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21 de fev. de 2017
28 de mai. de 2014
PT NACIONAL ABANDONA SARNEY NO MARANHÃO
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| Para a tristeza do PT sarneísta e alegria do Maranhão, não haverá indicação do vice de Edinho |
Braço armado de José Sarney (PMDB) no
Maranhão, a corrente CNB (Construindo um Novo Brasil) está um pote até
aqui de mágoas com a direção nacional do PT, depois que o presidente Rui
Falcão proibiu o partido de indicar o vice na chapa de Lobo Edinho
(PMDB).
Falcão determinou aos petistas sarneístas apenas a indicação do suplente de senador. Nada mais!
Orientado pelos marqueteiros, o comando
nacional do PT rompeu a aliança com José Sarney (PMDB) no Maranhão,
temendo estragos na campanha à reeleição de Dilma Roussef.
Os marqueteiros já disseram: se Dilma colar é Sarney, é caixão e vela!
Por isso Falcão vetou a indicação de José Antonio Heluy para compor a chapa de Lobo Edinho (PMDB), candidato da oligarquia.
O petismo maranhense terá uma participação discreta na campanha. É o limite permitido pelo comando nacional.
Se o PT indicasse o vice na chapa da
oligarquia Sarney, Dilma e Lula teriam de vir ao Maranhão e gravar
mensagens para o horário eleitoral. Seria um desastre na campanha de
Dilma.
Estagnado nas pesquisas, Lobo Edinho
contava com as declarações e imagens de Lula como última tentativa de se
apresentar ao eleitorado. Talvez não tenha nem isso.
OUTROS CARNAVAIS
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| Sarneístas do PT chegaram a comemorar, mas Rui Falcão acabou com a festa |
O histórico de intervenções do PT
nacional no Maranhão foi marcante em 2010, quando o Encontro de Tática
Eleitoral decidiu apoiar Flavio Dino (PCdoB) ao governo.
Menos de uma semana após a decisão, o
diretório nacional desfez o resultado e obrigou o partido a compor a
chapa de Roseana Sarney (PMDB), indicando o vice-governador Washington
Oliveira (WO).
Em 2014 os petistas sarneístas
pretendiam repetir a indicação do vice, desta vez aprovando o nome de
José Antonio Heluy no Encontro de Tática Eleitoral.
A festa de Heluy não durou dois dias. Rui Falcão anulou o resultado e ordenou apenas a suplência de senador.
Veja artigo completo no blogue Cunha Santos, aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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18 de set. de 2013
Quem está matando os matadores de Daniel Smith?
Se perguntassem aos maranhenses se os assassinos, seqüestradores e torturadores do empresário Daniel Smith merecem a morte, a grande maioria ia responder que sim. Diria eu até que merecem coisa pior: merecem prisão perpétua e irrevogável em qualquer tempo ou por qualquer razão. Nada há de mais diabólico que uma raça de torturadores e assassinos, de aluguel ou não. E não se deve deixar de pensar na dor das vítimas e das famílias das vítimas, algo de realmente insuportável.
Reflito, entretanto, que ocupando Daniel Smith um cargo especial no Tribunal de Justiça, a execução em poucos dias de todos os que participaram do crime, dois deles, salvo engano, sob custódia do Estado, além das indagações mais complicadas, provoca na sociedade um pavor ainda maior: o de que tenha se atribuído o Estado poder de vida e morte sobre o cidadão. Não houve inquérito, acareação, julgamento e a execução sumária de todos os suspeitos, soa como pena de morte, decretada à revelia do Poder Judiciário não se sabe por quem.
Tantas execuções sugerem que alguém tomou as leis nas mãos e, o que é pior, sugerem a contratação de assassinos de aluguel em substituição à Justiça. Se se trata de uma vingança pessoal, lamentamos que a criminalidade no estado tenha atingido esse ponto de exaustão; se há uma quadrilha eliminando outra, deve toda a sociedade se perguntar o porquê e à polícia cabe investigar o que realmente está acontecendo. E se, na pior das hipóteses, o Estado se atribuiu poder de vida e morte sobre o cidadão, sendo causa e origem de execuções sumárias, estamos vivendo, definitivamente, num território sem lei.
