Chico Buarque assinou um manifesto encabeçado por Leonardo Boff contra o impeachment de Dilma Rousseff. É o próprio Boff quem está recolhendo as assinaturas.
Mostrando postagens com marcador Leonardo Boff. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leonardo Boff. Mostrar todas as postagens
8 de dez. de 2015
11 de mar. de 2015
Crise é 'forjada, mentirosa e induzida pela mídia e por isso mesmo ficaram sem condições de dar o golpe', diz Leonardo Boff
Teólogo afirma que veículos de comunicação são golpistas e contra o povo, mas com os movimentos sociais emergiu uma nova consciência política e o outro lado ficou sem condições de dar o golpe
A crise econômica e política pela qual o país atravessa neste momento é "em grande parte forjada, mentirosa, induzida, ela não corresponde aos fatos", afirma o teólogo Leonardo Boff. Segundo o teólogo, a crise é amplificada por uma dramatização da mídia. "Essa dramatização que se faz aqui, é feita pela mídia conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular. Devemos dizer os nomes: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estadão, a perversa e mentirosa revista Veja."
Com a Rádio Educadora.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.
18 de jan. de 2015
Bons propósitos para o ano novo, por Leonardo Boff
Todo começo de ano é ocasião de se fazerem bons propósitos. São desafios que nos colocamos a nós mesmos para que a vida não seja sempre repetitiva mas criativa e, quem sabe, surpreendente. Alinho aqui alguns propósitos para alimentar a fantasia criadora de cada um.
1. Desenvolva em você a inteligência cordial, emocional e sensível. Inflacionamos a inteligência intelectual, sempre necessária, mas insuficiente. A inteligência cordial enriquece a intelectual com o afeto, o amor e o cuidado, sem os quais perdemos nossa humanidade e não salvaremos a vida no planeta Terra.
2. Deus sempre vem misturado em todas as coisas. Onde houver algum gesto de amor, de solidariedade e de reconciliação saiba que Ele está lá infalivelmente. Sem esses valores Deus é apenas um nome.
3. De manhã, ao despertar, ou antes de recolher-se, faça uma pequena homenagem a Deus, ou àquela Energia amorosa e poderosa que nos sustenta. Não precisa dizer nada. Reserve aqueles poucos minutos para Ele e só para Ele. Se precisar, chore pelas demasiadas desgraças que ocorrem ou alegre-se por aquilo de bom que aconteceu.
|
4. Cada um é um projeto infinito. Nada nos sacia plenamente. Passe pelas coisas, usufrua-as sem danificá-las mas não se detenha nelas. Vá em frente e sempre além, pois, somos caminhantes da vida, e somente um Infinito sacia nossa sede e fome infinitas. Onde houver um gesto de amor, solidariedade e reconciliação, Deus aí está. Sem esses valores Ele é apenas um nome
5. Deseje ser águia que voa alto e livremente, quer dizer, tenha ideais e grandes sonhos. Mas não esqueça que deve ser também galinha, concreta e prudente, especialmente quando se trata de administrar os bens materiais e lidar com dinheiro. Aprenda quando deve ser águia e quando galinha. E saiba combinar sabiamente ambas as coisas.
6. Faça uma terapia em sua linguagem. Dizem-se tantos palavrões no falar cotidiano e nas redes sociais. No começo era a Palavra. Ela tem força criadora e destruidora. Depende de você. Ela é “a ponte onde o amor vai e vem”, como cantam os cristãos das comunidades de base.
7. Você pode hoje se informar sobre tudo. Praticamente tudo se encontra na internet e no Google. Mas cuide em se formar para ter uma humanidade mais plena. Disse uma sábia filósofa judia: podemos nos informar a vida inteira sem nunca nos educar.
8. Quando entrar em casa, tome seu banho, descanse um pouco, não ligue logo a televisão ou consulte o facebook ou leia os e-mails. Retire-se a um canto, fique em silêncio. Agradeça a Deus pela vida. Pois, nos dias atuais com os riscos que corremos em cada esquina ou em cada canto somos todos sobreviventes.
9. Resista à propaganda. Ela não pensa em você, apenas no seu bolso para fazê-lo um consumidor e não um cidadão consciente.
Assuma como projeto de vida a sobriedade compartida. Podemos ser mais com menos, por amor àqueles que pouco ou nada têm. Decida
|
você mesmo o que comprar e quando comprar, com plena liberdade e consciência.
10. Incorpore a ética do cuidado essencial: cuide de sua saúde, de sua família, de sua casa, de seus amigos, cuide do ambiente inteiro com o mesmo sentimento de São Francisco de Assis, que respeitava e amava a todos os seres como irmãos e irmãs, especialmente a irmã água e a irmã e mãe Terra. Perceberá aos poucos que todos os seres, também as montanhas, possuem um coração que pulsa como o seu. No fundo, você, sua casa e família, as pessoas, as paisagens, as montanhas, o céu estrelado, a Lua, o Sol e Deus constituem um único, grande e generoso Coração pulsante.
