram registrados assaltos a ônibus com maior frequência. Avenidas da cidade, como a Avenida Daniel de La Touche, Guajajaras, Marechal Castelo Branco, Getúlio Vargas, recebem reforço policial.

A meta é coibir progressivamente a ação criminosa dentro dos ônibus e nas paradas. Apenas nos dois primeiros meses deste ano, foram apreendidas na região metropolitana 156 armas. Destas, 126 foram recolhidas em São Luís, 12,5% a mais que em 2014. No ano passado, o primeiro bimestre registrou em São Luís 112 apreensões de armas.

Durante as barreiras, policiais entram nos ônibus, monitoram a regularidade das circunstâncias e realizam revistas. O trabalho de revistas apreende, geralmente, armas brancas, com menores e mulheres, agentes mais constantes nos roubos a coletivos.

Outra ação da PM trabalha especificamente no horário de saída de trabalhadores para o expediente: a operação Alvorada acompanha a movimentação nos bairros da Cohab, Cohatrac e adjacências e Vinhais, Cohajap e Cohama, com policiais militares em motocicletas, a partir de 5h. Já a operação Cerco Total é desenvolvida aos finais de semana com o emprego de 22 viaturas, percorrendo bairros de maior incidência criminal.

O reforço nas ruas foi possível a partir do processo de reestruturação do sistema de segurança pública do Maranhão, um dos principais focos da gestão estadual. A reestruturação contará, ao todo, como 300 viaturas, dentre as quais 81 já circulam diariamente. Mais de 1500 policiais – entre militares e civis – também foram incorporados aos quadros da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSPMA) e engrossam as fileiras do patrulhamento no estado.

Apenas nos dois primeiros meses deste ano, foram apreendidas na região metropolitana 156 armas. Destas, 126 foram recolhidas em São Luís, 12,5% a mais que em 2014. No ano passado, o primeiro bimestre registrou em São Luís 112 apreensões de armas.

Por Carolina Nahuz.
Enviado por Eri Santos Castro.
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30 de dez. de 2015

Polícia Civil do Maranhão tem novo delegado geral


Em cerimônia realizada na manhã desta terça-feira (29), no Auditório Leofredo Ramos, na Secretaria de Estado da Segurança (SSP), o delegado Augusto Barros passou o comando da Delegacia Geral de Polícia Civil do Maranhão para o delegado Lawrence Pereira Melo que ocupava o cargo de superintendente de Combate à Corrupção (Seccor).

O gestor da pasta, Jefferson Portela reafirmou a missão do novo delegado-geral, Lawrence Melo, em ampliar as conquistas já alcançadas pelo delegado Augusto Barros à frente da polícia judiciária. “O delegado Lawrence Melo assume agora o compromisso de ampliar as conquistas já alcançadas. É uma forma de reorganização interna para a melhoria do serviço público”, frisou Jefferson Portela.

O delegado Augusto Barros agradeceu a oportunidade de dirigir por um ano a Delegacia Geral do Maranhão. “Agradeço a oportunidade confiada a mim para o aprimoramento da prestação de serviços de Polícia Judiciária. Todo meu reconhecimento aos excelentes profissionais que integram a Polícia Civil, assim como ao Corpo de Bombeiros e à Policia Militar”, disse.

“Estamos cientes de todo o Planejamento que foi feito a partir do diagnóstico executado”, finalizou Lawrence Melo; novo delegado geral de Polícia Civil do Maranhão.

Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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21 de ago. de 2015

Governo empossa novos superintendentes do Sistema de Segurança Pública

Vice-governador José Carlos Brandão ao lado do secretario de Segurança Jefferson Portela durante cerimônia de posse dos novos Superintendentes da Polícia Civil , e demais autoridades


O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), empossou na manhã desta quinta-feira (20), quatro novos Superintendentes de Polícia Civil. A cerimônia de posse foi realizada na sede da SSP, na Vila Palmeira, em São Luís.

Foram criadas, de acordo com a Lei 10.238/2015, três Superintendências Estaduais da Polícia Civil que irão compor o sistema de Segurança Pública do Estado. Os órgãos recém-criados modernizarão a Polícia Judiciária do Maranhão e darão mais celeridade ao andamento das atividades internas e externas e nas gestões da instituição. Deste modo, promovendo uma integração entre as forças de segurança pública e a comunidade.

Foram empossados, o Delegado Leonardo do Nascimento Diniz, que será o gestor da Superintendência Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção às Pessoas (SHPP); o delegado Tiago Matos Bardal, que será o titular da Superintendência de Repressão ao Narcótico (SENARC); e delegado Manoel Ferreira Almeida Neto, que ficará à frente da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (SECCOR).

Na ocasião, também tomou posse a delegada Francisca Adriana Ribeiro Amarante Paixão, que substituirá o delegado Leonardo do Nascimento Diniz, na Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC).

