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2 de dez. de 2010

Há fortes indícios da cumplicidade de parte da PM e Civil do Rio na fuga dos chefes dos bandidos e de saques

Marcos Rolim
Matéria de Plinio Fraga na Folha de SP de hoje - "Tudo isso é complexo" - revela os abusos praticados por policiais no Alemão e Penha.
Marcos Rolim
Policiais usam mochilas para saquear moradores no Complexo do Alemão. Denúncias de centenas de moradores não aparecem na Globo.
Marcos Rolim
As polícias Militar e Civil, com 1.600 homens no Complexo do Alemão, não relataram qualquer apreensão de dinheiro.
Arma Branca
por RolimMarcos
Caveirão pode ter sido usado em fuga de chefões do CV:

1 de dez. de 2010

No Complexo do alemão, porcos comiam corpos

Complexo não é só a palavra que define a região que concentra dezenas de favelas no Rio. O termo também reflete o emaranhado de acusações e problemas.
Moradores citam policiais ligados a milícias e constrangendo mulheres, porcos comendo corpos e traficantes pagando para fugir, relata Plínio Fraga. 


Da Folha.
Enviado por Eri Santos Castro.

30 de nov. de 2010

O primeiro dia do resto de nossas vidas

Na manhã seguinte à invasão do complexo do Alemão pela polícia, o comércio voltou a abrir, moradores saquearam casas de traficantes e um policial disse achar que operários do PAC foram obrigados a abrir galerias de fuga.

Do JB.
Enviado por Eri Santos Castro.

O caso Kelly da Umes: drogas como problema social e de saúde pública

O problema de Kelly é só dela ou é uma questão social e de saúde pública?



A questão das drogas no Maranhão é igual ou pior do quadro brasileiro. Precisamos atacar as causas. Temos de ter cuidado em não inviabilizarmos a vida de pessoas como a jovem Kelly da Umes, de Imperatriz. Além de ser um problema social, é de saúde pública. Talvez as drogas sejam a maior epidemia do Brasil junto com a fome. A jovem errou? Não temos a  menor dúvida, agora esse processo de crucificação não é correto e nem pedagógico.


O professor e blogueiro Isnande Barros deu a notícia em primeira mão e ponderou. Ele foi correto. Veja a nota do blog do Isnande.

“Uma informação divulgada agora cedo pelo programa Bandeira 2, fala da detenção por tráfico de drogas da ex-líder estudantil e ex-candidata a vereadora Kelly da Umes. Ela foi presa portando 13 cápsulas de cocaína e o seu namorado foi encontrado com 06 cápsulas – os dois foram conduzidos para o plantão central para as necessárias averiguações. Segundo o apresentador do programa policial – Raimundo Roma – os dois se recusaram a conceder entrevistas quando chegavam à delegacia do primeiro distrito. Uma tristeza que uma jovem com um grande futuro tenha se envolvido com algo tão perigoso.”

Enviado por Eri Santos Castro.

29 de nov. de 2010

'Voz da Comunidade' jornal do Complexo do Alemao tuita os bastidores dos fatos

Todos que participam do jornal têm idades entre 10 e 17 anos. Visite para conhecer aqui. Notícias imediatas.Ontem dava conta de um tiroteio e depois de dez minutos, comenta - "Deu uma pausa. Vou tentar dormir novamente".

Enviado por Eri Santos Castro.

Enquanto isso no Barreto: morre um traficante maranhense

Briga entre traficantes de drogas mata mais um na região do Barreto

Central de Notícias repercute matéria de O Imparcial.
Enviado por Eri Santos Castro.

Mediador encontra dupla que quis matá-lo

José Júnior, líder do AfroReggae, viveu situação delicada: debater alternativas para a invasão do Alemão com dois traficantes que tiveram cartas interceptadas pela polícia nas quais eles solicitavam autorização do Comando Vermelho para assassiná-lo.

Do Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.

Deu praia no Alemão

Meninos brincam na piscina da casa do bandido Polegar, um dos chefões do tráfico, que escapou. A imagem é símbolo da recuperação do Alemão para os seus verdadeiros donos. 

De O Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.

Complexo do Alemão, a faixa de Gaza carioca

Marcos Rolim
É incrível como a história de repete sem que as pessoas percebam. Vejam esta matéria do Globo de 1º 
Outubro de 2007.