Por Leonardo Boff, teólogo e escritor, é autor de 'A grande transformação: na economia, na política e na ecologia' (Vozes, 2014).
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.
28 de nov. de 2014
Carta à Presidenta Dilma Rousseff, por Leonardo Boff e cia
Estimada Presidenta Dilma Rousseff,
Nós, participantes do Grupo Emaús abaixo relacionados, queremos parabenizá-la por seu esforço e desempenho durante a árdua campanha eleitoral, bem como pelas conquistas de seu primeiro mandato. Somos um grupo de teólogos/as de várias Igrejas cristãs, sociólogos/as, educadores/as e militantes que nos encontramos regularmente há quatro décadas. Estamos todos comprometidos na construção de um Brasil, social e economicamente mais justo, solidário e sustentável.
A maioria batalhou, desde o início, em favor do PT e de seu projeto de sociedade. Nessas eleições de 2014, muitos de nós expressamos publicamente nosso apoio à sua candidatura. Discutimos e polemizamos, pois, percebíamos o risco de que o projeto popular do PT, representado pela Senhora, não pudesse se reafirmar e consolidar. Para nós cristãos, especialmente nas milhares de comunidades de base, tínhamos e temos a convicção de que a participação política, de cunho democrático, popular e libertador, se apresenta como um instrumento para realizar os bens do Reino de Deus.
Esses valores são a centralidade dos pobres, a conquista da justiça social, a mútua ajuda, a busca incansável da dignidade e dos direitos dos oprimidos, a valorização do trabalhador e da trabalhadora, a justa partilha e o respeito pela Mãe Terra. Por isso, na linha do diálogo que a Senhora propôs à sociedade, queremos apresentar algumas sugestões para que seu governo continue implementando o projeto que tanto beneficia a sociedade brasileira, especialmente os mais vulneráveis.
O BRASIL QUE QUEREMOS
Estas são as grandes opções que, acreditamos, devem estar presentes na construção do Brasil que queremos:
PROMOVER UMA REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO. Uma reforma que acabe com o financiamento de campanhas eleitorais e partidos políticos por empresas privadas, e estabeleça o financiamento público. Uma reforma que possibilite a participação dos cidadãos e cidadãs no processo de tomada de decisões:
– sobre a política econômica;
– sobre todo e qualquer projeto que tenha forte impacto social e ambiental;
– sobre a privatização de empresas estatais e de serviços públicos.
Uma reforma que contemple também a democratização do Poder Judiciário, pois ele é, hoje, o menos controlado dos três poderes.
– sobre a política econômica;
– sobre todo e qualquer projeto que tenha forte impacto social e ambiental;
– sobre a privatização de empresas estatais e de serviços públicos.
Uma reforma que contemple também a democratização do Poder Judiciário, pois ele é, hoje, o menos controlado dos três poderes.
Só assim poderemos dizer que caminhamos para uma democracia política, econômica, social e cultural, num diálogo efetivo entre membros da sociedade política e da sociedade civil, que signifique governo do povo, pelo povo, para o povo.
REFORÇAR UM MODELO ECONÔMICO MAIS SOCIAL E POPULAR. Repensar criteriosamente a privatização de serviços públicos e de nossas riquezas naturais (entre as quais o petróleo). Orientar um modelo econômico centrado nas pessoas, na realização de seus direitos e numa relação harmoniosa com a natureza, no “bem viver” – como condição para enfrentar a grave crise ecológica na qual estamos imersos. Deve ficar claro para todos, assim o desejamos, que o governo Dilma governa todo o País, mas privilegiando os pobres e aqueles que não são capazes se manter por sua própria conta.
REALIZAR UMA AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA, externa e interna, conforme exigência de nossa Constituição (Constituição Federal, Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, art. 26, 1988).
Precisamos saber a quem deve e quanto deve realmente o Brasil, e de que forma foi feita esta dívida. A única auditoria que o Brasil fez, em 1931, constatou que 60% da dívida eram irregular, legalmente inexistentes. Em 2000, tivemos um Plebiscito Popular sobre a Dívida Externa, do qual participaram 6 milhões de pessoas, e 95% votaram pela realização da auditoria da dívida. O Equador realizou uma auditoria da dívida pública em 2009, e descobriu que 70% da dívida eram irregulares. A partir de então, passou a pagar apenas 30%, o restante foi investido em saúde e educação.