Para o delegado-geral, Augusto Barros, a Polícia Civil está passando pelo seu melhor momento dentro do sistema de Segurança Pública com a criação das novas Superintendências. “A Polícia Civil dá um passo mais amplo para a modernização com a criação das Superintendências e este é um momento ímpar para todos nós, que compomos a Polícia Judiciária do Maranhão. O governador Flávio Dino está dando um apoio maciço para que possamos ter uma estrutura decente, e, desse modo, que permita o desenvolvimento do nosso trabalho da melhor maneira possível, promovendo, assim, uma integração entre as forças de segurança e a comunidade”, ressaltou.

Em seu discurso, a delegada Adriana Ribeiro Paixão, que representou todos os Superintendentes empossados, reiterou o seu compromisso com a Polícia Civil e afirmou que não medirá esforços para aprimorar cada vez mais o trabalho da polícia, enquanto estiver à frente da SPCC. “Pedimos o apoio da comunidade, dos conselhos e associações comunitários para que o nosso trabalho seja desenvolvido da melhor maneira possível”, pontuou.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, afirmou que a proposta colocada para o sistema de Segurança Pública no início da gestão do governador Flávio Dino, está sendo concretizada “No governo atual contamos agora com sete Superintendências e estamos com mais projetos de criação de órgão, no intuito de descentralizar a Segurança Pública. Desse modo, atendemos com mais qualidade as necessidades da população”, frisou.

Durante a sua fala, o vice-governador Carlos Brandão destacou que uma das primeiras atitudes do governador Flávio Dino foi a de buscar a melhoria do sistema público de segurança do Maranhão. Ele também lembrou que, nesse sentido, as três principais linhas de ação estão sendo: aumento do número de policias, modernização dos equipamentos e da estrutura física da segurança estadual, além da valorização do trabalho com o aumento de salários e reconhecimento de garantias.

“Com a recomposição salarial de policiais e bombeiros militares, policiais civis, e agentes penitenciários, o impacto nos cofres públicos é de meio bilhão de reais, previsto para os próximos quatro anos. O reflexo dessas medidas de Flávio Dino é a melhoria no serviço público, valorização das carreiras e também das condições de trabalho”, analisou.

Além do vice-governador, Carlos Brandão, prestigiaram a solenidade, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela; o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros; a defensora Pública do Estado, Mariana Albano de Almeida; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Alves; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Célio Roberto Pinto; o presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil, Delegado Marconi Chaves; o corregedor-geral da SSP, Fernando Moura; representando o Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Mário Macieira, Erivelton Lago; demais autoridades policiais e representantes das forças armadas e da comunidade.

Por Aline Cristina e Thaíssa Rabêlo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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23 de jun. de 2015

Governador Flávio Dino promove 807 oficiais e praças do Corpo de Bombeiros

Governador Flávio Dino promove 807 oficiais e praças do CBMMA em solenidade no Centro Convenções Pedro Neiva de Santana.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, realizou, nesta segunda-feira (22), a maior promoção de militares dos 111 anos da história do Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA). Na solenidade, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, o governador assegurou novos postos na carreira, a 807 militares,fortalecendo a política de valorização dos servidores públicos estaduais.

“Essas promoções têm o intuito de reafirmar nosso compromisso com o Corpo de Bombeiros que presta um relevantíssimo serviço à comunidade, não só no combate a incêndios, quando eles infelizmente ocorrem, mas nas atividades cotidianas de Defesa Civil, de proteção à vida. Sublinhar o nosso apoio à Corporação é um passo importante para que tenhamos serviços de maior qualidade”, disse o governador durante a solenidade.

Durante a solenidade de promoção dos oficiais, o governador Flávio Dino destacou que o investimento na melhoria da Segurança Pública do Maranhão está sustentado em um tripé: incremento do número de servidores públicos de Polícia e Justiça do estado, modernização dos equipamentos e da estrutura física e a valorização do trabalho realizado, com aumento de salários e reconhecimento de garantias.

“Estamos diante de um conjunto de iniciativas que temos adotado desde o começo do ano, com reajuste de remuneração para todos os servidores do sistema de segurança. Além disso, implantamos medidas setoriais de valorização de cada corporação e estamos agora dando continuidade a esse processo, após a aprovação da LOB pela Assembleia Legislativa”, concluiu o governador Flávio Dino.

Galgaram novos postos na carreira, um total de 807 militares, sendo 651 praças e 156 oficiais dos quadros de combatentes, administrativos e especialistas, incluindo 11 oficiais que chegam ao posto de coronel, patente mais alta da Corporação.Foram promovidos também, 21 majores ao posto de tenentes-coronéis, 15 capitães ao posto de majores, 35 tenentes ao posto de capitães, 49 segundos-tenentes ao posto de primeiros-tenentes e 25 subtenentes ao posto de segundos-tenentes.

“Essa promoção representa o reconhecimento à importância do Corpo de Bombeiros, com um número alto de promoções que fortalece a instituição. Um momento histórico para a instituição, mas, sobretudo, para a sociedade maranhense”, destacou o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, ressaltando que a medida além de fortalecer a instituição, fortalece também toda a política de Segurança Pública que está sendo executada pela gestão estadual.

O Governo do Estado proporcionou a 46 primeiros-sargentos chegarem a subtenentes, 103 segundos-sargentos a primeiros-sargentos, 176 terceiros-sargentos a segundos-sargento, 270 cabos a terceiros-sargentos e a 56 soldados a passarem ao posto de cabo.

