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27 de nov. de 2016

Fidel Castro, o último gigante do sec XX, e as incompreensões da esquerda acerca da democracia e da liberdade

O último gigante do século XX: Fidel foi o último dos grandes líderes carismáticos do século XX. O século XXI produziu, até agora, líderes menores, sem carisma, sem grandes causas, sem grande protagonismo. Parece que a busca da glória, como elemento essencial da atividade política, morreu. Fidel foi um líder ambíguo: pugnou pelas grandes causas da igualdade, da justiça e da fraternidade, mas deixou de lado a liberdade. É certo que em política não há inocentes, mas sem sujar as mãos, também nada de significativo se constrói. 

Em política, como nos ensinou o nosso mestre maior, geralmente se escolhe o mal menor. A história julgará se Castro conseguiu atenuar o mal e face da tragédia permanente da humanidade. Deixou legados enormes no campo da igualdade, justiça, educação e saúde. Suas ações não podem ser compreendidas fora do contexto da Guerra Fria, assim como, das incompreensões da esquerda acerca da democracia e da liberdade. 

Fidel não foi apenas um líder cubano, mas um líder mundial. Nos últimos anos da sua vida se dedicou a duas grandes causas da humanidade: a questão ambiental e os riscos de uma guerra nuclear. Chefiando um estado pequeno, foi um gigante frente ao maior gigante do mundo - os Estados Unidos - que tentaram matá-lo várias vezes. O seu espírito de luta deve servir como exemplo. Se as suas práticas como dirigente de Estado devam sofrer um balanço crítico, os seus ideais, em boa medida, devem ser preservados. Os desafios de hoje consistem em encontrar uma forma de promover a justiça, a igualdade, a solidariedade, a paz, a sustentabilidade ambiental com democracia e liberdade.

Sartre, Beauvoir e intelectuais franceses eram fascinados por Fidel Castro, até que a prisão do poeta Heberto Padilha...

mediaSimone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre em Havana, em 1960, ao lado de Fidel CastroAlberto Korda, 1960
Nota do Jornal Pessoal Eri Castro: "O socialismo sem democracia e o fascínio pelo aniquilamento do contraditório emperrou Cuba a ser melhor do que foi e é."

Os filósofos Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, a escritora Marguerite Duras, foram alguns dos muitos intelectuais franceses que se apressaram a visitar Cuba nos anos 60, encantados com a revolução. Para eles, "El Comandante" simbolizava a esperança.  










A morte do líder da revolução cubana, Fidel Castro, na sexta-feira (25), teve impacto internacional. Na França, o fato foi uma ocasião para se lembrar historicamente a admiração que ele despertou nas mentes mais brilhantes do país.
"Fidel Castro apareceu no momento em que os ideais stalinistas começavam a decair. Ele encarnava a esperança, como uma tábua de salvação", lembra o jornalista francês Jean Daniel, que encontrou Fidel em Cuba, em 1963.
O ex-ministro da Cultura francês, Jack Lang, do PS, lembra bem daquela época: " Fidel era o ídolo dos jovens, dos estudantes, ele havia vencido uma ditadura, assim como o imperialismo americano. Houve uma simpatia imediata, quase irresistível", diz, explicando que suas primeiras medidas em favor da educação, da saúde e da cultura ressoaram na França e em outros países que sonhavam com uma nova sociedade. "Naquele momento, Fidel simbolizava uma certa utopia, e alguns aderiram a isso até ficarem cegos".
No auge da Guerra Fria, o ator Gérard Philipe foi um dos primeiros a trocar um aperto de mão com Castro, em 1959, alguns meses depois do guerrilheiro ter vencido o regime de Fulgencio Batista. Muitos outros nomes famosos se sucederam nas visitas à ilha, como o ex-ministro da Saúde, Bernard Kouchner, escritores como Marguerite Duras, Jorge Semprun, o jornalista Claude Julien ou o renomado editor François Maspero.
"Havia naquele homem algo de romântico, algo de brilhante, o mito Castro é também a cor, a música, o romantismo cubanos", observa o jornalista Jean Daniel.
Para o filósofo Pascal Bruckner, Cuba vivia um regime totalitário que fascinava pela personalidade autoritária do dirigente e pelo perfil libertário da ilha: "Castro dava ao totalitarismo comunista um toque apimentado, mas foi um ditador terrível que manteve sua ilha na miséria e na fome até a morte".
Quando Fidel bateu a porta na cara dos franceses?
A admiração infinita da intelligentsia parisiense por Fidel dava a impressão de que não havia "um outro lado da moeda". Tanto que o exilado cubano Jacobo Machover, em seu ensaio político "Cuba, o acompanhamento culpado, os companheiros da barbárie" (2010), denuncia os intelectuais que "recusaram-se a criticar o horror que existe por trás da imagem de dirigentes revolucionários transformados em heróis românticos".
Mas alguns anos depois, "a ficha começou a cair". O intelectual francês Régis Debray, que foi muito amigo de Che Guevara, admitiu que frequentou muito a ilha cubana e que até 1989 ainda recebia a tradicional caixa de charutos Cohiba, da parte de Fidel Castro. "Mas tudo isso acabou devido a divergências políticas", confessou.
Em 1960, a visita de Sartre e Simone de Beauvoir a Havana dourou o regime castrista, tanto para os franceses quanto para a esquerda anti-americana. Sartre contou sua estada em 16 artigos escritos para o jornal France-Soir, intitulados "Tempestade sobre o Açúcar". O encontro dos filósofos com Che Guevara e Fidel Castro foi fotografado pelo cubano Alberto Korda, autor da famosa imagem de Che, "Guerrilheiro Heróico". A visita também inspirou a cineasta Agnès Varda a realizar, em 1963, um pequeno filme de propaganda, musical et poético, testemunhando a admiração dos intelectuais de Saint-Germain-des-Prés pela revolução do "líder maximo".
Mas a "lua de mel" com "El Comandante" terminou em 1971, quando o poeta cubano Heberto Padilla foi preso. Sartre rompe relações com Fidel em uma carta assinada por cerca de 60 artistas, políticos e personalidades francesas, condenando a detenção do escritor.
A resposta de Fidel Castro não demorou. Todos foram acusados de serem "agentes da CIA" e tiveram a entrada em Cuba proibida para sempre.