Precisamos saber a quem deve e quanto deve realmente o Brasil, e de que forma foi feita esta dívida. A única auditoria que o Brasil fez, em 1931, constatou que 60% da dívida eram irregular, legalmente inexistentes. Em 2000, tivemos um Plebiscito Popular sobre a Dívida Externa, do qual participaram 6 milhões de pessoas, e 95% votaram pela realização da auditoria da dívida. O Equador realizou uma auditoria da dívida pública em 2009, e descobriu que 70% da dívida eram irregulares. A partir de então, passou a pagar apenas 30%, o restante foi investido em saúde e educação.
REAVALIAR OS MEGAPROJETOS À LUZ DE CRITÉRIOS ECOLÓGICO-AMBIENTAIS E SOCIAIS para que não ameacem o meio ambiente e o habitat de povos indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas. Investir nas energias renováveis, especialmente na energia solar – visto que somos um dos países mais ensolarados do mundo. Estabelecer uma estratégia para o gradual fim da utilização de fontes de energia prejudiciais ao meio ambiente e perigosas à vida, como a energia nuclear e as termelétricas.
PROTEGER O MEIO AMBIENTE: Há anos, cientistas, movimentos sociais, entidades ambientalistas e muitas ONGs vêm advertindo para os sérios problemas climáticos que o Brasil teria se mantiver o tipo de desenvolvimento predatório implementado até agora. O que era uma previsão está ocorrendo diante de nós: a crise mais séria de falta de água de que já ouvimos falar, com riscos evidentes para a população, e a ocorrência de chuvas torrenciais, verdadeiras tempestades, em diferentes lugares do País, que causam destruição e mortes.
A desconsideração para com a Amazônia e o Cerrado, com a continuidade do desmatamento – mesmo que o ritmo do desmatamento tenha diminuído -, é o principal fator para as chuvas desmedidas no Norte e a seca no Sudeste. O Brasil precisa assumir a meta do “desmatamento zero”.
A falta d’água é fruto de vários fatores, entre os quais a desatenção para com as condições de vitalidade dos nossos rios, a realização de megaprojetos, a destruição das matas ciliares, a poluição das águas e a ausência de infraestrutura sanitária e tratamento de esgotos. O Brasil tem uma situação privilegiada no mundo: 13,8% da água doce estão aqui. O maior aquífero, o Alter do Chão, se encontra em nosso País. E, no entanto, vários de nossos rios estão secando, e começa a faltar água em muitos lugares. A segunda maior reserva subterrânea de água doce do mundo, o aquífero Guarani, vem sendo contaminado pela infiltração de agrotóxicos. Vemos como urgente uma política que privilegie uma mudança da nossa matriz energética em direção a energias mais limpas (solar e eólica), com menor impacto ambiental (grandes hidrelétricas) ou agravamento da contaminação ambiental e do aquecimento global (térmicas a carvão, petróleo e gás).
DEFENDER OS DIREITOS DE POVOS INDÍGENAS E QUILOMBOLAS: Os primeiros habitantes desta terra foram os povos indígenas. Quando os portugueses aqui chegaram, calcula-se que havia cerca de cinco milhões, repartidos em mais de 600 povos, com suas diferentes culturas e línguas. A colonização provocou um verdadeiro genocídio: povos inteiros desapareceram, restando, hoje, menos de um milhão e pessoas. Muitos deles não têm mais terra onde morar – eles que eram os donos milenares destas terras – e estão sendo dizimados, como é o caso dos Guarani-Kaiowá. Outros estão perdendo suas terras e, sobretudo, seus rios, para megaprojetos, para o agronegócio, para mineradoras. O mesmo acontece com comunidades quilombolas.
É urgente garantir os direitos constitucionais desses povos, restabelecer suas condições de vida, fazendo florescer toda a riqueza de sermos um País pluriétnico, pluricultural e plurilinguístico, se é que queremos chamar a nossa sociedade de civilização: uma civilização que não faz respeitar os direitos humanos não tem direito a este nome.
REALIZAR A REFORMA AGRÁRIA. Esta é uma reivindicação dos trabalhadores rurais que data da primeira metade do século XX, e que foi um dos motivos para o golpe militar de 1964. A ditadura impediu a reforma agrária, mas os governos posteriores também não a realizaram.
É uma reforma estrutural necessária para acabar com a concentração da propriedade da terra – onde 1% dos proprietários detém quase metade da terra -, para democratizar o seu acesso, fazendo com que a terra se destine a quem nela queira trabalhar e produzir alimentos para a população. E garantir condições favoráveis para as pessoas poderem se manter no campo.
