25 de abr de 2017

Flávio Dino, diferente do que acha Haickel, busca a amálgama na política


Fiz a leitura do artigo de Joaquim Haickel e faço estas observações, algumas concordando e outras opondo-me. Estas observações são apenas epígrafes para situar este debate diante da sua protuberância. É uma pequena admoestação aos meus próprios companheiros e companheiras. Portanto, irei elencar 7 breves apontamentos.
1- Flávio, diferente de Sarney que destruiu Vitorino, não aniquilou o grupo Sarney. Do contrário do que Haickel afirma, o governo do Flávio não é beligerante e nem irascível. Muito embora, Flávio emponderou-se de coragem e segue em frente. O seu viço vem do que um dia foi o vigor de Sarney ao derrotar a oligarquia Vitorino: a força das urgências da população maranhenses. O governo de Flávio é disruptivo e por isso mesmo não obnubilará os seus rumos traçados.
Felizmente, a existência do contraditório não é ruim para a democracia. Pelo contrário, melhora a sua qualidade. E até o fator gestão melhora, uma vez que o gestor persegue tempestivamente as devidas correções de caminhos quando necessárias, consolidando uma gestão resiliente.
2- Se Roseana Sarney for candidata assim como Roberto Rocha, Marlon Reis e mais alguns outros e outras, o processo será bom é para o Maranhão. Não havendo disputa é péssimo para a democracia. O debate é vital e natural na democracia. Há teses e antíteses e seguramente sínteses. Isso é uma das condições da dialética.
Do forte embate surgem valorizações das pessoas e compromissos de fazer o melhor para o Maranhão.
Entretanto, a possível candidatura de Roseana não seria um ordálio para ela? Por isso, acho inverossímil essa candidatura. Enquanto, a de Roberto ainda está constrita, mas pode torna-se axial e rediviva.
3- Os melhoramentos da sociedade são possíveis somente pela mediação da política.
O forte embate melhorará todos os atores e a própria política.
A unanimidade fortalece sempre as agruras, reforça equivocos e dificulta melhoramentos.
4- Discordo do Haickel que acha que as insatisfações com o governo Flávio poderão inviabilizá-lo. Flávio venceu às últimas eleições com o povo. Agora ele ganhará também com o povo. Está em curso a construção de um outro Maranhão. A resiliência dos maranhenses se mostra a toda hora.
Os descontentamentos com Flávio estão localizados entre os 'políticos'. No povo isso não procede. Vide a sua taxa de aprovação.
A tendência é ampliar essa aprovação diante da aceleração das ações do seu governo e, diferente do que Haickel afirma, da radicalização da sua própria condição carismática, de empatia e terna de ser.
5- Na hora dos alinhamentos, a grande maioria insatisfeita da tal "classe política" com o governo Flavio ainda ficará com ele, pela força da atração.
6- A correção de erros deve ser um exercício permanente e uma prerrogativa de quem acerta mais. O Governo Flávio percebe isso.
7- Flávio só não será reeleito governador do Maranhão, em 2018, caso o Brasil o convoque para uma missão e assim não ser candidato à sua reeleição. Flávio, diferente do que acha Haickel, busca a amálgama na política. Uma verdade é construída com teses e antíteses e após o embate surgem as sínteses.O governador, diferente do exclusivismo de Sarney e seus métodos positivistas de construir a política, trabalha na permanência e ampliação do PARTIDO DO MARANHÃO. Assevero esta equação recrudescente.

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