É difícil explicar à população revoltada o que estamos dizendo, mas podemos quase garantir que se não houver uma reação não somente criminosos, mas em breves tempos muitos inocentes serão eliminados neste mesmo cadafalso. É só lembrar no que deu a história dos “justiceiros” (grupos de extermínio) neste país.
Por JM Cunha Santos.
Enviado por Eri Santos Cstro.
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23 de abr. de 2013
Décio Sá: Um ano depois
Um
ano depois, se possível fosse, poderíamos visitar as almas dos que mataram e
dos que encomendaram a morte de Décio Sá. Talvez pudesse ver o que sentem
eliminando pessoas, o que há por dentro deles, o que encontram vivendo a
qualquer preço para o dinheiro e o poder. Um ano depois, outros crimes de
encomenda sujam as páginas da História do Maranhão. Décio... ele não desce mais
as escadarias da Assembléia Legislativa, não liga mais nas madrugadas para
confirmar as notícias, mas seu corpo enterrado é um símbolo da violência
subsidiada no Brasil.
No
país onde mais matam jornalistas, Décio morreu sem chances de pedir Paz ao
mundo. Um terrível esquema envolvendo dinheiro sujo, um pecado inominável das
autoridades com as finanças públicas, afinal por ele denunciado e não demorou
muito para que se tornasse vítima indefesa de um homem que vivia de matar. Ele
se foi, a agiotagem permanece como troféu de uma bandalheira cruel que as
instituições e o poder público se negam a punir.
Nunca
saberemos o que tem dentro dessa gente que paga para matar. Talvez sejam feitos
de fios de cobre; talvez durmam com o inferno dentro da cabeça. Nem temos
certeza se todos os assassinos foram punidos e provavelmente existem aqueles
que acham que nem merecem punição.
Mas
o cadáver de Décio é o nosso cadáver. O cadáver da informação, o cadáver da
democracia, dos direitos de dizer e de saber.
Por JM
Cunha Santos.
Enviado por Eri Santos Castro.
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7 de abr. de 2013
Jackson Lago
“Médico
de corpos, médico de gente, Jackson Lago cometeu o erro de também querer sarar
a sociedade de suas feridas. Feridas profundas, como o analfabetismo, o
desemprego, a corrupção e a pobreza absoluta”.
“Não
entendeu que a sociedade não quer ser curada, que talvez a sociedade goste de
sua dor, que se alimente para sobreviver dessas crianças enveredando pelo
caminho do crime, dessa juventude que se desmancha sem que muito possamos fazer
para salva-la”.
São
trechos de um artigo que publiquei quando da passagem da morte do governador
Jackson Lago. No mesmo artigo perguntava: Quem sabe, Senhor Governador, a
sociedade não tenha cura? Talvez apenas para lamentar a sensação de inutilidade
de todos aqueles anos de luta contra a virulência do poder constituído.
Na
quinta-feira, a doutora Clay Lago recebeu na Igreja da Sé e no Grand Hotel São
Luís todos nós que, de uma forma ou de outra, concordando com suas posições
políticas ou não, amamos Jackson Lago, como ser humano e como herói da
Resistência. Estava sendo lançado o primeiro número da Revista do Instituto
Jackson Lago, cujo editor é o competente e impaciente jornalista e escritor
Manoel dos Santos Neto. E não se duvide que com esse editor a revista possa
reescrever a história do jornalismo político do Maranhão.
Cultue-se,
pois, a memória política desse homem que nem quando visivelmente abatido da dor
causada pelos males físicos que o atingiam deixou a frente de batalha e se
negou a lutar pela liberdade. Não se canse jamais de repetir em nome de tudo
que Jackson Lago representa para o Maranhão: “Hay hombres que luchan um dia/ y
son buenos/ hay otros que luchan um año/ y son muy buenos/ Hay quienes luchan
muchos años/ y son muy buenos/ Pero hay los que luchan toda la vida/ eso son
los imprescindibles”... (Bertold Brecht)
Por JM
Cunha Santos.
Enviado por Eri Santos Castro.