26 de jul. de 2014
Leonardo Boff aponta Tarso Genro como um dos melhores quadros da esquerda mundial
"Faço votos que os gaúchos se decidam por ele porque será bom para o Rio Grande." (Leonardo Boff)
http://tarso13.com.br/noticias/leornardo-boff-declara-apoio-tarso-genro#.U9LlLGK9KSM
http://tarso13.com.br/noticias/leornardo-boff-declara-apoio-tarso-genro#.U9LlLGK9KSM
14 de dez. de 2013
Por que no meio da dor os negros, dançam, cantam e riem?
Milhares de pessoa em toda a Africa do Sul misturam choro com dança, festa com lamentos pela morte de Nelson Mandela. É a forma como realizam culturalmente o rito de passagem da vida deste lado para a vida do outro lado, onde estão os anciãos, os sábios e os guardiães do povo, de seus ritos e das normas éticas. Lá está agora Mandela de forma invisível mas plenamente presente acompanhando o povo que ele tanto ajudou a se liberta.
Por Leonardo Boff, confira artigo completo aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.
4 de dez. de 2013
Leonardo Boff tira a máscara de Joaquim Barbosa

Leonardo Boff: Joaquim Barbosa não honra o STF http://goo.gl/IczOZPPensador diz que, da estátua que representa a Justiça, Joaquim Barbosa ficou sem as vendas porque não foi imparcial, aboliu a balança porque ele não foi equilibrado, e só usou a espada para punir mesmo contra os princípios do direito: “O animus condemnandi (a vontade de condenar) e de atingir letalmente o PT é inegável nas atitudes açodadas e irritadiças do Ministro Barbosa”
16 de fev. de 2013
A entrevista de Leonardo Boff sobre Bento XVI que a Folha não publicou

http://www.pragmatismopolitico.com.br/20...
“O perfil do próximo Papa não
deveria ser o de um homem do poder e da instituição. Onde há poder
inexiste amor e desaparece a misericórdia. Deveria ser um pastor,
próximo dos fiéis e de todos os sere...
11 de dez. de 2012
Leonardo Boff responde colunista da Veja que chamou Niemeyer de ‘meio idiota’
Segundo o pensador Leonardo Boff, Veja e seu blogueiro albergado não gostam do Brasil e dos brasileiros; ele diz ainda que Reinaldo Azevedo, que chamou o arquiteto Oscar Niemeyer de “metade gênio e metade idiota”, é um “consumado idiota” e o comparou a um besouro rola-bosta
O pensador Leonardo Boff respondeu, num artigo, às críticas do blogueiro de Veja Reinaldo Azevedo contra Oscar Niemeyer. Para Reinaldo, que publicou três textos sobre o assunto em seu blog, o brilhante arquiteto brasileiro era “metade gênio e metade idiota”.
Leonardo
Boff: “A figura que me ocorre deste articulista e da revista semanal,
em versão online, é a do escaravelho, popularmente chamado de
rola-bosta”
De acordo com o filósofo, Reinaldo se assemelha a um escaravelho, popularmente chamado de besouro rola-bosta, “que vive dos excrementos de animais herbívoros, fazendo rolinhos deles com os quais, em sua toca, se alimenta”. Boff diz que “algo semelhante fez o blog de Azevedo na VEJA online: foi buscar excrementos de 60 e 70 anos atrás” para atacar o artista brasileiro.
Como muitos leitores do blogueiro diante dos posts sobre Niemeyer, o filósofo assegura: “Quem diz ser Oscar Niemeyer um idiota apenas revela que ele mesmo é um idiota consumado”. Leia abaixo a íntegra de seu artigo:
Oscar Niemeyer, a Veja online e o Escaravelho
Por Leonardo BoffCom a morte de Oscar Niemeyer aos 104 anos de idade ouviram-se vozes do mundo inteiro cheias de admiração, respeito e reverência face a sua obra genial, absolutamente inovadora e inspiradora de novas formas de leveza, simplicidade e elegância na arquitetura. Oscar Niemeyer foi e é uma pessoa que o Brasil e a humanidade podem se orgulhar.
A segunda, para Oscar, o principal era a vida. Ela é apenas um sopro, passageira e contraditória. Feliz para alguns mas para as grandes maiorias cruel e sem piedade. Por isso, a vida impõe uma tarefa que ele assumiu com coragem e com sérios riscos pessoais: a da transformação. E para transformar a vida e torná-la menos perversa, dizia, devemos nos dar as mãos, sermos solidários uns para com os outros, criarmos laços de afeto e de amorosidade entre todos.
Numa palavra, nós humanos devemos aprender a nos tratar humanamente, sem considerar as classes, a cor da pele e o nível de sua instrução.
Isso foi que alimentou de sentido e de esperança a vida desse gênio brasileiro. Por aí se entende que escolheu o comunismo como a forma e o caminho para dar corpo a este sonho, pois, o comunismo, em seu ideário generoso, sempre se propôs a transformação social a partir das vítimas e dos mais invisíveis. Oscar Niemeyer foi um fiel militante comunista.
