Veja que ironia do destino. Quem é Sarney pra falar de compra de consciências, abuso de poder econômico, autoridade, político e de comunicação(mídia)?
Não obstante, Jackson ter sido o acusado, entre os governadores, com menor infração, ele é o segundo da lista a ser julgado. A Procuradoria eleitoral está com o processo de Marcelo Déda(PT) a mais de um ano e o de Jackson com menos de um mês, no entanto ela despacha primeiro o do Governador do Maranhão.
Sarney não pode acusar Jackson de nada. Jackson que foi prefeito da capital por três vezes, vive de seus proventos como médico e professor universitário aposentado. Por isso, ele não fala em abuso de poder econômico, autoridade, político ou de mídia(nem pensar, a família Sarney é proprietária de 90% dos veículos de comunicação do estado, são donos de inúmeras outras empresas, os logadouros públicos e prédios levam a sua marca...), seria muito sinismo.
Sobrou, então, inventar a compra de votos. Forjaram, prepararam e armaram contra Jackson.
Dos oito governadores com processos no TSE, o que imputam ao Jackson é justamente o que Sarney armou, mas mentira tem pernas curtas.
COM PEDIDOS DE CASSAÇÃO
Jackson Lago (Maranhão) - Compra de voto.
Cunha Lima (Paraíba) - Abuso de poder econômico, político, autoridade e compra de voto.
Marcelo Déda (Sergipe) - Abuso de poder econômico, político, autoridade e compra de voto.
Ivo Cassol (Rondônia) - Abuso de poder econômico e compra de voto.
José de Anchieta Júnior (Roraima) - Abuso de poder econômico, político, autoridade e compra de voto.
Waldez Góes (Amapá) - Abuso de poder econômico, político, autoridade e uso indevido de meio de comunicação.
Marcelo Miranda (Tocantins) - Abuso de poder político, autoridade, compra de voto e uso indevido de meio de comunicação.
Luís Henrique (Santa Catarina) - Abuso de poder econômico, político, autoridade e uso indevido de meio de comunicação e compra de votos.