3 de jan. de 2009
O bisturi da maldade na cassação de Jackson
A maledicência instala-se no reino do Maranhão. É um estorvo em qualquer convivência. Quem nunca ouviu frases triviais como essas: “ Agora não passa de março, vão cassar mesmo”; “O Maranhão é uma insegurança só"; "Tem que ter intervenção nacional urgente”; "Aqui não se respeita a lei"; "O governador tá com os dias contado"... Parece que fizeram uma plantação de cicuta no coração, o que cedo ou tarde, através do efeito bumerangue, os levarão a colher veneno, que vai matando aos poucos.
A palavra é instrumento valioso que mal utilizado vira estilete da impiedade, lâmina maledicente, bisturi da maldade e barbárie. Vejamos na história, temos exemplos de homens com grande habilidade com as palavras, mas que só geraram conflitos. Vejamos Adolf Hitler, falando ou escrevendo hipnotizava multidões que se lançaram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.
O que nos leva a crer que realmente as palavras tem poder, tanto para o bem quanto para o mal, porque é um instrumento, assim como uma enxada, que é admirável quando usada para lavrar o campo, mas que diríamos nós se a víssemos utilizada para atacar aos outros? Diríamos que é abominável, pois da mesma forma, quando usamos das palavras para legitimar sentimentos inadequados.
É curioso, como algumas pessoas para se sentirem melhores, têm que rebaixar as outras... agem como em certa lenda em que um vaga-lume era perseguido por uma cobra. Fugia de todas as formas, mas a cobra insistia na perseguição. Chegando certa hora, o vaga-lume cansou-se da perseguição e questionou a cobra: mas porque você me persegue tanto? No que a cobra respondeu: é porque não suporto ver você brilhar!! A inveja é um dos piores tormentos, principalmente para quem a sente, porque está sempre inquieto, não possui descanso, a menor alegria dos outros o contraria, enfim, é um doente da alma ( o que é muito mais terrível ) e é uma das principais fontes da maledicência.
O hábito da crítica desmedida também é um dos piores meios de se ferir. Quando em nome da “verdade”, despejam o pior de se, vomitam em cima das pessoas palavras sem o menor bom senso, criando o efeito semelhante de se jogar água fervendo numa planta. Tudo pela grande "franqueza". O engraçado é que são impiedosos, só não para com eles próprios.
Observam falhas e deficiências em todos a sua volta, menos no seu grupo. Jesus certa vez asseverou que importava tirar a trave de nosso olho ao invés de nos ocuparmos com o argueiro do olho vizinho. E com rigor dizia: “hipócrita, como dizes ao teu irmão deixa tirar-me o argueiro do teu olho, enquanto carrega uma trave no teu?” Nosso olhar julgador deve estar em cima é de nosso próprio comportamento, de como estamos conduzindo nossa vida e não como nossos semelhantes conduzem a deles. Estamos aqui para nosso melhoramento, o aperfeiçoamento do espírito imortal que somos e impossível realizar essa tarefa, enquanto não dermos uma olhada profunda em nossa intimidade, perscrutando nossa “sombra”, como diz a psicologia junguiana.
“Sombra” essa que projetamos geralmente sobre os outros, em lugar de vê-la em nossas atitudes. Da mesma forma que certa senhora que todo dia olhava pela a janela as roupas da vizinha e dizia: nossa, mas como essa mulher lava mal essas roupas, estão todas sujas! Alguém precisava ensiná-la como fazer!! E assim passaram-se os dias, até que numa manhã ao olhar pela janela, admirou-se. Como estavam limpas as roupas no varal da vizinha, finalmente aprendeu a limpá-las dizia. Foi quando o seu companheiro que estava a ler o jornal na sala disse: não é nada disso, eu que limpei as janelas de vidro essa manhã!!! Bem humorada essa história que retrata nossa realidade... está na hora de “limparem” a sua vidraça e parar de “sujar” o varal dos outros.
Falo do varal e da vidraça para perguntar: quem é Sarney para falar de abusos de mídia e de poder econômico? São apressados em afirmar Beltrano é “feio”, jogando a feiúra que escondem dentro deles nas costas dos outros, quando poderiam organizar o seu “quintal” interior. O problema é que dar palpites no “quintal” dos outros é sempre mais fácil. É hora de procurarem muita coragem para retirar a “trave” que está os impedindo de viverem de verdade. Arrancar a “trave” que os permita ver a vida como ela é.
Se têm que ver esse mal, que comecem por eles mesmos, corrigindo-os, seguindo sábio conselho de uma mensagem do Espírito José em “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Capitulo X, item 16), sede indulgentes para com vosso próximo e severos para consigo mesmo!
Grande abraço a todos e ótima semana!