Mas seu comunismo era singular: no meu modo de ver, próximo dos cristãos originários pois era um comunismo ético, humanitário, solidário, doce, jocoso, alegre e leve. Foi fiel a esse sonho a vida inteira, para além de todos os avatares passados pelas várias formas de socialismo e de marxismo.
Na medida em que pudemos observar, a grande maioria da opinião pública mundial, foi unânime na celebração de sua arte e do significado humanista de sua vida. Curiosamente a revista VEJA de domingo, dedica-lhe 10 belas páginas.
Outra coisa, porém, é a revista VEJA online de 7 de dezembro com um artigo do blog do jornalista Reinado Azevedo que a revista abriga.
Ele foi a voz destoante e de reles mau gosto. Até agora a VEJA não se distanciou daquele conteúdo, totalmente, contraditório àquele da edição impressa de domingo. Entende-se porque a ideologia de um é a ideologia do outro. Pouco importa que o jornalista Azevedo, de forma confusa, face às críticas vindas de todos os lados, procure se explicar. Ora se identifica com a revista, ora se distancia, mas finalmente seu blog é por ela publicado.
Leia mais aqui, no Sítio Pragmatismo.
Compartilhe.
17 de set. de 2012
Leonardo Boff: Por que tentam ferir letalmente o PT?
Manter viva a causa
do PT: para além do “Mensalão”
por Leonardo BoffHá um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “Mensalão”. Você bate nos acusados mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão, mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.
Leia artigo completo aqui!
Sugestão de pauta: Profº Francisco Gonçalves.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.
8 de mar. de 2012
A Porção Feminina de Deus - Por Leonardo Boff
Queremos
uma visão global, holística da mulher. Isso implica uma dimensão pouco
referida no dia de hoje: a porção Deus que está em cada mulher. Talvez
reside nisso a irradiação, a ternura e o amor que elas difundem na
criação e em sua relação com os homens, com os filhos e filhas, com os
maridos e com todos que estão à sua volta. Pedi ao colaborador do Blog,
Leonardo Boff, que é teólogo , filósofo e escritor, para que escrevesse
alguma coisa sobre o tema. E ele acedeu prontamente.
Agradeço essa iluminação que vai dar um ar de transcendência ao dia de hoje, dedicado à mulher .
Beijos a todas as amigas e irmãs e a todos os homens que sabem o valor das mulheres!
A porção feminina de Deus
Por Leonardo Boff
O ser humano, masculino e feminino, é inteiro mas inacabado e só encontra acabamento e descansa plenamente se repousar em Deus. Isto significa: por mais que o homem e a mulher estejam, inarredavelmente, imbricados um no outro, se busquem, insaciavelmente, eles não encontram nessa relação a resposta de seu vazio abissal. Antes pelo contrário, quanto mais ela se aprofunda, mais radicalidade ela pede e mútua ultrapassagem solicita.
Ambos, pois, são chamados a se auto-transcenderem, na direção daquilo que os pode realmente saciar, vale dizer, na direção de Deus. Ai repousam e se perdem para dentro do infindável Amor e da radical Ternura, sem deixarem de ser o que sempre foram e serão, homens e mulheres. É a pátria e o lar da infinita identidade e realização.
O feminino encontrará o Feminino fontal e o masculino o Masculino eterno. Dar-se-á o que todos os mitos narram e todos os místicos testemunham: o esponsal definitivo, o festim sem hora de terminar e a fusão do amado e da amada no Amado e na Amada transformados.
1. Homem e mulher: Deus por
participação
Queremos ir mais longe do que perguntar o que significa o masculino e feminino em nosso caminho para Deus e o que significa o masculino e feminino no caminho de Deus para nós. Ousamos radicalizar a questão: que significa o masculino e feminino para Deus mesmo?
Responder a tal questão equivale a estabelecer o quadro final (escatológico) do feminino e do masculino, não apartir deles mesmos mas a partir da última Realidade. No termo do infindável processo de evolução ou no termo de nosso percurso pessoal pela morte que poderão esperar o homem e a mulher? Que Deus preparou para nós? Qual é a nossa configuração terminal? Aqui não apenas os seres humanos somos implicados mas o próprio Deus.
Para os cristãos, Deus é comunhão de
divinas Pessoas, cada qual se comunicando absolutamente as outras. As Pessoas
são diferentes para poderem se relacionar
umas com as outras, sairem de si mesmas em doação às demais e assim se unirem e se uni-ficarem no amor.