A medida provisória nº 202, aprovada no dia 16 de junho pelo governador Flávio Dino, faz parte do plano de restruturação de cargos do CBMMA, atendendo a política de valorização e reconhecimento profissional dos militares, o que proporcionará a modernização e expansão das atividades do Corpo de Bombeiros em todo o Maranhão.

Para o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto Araújo, é mais um momento de valorização da Corporação. “Essa ação é mais uma demonstração do interesse e do compromisso assumido pelo atual governo Flávio Dino com a Segurança Pública, o qual reconhecemos todo o esforço conjunto de uma equipe, que muito tem se empenhado em garantir melhorias para que o Corpo de Bombeiros consiga prestar um serviço de qualidade à sociedade maranhense”, disse o coronel.“Temos militares que ingressaram na Instituição em 1994, e que estão tendo a oportunidade de ascenderem profissionalmente”, completou.

Também estiveram na solenidade, o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Alves, o secretário-adjunto da Gestão e Previdência, Cláudio Furtado, o presidente Empresa Maranhense de Administração Portuária, Ted Lago, o diretor do Detran, Antônio Nunes, e os deputados estaduais Júnior Verde, Vinícius Louro e Cabo Campos.

LOB

A promoção de oficiais e praças não foi a única iniciativa do governador Flávio Dino para valorizar os profissionais do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão. Também com este intuito, o governador sancionou no último dia 17 de abril a Lei de Organização Básica (LOB) do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA),aguardada pela Corporação desde 1996.

A implantação da LOB foi realizada para reformular o quadro da organização, tendo em vista que algumas unidades do Corpo de Bombeiros, embora em pleno funcionamento, não eram contempladas na legislação em vigor; também possibilitou a implantação do Batalhão de Proteção, Educação Ambiental e Combate a Incêndio Florestal, assim como as unidades operacionais do CBMMA nas regionais; além de reestruturar, juridicamente, as normas do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão.

A lei permite ainda a realização de pesquisas científicas e ações educativas de prevenção de incêndios, socorros de urgência, pânico coletivo e proteção ao meio ambiente; e ações de proteção e promoção do bem-estar da coletividade e dos direitos, garantias e liberdades do cidadão, estimulando o respeito à cidadania, por meio de ações de natureza preventivas.

8 de jun. de 2015

Operação Catraca encontra armas, drogas, objetos roubados e prende dez pessoas em dois dias de fiscalização nas avenidas de São Luís

 
Policias revistam passageiros em busca de drogas e armas

A Secretária de Estado de Segurança Pública divulgou o balanço parcial de dois dias da operação Catraca, realizada nas principais avenidas de São Luís, na quinta-feira (4) e sexta-feira (5). Foram apreendidas quatro armas de fogo, 21,5 quilos de maconha, uma balança de precisão, sete celulares, a quantia de R$ 927, um relógio e duas televisões. Dez pessoas presas em flagrante por porte ilegal e transporte de drogas.

O comandante de Operações Especiais da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), major Antônio Carlos Sodré, considerou o retorno da operação significativo para garantir a tranquilidade da população.

Dezesseis avenidas estão sendo monitoradas por equipes da Rotam, Batalhão de Choque e da Operação Ilha Segura. As avenidas dos Portugueses e Africanos são consideradas as mais perigosas, segundo a Polícia Militar. Viaturas fazem rondas nas avenidas desde o início da tarde até a madrugada. “Nosso trabalho não para, estamos firmes no propósito de reduzir a criminalidade e os assaltos a ônibus na capital”, disse o Major Sodré.

Dois dias sem homicídios

Em dois da operação Catraca não houve registro de homicídios. O major Sodré considera o retorno da operação significativo para garantir a tranquilidade da população. “Observamos a ausência de homicídio nestes dias intenso de operação. Isso é muito importante, pois quando o bandido observa uma viatura policial em rondas constantes nos bairros, ele fica inibido de cometer qualquer ação criminosa”, afirmou.

Operação Catraca

Durante a coletiva de imprensa, realizada quinta-feira (4), o secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela; e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Alves, afirmaram que a Polícia Militar retornou com a Operação Catraca, que consiste em rondas nos coletivos em busca de pessoas e atitudes suspeitas. “A operação Catraca tem a finalidade de combater a criminalidade dentro dos coletivos e evitar que a população sofra algum tipo de violência. Estamos intensificando esta operação com todo o comando reforçado para atuar nos coletivos”, afirmou.

Por Vanessa Moreira.
Enviado por Eri Santos Castro.
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6 de jun. de 2015

Alô Secretário Jefferson Portela: Pesquisa desmonta argumentos incorretos e frequentes sobre segurança pública e utilização de armas de fogo pela sociedade

Editorial da Folha de São Paulo desta sexta-feira (05) apresenta algumas conclusões de pesquisa com 10.066 armas de fogo apreendidas em São Paulo que desmontam dois dos mitos mais comuns nos debates sobre o tema no Brasil, confirmando os dados que temos divulgado há mais de uma década. Vale ler:





Em boa hora uma pesquisa realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pelo instituto Sou da Paz vem solapar ao menos dois argumentos tão incorretos quanto frequentes nas discussões relativas à área da segurança pública.
WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR



Secretaria de Segurança prende o vigilante covarde e do mal que matou impiedosamente o mecânico Irialdo Batalha

O vigilante covarde e do mal que matou impiedosamente o mecânico Irialdo Batalha foi preso pela polícia.