" As favelas do Complexo do Alemão fazem parte de uma região que passou a ser conhecida como a Faixa de Gaza do Rio, em uma referência ao território onde ocorrem freqüentes conflitos entre israelenses e palestinos. Nesta área, são comuns os confrontos entre traficantes rivais e entre bandidos e policiais. Entretanto, a região já foi uma importante área industrial, mas ao longo dos anos foi perdendo espaço para a violência. Agora, além da ação policial, existem projetos de urbanização e serviços que precisam ser implantados para melhorar a vida de cerca de 97 mil pessoas, segundo o IBGE, que moram nas favelas do conjunto.
O Complexo do Alemão se estende pelos bairros de Inhaúma, Ramos, Bonsucesso, Olaria e Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. É um microcosmo da história da cidade e uma das principais causas da insegurança pública do Rio. Sua história começa logo depois da Primeira Guerra Mundial, quando, na década de 20, o polonês Leonard Kaczmarkiewicz deixou a Polônia e adquiriu lotes na Serra da Misericórdia, uma região rural da Zona da Leopoldina. Não demorou para que o local ficasse conhecido como Morro do Alemão, em alusão as características físicas do proprietário. A ocupação no entanto, só começou em 1951, quando Leonard dividiu o terreno para vendê-lo em lotes.
Foto: Hipólito Pereira (arquivo)
Veja matéria completa.
(para saber mais sobre o caso, leia reportagens da época dos confrontos ).
 Enviado por Eri Santos Castro.

28 de nov. de 2010

Droga 'emprega' tanto quanto a Petrobras, afirma estudo

E movimenta mais de R$ 600 milhões por ano
O tráfico "emprega" na cidade do Rio de Janeiro 16 mil pessoas, vende mais de 100 toneladas de drogas e arrecada ate R$ 633 milhões por ano, estima estudo que tenta dimensionar essa economia subterrânea.

Isso significa que ele gera tantos "empregos" no município quanto a Petrobras e arrecada o mesmo que o setor têxtil no Estado. 


Da Folha.
Enviado po Eri Santos Castro.

Segurança Pública reforça criminalização da pobreza no Brasil


 Isso é que deve ser discutido!

Em entrevista a Terra Magazine, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ), conhecido pelo combate às milícias, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez “a escolha política” de ir “à fonte do financiamento do tráfico”. Segundo ele, a ação da polícia carioca nas favelas reforça “a criminalização da pobreza” e não enfrenta o crime organizado. Ele será enfrentado, diz Freixo, “onde há o lucro (com a ilegalidade), que não é na favela”.
- A favela é a mão de obra barata. É a barbárie – diz o deputado, elencando a Baia da Guanabara e o Porto como locais onde há o tráfico de armas e onde lucra o crime organizado.
Crítico da política de segurança pública do Rio, Freixo afirma que as reclamações dos moradores dos morros questionam a presença da polícia, comparando à ausência de políticas sociais, postos de saúde e escolas. Para o deputado, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) visam atender as necessidades de uma cidade que será Olímpica em 2016:
- As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. (…) A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor – afirma.
Freixo foi presidente da CPI das Milícias, que investiga a ligação de parlamentares com grupos paramilitares. Por conta disto, o deputado chegou a ser ameaçado de morte. Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Terra Magazine – O senhor é conhecido pelo combate às milícias. Em alguma medida, esses ataques podem interferir no comportamento delas?
Marcelo Freixo – Esses ataques não tem nada a ver com milícias, são reações às UPPs, que não atingiram as milícias em nada. Não há nenhuma área atingida pelas milícias que tenham sido ocupadas pelas UPPs. Pelo contrário.
Sobre esses ataques…
Esses ataques são do varejo da droga, que é muito menos organizado do que se imagina. Representam o crime da lógica da barbárie, da violência. Não são pessoas que têm referência com o crime organizado, porque a organização não faz parte de sua cultura de vida. É a barbárie pela barbárie. Então, os ataques não vêm do crime organizado, que deve ser enfrentado de uma outra forma.
Que forma?
Se quiser enfrentar o crime organizado tem que ir para a Baia da Guanabara que é por onde as armas entram. Aí, sim. Ali tem a operação financeira do crime organizado para o tráfico de armas. Isso não se enfrenta no Rio de Janeiro.
O senhor afirma que se trataram de atos bárbaros, sem uma organização. Mas esses ataques estavam sendo comandados pelo Comando Vermelho e pelo Amigo dos Amigos.
São facções da barbárie. É o crime organizado dentro das cadeias. São grupos que só são organizados de dentro das cadeias. Muito mais dentro do que fora. O crime organizado é onde tem dinheiro e poder, que não é o caso das favelas, onde fica a pobreza e a violência. A tradicional política de segurança do Rio, perpetuada há 11 anos, enfrenta as favelas com uma ação letal. Em 2007, o mesmo governo (Sérgio) Cabral entrou no Complexo do Alemão, matou 19 e saiu. Como está o Complexo do Alemão hoje? Igual. Esse tipo de ação é muito ineficaz. Se é para enfrentar o crime organizado, tem que ser onde ele lucra, que não é na favela. A favela é a mão de obra barata, e é a barbárie. É preciso ir à fonte do financiamento e aonde passam as armas. Essa é a escolha política que até hoje o governo Lula não fez.
Como o senhor avalia a implementação das UPPs?
As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. O Estado, portanto, retoma – militarmente – este território. A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor.

