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2 de dez. de 2016

Estadão: Moro pede desculpas ao Supremo por divulgação de áudios de Lula e nega motivação política. E quem acredita?


A retratação tardia de Sérgio Moro
E quem vai restaurar a imagem de Lula no Brasil e no mundo?
Em ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF), o juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba, pediu “escusas” à Corte e disse que a divulgação de áudios do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve intuito “político-partidário”. A manifestação foi encaminhada ao ministro Teori Zavascki, que solicitou esclarecimentos a Moro ao determinar a remessa de todo o material das conversas de Lula ao Supremo.
“O levantamento do sigilo não teve por objetivo gerar fato político partidário, polêmicas ou conflitos, algo estranho à função jurisdicional, mas, atendendo ao requerimento do MPF, dar publicidade ao processo e especialmente a condutas relevantes do ponto de vista jurídico e criminal do investigado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que podem eventualmente caracterizar obstrução à Justiça ou tentativas de obstrução à Justiça”, escreveu o juiz.
Na peça, Moro admite que pode ter “se equivocado em seu entendimento jurídico” ao dar publicidade ao material, mas comenta cada uma das gravações divulgadas e justifica sua decisão. “Ainda que este julgador tenha se equivocado em seu entendimento jurídico e admito, à luz da controvérsia então instaurada que isso pode ter ocorrido, jamais, porém, foi a intenção desse julgador, ao proferir a aludida decisão de 16/03, provocar polêmicas, conflitos ou provocar constrangimentos, e, por eles, renovo minhas respeitosas escusas a este Egrégio Supremo Tribunal Federal”, escreveu Moro.
Em 31 páginas, Moro argumenta que a interceptação telefônica estava amparada na lei e tinha “foco exclusivo” nas condutas de Lula e outras pessoas que não possuem foro privilegiado. Segundo o juiz, os diálogos do ex-presidente com autoridades que possuem foro privilegiado, como a presidente Dilma Rousseff, foram “colhidos fortuitamente”. A divulgação, segundo ele, só foi feita com relação ao material que possui conteúdo “jurídico-criminal relevante” por revelarem tentativas de Lula obstruir a justiça. Moro argumenta ainda que não há provas de que qualquer autoridade com foro privilegiado grampeada nas conversas tenha atendido solicitação do petista para interceder junto à Justiça.
Ele diz ter agido, na condução dos processos sobre a Lava Jato, “em geral, com cautela e prudência” e informa o STF que não havia qualquer pedido de decretação de prisão cautelar de Lula “mesmo no caso envolvendo o ex-Presidente, apesar de todo esse contexto acima exposto, de aparente intimidação, obstrução e tentativas de influenciar indevidamente magistrados”.
Na quinta-feira, o plenário do Supremo Tribunal Federal deve analisar a decisão de Teori Zavascki que ordenou que Moro remetesse o material à Corte. Ontem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou parecer ao STF na qual alega que a posse de Lula na Casa Civil é válida, mas pede a manutenção das investigações com Moro.
“Entendeu este Juízo que, nesse contexto, o pedido do MPF de levantamento do sigilo do processo se justificava exatamente para prevenir novas condutas do ex-Presidente para obstruir a Justiça, influenciar indevidamente magistrados ou intimidar os responsáveis pelos processos atinentes ao esquema criminoso da Petrobrás”, escreveu Moro. O juiz informou a Zavascki que é praxe levantar o sigilo sobre interceptações telefônicas após o encerramento das diligências, para garantir publicidade ao processo.
Dilma – Ao Supremo, Moro afirmou que não há indicativos de que as autoridades com foro privilegiado que aparecem em conversas com Lula – como a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa – tenham concordado com tentativas do ex-presidente de obter influência junto à Justiça.
O juiz afirmou que o foco da investigação era o ex-presidente da República e disse que “não parece que era tão óbvio assim” que o diálogo com Dilma poderia ser relevante juridicamente para a presidente. Na conversa, a presidente diz a Lula que enviaria o termo de posse como ministro da Casa Civil antes da cerimônia na qual o petista assumiria o cargo.
“Quanto ao conteúdo, da mesma forma que os demais, entendeu este julgador que ele tinha relevância jurídico-criminal para o ex-Presidente, já que presente a apuração se a aceitação por ele do cargo de Ministro Chefe da Casa Civil teria por objetivo obter proteção jurídica contra as investigações. Considerando que a investigação tinha por foco condutas supostamente criminais do ex-Presidente e o conteúdo, na perspectiva criminal, juridicamente relevante do diálogo para ele, entendi que não haveria óbice na interceptação e no levantamento do sigilo. No momento, de fato, não percebidos eventuais e possíveis reflexos para a própria Exma. Presidenta da República”, escreveu Moro.
Mais diálogos – Moro informou ao STF que há uma “quantidade bem maior de diálogos interceptados” e que não foram divulgados e permanecem em sigilo. O material será remetido “em mãos e com as cautelas devidas” ao STF, segundo o juiz. “Não seria correto, portanto, afirmar que os diálogos foram juntados ao processo sem o maior cuidado”, escreveu Moro. Constam nestes áudios, segundo o juiz, conversas com outro advogado que não é investigado, além de conversas de “índole eminentemente privada”.