Foi apresentado, durante entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira (4), na Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP), o vigilante Luiz Carlos Machado de Almeida, suspeito de executar o mecânico Irialdo Batalha, em público, no dia 28, no município de Vitória do Mearim. Durante a coletiva, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, disse que o acusado foi preso desde a noite de terça-feira (3), após ser capturado por policiais militares do município de Viana e levado ao Plantão do Cohatrac, em São Luís.

Em depoimento, o suspeito confessou ter atirado duas vezes contra o mecânico Irialdo Batalha, que já estava no chão após cair da moto em qu estava. Irialdo foi perseguido pela polícia por não ter parado em uma barreira. Segundo o suspeito, ele teria pegado a arma das mãos da vítima, mas essa versão é contestada pelas testemunhas que estavam no local, já que, segundo as testemunhas, não houve troca de tiros, apenas os policiais e o vigilante estavam armados.

Luiz Carlos relatou também que após deixar o mecânico e o condutor da moto no hospital do município acompanhado pelos policias, ele seguiu de moto até o município de Arari. No caminho, ele teria jogado a arma do crime, o coturno e a calça que usava no momento dos disparos no Rio Mearim. Já em Arari, teria deixado a moto na casa da mãe e seguido de van até São Luís, onde ficou escondido na casa de uma irmã, no bairro da Forquilha, até a terça-feira (3).

A versão de que os policiais e o vigilante estavam perseguindo a moto por suspeita de roubo já foi descartada. Desta forma, o condutor da moto que levava Irialdo e que estava preso desde o dia 28 na Delegacia de Vitória do Mearim, já foi solto.

Os dois policiais envolvidos no crime foram presos e autuados em flagrante pela Delegacia de Homicídios, em São Luís, e responderão pelo crime de homicídio qualificado.

Operação Catraca

Durante a coletiva o secretário Jefferson Portela e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alves, também, lembraram o assalto a ônibus que aconteceu, no final da tarde de terça-feira (3), e que acabou com a morte de duas pessoas após a reação de um passageiro do coletivo.

Como a câmera interna de segurança do ônibus estava com defeito, a polícia segue na investigação do crime analisando as imagens das câmeras de segurança espalhadas pela região central de São Luís. “Nesse momento as nossas equipes estão debruçadas sobre essas imagens em busca da identificação do suspeito de ter efetuado os disparos, já que essa foi uma intervenção equivocada, visto que ele tinha total controle da situação já que o assaltante empulhava uma arma branca”, explicou o secretário Jefferson Portela.

Para evitar que situações como está voltem a acontecer, a Polícia Militar do Maranhão está reforçando a Operação Catraca, que consiste em rondas nos coletivos em busca de pessoas e atitudes suspeitas. Outra ação preventiva é a análise individual de autores de crimes que cometem assaltos a ônibus.

“Vamos fazer essa análise e informar o que apuramos aos juízes responsáveis por cada um desses casos. Geralmente, quem comete assalto a ônibus, volta para as ruas e comete esse tipo de crime novamente”, explicou o Coronel Alves.

Polícia Militar do Maranhão já prendeu mais de mil criminosos em 2015


O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Marco Antônio Alves, afirmou em entrevista nesta sexta-feira (5), que, desde o início deste ano, a PM já catalogou 1.181 prisões, encaminhando os criminosos para o Sistema Penitenciário do Estado. O coronel enfatizou “O trabalho da Polícia Militar, Polícia Civil e todas as forças policiais do estado está fragilizando as lideranças criminosas do Maranhão. Estão sendo realizadas ações pontuais e exitosas”.

Esse trabalho ocorre graças a um grande esforço da polícia, que recebeu uma estrutura de trabalho gravemente sucateada e muitas vezes inexistente. É o caso do Batalhão de Timom e de Bacabal, por exemplo, que já possuem verbas liberadas de construção em valores que variam entre R$ 1 milhão e 600 mil e R$ 2,02 milhões.

“Lamentavelmente temos, de fato, quase todos os batalhões em reforma ou ampliação. A maioria deles está destruída, com é o caso de Timom. Essa unidade foi colocada abaixo. A verba destinada para construção foi liberada com prazo para finalização em dezembro do ano passado, mas que até agora ainda nem começou”, relatou o comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão.

Operações para o feriado prolongado

Em virtude dos recentes casos de assalto a ônibus, nesse período de feriado prolongado a Polícia Militar reforçou a Operação Catraca. Estão sendo policiados 14 eixos do transporte coletivo, não apenas os ônibus, mas também os pontos de parada dos coletivos com o objetivo de garantir a paz e a segurança nas grandes vias de circulação de São Luís.