Essa mesma lógica essencial do Deus-comunhão-de-Pessoas se verifica no ato da criação. Deus-comunhão cria o diferente dele para poder seu auto-comunicar e se entregar totalmente a esse diferente. Esse é o sentido divino da criação e, no caso em tela, do ser humano enquanto masculino e feminino: criar um receptáculo que pudesse acolher Deus quando esse Deus decidisse sair totalmente de si e entrar no ser humano, homem e mulher.
Deus mesmo encontra uma realização
que antes não tinha em si, uma realização no outro diferente dele. O masculino
e feminino propiciam a Deus ser “mais” Deus, melhor, ser Deus de forma
diferente. Por isso masculino e feminino são importantes para Deus. Permitem
que Deus se faça também masculino e feminino (1).
Para que pudesse acolher Deus, o próprio Deus dotou o ser humano, homem e mulher, com esta capacidade. Isso significa: deu-lhe um desejo ilimitado e uma sede insaciável pelo Infinito, de tal forma que somente Deus mesmo, como Infinito, pudesse ser o objeto secreto do amor, do desejo e e da sede insaciável.
Esse ser será um ser trágico porque, ontologicamente, infeliz e frustrado na medida em que não identifica, nestemundo, o objeto de sua plena realização. Percorrerá os céus e as terras, osabismos e as estrelas, os mistérios da vida e os anelos mais escondidos do coração para encontrar o porto onde possa em fim descansar.
Dentro da presente ordem da criação não encontrará em lugar nenhum esse objeto ansiado e desejado. Quando, porém, Deus mesmo sai de si e se encarna num ser humano e assim transfere seu ser Infinito para dentro do ser humano,então criou as condições para que este ser humano encontre o que ardentemente desde sempre desejava. O cálice preparado para receber o vinho, fica repleto desse Vinho Precioso. Encontrou o Santo Graal. O ser humano, homem e mulher, atingiu, finalmente, sua plena hominização, fazendo-se um com Deus(2). Deixará de ser trágico para ser bem-aventurado.
Tal fato nos faz entender o que a tradição cristã com razão sempre afirmou: “a completa hominização do ser humano supõe a hominização de Deus e a hominização de Deus implica a completa divinização do ser humano”(3). Em outras palavras, o ser humano, homem e mulher, para tornar-se verdadeiramente ele mesmo, deve poder realizar as possibilidades depositadas dentro dele, especialmente essa de poder ser um com Deus, de superar a distância entre Deus e criatura e conhecer uma identifica-ção (ficar idêntico) com Deus.
Quando ele chega a tal comunhão e uni-ficação (fica um) a ponto de formar com Deus uma unidade sem confusão, sem divisão e sem mutação, então atingiu o ponto supremo de sua hominização. Quando isso irrompe, Deus se humaniza e o ser humano se diviniza. Com isso o ser humano é superado infinitamente e realiza a sua natureza de projeto infinito. O termo da antropogênese reside, pois, nateogênese, no nascimento do ser humano em Deus e no nascimento de Deus no ser humano.
Tal evento de ternura deve acontecer em todos os seres humanos, homens e mulheres. A fé cristã viu esse desígnio antecipado e, assim trazido à plena consciência, no homem de Nazaré, Jesus. Dele se diz que era o Filho, a segunda Pessoa da Trindade e que nele se encarnou, assumindo nossarealidade humana integral (Jo 1,14).
2. Maria a espiritualização do Espírito Santo
Desde então se sabe que o masculino
e o feminino, presentes em Jesus, penetraram no mistério mais íntimo de
Deus.
São parte do próprio Deus. Para sempre e por toda a eternidade. Pouco
importa o
que ocorrer com o fenômeno humano. Ele já virou Deus e é, por
participação, a
última Realidade. O masculino explicitamente porque Jesus era um homem. E
ofeminino implicitamente porque estava presente em Jesus como parte de
sua
humanidade integral, sempre também feminina.
Mas convinha também que o feminino fosse divinizado explicitamente para haver um equilíbrio no desígnio de Deus(4). Efetivamente o texto bíblico de S. Lucas diz claramente que o Espírito, a Terceira Pessoa da Trindade, veio sobre Miriam de Nazaré e, qual beduino, armou sua tenda de forma permanente sobre ela (1,35).
O evangelista Lucas usa para a relação de Maria com o Espírito (que para o hebraico é feminino e assim revela uma conaturalidade com Miriam) a figura da tenda (skené = episkiásei), figura essa usada também pelo evangelista São João para expressar a encarnação da Segunda Pessoa, o Filho, em Jesus (skené = eskénosen). Com isso quis sinalizar a espiritualização (“encarnação”) do Espírito em Mariam. Miriam é elevada à altura do Divino, é feita Deus, por participação. Consequentemente, diz o evangelista Lucas: “é por isso (dià óti) que o Santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus”(1,35). Só é Filho de Deus quem nasceu de alguém que é Deus (por participação). E esse alguém é a beatíssima mulher, Maria de Nazaré.
