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24 de nov. de 2013

COM GENOINO, DIRCEU E DELÚBIO. PEQUENO MOMENTO, GIGANTE PELA EMOÇÃO

Dirceu e Delúbio disseram aos deputados que eles sabem o que fazer em suas “trincheiras”.



Conversa Afiada e o Jornal Pessoal Eri Castro reproduz texto do jornalista Ricardo Borges:


O dia 20 de novembro de 2013 vai ficar marcado na minha vida, assim como a data de 17 de junho desse mesmo ano, quando o Congresso Nacional foi invadido por milhares de jovens, que gritavam aos brados por um país melhor e mais digno. Essas duas datas, que relembram o período sombrio que o país vivenciou nas décadas de 60,70 e 80 – na ditadura militar -, mas, claro, de outra forma, modo e contexto.

No dia 20, acompanhei um grupo de parlamentares do Partido dos Trabalhadores que visitaram José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e o ex- deputado do PTB-MG Romeu Queiroz, no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.

Ao chegar ao local, o rosto dos parlamentares mudou, tomado pela energia negativa do ambiente e pela situação de ver os companheiros de partido passando por aquela situação.

Depois de uns 13 minutos, esperando a liberação para visitar os envolvidos na Ação Penal 470, passamos por um detector de metal, deixamos nossos pertences (celulares, bolsas e documentos pessoais) e fomos para a sala do diretor do complexo penitenciário para presos em regime semiaberto.

A sala de aproximadamente 15m2, pintada na cor verde, com cadeiras na cor preta e a mesa do diretor ocupando boa parte do espaço, estava muito quente e sem ventilação, e ficou rapidamente pequena  com a quantidade de deputados.

Esperamos por cerca de cinco minutos no aguardo de Dirceu, Delúbio, Genoino e Romeu. Antes de os petistas entrarem na sala, que também tinha  janelas no lado direito e na frente, com vistas ao complexo, os deputados avistaram os presos saindo do complexo em fila, com agentes na frente, do lado e atrás, num sol escaldante da Capital Federal.

Os deputados que viram aquela cena começaram a chorar e a se emocionar .

Todos chegaram juntos. Mas,  o primeiro a entrar na sala foi Genoino.

Ele estava com uma camiseta branca, com gotas de sangue próximo ao umbigo, calça da cor bege, tênis da cor preta com umas tirinhas laranja e com uma postura firme.

Chorou ao abraçar os visitantes.

Em seguida, veio Dirceu. Ele estava de camisa polo também na cor branca, bermuda bege e sandália de couro, na cor marrom.

Depois chegou o Delúbio, também de camisa branca, bermuda bege,  sandália branca e com os cabelos molhados.

Por último, apareceu Romeu Queiroz, que estava vestido de branco, calça bege e sandália.

Depois de abraçar todos e todas, Genoíno falou em nome do grupo, com o tom de voz rouca. Contou como foi a prisão e como estava passando esses dias no complexo penitenciário da Papuda.   Ele falou da situação de sua saúde e todos ficaram ainda mais preocupados. Durante sua fala,  sempre mencionou a preocupação de Dirceu e Delúbio com sua saúde. Disse que teve que beber água da torneira, o que agravou seu problema de saúde e, após pedidos dos companheiros aos agentes penitenciários, liberaram água potável para ele.

Os presos demostraram muita indignação com a forma como foi organizada a operação midiática, em Brasília. Também informaram que chegaram ao delegado e o mesmo informou que não poderia prendê-los, pois não havia nenhum mandado de prisão.

Elogiaram a profissionalismo dos delegados e dos agentes.  Recriminaram apenas  atuação de um veiculo de comunicação do país (membro do PiG) pela forma como agiu na veiculação da prisão.

Genoino parou de falar e passou a palavra para Delúbio e Dirceu. Os dois disseram o que esperam e quais as expectativas daqui para frente. Pediram apoio aos parlamentares e falaram que cada um sabia o que fazer em suas “trincheiras”.

Como eu estava próximo de Delúbio, perguntei como era o tratamento dos outros presos com eles. Delúbio disse que eles estavam evitando aproximação com os presos, mas eles estavam enviando bilhetes de apoio e solicitando coisas.