Sobre o assalto registrado no final da tarde da última quarta-feira (3) que acabou com a morte de duas pessoas, o assaltante e uma passageira, em virtude da reação de um passageiro, o coronel explicou que as investigações ainda estão sendo realizadas. O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Marco Antônio Alves, recomendou que o cidadão de bem nunca reaja em caso de assalto. “Temos uma recomendação clara com relação ao nosso maior bem: a vida. Se por alguma razão alguém o abordar, com qualquer objeto que ameace a sua vida, entregue o bem material que você possuir, para preservar a sua vida. Depois denuncie, via portal da Polícia Militar, 190 ou disque-denúncia”, concluiu.

Por Marcela Mendes.
Enviado por Eri Santos Castro.
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1 de jun. de 2015

Jefferson Portela: “tem gente mandando 'bater' na Segurança por prevenção", tentando disseminar o medo e a confusão

Entrevista concedida pelo secretário Jeferson Portella aos blogsMarrapá e Clodoaldo Correa.

A segurança pública foi o principal debate da sociedade maranhense na última semana. Com a problemática no centro da discussão, o secretário estadual de segurança, Jefferson Portela, concedeu entrevista com exclusividade aos Blogs Marrapá e Clodoaldo Corrêa e falou de todas as polêmicas envolvendo a pasta.
Portela admite que a segurança pública é o maior problema do Maranhão mas afirma que não se modifica a realidade de imediato, como ato de vontade do novo governo, mas que está sendo modificada pelas ações. Ele elencou as ações da pasta e lembrou que os números estão melhorando. O secretário atribui as críticas, em parte, à justa necessidade de segurança das pessoas, e por outro lado, “tem gente sofrendo por antecipação”, mandando “bater” por prevenção para tentar desanimá-lo na investigação da agiotagem.
O secretário fez uma grave revelação. R$ 300 milhões do empréstimo do BNDES destinados à segurança pública, não foram aplicados mesmo tendo sido liberados. Ele prometeu auditoria em todos os possíveis casos de desvio na pasta para que os responsáveis sejam punidos.
Sobre a possível reabertura do Caso Décio Sá, Portela disse não existir a possibilidade por parte da secretaria, pois foi concluído no âmbito da SSP ainda no governo anterior e já está no Judiciário. Mas qualquer cidadão que tenha algum fato novo, pode solicitar a reabertura ao Ministério Público.
O titular da SSP anunciou em primeira mão o investimento de R$ 3 milhões para comprar novas armas para as polícias do Maranhão e a descentralização das delegacias de São Luís. 

A segurança pública foi o ‘calcanhar de Aquiles’ do governo passado. Quais as principais dificuldades que o senhor encontrou ao assumir a pasta?

A primeira de ordem financeira, que interfere no conjunto de atividades que a gente desenvolve na política de segurança. A nossa gestão foi iniciada em 2 de janeiro e nós tivemos que pagar diárias atrasadas desde maio de 2014, atrasos no aluguel de helicópteros, dívidas do combustível das aeronaves, combustíveis das viaturas comuns, meses de atrasos no pagamento do telefone etc. É um passivo muito ruim, pois a gente já começa a fazer pagamentos no dia seguinte à posse, referentes ao exercício de 2014. Eram mais de R$ 12 milhões em débitos na Polícia Militar, R$ 28 milhões na SSP, R$ 4 milhões na Polícia Civil, além dos débitos no Corpo de Bombeiros. Um outro aspecto é que nós já no deparamos no início da gestão com um problema de pessoal. Um concurso em andamento em que não houve um chamamento. Nós tivemos que correr para fazer a convocação de um edital de 2012, sendo que a cada quatro convocados que fazem os testes de aptidão, três ficam reprovados. Nós queríamos formar 1000 pessoas para a academia de polícia, mas ainda não foi possível. A sociedade tem que saber que houve algo grave no Maranhão: pegaram um número de policiais, fizeram uma solenidade de incorporação à tropa, as pessoas foram fardadas e armadas, e colocadas nas ruas da capital para prestar serviço policial. Depois de alguns meses, essas pessoas foram mandadas embora, porque não foram nomeadas. É um fato grave que vou comunicar à Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Maranhão. Colocaram fardas em pessoas que não eram policiais.
A segurança pública tem sido muito criticada nos últimos dias. Este é o maior problema do governo Flávio?

Esse é o maior problema do Maranhão. Alguns críticos ‘esquecem’ de alguns números. Em novembro de 2014, a região metropolitana de São Luís bateu o recorde nacional de homicídios, com mais de 150 mortes. Não acontecia isso há 20 anos. A realidade dos anos passados não poderia ser suprimida em um mês, como ato de vontade do novo governo. Essa realidade será mudada com trabalho. Hoje se fala em crise na segurança, mas as facções criminosas que executam pessoas e realizam assaltos não chegaram ao Maranhão em janeiro de 2015. Temos problemas, mas não são de hoje. Está sendo feito um grande esforço para ajustar a política de segurança. O governo Roseana contraiu um empréstimo de R$ 3,2 bilhões do BNDES para obras em 217 municípios. A SSP dispensou a equipe técnica encarregada de acompanhar as obras com estes recursos. A informação é que não se sabe onde foram aplicados R$ 300 milhões destinados a investimentos na Secretaria de Segurança. Eles foram destinados, mas não foram investidos na execução de obras. Contrataram um projeto para a construção da nova sede do IML por R$ 300 mil, que seria construída em cima de duas pistas da Universidade Federal do Maranhão. Como nós vamos dar andamento a uma obra que vai interditar a UFMA?! Existem obras de quarteis do interior que foram prorrogadas por quase 35 vezes, embora pagas quase que integralmente e os prédios ainda estejam no chão. Nós vamos auditar todos esses casos pela Secretaria de Transparência do Estado. Alguém tem que responder por isso.

