3 de jan. de 2009

50 anos da revolução cubana e um maranhense


Ontem, 1 de janeiro de 2009, foi um dia especial. É o qüinquagésimo aniversário da Revolução Cubana, ou melhor, do triunfo do Movimento 26 de Julho sobre o regime do ex-ditador cubano Fulgêncio Batista.A história já é batida, portanto, não testarei a paciência do leitor escrevendo sobre jovens barbudos e outras nuances desta que é considerada uma das maiores revoluções latino-americanas do século XX; mesmo porque, como bem reconhece o leitor, um evento histórico de proporções gigantescas como a Revolução Cubana merece mais do uma simples postagem, talvez um capítulo, ou, na melhor das hipóteses, um livro inteiro. O meu objetivo aqui é simples e coeso: abordar a Revolução Cubana a partir de outro viés, o do questionamento dos embates ideológicos alimentados, principalmente, pela mídia nesses últimos cinqüenta anos.



O interessante dessa história toda é que, por um lado, a mesma mídia que condena a imagem mitológica de Che Guevara, é a que lucra estimulando ou difundindo propagandas que utilizam a “lendária” fotografia de Che sacada por Alberto Korda, ou, como é mais comum, vendendo publicidade de filmes e exemplares de revistas sobre a vida e os feitos do argentino quando não tem assuntos mais rentáveis ou idéias frescas para publicar.


E olha que esses são somente alguns exemplos de como a propaganda ideológica se apropria da História a fim de cegar os homens, vender filmes ou revistas e justificar certos discursos ou práticas. Parece que pouca coisa mudou no Mundo desde 1959.


Faço esta postagem também em homenagem ao amigo Igor, que em plena ditadura militar, no Brasil, ele teve a coragem, estimulada pelo seu pai, de ir estudar medicina, em Havana, Cuba, solidarizando-se com a sua gente. Não é que não tive essa coragem, eu como filho caçula, não pude deixar minha mãe, minha MÁTRIA. Eu queria muito também estudar em Cuba, mas não podia, não era meu destino.


Pretendo, muito em breve, conhecer Cuba e fazer um estudo sobre os efeitos do bloqueio americano, na vida dos cubanos.