No final, eles relembraram os momentos da criação do Partido dos Trabalhadores.

Ficamos lá por cerca de 40 minutos e, em seguida, voltamos para a Câmara.

A van que levou os parlamentares, que, antes estava “vestida” por conversas políticas, foi tomada pelo silêncio, pelo olhar de tristeza e indignação.

Confesso que foi um momento único em minha vida. Não sei se irei passar por outro momento como este. Aquele pequeno espaço de tempo tornou-se gigante e inesquecível!
Ricardo Borges é jornalista e assessor de imprensa na Câmara dos Deputados, no Sítio Conversa Afiada, confira aqui!

Enviado por Eri Santos Castro.
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12 de jun. de 2012

Mídia já condenou PT pelo mensalão, afirma Delúbio

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares disse, em ato para apresentar sua defesa na ação do mensalão, que a imprensa já condenou réus do partido. “Esse negócio vai
sair na mídia todo dia. Dirceu é ladrão, Delúbio é ladrão.” Para ele, o julgamento prejudicará o PT e aliados na eleição.

Com a Folha.
Enviado por Eri Santos Castro. 
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30 de jun. de 2011

Vladimir Palmeira decide deixar PT após volta de Delúbio

O ex-deputado federal Vladimir Palmeira, um dos fundadores do PT, decidiu deixar a legenda em protesto contra a readmissão do ex-tesoureiro do partido, Delúbio Soares. Palmeira, que atuou no movimento estudantil durante a ditadura militar, disse que se sentiu "logrado" pela executiva nacional petista, que havia expulsado Delúbio por seu envolvimento no escândalo do mensalão, mas aceitou seu retorno à sigla.
 
"O partido renegou o que havia decidido há seis anos. Nós fomos para a linha de frente para defender o partido, que havia decidido expulsá-lo. Agora, quando o partido volta atrás, você fica sem cara", disse Palmeira, que foi deputado federal constituinte e deputado federal, chegando a ser líder do PT na Câmara. Em 2006, candidatou-se ao governo do Rio de Janeiro e ficou em quarto lugar. No ano passado, disputou vaga de deputado federal, mas não se elegeu.
Palmeira se disse decepcionado com a mudança de postura do partido diante do escândalo, considerado um dos episódios mais graves de sua história. "Na prática, a expulsão do Delúbio virou uma suspensão. Fizeram jantares em homenagem a ele e, no fim das contas, ele sequer foi punido", avaliou.
 
Segundo Palmeira, que é economista e professor, o retorno do ex-tesoureiro "é uma demonstração de que o PT está evoluindo mal", o que teria tornado sua permanência na sigla insustentável. "Hoje, o partido não tem mais tendências políticas. Você tem uma divisão constante em grupos com interesses pontuais, que votam como bem entendem, como foi o caso do debate do Código Florestal", afirmou. "Acredito que esses problemas ainda vão se agravar e é por isso que eu estou saindo."
 
O ex-deputado disse que ainda não decidiu se vai se filiar a outra legenda, mas descartou retornar ao PT. Para ele, as divisões dentro da legenda prejudicam os projetos do governo da presidente Dilma Rousseff. "A falta de unidade do PT certamente prejudica o governo. Todo partido muda quando chega ao governo, mas nesse caso, a mudança foi institucional demais."
 
Da agência O Estado.
Enviado por Patrícia Aguiar.
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29 de abr. de 2011

Rui Falcão será o novo presidente do PT

Falei ainda pouco com Márcio Jardim ( que mudou-se para Brasília, onde trabalha como assessor especial com o senador Lidemberg farias) e ele confirmou a renúncia de José Eduardo Dutra da presidência do PT. Em desafio à presidente Dilma, e numa articulação comandada pelo deputado cassada José Dirceu, o PT vai eleger hoje o deputado estadual Rui Falcão (SP) como seu novo presidente.

Falcão terá uma grande missão pela frente: deslocar o governo Dilma para a esquerda. O PT também deve aprovar a volta de Delúbio.

Enviado por Eri Santos Castro.
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