Ao que o senhor atribui, então, as críticas e a sensação de insegurança que tem tomado os noticiários locais?

As críticas eu atribuo à democracia. As críticas das pessoas que estão em risco são legítimas e tem que ser atendidas pelo Estado. Trabalho três turnos por dia para atendê-las. Agora, uma crítica não tem credibilidade alguma: a daqueles que servem ao modelo anterior, que querem atacar a gente a qualquer custo. Coisa absurdas. Digo uma coisa e eles divulgam outra. Um determinado repórter me perguntou sobre o caso do Panaquatira. Depois, ele muda o conteúdo para o caso de confronto entre policiais e bandidos. Dei uma explicação técnica da doutrina polícia, não me referindo à situação do Panaquatira. Pegaram um trecho e disseram que a gente estava criticando o policial assassinado, criando uma onda de revolta na sociedade, injusta. Isso é desonestidade! Outra crítica injusta é não reconhecer o nosso trabalho dentro das condições que temos. Desde janeiro de 2015 apreendemos uma grande quantidade de drogas. Isso enfraquece financeiramente a marginalidade, que migra suas ações para adquirir recursos. Então, houve uma migração para os assaltos à ônibus, pois que ganhava dinheiro com drogas está tendo prejuízos.
Qual sua avaliação do pedido de intervenção federal proposto pelo deputado estadual Adriano Sarney?
Uma aberração jurídica. Isso é inexistente. Qual o fundamento jurídico da intervenção? É uma questão de certeza jurídica ou tem motivação política? É para tirar o governador do cargo? Agora é outra cassação no estado do Maranhão, com vestimentas de intervenção federal? A onda de crimes justifica? As estatísticas abertas na Secretaria de Segurança apontam para uma redução de muitos crimes no nosso estado. Claro que aconteceu um acirramento em outros aspectos que nós temos que analisar e combater. Já sabemos onde devemos focar o olhar, e vamos intervir. Há um império de comunicação que nos ataca diariamente de modo radical.
E qual a sua avaliação sobre as críticas relacionadas às operações de combate à agiotagem?

Nós prendemos uma quadrilha que desviou R$ 34 milhões do cofre da Universidade Virtual do Maranhão e a indagação é porque não prendemos todos os outros. Ora, apresentamos uma quadrilha que lesou o estado do Maranhão de forma muito grave. O montante de recursos desviados corresponde a um terço do valor destinado à formação através da Univima. Sabe o impacto social de uma ação dessa?! Não se vai dar importância à prisão destes bandido?! Na agiotagem, nós apresentamos os criminosos que agiram em determinadas cidades. Ao invés de perguntarem sobre os danos, querem saber por que todos os demais não estão presos. Cada pessoa é presa dentro de um determinado procedimento. Se é apurada a agiotagem em Dom Pedro, claro que nós vamos atuar sobre os envolvidos na cidade. Fazem de tudo para desviar a atenção da população e fazer parecer que tais ações não são importantes. Nós sabemos da importância de tirar das ruas os marginais que desviam recursos da merenda escolar, dos medicamentos, da moradia, surrupiando a qualidade de vida das pessoas do interior do estado.

Na semana passada, o ex-secretário Ricardo Murad acusou o senhor de “tocar o terror” nos vereadores de São Luís a mando do governador Flávio Dino. Como está o andamento do inquérito que investiga as suspeitas de agiotagem na câmara da capital?

Esse inquérito foi distribuído para uma vara do Poder Judiciário com um pedido de diligências. O procedimento está lá. Não sei como um cidadão desse pode dizer que a gente está ‘tocando terror’, pois não existe uma manifestação minha sobre isso. Tudo que for crime e estiver na esfera de conhecimento policial será investigado. Autoridade pública não ‘toca terror’ e nem têm medo de terrorista. Sou imune a tentativas de fazer medo. Quem não cometeu crime não vai ter medo de terror. Quem não cometeu crime na Câmara de São Luís, ou em qualquer lugar, certamente não teme. Se alguém cometeu, é acusado pela própria consciência.
E as contradições do caso que investiga a execução do jornalista Décio Sá? Há a possibilidade de reabertura do caso, como defende o ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim?

O caso Décio foi dado por encerrado na gestão anterior. O inquérito policial foi concluído antes da nossa chegada ao sistema. Não há elementos para reabrir um processo que já está no Judiciário. Qual o fundamento para isso? Qualquer um pode solicitar ao Ministério Público, comunicando fato novo que justifique a reabertura do caso. Qualquer um pode falar, mas oficialmente não recebi pedidos de reabertura do caso Décio.
Um dos grandes problemas de Pedrinhas no ano passado eram as facções criminosas que mandavam no sistema prisional do estado. Nunca mais se ouviu falar a respeito delas. Que medidas foram tomadas para conter a ação desses grupos?