Todas as mulheres, não só
Maria, são chamadas a essa divinização,
pois todas elas são portadores desta possibilidade de acolher Deus (o Espírito)
em si. Essa possilidade vai, um dia, se realizar plenamente. Caso contrário, um
vazio eterno existiria em sua existência de mulher. Então cada mulher, a seu
modo, será um com Deus.
Eis seu quadro final e terminal,
ser Deus por participação, Deus-Mulher, Deus-Esposa, Deus-Virgem, Deus-Mãe,Deus-Companheira. É a porção feminina de Deus.
Miriam de Nazaré, Maria, é uma
amostra antecipada daquilo que será realidade para todas as mulheres. Ela
representa a realização individual
desta revelação universal. Por ela ganhamos consciência de que o feminino foi
divinizado juntamente com o masculino. O
feminino, divinizado explicitamente em Maria, carrega consigo uma divinização implícita do masculino
presente nela.
Essa divinização do feminino não é
apenas apanágio dos cristãos. As grandes tradições espirituais e
religiosasafirmam o mesmo evento benaventurado sob outros códigos
culturais. Nas
diferenças de linguagem se pretende testemunhar a mesma realidade
sagrada. A
energia que opera esta identificação do homem e da mulher com Deus é a Kundalini para a India, o Yoga para os yogis,
o Tao para Lao Tsé, a Shekinah da mística judia da Kabala, o Espírito Santopara a tradição judaico-cristã.
Em todas elas se trata de alcançar
uma experiência de não-dualidade, de mergulho no Mistério a ponto de
identificar-se com ele, sem contudo, perder a própria identidade. Por isso
dizemos: todos somos e seremos Deus por participação.
Essa compreensão não penetrou ainda na consciência oficial das Igrejas cristãs, marcadas pelo paradigma patriarcal. Mas sempre esteve presente nos portadores principais da herança espiritual do cristianismo que é o povo cristão(5).
Este adora Maria como Deus-Mãe. Na arte sacra, nas ladainhas e mas invocações, Maria vem representada com todos os atributos das antigas divindades femininas como o mostrou C. G. Jung. Maria é a única grande Deusa do Ocidente como o é Kuan Yin do Oriente e o foi Isis para as culturas antigas mediterrâneas(6) bem como é Yemanjá para a cultura popular de tradição afro-brasileira.
Assim chegamos a um perfeito equilíbrio
humano-divino. O ser humano em sua unidade e diferença faz parte do mistério de
Deus. Não poderemos mais falar de Deus sem falar do homem e da mulher. Não
poderemos mais falar do homem e da mulher sem falar de Deus.
Escapa-nos o que significa, em
sua última radicalidade, essa imbricação
divino-humana. São mistérios que remetem a outros mistérios, mistérios
não como
limite da razão mas como o ilimitado da razão, mistérios que não metem
medoquais abismos aterradores mas que extasiam quais píncaros de
montanhas. No
fundo se trata de um único Mistério de comunhão e doação, de ternura e
de amor
no qual Deus e seres humanos estão indissoluvelmente envolvidos.
Sei que há feministas que não
aceitam esse tipo de reflexão e alegam que não precisam da divinização
paraserem plenamente mulheres. Eu apenas pondero: "estou lhe mostrando
uma
estrela; se você não a vê, não é um problema da estrela, mas um problema
seu". A oferta de sentido continua sendo válida.
Então podemos concluir: Deus não está mais longe de nós, longe de modo nenhum. Ele é a nossa mais profunda e próxima realidade, masculina e feminina. Somos Deus, enquanto homens e mulheres, por graciosa participação.
Notas se rodapé
1) Veja as excelentes reflexões do teólogo católico Karl
Rahner, em Röper, A., Ist Gott ein Mann? Ein Gespräch mit Karl Rahner, Düsseldorf,
Patmos 1979; van Lunen-Chenu, M.-T. e Gibellini, R., Donna e teologia, Brescia,
Queriniana 1988; Hunt, M. e Gibellini, R., La sfida del femminismo alla
teologia, Brescia, Queriana 1980; excelentes são os números completos da
revista internacional Concilium dedicados à questão das mulheres: o n. 202 de 1985, A mulher invisível na teologia e na
Igreja; o n. 238 de 1991, Mulher-mulher e o n. 281 de 1999, A não ordenação da
mulher e a política do poder.
2) Uma reflexão mais detalhada se encontra em meu livro A Trindade, a Sociedade e a Libertação, Petrópolis, Vozes 1979.
