Mundo ferve, mídia trôpega | |||||||||||
| Iniciado o ano real, efetivo: os jornalões voltam ao seu estado natural – desnorteados, atarantados, incapazes de responder com grandeza às convocações do noticiário. O mundo ferve, a mídia vai levando. A sucessão de calamidades e catástrofes não cria um sistema capaz de responder com rapidez às angústias do seu público. Prefere iludi-lo com banalidades ao invés de preocupá-lo com transcendências. No domingo [13/3], nenhum deles conseguiu oferecer algum tipo de reação a respeito do desastre nuclear que ronda o Japão, embora as notícias sobre as complicações na central de Fukushima tenham começado na sexta-feira [11/3], em seguida ao terremoto. Afinal, o Brasil tem duas centrais em funcionamento em Angra dos Reis e o novo governo está empenhado em terminar a montagem da terceira. Emocionados com a tragédia japonesa, seria aconselhável que não se perdessem de vista as implicações locais do que acontece nos antípodas: a energia nuclear volta a ser duramente questionada. Principalmente na Alemanha, onde teoricamente está banida. Os reatores são seguros, garantem os técnicos – seguros até que um fato novo ou evento máximo escancare a sua vulnerabilidade. Este questionamento só pode ser acionado pela mídia – o legislativo federal continua fixado em cargos, verbas, vantagens e assim ficará pelo menos até o segundo semestre. EstímulosNossa mídia só reage ao estímulo das denúncias de corrupção – mesmo assim, somente às de alto bordo, a grande corrupção político-partidária que sabe explorar com perfeição em benefício de suas preferências. O escândalo da polícia civil do Rio sumiu misteriosamente do noticiário e ele tem a ver com a perigosa metástase do narcotráfico que iguala o país à velha Colômbia ou ao novo México. Sossegada pela sábia estratégia da presidente Dilma Rousseff de não espicaçar os seus pontos fracos, a mídia perdeu aquele mínimo de animação e combatividade que exibiu em alguns momentos. Aceita tudo, engole tudo, nada lhe parece incômodo, estranho, acintoso ou indecente. Relaxa e goza, desde que não se toque nos mercados nem se convoque o Estado para novas tarefas – como a de acabar com o duopólio do transporte aéreo que castiga a sociedade e compromete o desenvolvimento do país. ComplacênciaExemplo desta modorra e complacência foi a aceitação dos resultados dos concursos das escolas de samba no Rio de Janeiro e de São Paulo. Estes resultados no fim do Carnaval sempre foram motivo de calorosas e saudáveis controvérsias, isca para provocar o cidadão e levá-lo a se engajar num debate de teor cultural. A premiação deste ano, privilegiando o gênero da biografia fajutada, agride a tradição dos samba-enredos criativos e originais, sofisticados e populares, mix que só as escolas de samba conseguem produzir com perfeição. A escolha de duas celebridades, Roberto Carlos (Beija-Flor) e o ex-pianista-agora-maestro João Carlos Martins (Vai-Vai), não esconde uma predileção pelas fontes de apoio e financiamento fácil. O músico homenageado pela escola paulistana é da entourage de Paulo Maluf e seu irmão, Ives Gandra Martins, representante máximo da Opus Dei no Brasil. Ninguém lembrou que o mesmo Roberto Carlos conseguiu embargar judicialmente a publicação de uma biografia não-autorizada e a queima dos volumes impressos, façanha que o coloca ao lado da Santa Inquisição. O anúncio de que a mesma Beija-Flor do Rio vai cantar Angola no Carnaval de 2012 não produziu a menor faísca de indignação em nossa valente mídia: José Eduardo dos Santos, o presidente da ex-colônia portuguesa, é um autêntico ditador, no poder há 32 anos consecutivos – mais do que Hosni Mubarak –, capo de um dos estados mais corruptos da África e cuja família comprou com diamantes parte da mídia portuguesa e que agora desembarca no Brasil. A mídia não esconde que vive de celebridades, precisa delas, mesmo caquéticas ou suspeitas. O endeusamento de Hebe Camargo porque teve um câncer e o descarado salvo-conduto oferecido ao falido banqueiro-apresentador Silvio Santos são provas de um afrouxamento generalizado nos padrões das exigências morais que em algum momento será cobrado. Em 2012 teremos eleições, em 2014 também. Então tudo muda. Por Alberto Dines, do Observatório da Imprensa. Enviado por Eri Santos Castro. Compartilhe. | |||||||||||
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15 de mar. de 2011
ANO NOVO, TUDO IGUAL
3 de dez. de 2010
Banqueiro que quebrou recebe medalha de Lula
Medalha no peito
Renata Lo PreteNão obstante a crise do banco PanAmericano, Lula resolveu agraciar o empresário Silvio Santos com a Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas no grau de grã-cruz.
O vice José Alencar e o maestro Isaac Karabtchevsky receberam a mesma distinção.
Por Renata Lo Prete, da Folha.
Enviado por Eri Santos Castro.
22 de nov. de 2010
'Gestão afetiva' de Sílvio é amadora, mas construiu um império
Agora está abalada
O jeito Sílvio Santos de lidar com recursos humanos é peculiar - a contratação de empregados quase sempre seguiu exclusivamente seu próprio faro. Por mais amador que isso possa parecer, foi por meio do próprio instinto que ele construiu seu império. As histórias de sua "gestão afetiva" explicam, de alguma forma, por que a descoberta do gigantesco rombo no banco PanAmericano deixou o apresentador perplexo. Sílvio Santos sempre demonstrou excesso de zelo em relação aos empregados. Cartões personalizados de cumprimentos para os funcionários são uma marca do empresário. Os textos são especiais, dizem. Também passou a ser um ritual dentro da empresa a troca de bilhetes. Os funcionários mais próximos mandam pedaços de papel ao patrão, dando ou pedindo conselhos. Sílvio manda a resposta no mesmo pedaço de papel. "Os bilhetes são uma marca na família", diz a esposa, Íris, que na semana passada lançou um livro com o nome de "Recados disfarçados".
Com Valor Econômico.
Enviado por Eri Santos Castro.
21 de nov. de 2010
Sílvio Santos virou também picolé
Caixa perde R$ 320 milhões com crise do Panamericano
A Caixa Econômica Federal perdeu mais de R$ 320 milhões com o derretimento do valor de mercado, de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,2 bilhão, do Banco Panamericano. Há um ano, a Caixa adquiriu do banco uma participação de 35,5%, por R$ 740 milhões.Do Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
17 de nov. de 2010
Silvío Santos é responsável nº 1 por rombo no PanAmericano
Dono é o responsável n° 1 por rombo em banco, diz Meirelles
Para ele, se críticas no caso Panamericano levarem a maior fiscalização do BC haverá 'risco moral' no mercado
Para ele, se críticas no caso Panamericano levarem a maior fiscalização do BC haverá 'risco moral' no mercado
Na primeira entrevista exclusiva desde o socorro de R$ 2,5 bilhões ao Panamericano, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o acionista majoritário (o empresário Silvio Santos) é, "em última análise, o responsável" pelo rombo. Ele afirmou a Leandro Modé, Fábio Graner e Fernando Nakagawa que as críticas ao BC revelam "mal-entendido sobre o papel da supervisão" e considerou inviável a fiscalização oficial substituir controles internos e auditorias externas. Meirelles alertou que, se o governo assumir essa tarefa, haverá aumento do chamado “risco moral” no sistema. "Gestores, auditores, investidores passam a não fazer seu trabalho, baseados no preceito de que o governo fará por eles”.
16 de nov. de 2010
Ex-executivo de banco investiu em 'fantasmas'
Ex-diretores do PanAmericano, do Grupo Silvio Santos, assumiram empresas consideradas fantasmas entre um e oito dias depois da conclusão da venda de 35,54% do banco para a Caixa Econômica Federal, em dezembro do ano passado.
Investigação apura se essas companhias eram usadas para lavar dinheiro.
Seus sócios originais criaram cerca de 50 firmas em três anos, quase todas com apenas R$ 100 de capital, algumas "a pedido de clientes", segundo eles.
De O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
Investigação apura se essas companhias eram usadas para lavar dinheiro.
Seus sócios originais criaram cerca de 50 firmas em três anos, quase todas com apenas R$ 100 de capital, algumas "a pedido de clientes", segundo eles.
De O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
13 de nov. de 2010
PF investiga banco de Silvio Santos
Os indícios de fraudes contábeis no banco PanAmericano serão investigados pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal em São Paulo. Desde dezembro, o valor do banco caiu à metade.
Com O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
Com O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
27 de set. de 2010
Silvio Santos entrevista Lula em 1989
O apresentador e dono do SBT, Silvio Santos, esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta quarta-feira.
Chegou no gabinete presidencial, deu um "salve", disse que não pisava ali "faz uns 20 anos" e mostrou a Lula um vídeo no laptop, segundo a assessoria de imprensa do Planalto.
A tela exibiu trechos de um programa de 29 outubro de 1989, a duas semanas do pleito daquele ano.
No auditório do homem dos aviõezinhos de dinheiro, público e convidados improvisaram sabatina com o então presidenciável de primeira viagem.
"Quem quer fazer pergunta? Levanta a mãããoooo. Ca-ca-calma, calma", orienta Silvio à sua plateia.
Na berlinda, nada da versão "Lulinha paz & amor" made in 2002, sob batuta do marqueteiro Duda Mendonça. Uma das propostas do petista, por exemplo, era suspender o pagamento da dívida externa.
Mais adiante, a ex-jurada do Show de Calouros Sônia Lima pergunta por que Lula aparece "tão nervoso e tenso" na TV e se ele "tem medo dos repórteres". O entrevistado diz que se considera "tímido", mas, com 43 anos, "espera mudar dali para frente".
Silvio Santos por pouco não foi rival de Lula naquelas eleições. Na reta final da campanha de 1989, o PFL (atual DEM) tentou emplacar Silvio no lugar de Aureliano Chaves como presidenciável do partido.
O plano furou, e o apresentador quase saiu candidato pelo nanico PMB (Partido Municipalista Brasileiro). A candidatura acabou sendo barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Vinte e um anos depois, Silvio aproveitou para pedir a Lula doação de R$ 12 mil ao programa Teleton. O presidente recebeu, ainda, convite para apresentar a abertura da maratona televisiva.
Da Folhaa.
Enviado por Eri Santos Castro.
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