Houve uma correção muito forte. Muitos presos estavam nos pátios da penitenciária, com celas sem grades. Os presos estavam presos e soltos ao mesmo tempo. Isso contraria a lógica do sistema prisional. Hoje estão todos nas celas. Isso foi importante para a contenção da violência interna e externa. A sociedade tem sentido isso.

Em sua opinião, as investigações sobre os inquéritos de agiotagem não andavam no governo passado?

Tem gente sofrendo por antecipação. Mandando me bater por prevenção para tentar me desanimar. Estes processos são de 2012, vinculados à morte do Décio Sá. Então, a pergunta é: eles andaram ou não andaram? Foram retomados neste governo e nós temos o objetivo de finalizar todos estes procedimentos. Há algo grave por trás disso. Nós tínhamos a eleição de 2012, não é isso?! Grande parte dos cheques apreendidos com agiotas eram de prefeituras. Na ocasião, seria interessante que as pessoas daqueles municípios tomassem conhecimento que o seu gestor estava dando cheques para agiotas antes da eleição, para que a população pudesse fazer juízo eleitoral e decidir quem deveria ou não permanecer no cargo por conta desse desvio de recursos. Mas não deram andamento aos inquéritos. Por quê? Agora sou eu quem faço a pergunta.
Haveria a proposta de desarmar todos os policiais no período de folga?

Fiquei sabendo dessa informação por meio do que foi divulgado. É interessante como esses telepatas atribuíram isso à minha pessoa. Nunca ninguém falou disso comigo e eu nunca falei disso com ninguém. Tem até uma nota de repúdio me condenando por mandar desarmar os policiais, ao mesmo tempo em que eu estou comprando R$ 3 milhões em novas armas para as polícias do Maranhão. Esta foi a minha determinação. Como eu poderia, então, mandar desarmar a polícia? É uma crítica risível.

Quais as suas metas e investimentos previstos para a segurança pública?

Não podemos ter policiais trabalhando em prédios indignos. Aqui no Maranhão corrigiram isso do modo mais estranho possível. Fecharam várias delegacias que funcionavam em prédios públicos. Ao invés de se gastar o recurso mantendo a qualidade do prédio público, deixavam o prédio público cair para tirar a delegacia de dentro. Hoje existem casas alugadas por preços exorbitantes onde funcionam três delegacias ao mesmo tempo. Vamos descentralizar as delegacias. Vamos modernizar a nossa frota, com viaturas compatíveis às nossas necessidades. Precisamos de carros fortes, não de carros de passeios pintados de viaturas. Vamos modernizar nossos equipamentos, revolucionando a comunicação policial do estado. Estamos implantando a comunicação digital, com controle em tempo real da localização da viatura. Em agosto, toda a região metropolitana de São Luís será coberta pela comunicação digital. Queremos criar um condomínio projetado para os nossos policiais, tirando estes das áreas de risco. Logo também teremos uma lei de promoções na Polícia Militar do Maranhão. São medidas para ajustar o sistema.

28 de mai. de 2015

Operação ‘Cayenne’ prende suspeitos de desviar quase R$ 34 mi da educação

Ouro e cia foram apreendidos

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira, 27, a Operação "Cayenne", que prendeu quatro suspeitos de integrarem uma quadrilha acusada de desviarR$ 33, 78 milhões na Universidade Virtual do Maranhão (Univima), entre 2010 e 2013. As investigações começaram a partir do resultado de auditorias realizadas pela Secretaria de Estado de Transparência e Controle (STC), que revelaram desvio de verbas públicas, no governo passado. Os presos na operação "Cayenne" foram apresentados pela Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública. A Operação 'Cayenne’ envolveu diversos entes do Estado.

Entre os presos estão Paulo Giovanni Aires Lima, José de Ribamar Santos Soares, Inaldo Damasceno Correa e Valmir Neves Filho. Eles são suspeitos de desviar aproximadamente R$ 34 milhões da Univima. Na ação, foram apreendidos carros de luxo; joias, estimadas em mais de meio milhão de reais; e relógios de luxo, alguns deles superando R$ 20 mil. As buscas e apreensões foram realizadas em mansões na cidade de São Luís.

Auditores do Estado realizaram serviços de auditoria na Univima e desvendaram um esquema de desvio de recursos públicos do órgão através de fraude no sistema financeiro do Estado, o Siafem.

O esquema fraudulento funcionava da seguinte forma: os ordenadores de despesa do órgão realizavam pagamentos normais aos credores do órgão, que tinham contratos em vigor e que apresentaram faturas a serem pagas. Depois da emissão das ordens bancárias e de confirmar o pagamento pelo banco, o responsável pelo setor financeiro cancelava o pagamento no sistema Siafem e lançava novo pagamento, dessa vez, para empresas fantasmas, usadas apenas para desviar os recursos públicos. A fraude foi realizada durante três anos.Nesse período, os órgãos foram comandados pelos ex-secretários Olga Simão e José Costa.