3) Veja a articulação dessa idéia em Boff, L., O evangelho do Cristo cósmico, Rio de Janeiro, Record 2009; Id., Jesus Cristo libertador. Ensaio de cristologia crítica para o nosso tempo, Petrópolis, Vozes 1972, 272-275; veja também asboas reflexões de J. Ratzinger,Introdução ao Cristianismo, S. Paulo, Herder l970, 189-190.
4) A argumentação teológica dessas afirmações se encontram em meu livro O rosto materno de Deus, Petrópolis, Vozes 1979, 92-117 e difundida em outras obras minhas; veja também a discussão desta idéia entre as feministas que, em sua grande maioria, não assumiram o quinhão de divindade pertencente à mulher, ficando por isso, dependentes da divinização do masculino em Jesus, impedindo uma libertação realmente total da mulher: Irigaray, L.,Equal to wohm? em Differences 1(1989) 69ss; Rae, E., Women, the Earth, the Divine, N. York, Orbis Books 1994, 81-93; Johnson, E., Aquela que é, Petrópolis, Vozes 1995. 294-302; Burns, J. E., God as Woman, Woman as God, N.York, Paramus 1973 e outras.
5) Veja as reflexões bem documentadas de Walker, B. G., Retoring the Goddess, N. York, Promethes Books 2000, 341-356; famosas são as reflexões de C.G. Jung ao mostrar que os católicos em seu inconsciente coletivo e contra sua Igreja oficial, têm Maria como divindade; para toda esta questão veja Unterste, P. Der Archetypus des Weiblichen in der chritlichen Kultur, em Die Quartenität bei C.G. Jung, Zurique 1972.
6) Veja Blofeld, J., A deusa da compaixão e do amor. O culto místico de Kuan Yin. S. Paulo, IBRASA 1995.
16 de mai. de 2011
Leonardo Boff: Fez-se vingança, não justiça
Não se fez justiça com a morte de Bin Laden. Praticou-se a vingança, sempre condenável."Minha é a vingança" diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.
2 de jan. de 2011
Fala Leonardo Boff
LeonardoBoff Leonardo Boff
Primeiro foi alguém das classes populares,agora alguém do mundo feminino: chegaram à Presidência. Duas promissoras rupturas paradigmáticas.
Enviado por Eri Santos Castro.
28 de dez. de 2010
Leonardo Boff: “Desta vez não haverá Arca de Noé”
A tarefa coletiva da humanidade é buscar o equilíbrio com a natureza. Cada um tem de fazer sua parte, ser mais com menos. O problema não é o dinheiro, afirma nesta entrevista exclusiva o escritor e teólogo brasileiro Leonardo Boff.
Cidade do México, México, 27 de dezembro (Terramérica). – “O mercado não resolverá a crise ambiental” afirma o teólogo e ecologista Leonardo Boff, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A solução, insiste, está na ética e na luta dos povos originários para mudar a relação com a natureza. Boff, que ensina ética, filosofia da religião e ecologia, é um dos principais representantes da Teologia da Libertação, corrente progressista da Igreja Católica na América Latina, escreveu mais de 60 livros e dedicou os últimos 20 anos a promover o movimento verde.
Foi um dos 23 incentivadores da Carta da Terra em 2000 e, um ano depois, recebeu o Right Livelihood Award, conhecido como Prêmio Nobel Alternativo, concedido a personalidades destacadas na busca de soluções para os problemas globais mais urgentes. “Se não mudarmos, vamos ao encontro do pior… Ou nos salvamos ou pereceremos todos”, disse Boff em uma entrevista concedida ao Terramérica na capital mexicana, após assistir como observador a 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada este mês em Cancún.
Veja a entrevista no sítio da Carta Capital, aqui.
Enviadop por Eri Santos Castro.
Cidade do México, México, 27 de dezembro (Terramérica). – “O mercado não resolverá a crise ambiental” afirma o teólogo e ecologista Leonardo Boff, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A solução, insiste, está na ética e na luta dos povos originários para mudar a relação com a natureza. Boff, que ensina ética, filosofia da religião e ecologia, é um dos principais representantes da Teologia da Libertação, corrente progressista da Igreja Católica na América Latina, escreveu mais de 60 livros e dedicou os últimos 20 anos a promover o movimento verde.
Foi um dos 23 incentivadores da Carta da Terra em 2000 e, um ano depois, recebeu o Right Livelihood Award, conhecido como Prêmio Nobel Alternativo, concedido a personalidades destacadas na busca de soluções para os problemas globais mais urgentes. “Se não mudarmos, vamos ao encontro do pior… Ou nos salvamos ou pereceremos todos”, disse Boff em uma entrevista concedida ao Terramérica na capital mexicana, após assistir como observador a 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada este mês em Cancún.
Veja a entrevista no sítio da Carta Capital, aqui.
Enviadop por Eri Santos Castro.
Assinar:
Postagens (Atom)





