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8 de jan. de 2012

Ministro faz de Petrolina uma terra sem crise

O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), que privilegiou Pernambuco na destinação de verbas, virou “embaixador” de Petrolina, onde pretende eleger o filho prefeito. Em dezembro, ele liberou R$ 35,7 milhões para obras.

Saiu no Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
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20 de nov. de 2011

Reforma de Dilma envolverá vários ministros

Está pronto o esboço da reforma ministerial que Dilma Rousseff planeja fazer no início de 2012. Prevê, no máximo, mais dez expurgos, entre ministros e secretários com status ministerial.
Considerando-se as seis trocas já realizadas, as mudanças podem afetar até 42% das 38 nomeações feitas por Dilma ao tomar posse, em 1o de janeiro de 2011.
Antes de se converterem em fatos, as intenções da presidente terão de passar pela fricção de uma negociação com os partidos que a apoiam.
Se prevalecer a vontade de Dilma, o governo pode iniciar o segundo ano com uma Esplanada ligeiramente menor: em vez de 38, 35 pastas.
Abaixo, os detalhes da dança de cadeiras projetada pela presidente:
1. Trabalho: Carlos Lupi (PDT) será convidado a deixar o governo. Se não for abalroado por nenhuma nova denúncia, sairá junto com os demais.
Dilma está decidida a manter um representante do PDT em sua equipe. Porém, considera a hipótese de retirar a legenda do Trabalho.
2. Cultura: Ana de Hollanda deve ser afastada. O desempenho da irmã de Chico Buarque, escolha pessoal de Dilma, ficou aquém do que desejava a presidente.
3. Cidades: Imposto a Dilma pelo PP, Mário Negromonte será defenestrado expurgado por duas razões. Primeiro porque perdeu o apoio de sua legenda.
Segundo porque é visto no Planalto como gestor temerário de uma pasta convertida em escândalo esperando para acontecer.
4. Desenvolvimento Agrário: A cabeça de Afonso Florence (PT) deve descer à bandeja pela mesma razão invocada contra Ana de Hollanda: ineficiência.
5. Educação: Fernando Haddad (PT) trocará a Esplanada pelos palanques municipais de São Paulo.
6. Integração Nacional: Dilma não cogitava trocar Fernando Bezerra Coelho (PSB). O ministro foi à lista graças a uma jogada de seu padrinho político.
O governador pernambucano Eduardo Campos empina a candidatura de Fernando Bezerra à prefeitura do Recife. A troca está condicionada à efetivação do plano.
8. Fusão de secretarias: Dilma cogita incorporar duas secretarias (Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres) em uma (Direitos Humanos).
Nessa hipótese, a secretaria “três em um” seria chefiada por Maria do Rosário (PT), atual ministra dos Direitos Humanos.
Luíza Bairros (PT), hoje à frente da secretaria de Igualdade Racial, perderia a função. Iriny Lopes (PT), gestora da pasta das Mulhres, também.
Iriny tenta viabilizar-se como candidata petista à prefeitura de Vitória (ES). Dilma sonha com o êxito da empreitada.
9. Pesca: É outra pasta que, por desnecessária, Dilma gostaria de riscar do organograma. A ideia é fundi-la ao Ministério da Agricultura.
Luiz Sérgio (PT), transferido para a Pesca quando perdeu a coordenação política do governo para Ideli Salvatti (PT), iria ao meio-fio.
10. Portos: Dilma deseja devolver os portos para a estrutura do Ministério dos Transportes. Algo que converteria Leônidas Cristino (PSB) em ex-ministro.
11. Micro e Pequenas Empresas: Dilma mantém de pé a intenção de criar um ministério para esse setor. Coisa já formalizada em projeto enviado ao Congresso.
Assim, se PT e PSB não atraplharem os planos da presidente de extinguir quatro pastas (Racial, Mulheres, Pesca e Portos), o ministério das empresas seria o 35o.
No gogó, a reforma é vendida por auxiliares de Dilma como uma virada de página. O novo time seria mais qualificado e teria as feições de Dilma.
Na prática, avizinha-se uma mexida convencional. Rendida à (i)lógica da coalizão, Dilma tende a render-se às indicações dos partidos que lhe dão suporte legislativo.
Hoje, o condomínio governista é composto por 14 legendas. Sete estão representadas no primeiro escalão.
O PT controla 18 pastas. O PMDB, cinco. O PSB, duas. PP, PDT, PR e PCdoB têm um ministério cada.

Por Josias de Souza.
Editado por Eri Santos castro.
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21 de dez. de 2010

Por que Ciro Gomes não será ministro?

Ciro Gomes não será ministro do governo Dilma porque “achou pouco” ser ministro de Portos e por não querer repetir uma passagem pela Integração.
Os dois ministérios fazem parte da cota do PSB no próximo governo.
Ciro, segundo um interlocutor, queria mesmo um ministério do porte da Saúde, que ficará com Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais.
A decisão de Ciro de não fazer parte do próximo governo foi fechada em reunião realizada na madrugada de ontem (20), em Recife. Nela estiveram os principais integrantes da cúpula do partido.
Na tarde de ontem (20), Dilma recebeu a notícia em Brasília após encontro em que estiveram presentes: o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos; o governador do Ceará, Cid Gomes; o futuro governador do Espírito Santo, Renato Casagrande; e o vice-presidente do partido, Roberto Amaral.
A reação de Dilma foi de “naturalidade”, contou ao blog fonte que não quis se identificar.
Apesar de Ciro estar fora do baralho, ainda há indefinição dentro do PSB. A pasta de Integração deve ficar com Fernando Bezerra Coelho, indicado por Eduardo Campos.
Em contrapartida, o nome que será indicado para Portos ainda é motivo de disputa interna. De um lado, alguns defendem que o nome seja indicado por Cid Gomes, do outro, que ele seja pela bancada do Congresso.

Saiu no Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.