Sobre a interceptação de Roberto Teixeira, advogado de Lula, Moro justifica que ele é supostamente investigado por participar do processo de compra do sítio de Atibaia. “Se o advogado se envolve em condutas criminais, no caso suposta lavagem de dinheiro por auxiliar o ex-Presidente na aquisição com pessoas interpostas do sítio em Atibaia, não há imunidade à investigação a ser preservada, nem quanto à comunicação dele com seu cliente também investigado”, escreveu o juiz.
Do Jornal O Estado de São Paulo, confira AQUI!
Enviado por Eri Castro.
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12 de nov. de 2014

Em primeira mão: Imprensa nacional em Pinheiro para investigar fraude na pesca

Em primeira mão:
Neste exato momento, repórteres da revista Veja e do jornal O Estado de São Paulo estão em Pinheiro investigando a fraude do Seguro Defeso, na cidade e região. O futuro deputado pinheirense Fernando Furtado (PCdoB-MA) está acompanhando esses repórteres. A sua principal atuação é o movimento de pesca e ele é autor de várias denúncias contra o dep. federal kleber Verde, o seu irmão Jr Verde que se elegeu dep. estadual e o dep. estadual Edson Chagas. Os dois primeiros querem dirigir a Superintendência da Pesca no MA ( do governo federal) e o último a Secretária Estadual da Pesca.

2 de nov. de 2014

Os jornais deste domingo

Os JORNAIS deste domingo

Prossegue a narrativa do apocalipse econômico.

Manchete da Folha: “Contas do governo Dilma registram rombo recorde”.

Manchete do Estadão: “Governo vai reduzir meta fiscal após 
rombo recorde”.

Manchete de O Globo: “Contas públicas têm rombo recorde 
de R$ 25 bi”.
Manchete do Correio Braziliense: “Rombo recorde sinaliza aumento nos impostos”.

O editorial principal do Estadão diz que as contas públicas estão “esburacadas”, uma das façanhas de Dilma. Rolf Kuntz faz coro.
O Globo também dedica seu editorial principal ao tema. Fala em “verdade pós-eleitoral nas contas públicas”. No caso do jornal carioca é Miriam Leitão quem faz coro.
O Estadão faz outro editorial sobre Henrique Pizzolato. Sem mencionar Zé Dirceu.
O Globo coloca Pizzolato na capa: “Livre na Itália, indiciado no Brasil”.
Ao lado da manchete, o Estadão registra que o TSE deve negar o pedido de auditoria da eleição presidencial, feito pelo PSDB. Cláudio Couto dispara contra os tucanos: “Questionamento baseado em teoria da conspiração faz PSDB lançar dúvidas sobre si mesmo”.
O Panorama Político (O Globo) fala das urnas eletrônicas e, com menção a Zé Dirceu, diz que o PT também já pediu auditorias. Merval Pereira surpreende e critica o pedido do PSDB. Mas também fustiga o PT.
André Singer, na Folha, critica o aumento dos juros e acenos ao mercado, como em relação ao novo ministro da Fazenda, contraditórios com o discurso de campanha. “A presidente parece não ter percebido que os dizeres contam e que o preço de afirmar uma coisa e fazer outra é muito maior do que parece”. diz.
Com Análise de Mídia.

11 de jan. de 2014

O Brasil sabe o que todos os maranhenses precisam saber sobre Roseana Sarney: o seu total despreparo


