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11 de jul. de 2016

Poeta Augusto de Campos detona o maranhense Ferreira Gullar: Neofacista


Eri Castro
AUGUSTO DE CAMPOS DETONA FERREIRA GULLAR: NEOFASCISTA.
Em resposta a Ferreira Gullar, o poeta Augusto de Campos o criticou duramente por ter contribuído para o golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "Dilma não é corrupta. Corrupto é quem se vende para instituições culturais de fachada. Eu não defendo a corrupção. Defendo a democracia, que um viracasaca como o acadêmico Gullar, ex-stalinista e neofascista, despreza e avilta, maculando sua biografia."
Com Brasil 247.

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22 de abr. de 2015

Babilônia em chamas: Poeta Augusto de Campos mata a cobra e mostra o pau

“Confio na integridade e na capacidade da presidenta Dilma. Quem deve ser cobrado são os integrantes do Congresso mais reacionário dos últimos tempos, os seus presidentes deploráveis, e o ministro Gilmar Mendes (colocado no STF pelo ex-presidente Fernando Henrique) que sentou há mais de um ano em cima do voto, bloqueando a decisão que impediria o financiamento empresarial das campanhas eleitorais e dos partidos políticos. Golpe nunca mais! Ditadura nunca mais! Marchas da Família, etc., nunca mais! Não vão levar no tapetão, o que perderam na eleição! Golpistas não passarão!” Em Vida Simples (Poeta Augusto de Campos).


17 de jun. de 2014

Poeta Augusto de Campos: "Viva Dilma, Vaia aos vips"

Carta do poeta concretista Augusto de Campos hoje no Painel do Leitor, da Folha:

"A Folha utilizou o meu poema "VIVA VAIA" como ilustração de texto ambíguo sobre os insultos recebidos pela presidente Dilma ("O limite da vaia", "Poder", 14/6). Utilizou-o sem minha autorização, sem pagar direitos autorais: sem me dar a mínima satisfação. Poupo-me de comentar a insólita atitude do jornal, ao qual eu poderia processar pelo uso indevido do meu texto. A reportagem, em que meu poema é cercado de legendas sensacionalistas, deixa dúvidas sobre a validade dos xingamentos da torcida e, por tabela, me envolve nessa forjada querela. A brutalidade da conduta de alguns torcedores mereceria incisiva condenação, não dubitativa cobertura, abonada por um poema meu publicado fora de contexto. 

Os xingamentos, procedentes da área VIP do estádio, onde se situa gente abastada e conservadora, evidenciam a boçalidade e a truculência que é o reverso da medalha do nosso futebol, assim como a inferioridade civilizatória do brasileiro. Até os candidatos de oposição tiveram a desfaçatez de se rejubilarem com os palavrões espúrios. Pois eu lhes digo: VIVA DILMA. VAIA AOS VIPS".

2 de mai. de 2013

À esquerda - Vladimir Maiakovski

Em frente, marche! Basta de falar!
O tempo dos oradores já passou.
Hoje tem a palavra
o Camarada Mauser!
Não há outra lei senão a da natureza.
Somente Adão e Eva estão com a verdade.
Abaixo as leis, abaixo as cadeias!
Fustiguemos a carroça da história
À esquerda, à esquerda, à esquerda!
Em frente, à conquista
dos Oceanos!
Tendes canhões em vossos navios de aço.
Já esquecestes como os fazer falar?
Que a coroa abra uma goela
quadrangular,
que o leão britânico ruja
que importa?
A comuna está em marcha
e manterá a vitória!
À esquerda, à esquerda, à esquerda!
Aqui é a sombra e a morte, mas lá longe
do outro lado das montanhas
o sol se levantou sobre um mundo novo.
Lá, além das planícies,
o solo estremece sob os passos inumeráveis
de homens impávidos e livres.
Camaradas, nós somos um rochedo de granito.
Os bandidos da Entente se arremessam contra ele.
Mas nada abaterá a Rússia Soviética.
À esquerda, à esquerda, à esquerda!
Eles não puderam furar os olhos atilados da águia
que olha e compreende as lições do passado.
Avante, pois, meu povo, e já que o pegaste
estrangula teu carrasco!
A trombeta dos bravos já soou o alarme.
Nossos estandartes aos milhares avermelham o céu.
Só a rota dos traidores é que conduz à direita.
À esquerda, à esquerda, à esquerda!

Vladimir Maiakovski (Bagdadi, Rússia, 19 de julho de 1893 - Moscou, 14 de abril de 1930) - Poeta e dramaturgo, considerado um dos mais influentes autores do século XX. Foi um dos fundadores do movimento artístico futurista da Rússia. Ao lado de figuras como Meyerhold, participou da criação de um novo teatro russo influenciado pela arte construtivista. As traduções foram feitas por Carrera Guerra, Boris Schneiderman, Augusto de Campos e Haroldo de Campos