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15 de fev. de 2012
PESAR A FLÁVIO DINO OU TRATADO FILOSÓFICO DA DOR ALHEIA
Filhos não sofrem, transferem dores. Não partem, viajam dentro da gente;
Filhos não crescem, esticam as ilusões; não tardam, eternizam as madrugadas.
Filhos não adoecem, aumentam o dia; não pensam, preocupam o futuro.
Filhos não entendem, modificam; não esperam, chegam antes de nós.
Filhos nunca estão aqui nem lá, estão presentes; não vão nem ficam, passeiam na solidão dos pais.
Filhos não adormecem, trocam nossos sonhos; não erram, mudam nossas virtudes;
Filhos não são crianças, são projetos que não podem dar errado; não pecam, inventam o perdão.
Filhos não abraçam, cercam para sempre; não respiram, fazem faltar o ar.
Filhos não escolhem, obrigam; não choram, desrespeitam nossa dor.
Filhos não pedem, dão ordens; não fracassam, esperam por nós.
Filhos são filhos e em sendo filhos não
morrem; se diluem em nossas veias à procura de respostas que também nós
não conseguimos encontrar.
E que nos sejam plenas todas as certezas
de que entre todas as alegrias os filhos serão a maior alegria e de que
entre todas as dores não haverá dor maior.
Por JM Cunha Santos.
Enviado por Eri Santos Castro.
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31 de mai. de 2011
Por onde andará Cunha Santos Filho?
Comentário de um leitor do blogue:
"-Cunha Santos sumiu...Nunca mais ele postou matéria nova no blog..."
Comentário meu:
-O poeta hibernou e surgirá mais vigoroso.
São poucos exemplares da raça humana com essa capacidade.
Enviado por Eri Santos Castro.
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15 de fev. de 2011
Imprensa: a profissão humilhada »
Certa vez entrei numa loja, munido da carteira profissional devidamente assinada, para comprar um eletrodoméstico qualquer e diante da minha comprovação de renda a vendedora se surpreendeu: “É isso que um jornalista ganha? Eu ganho a mesma coisa”. Faço esse comentário porque está provocando um...
Por Cunha Santos, via 'Quarto Poder'.
Enviado por Eri Santos Castro.
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17 de nov. de 2010
Assassinatos étnicos e racismo assombram o Maranhão 20 lideres camponeses estão marcados para morrer
Parece que o destino do governo Roseana Sarney é juntar corpos e catar cabeças. O prometido Maranhão do futuro, trazido por grandes investidores e projetos bilionários, começou bem. Começou matando lavradores e lideranças rurais. Uma carta da Comissão Pastoral da Terra, inutilmente intitulada “nem o açoite nem as balas poderão calar a voz da história”, lida da tribuna da Assembléia pela deputada Helena Barros Heluy, revela o preço que teremos que pagar, inclusive em vidas, pela instalação desses grandes projetos.
Por JM Cunha Santos.
Enviado por Eri Santos Castro.
A carta, redigida segundo a CPT “ainda sob o impacto do cruel, brutal e covarde assassinato de Flaviano Pinto Neto, 45 anos, liderança da comunidade quilombola de Charco”, traz uma lista de lideres rurais assassinados em 2010 e denuncia que outros 20 estão marcados para morrer. Foram assassinados Raimundo Pereira Silva, povoado Vergel/Codó, Hubinet Ka’apor, em Centro do Guilherme; Elias, no povoado Curva, São Mateus e Flaviano Pinto, do povoado Charco, em São Vicente de Ferrer.
Segundo a CPT, a de Flaviano foi mais uma morte anunciada nestas terras dominadas por uma oligarquia tão cara ao latifúndio. E afirmam: “Por nós foi denunciada ao INCRA-MA, ITERMA, Ouvidoria Agrária Nacional, ao Tribunal de Justiça do Maranhão, ao Poder Executivo, ao Ministério Público do Estado, à imprensa, igrejas etc. Todos souberam do agravamento do conflito
A igreja se revela inconformada com esses crimes e revoltada com as autoridades. Diz que o silêncio omisso do estado diante das ameaças, dos assassinatos de lideranças rurais, somado à destruição de casas e roças por ordem judicial revelam o caráter racista e etnocida desse Estado e a forma vergonhosa como os poderes públicos servem a interesses particulares.
