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16 de nov. de 2013

O dia que o jornalismo emporcalhou a história: UOL e “a capa de Genoino”

Hoje a jornalista Ana Helena Tavares escreveu:
Ontem (15) foi um dia triste para quem escolheu o jornalismo como forma de luta e não como forma de luz. A sociedade do espetáculo se regozija com sua própria desgraça. A República é apunhalada no dia de sua proclamação. E o Brasil permanece o país do faz-de-conta. Tristes lentes as dos repórteres que estão em frente à casa de Genoíno. Queriam registrar ali um palácio, mas só o que veem é uma casa simples. As imagens serão achincalhadas pela História.
Daí abro a página da uol pra ver uma foto de Genoino postada por uma amigo no Face e fico estarrecida com a desinformação da legenda:
Isso não é um gesto de vitória, isso é um gesto de protesto e de luta, muito usado pelos Panteras Negras.

Esta chamada e legenda devem entrar para a história da vergonha alheia da fotolegenda do fotojornalismo. Daquelas imensas mesmo, praticadas por aqueles da imprensa que não fazem a menor questão de lidar com a realidade.
A ‘capa’ que o/a desinformado/a da UOL se refere é um painel bordado por Rioco em 2012* (durante o julgamento da AP470) e simboliza a solidariedade dos companheiros que visitaram Genoino quando ele passou um longo tempo sem sair de casa após o achincalhe do jornalixo produzido pela grande mídia. Genoino, que sempre viveu no mesmo bairro, não podia nem ir à padaria próxima a sua casa sem ser hostilizado.
**Rioco fez então muito pássaros, um para cada amigo que não o abandonou, que não achou que a solidariedade fosse coisa privada. Rioco fez uma releitura de Mario Quintana: ‘eles passarão, eu passarinho’.
Por isso Genoino se cobriu com este manto de solidariedade de seus companheiros de luta e demonstração de amor da sua companheira de uma vida inteira.
E UOL, pelo amor, deixa de ignorância, punhos cerrados levantados para a geração da esquerda da década de 1960 é sinal de luta, de resistência a tudo que vocês representam, seus energúmenos!

A dupla – Smith e John Carlos que levantou os punhos serrados com luvas pretas, repetindo o gesto dos “panteras negras”. Naquele momento a ação dos atletas simbolizava a luta pelos direitos civis dos negros estadunidenses nos pódios olímpicos. Pelo ato político a dupla foi expulsa das olimpíadas.
Não é gratuito, portanto, o fato de José Dirceu repetir o mesmo gesto de sua geração ao ser preso no mesmo dia que Genoino.
Não é gratuito que Joaquim Barbosa tenha feito isso em 15 de novembro.
Com o Blogue  Maria Flor. 
Enviado por Eri Santos Cstro.
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23 de set. de 2013

Governo fará nova expedição ao Araguaia atrás de corpos de desaparecidos

O Grupo de Trabalho do Araguaia, ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, fará nova incursão à região para mais escavações atrás de corpos de guerrilheiros desaparecidos, a partir de Segunda-feira até dia 2 de Outubro.

Será em duas frentes: no Cemitério do município de São Geraldo, no Pará, e numa antiga base militar em Xambioá, no Tocantins. Familiares das vítimas e promotores do MP Federal vão acompanhar a empreitada. A última atividade foi em Outubro do ano passado.
Criado em 2011, o GTA conta com integrantes do Ministério da Defesa, Justiça e SDH. À frente do grupo investigativo está Gilles Gomes, braço direito da ministra Maria do Rosário.
Xambioá e São Geraldo ficam distantes 600 metros, separadas apenas pelo rio Araguaia. Foram o foco da guerrilha na década de 70. Há indícios de dezenas corpos enterrados na região.
Do Blogue Coluna Esplanada, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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10 de jun. de 2012

Memórias da guerrilha

Com dez anos de pesquisa e acesso aos arquivos de Sebastião Curió, o repórter do Estado Leonencio Nossa narra no livro Mata! - O Major Curió e as guerrilhas no Araguaia o trabalho da Operação Marajoara, que pôs fim à luta armada do PCdoB no interior de Goiás, no anos 70.

Saiu no Estado de São Paulo.
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22 de abr. de 2011

A nova Carta Capital

Manchete: O diário do Araguaia
O dia a dia na selva narrado por Maurício Grabois, líder da guerrilha, em escritos mantidos sob sigilo pelo Exército há 38 anos

“Nosso objetivo estratégico nesta fase da luta armada é sobreviver." (12/09/72)

"Esse aprendizado nos custou sangue, sofrimentos e suor.” (12/10/73)

Cartaverde - Como o mundo se prepara para viver sem petróleo

Salvador - Degradada, a capital baiana perde turistas para Fortaleza

Enviado por Eri Santos Castro.

15 de dez. de 2010

OEA condena o Brasil por 62 mortes no Araguaia

Eri Santos Castro
Tribunal da OEA condena país por 62 mortes no Araguaia. Sarney, nessa época, era o presidente do partido da ditadura.

Nota: A Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos condenou o Brasil por não ter punido os responsáveis pelas mortes e desaparecimentos ocorridos na Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1974. A OEA determinou que sejam feitos todos os esforços para localizar os corpos. Para a corte, a Lei de Anistia não pode impedir a investigação das violações de direitos humanos.