No morro Dona Marta, por exemplo, moradores reclamaram bastante da truculência policial durante a ocupação das UPPs.

Em todas as áreas de UPPs existe muita reclamação, e hoje em dia isso vem aumentando. A maioria das queixas são causadas pela agressividade policial, não necessariamente agressão física, mas pela atitude, ou abuso de autoridade. Outra reclamação recorrente é que só polícia chegou a esses morros.
Como assim?
Só chegou polícia e não investimentos sociais. E é claro que não só de polícia a favela precisa. Uma coisa é enfrentar a barbárie, outra coisa é o fator que mantém aquela favela ali. As pessoas precisam de direitos. Não adianta levar a polícia e não levar a escola, o posto de saúde, o saneamento. Isso vai gerando um desgaste para a própria polícia também.
Dentro desse cenário que o senhor chama de “barbárie”, e somando a ele esses ataques recentes, o senhor acredita que fica de ônus ao morador da favela?
Esses momentos reforçam o processo de criminalização da pobreza no Rio, o que é muito perigoso. Hoje, todas as operações policiais no Rio acontecem nas favelas. Todas. Não há nenhuma na Baia da Guanabara, nem no Porto, que é por onde entram as armas e onde funciona – verdadeiramente – o crime organizado. Então, reforça-se esse processo de criminalização das áreas pobres.

Por Marcela Rocha.
Enviado por Eri Santos Castro.

Cidade maravilhosa, coração (ferido) do meu Brasil

O meu irmão Leo acaba de falar do Rio comigo. Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil… E a guerra no Rio continua - difícil mesmo é ter que explicar para o mundo o que está acontecendo, debaixo da saraivada de perguntas, quase um interrogatório, a que estamos sendo submetida a cada nova notícia, a cada imagem nos telejornais. É tiro pra todo o lado e nem sempre com a melhor das intenções - a imagem da cidade maravilhosa precisa ser abatida, custe o que custar. Na guerra das palavras, vence quem conseguir permanecer o maior tempo calado, em silêncio, em respeito aos que ainda precisam se desviar das balas perdidas e das respostas  que riscam o tempo e o espaço. SEM JUSTIÇA SOCIAL NÃO SEREMOS PAÍS ALGUM.  Cidade Maravilhosa, coraçao (ferido) do meu Brasil. Leo desliga o telefone.


Enviado por Eri Santos Castro.

27 de nov. de 2010

Na mira do fuzil. Na mira da TV Globo.


Sacada de Carlos Latuff.
Enviado por Eri Santos Castro.

Mais de cem carros já foram destruídos na guerra do Rio

Confrontos chegam à zona sul
Bandidos incendeiam carros e ônibus em Ipanema e na Barra da Tijuca, bairros nobres do Rio de Janeiro, e no centro da cidade. Desde domingo, 102 veículos foram destruídos. No Complexo do Alemão, o traficante Thiaguinho G3, carregado por militares, morreu após ser baleado.

Do Correio Braziliense.
Enviado por Eri Santos Castro.