“Ao receber o relatório de auditoria apontando a fraude, instauramos um procedimento na Corregedoria Geral do Estado para investigar os fatos e depois compartilhamos as provas e relatórios com a Polícia Civil. Ainda não é possível afirmar o envolvimento de servidores de alto escalão, mas a Corregedoria Geral do Estado, vinculada à Secretaria de Transparência, aprofundará as investigações”, destacou o secretário de Transparência e Controle, Rodrigo Lago, ressaltando que um dos compromissos da atual gestão é a transparência e o combate à corrupção.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, destacou o trabalho sério e imparcial realizado pelo governo Flávio Dino no combate ao desvio de recursos financeiros no estado. “A operação visa o combate à corrupção em todas as suas formas. Esses desvios não atingem apenas o patrimônio de forma individual, mas lesa a coletividade. O sistema penal não deve olhar nomes, sobrenomes e cargos. Foi o que foi feito”, pontuou.

O delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, destaca que a operação deflagrada nesta manhã é o cartão de apresentação da nova superintendência. “A operação visa investigar desvios na monta de R$ 34 milhões da Univima, a partir de ordens de pagamentos bancários feitos de forma fraudulenta e com vistas à simulação de pagamento de fornecedores”, destacou. O delegado acrescentou a importância da parceria existente entre a Polícia Civil e o Ministério Público, que tem promovido resultados expressivos nas ações desencadeadas no combate ao desvio de verbas. “A partir dessa colaboração, foi viável essa ação. É importante salientar que a operação está apenas em sua 1ª etapa, e ainda não podemos dimensioná-la. Mas, é certo que as investigações vão prosseguir, e em breve, provavelmente, teremos fatos novos” explicou.

O promotor de justiça José Osmar Alves frisou o trabalho em parceria desenvolvido pelas instituições. “A parceria entre o Ministério Público e a Polícia Civil está dando certo e vai continuar dando muitos resultados em curto espaço de tempo. Estamos cumprindo a lei. O poder judiciário com apoio do aparato policial vai responsabilizar quem estiver envolvido em esquemas fraudulentos, independente de quem seja”, pontuou.

O delegado Ricardo Moura, que preside o inquérito, informou que os desvios investigados na Univima ocorreram entre 2010 e 2012. “Com a operação deflagrada nesta quarta-feira (27), conseguimos obter várias provas. Os funcionários presos na ação apresentavam patrimônio incompatível com a s rendas declaradas por eles”, afirmou.

O balanço da ação foi apresentado na tarde desta quarta-feira (27), em uma coletiva de imprensa, realizada no auditório da Secretaria de Segurança Pública. Estiveram presentes, o secretário de segurança pública, Jefferson Portela; o secretário de Transparência e Controle, Rodrigo Lago; o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros; o delegado Ricardo Moura, da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção; e o promotor de justiça José Osmar Alves.


Combate à corrupção

Tratadas como prioridade pela gestão Flávio Dino, as ações de combate à corrupção já apresentaram diversos resultados nestes cinco primeiros meses de gestão. Em apenas cinco meses, a Comissão de Investigação de Agiotagem e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) em ações conjuntas com o Ministério Público Estadual já deflagraram operações como a ‘Imperador’, ‘Mahajara’, ‘El Berite’ e ‘Morta Viva’, que revelaram desvios na ordem de R$ 100 milhões.

As ações integram o plano de metas estabelecido pelo governador Flávio Dino para garantir o combate à corrupção e controle social das contas públicas no Estado. Também com este intuito, o atual governo criou a Secretaria de Transparência e Controle (STC), com a missão de assistir direta e imediatamente no âmbito da defesa do patrimônio público. “O objetivo primordial é o combate à corrupção, narcotráfico e homicídio, haja vista que este tripé, de forma direta, infelizmente, é responsável por grande parte da violência do estado”, enfatizou o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portella.  

 Por Ana Paula Nogueira e Janaina Berredo.
Enviado por Eri Santos Castro.
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6 de abr. de 2015

Nota oficial do Governo do Maranhão

NOTA

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Sejap) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmam que:

- Por volta das 4h dessa madrugada, 5 de abril, o Complexo Penitenciário de Pedrinhas foi alvo de forte ataque externo de oito bandidos usando vários veículos fuzis e pistolas, do que resultou o resgate de quatro detentos do Centro de Detenção Provisória.

- Os detentos resgatados são Adeilton Alves Nunes, Ilton Carlos Martins, John Lennon da Silva Lima e John Carlos Campos Silva.

- Meia hora depois da operação, um dos veículos usados pelos bandidos já havia sido localizado e apreendido pela Policia Militar com apoio do GTA e da Polícia Rodoviária Federal.

- Dada a gravidade do episódio, a SSP e a SEJAP  seguem com o empenho integral de suas equipes na operação de captura.

São Luís, 5 de abril de 2015

Murilo Andrade
Secretário de Estado da Administração Penitenciária

Jefferson Portela
Secretário de Estado de Segurança Pública