17 de mai de 2014

O professor, de Cristovão tezza: prazer conhecer.

Para escrever O professor, seu novo romance, o catarinense ( e ex-professor) Cristovão Tezza, 62 anos, autor do premiado e autobiográfico best-seller O filho eterno, mergulhou com gosto na leitura de textos arcaicos da língua portuguesa para compor o espírito de seu personagem princial.

Erudito e solidário, o filósofo Heliseu, 70 anos " e indo para os 71", prepara-se para receber uma homenagem da universidade pela sua brilhante carreira. Enquanto pensa no discurso faz suas atividades matinais-acorda, toma café, lê o jornal, toma banho, troca de roupa, -, revisita em pensamentos diversos momentos da vida.

Mesmo intimista e reflexiva, a narrativa é frenética e aparece mesmo como pensamos, nos vemos e revemos o passado. as lembranças de Heliseu parecem caóticas, como as nossas, mas, segundo, segundo Tezza, é 'um caos organizado' para que se consiga acompanhá-lo.

"A literatura é um milagre de empatia: autor e leitor desembarcam da 'vida real', essa coisa que escorre sem fim pelo tempo, e entramos juntos no mundo da liguagem, que refaz a vida em palavras paratentar entendê-la", afirma o autor. É o que nos ensina, em 237 páginas, O professor.

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