15 de jul de 2014

Prédio de Edinho é inadequado para instalação de Centro Ambulatorial de Câncer

O prédio da Difusora Incorporação, onde Edinho Lobão é sócio com 99,6% das ações.

Os deputados estaduais Rubens Jr. (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Othelino Neto (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB) e o deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade) constataram, in loco, na manhã desta segunda-feira (05) a inadequação do prédio alugado pela Secretaria de Saúde (SES) para a instalação de um centro ambulatorial para atendimento de pacientes com câncer. O prédio, de propriedade da Difusora Incorporação, empresa do senador Edinho Lobão (PMDB), foi construído para fins residenciais.

Segundo informações cedidas por trabalhadores que estavam no local, o prédio não é adequado para receber pacientes em tratamento oncológico. Após seis meses de locação sem que nada funcione no local, as obras de adequação do prédio iniciaram há apenas duas semanas, com cinco trabalhadores cuidando da obra.

Após ouvir os depoimentos dos funcionários, os deputados constataram que o local não é adequado para a instalação do Centro Ambulatorial. “Está comprovado que aqui não há atendimento e que o prédio não serve para a instalação do centro para o tratamento oncológico e o senador Edison Lobão está recebendo por isso através da sua empresa”, denunciou Rubens Júnior.

Desde março de 2014, a Difusora Incorporação, empresa de propriedade do candidato Edinho Lobão, recebe R$ 30 mil por mês do governo, sem nada funcionar no local. “É o modos operandi do governo Roseana. Faz o contrato com graves suspeitas de irregularidades gastando aí volumosos recursos públicos para pagar um prédio apenas por ser de um aliado, que agora é candidato a governador do grupo”, criticou Othelino Neto.

O deputado Marcelo Tavares classifica como “desumano” que R$ 30 mil reais que deveriam ser destinados a pacientes com câncer sejam aplicados na locação do prédio, que não tem servido para nada. “O prédio não atende as necessidades de pacientes que travam uma luta dão dura, tão difícil como é contra o câncer. Então é lamentável que isso aconteça, é dinheiro público jogado fora unicamente para beneficiar o titular, o proprietário do prédio”, disse.

Ao tratar da inadequação do prédio e das irregularidades da obra, o deputado Bira do Pindaré avaliou o caso negativamente. “Um senador da República não pode ter contratos com o governo, e aqui está comprovada a existência deste contrato”. Já o deputado federal Simplício Araújo avaliou como falta de sensibilidade a aplicação de R$ 30 mil mensalmente para um prédio que não traz nenhum benefício aos cidadãos. “Aqui nós não temos nenhum indicativo do que efetivamente está sendo feito com o dinheiro público”, revelou.

Da assessoria.
Enviado por Eri Santos Castro.
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