Com DCM.
Enviado por Eri Castro.
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26 de nov. de 2016

Lula: Fidel animou sonhos de soberania e liberdade

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do amigo e líder cubano Fidel Castro, aos 90 anos, neste sábado, 26; Lula disse que Fidel sempre foi uma voz de "luta e esperança" para os povos de nosso continente e os trabalhadores dos países mais pobres; "Seu espírito combativo e solidário animou sonhos de liberdade, soberania e igualdade. Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania", disse Lula; "Será eterno seu legado de dignidade e compromisso por um mundo mais justo", afirmou Lula.
Com Brasil 247

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O ESPADACHIM, para Che Guevara e Fidel Castro

O ESPADACHIM
                          Para Che Guevara e Fidel Castro, com muita humildade, esta pequena homenagem.

A espada justiceira
cortará o ar
em vários pedacinhos
dividindo
o nosso oxigênio
de cada dia.
                           (Bom dia com poesia, Eri Castro).
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Os que comemoram a morte de Fidel devem se lembrar apenas de um fato: jamais o derrotaram

Os que comemoram a morte de Fidel devem se lembrar apenas de um fato: jamais o derrotaram. #FidelEterno

"Hasta la victoria, siempre !" Fidel Castro brilha agora ao lado de outras estrelas do firmamento

MORRE FIDEL CASTRO, O LÍDER DA REVOLUÇÃO CUBANA
Morreu nesta madrugada, aos 90 anos, o comandante Fidel Castro, líder da Revolução Cubana; em 1959, Fidel liderou, ao lado de Che Guevara, a conquista do poder em Havana, a partir da Sierra Maestra, inspirando jovens do mundo todo, com os ideais revolucionários; “O comandante chefe da revolução cubana morreu às 22h29 desta noite [3h29 de sábado]”, anunciou Raúl Castro, que sucedeu ao irmão em 2006; a breve declaração de Raúl Castro terminou com uma frase muito cara a Fidel: “Hasta la victoria, siempre”
Com Brasil 247.

21 de set. de 2015

Um papa comunista peregrina pelo mundo pregando justiça social para promover a PAZ!

Um papa comunista peregrina pelo mundo pregando justiça social para promover a PAZ!
O bom Papa Francisco, que tanto colaborou para o entendimento
EUA-Cuba, visita agora Havana e depois Nova York, onde dirá palavras que precisamos ouvir com atenção para promover a justiça e a paz entre os povos e em cada nação.

Ao fundo a imagem do revolucionário Che Guevara!

16 de jun. de 2014

Num paí em que Pelé quer ser branco, Ronaldo Coxo...que falta faz um Maradona filho do seu tempo

Num pais que tem Romário e Ronaldo Coxonaldo, como faz falta um Maradona. Conterrâneo de Che Guevara. Sempre coerente, apoia a Revolução Cubana e Fidel. Apoiou Chaves e a apóia Maduro e a Revolução Bolivariana. Apoiou Lula e apoia Dilma. Apóia o MST, a Via Campesina.

22 de abr. de 2014

As amazonicas diferenças entre o Gabriel Garcia Márques e o direitista José Sarney

“Gabriel García Márquez foi o intelectual mais comprometido da nossa época. Durante toda a sua vida foi um ativista político engajado com a América Latina, sempre solidário ao povo latino-americano e à Revolução Cubana”. Já o 'estadista' José Sarney...era o presidente do partido da ditadura.

31 de jan. de 2013

Lula revisita Fidel

Depois estar com Raúl Castro pela manhã, à tarde Lula se encontrou durante 1 hora com Fidel Castro, em Cuba, ontem (30).

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Depois estar com Raúl Castro pela manhã, à tarde Lula se encontrou durante 1 hora com Fidel Castro, em Cuba.

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula