23 de out de 2015

Ideias inovadoras nas áreas de mobilidade urbana e tecnologia assistiva são apresentadas na SNCT

Momento em que o secretário Bira do Pindaré participa da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Maranhão

A proposta de uso racional de carros para mobilidade urbana, baseado em Internet das Coisas, foi apresentada durante palestras realizadas, na manhã desta quinta-feira (22), na “Cidade da Ciência”, em frente à Praça Maria Aragão, onde acontece a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Maranhão. A inovação deve trazer resultados concretos para sociedade do ponto de vista de fluidez de tráfego, melhoria da qualidade de vida e diminuição de emissão de poluentes. Com uma programação diversificada, que inclui palestras, minicursos, oficinas, apresentações de cinema, planetário e culturais, a feira tem atraído milhares de pessoas. As atividades acontecem até domingo (25).

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Bira do Pindaré, coordenador geral da Semana, afirmou que a melhoria da mobilidade urbana é um enorme desafio e é tarefa do governo criar políticas e apoiar projetos que traga solução para o problema. “Ideias como a que foi apresentada são muito interessante e despertam nosso interesse, uma vez que traz benefícios para a população”, disse o secretário que tem acompanhado todos os dias a programação do evento, visitando estandes, conversado com visitantes, monitorando projetos e assistido a programação cultural, que acontece sempre no final de tarde – a partir das 17h.

A proposta para mobilidade apresentada pelo professor da Uema, Carlos Henrique de Oliveira, despertou o interesse de muitos alunos que chegaram cedo ao local para participar das discussões que teve início às 8h. O projeto Urca - Uso Racional de Carros para Mobilidade Urbana Baseados em Internet das Coisas, segundo explicou Carlos Henrique, surgiu a partir da percepção de que a quantidade de carros novos aumenta muito mais rápido do que a saída de carros antigos das vias.

“A média nacional é de 4,4 carros por habitantes, mas algumas cidades essa média já chegam a três carros a cada dois habitantes. Em pouco tempo teremos um por um e isso preocupa muito porque vai implicar na qualidade de vida da população, na fluidez do trânsito o que trará mais estresse para a população, sem falar no aumento da emissão de poluentes”, enumerou o professor.  

A aplicação do projeto, segundo explicou o professor, consiste na instalação de câmeras que enviem feixes infravermelho, instaladas em pontos estratégicas de avenidas que vão permitir através desses raios fazer a contagem de passageiro no interior do veículo. O mesmo sistema também fará o reconhecimento das placas dos veículos para somar essas informações de formas sincronizadas. As informações serão transmitidas para um Centro de Controle.

Em uma primeira fase será levantada a necessidade de conscientização da população para que ela se engaje no projeto Carro Carona. “Espera-se que os órgãos públicos possam incentivar o cidadão a usar as vias públicas e os veículos de forma compartilhada, ou seja, servido de carona para amigos e vizinhos que moram próximos e que segue para destino semelhante. O projeto se propõe a tirar carros da rua. A ideia é que o cidadão que usar seu veículo de forma racional tenha algumas vantagens como no pagamento do IPVA”, contou.

Para a viabilização do projeto também seriam criados aplicativos do “Carro Carona”, onde as pessoas poderiam encontrar veículos próximos que possam ser compartilhados. “Essa é uma ideia muito bacana e que pode resolver um problema que a cada dia se agrava nos centros urbanos que é o excesso dos veículos nas vias”, disse a estudante do curso de Engenharia da Computação, Ariane Evangelista.

Programação

A programação do dia incluiu, ainda, conferência sobre Estratégias para o Desenvolvimento da Tecnologia Assistiva no Estado, com o professor da Ufma, José Evandro Rodrigues. “Apesar do Maranhão ter uma das maiores populações de pessoas com deficiência do Brasil, o Estado ainda não tem uma tradição de desenvolvimento de pesquisa e produtos de tecnologia assistiva para essa população”, observou o professor.

A proposta do professor está ligada diretamente a deficiência física. Entre as estratégicas está a criação de um parque industrial ligado a tecnologias assistiva. “Para isso seria necessário primeiro identificar os cursos universitários e técnicos no Estado que têm interface interessante para a área de tecnologia assistiva e trabalhar através de um processo inerente a universidade, a trilogia indissociável que é ensino-pesquisa e extensão e a extensão feita em parceria com a Fiema, Sebrae e governo para a produção do que for gerado na pesquisa”, revelou o professor.
 Elizete Silva
Foto:Divulgação.
Enviado por Eri Santos Castro.
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