Pelo que sugere o texto da CPT, eles ainda vão matar muita gente e essas mortes vão ficar impunes. A igreja acusa a existência de um consórcio formado por cartórios, magistrados, políticos, agentes públicos, empresários, latifundiários e pistoleiro que continua agindo no Maranhão com o mesmo objetivo de sempre: incorporar terras públicas ao modelo de propriedade privada do sistema capitalista. (Lembra a Lei de Sarney, de 1965, Lei de Terras, que também serviria à redenção econômica do Maranhão).
Segundo os católicos, para incorporar essas terras, empresários e fazendeiros forjam e esquentam escrituras em cartórios, depois conseguem no Judiciário liminar de Reintegração de Posse. Em seguida, o Estado concede a força policial para que as liminares sejam cumpridas; quem resiste é ameaçado, perseguido, expulso e morto por pistoleiros que muitas vezes são policiais em horário de folga.
Os mais atingidos pela violência do Estado cúmplice do latifúndio, dos cartórios e dos projetos bilionários que se instalam no Maranhão são camponeses, indígenas, quebradeiras de coco, quilombolas e pescadores. Pior é que segundo a CPT essa violência está se tornando instrumental, ou seja, está se tornando necessária para a implantação de grandes projetos em terras ocupadas centenariamente por povos e comunidades tradicionais.
Depois do que aconteceu em Pedrinhas, do que aconteceu entre índios e brancos em Barra do Corda, da morte de Flaviano e de todos os alertas que estão sendo feitos, se nada for feito pela segurança pública, se mais líderes rurais forem chacinados, o Estado será cúmplice desses assassinatos.
Por JM Cunha Santos.
Enviado por Eri Santos Castro.
8 de nov. de 2010
CAMPANHA DE ROSEANA “QUEBROU” O ESTADO
Com a irreverência de sempre, o Dr. Peta informou em sua coluna de domingo que órgãos estaduais, secretarias, agências e universidades estão a pão e água no Maranhão. O quadro é desolador no “melhor governo de sua vida”: telefones cortados, fornecedores atrasados, pagamentos pendentes, falta papel, caneta, papel higiênico e tem órgão estatal que há 60 dias não recebe nenhum recurso. Faltam também remédios e dinheiro para pagamento de diárias. O Dr. Peta registra que, enquanto isso, o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado, o Tribunal de Justiça, a OAB e o TRE só assoviam diante da situação de miséria dos órgãos públicos. A matéria transcreve, como exemplo, a circular de uma maternidade, que seria a Marly Sarney, aos funcionários. A circular revela bem o horror vivido nos hospitais públicos:
Do Blogue do Cunha Santos-JP.
1) As férias de novembro foram canceladas no dia 26.10;
2) Os funcionários não terão mais direito a água, cafezinho, janta e ceia!!! Só uma sopa no plantão noturno!!!
3) Só tem direito ao café preto, pela manhã, quem estiver saindo do plantão noturno;
4) Todo o setor administrativo, pediatria, ambulatório de ginecologia só funcionarão até às 17h00, para contenção de gastos com energia!!!
5) “Quem trouxer água de casa não esquecer de levar o copo, pois não haverá mais copo descartável para os funcionários”;
6) Salário do mês de outubro sem previsão de pagamento!!!
O mais crítico, conforme o colunista, é que estão faltando medicamentos para cardiopatas na Maternidade e por conta disso um bebê já morreu e dois se encontram em estado grave com dificuldades para conseguir uma transferência para o Hospital Dutra. Além disso, funcionários cadastrados do SUS entregam a produtividade semanal mas não recebem um centavo.
Polícia Militar – A pobreza na Polícia Militar é de fazer inveja a São Francisco de Assis. A PM deve três meses de combustível nos postos de gasolina da cidade e no período eleitoral o “rancho” foi substituído por quentinhas, comida fria e de péssima qualidade. Conforme a denúncia, também na PM falta papel nas impressoras e até papel higiênico.
Do Blogue do Cunha Santos-JP.
Enviado por Eri Santos Castro.
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