roseana e o ministro da justiça
O despreparo da governadora  
É perda de tempo, a esta altura, discutir se o Maranhão é um caso extremo do conhecido pesadelo prisional do País ou se o terror que se abateu sobre São Luís na semana passada – quando, cumprindo ordens vindas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na periferia da capital, bandidos incendiaram um ônibus, matando uma menina de 6 anos – poderia ter atingido, ou poderá atingir a qualquer momento, outras cidades que concentram grandes contingentes do meio milhão de presos no Brasil, quase sempre em condições igualmente desumanas.
Basta registrar que o roteiro da tragédia maranhense foi o já visto: sangrentos conflitos entre gangues pelo controle de cadeias, com mortes a granel, mobilizam forças policiais para “pacificar”, com a costumeira brutalidade, os cárceres convulsionados; em represália e para fazer cessar a intervenção, os chefes das facções em confronto mandam destruir patrimônio e atacar civis, indiscriminadamente; as autoridades aparentam de tomar medidas reparadoras, anunciando planos que não passam de variações dos que os precederam e decerto serão tão ineficazes como aqueles.
Ocioso também é discutir os prós e contras da intervenção federal em Pedrinhas, que a Procuradoria-Geral da República estaria inclinada a solicitar. Ela simplesmente não ocorrerá. De um lado, pelas conhecidas resistências do Judiciário à iniciativa -um pedido do gênero, para o presídio Urso Branco, em Rondônia, lembra o noticiário, aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2008. De outro lado, porque não há a menor hipótese de que a presidente Dilma Rousseff, responsável última pelo ato, intervirá em algum Estado, por que motivo for, neste ano eleitoral – e ainda por cima no feudo do oligarca José Sarney, com quem o antecessor de Dilma se amancebou politicamente para carrear ao Planalto o apoio do PMDB.
O que não se pode deixar de ressaltar, isso sim, é o despreparo absoluto da governadora maranhense, Roseana Sarney, para entender e lidar com a crise cujo combate é sua responsabilidade objetiva. Por sinal, ela só invocou essa condição no único momento em que se exaltou na entrevista que só na quinta-feira ela se dignou conceder, ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele havia sido despachado a São Luís para que não se dissesse que a chefe, a presidente da República, se omitia diante da tragédia e deixava a aliada à mercê de sua incompetência.
Quando uma repórter perguntou ao ministro se o silêncio de Dilma se devia à sua preocupação em não arranhar as relações do governo com o PMDB e a família Sarney, Roseana o livrou da enrascada para livrar o seu clã. “Isso não existe como família”, se pôs a desmentir o óbvio, de cara fechada e indicadores erguidos. “Eu sou a governadora. Se tiverem de penalizar alguém, eu sou a responsável.” Note-se, então, com que mentalidade ela responde pela situação. Declarou-se “chocada” com o “inexplicável” número de mortos -62 – no interior do presídio desde 2013. No ano anterior foram 4. Até setembro passado, eram já 39 – o que, pasme-se, “estava dentro do limite que se esperava”.
Trinta e nove homicídios em nove meses não seriam, pois, uma aberração. Os criminosos como que cumpriram a cota com que a governadora já contava. Até aí, em suma, tudo normal. Se a essa macabra contabilidade não se tivessem acrescentados desde então outros 23 corpos – vários decapitados -, a vida seguiria tranqüila no Palácio dos Leões, a sede do governo, em meio a finas iguarias como aquelas descritas em dois recentes editais de licitação (um, cancelado) para abastecer as despensas e a adega palacianas – lagostas, caviar, champanhe, vinhos “de primeira qualidade” e scotch 12 anos.
É, o Maranhão vai bem – “um Estado que está se desenvolvendo, que está crescendo”, comemorou Roseana na coletiva, antes de emendar: “E um dos problemas que está (sic) piorando a segurança é que nosso Estado está mais rico, mais populoso também”. Em breve, de toda maneira, os crimes e castigos no Estado deixarão de ser de sua alçada. Em abril, ela renunciará para disputar uma vaga no Senado e garantir o lugar da família no Congresso. Foi uma decisão do pai.

23 de dez. de 2013

Vitória quilombola na Justiça Federal pode repercutir no STF

As comunidades quilombolas de todo o Brasil acabam de obter importante conquista na Justiça Federal. Trata-se da decisão da corte especial do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, que, por maioria, rejeitou a arguição de inconstitucionalidade sobre o Decreto nº 4.887, de 2003. Ele regulamenta o processo de identificação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes de quilombos.

O processo no TRF se refere à localidade Paiol de Telha, também conhecida como Fundão, no município de Reserva do Iguaçu, no Paraná. Em 2007, quando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) começou a levantar informações para reconhecer a região ocupada pelos quilombolas, os proprietários da região propuseram a ação, sustentando a inconstitucionalidade do decreto.

Por Roldão Arruda, Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
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17 de out. de 2013

Saiu no Jornal O Estado de São Paulo: "Sarney compra briga inédita com juízes maranhenses"

Em processo de desgaste político, o senador José Sarney (PMDB-AP, foto abaixo) comprou uma briga inédita com juízes maranhenses. No domingo, 13, Sarney escreveu no jornal da família, O Estado do Maranhão, que as Varas de Execução Penal de São Luís eram culpadas pela rebelião de detentos e a chacina de nove presos, no dia 9, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Momentos depois, o juiz Gervásio Santos, da Associação dos Magistrados do Maranhão (Amma), publicou no Facebook que a gestão da governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do senador, não cumpria pedidos de investimentos em presídios.
Na Coluna do Sarney, editada aos domingos pelo jornal, o senador escreveu que uma portaria das Varas de Execução Penal de São Luís, de agosto, estabelecia que presos de diferentes regimes de penas e integrantes de facções criminosas rivais fossem mantidos nas mesmas celas. A portaria, no entanto, ressaltava, na verdade, que o governo estadual descumpria a Lei de Execução Penal em manter os presos juntos.

Por LEONÊNCIO NOSSA, ESTADÃO.
Enviado por Eri Santos Castro.
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José Sarney e a arte de não largar o osso

6 de mai. de 2013

Brasileiro teria votos para ser eleito na OMC

O Itamaraty garante ter votos suficientes para eleger Roberto Azevêdo na disputa com o mexicano Herminio Blanco pela direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), informam Lisandra Paraguassu e Jamil Chade. A presidente Dilma Rousseff entrou na campanha atrás de apoio europeu. O brasileiro teria entre 106 e 111 votos - são necessários 80, e de todas as regiões do mundo. O resultado será anunciado amanhã. 

Com o Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
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