19 de mai de 2014

O licenciamento desse empreendimento foi concedido na gestão de Othelino Neto! Você sabe o preço dessa barbárie?


Qual foi o preço para o então secretário Othelino Neto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão viabilizar a licença ambiental para o empreendimento, nada recomendável numa ilha, do aventureiro Eike Batista?

Pasmem, senhores. Tirei essa série de fotos hoje pela manhã, 19 de maio de 2014, direto na minha janela, no centro de São Luís do Maranhão.
 

É isso o que nos está sendo oferecido, por esses governos que dizem "cuidar das pessoas" e por essas empresas que arrotam a tal "responsabilidade social": É MORTE!

A termelétrica Porto do Itaqui (responsável por essa fumaça), instalada na Ilha do Maranhão, gera energia a partir da queima de carvão vindo da Colômbia (queima de carvão é uma das formas mais poluentes pela qual se obtém energia). 

Essa energia não é, a despeito do que dizem os lobos da política local e nacional, para "alimentar o Maranhão", mas para alimentarem-se a si mesmos, em sua ganância por poder e dinheiro. A termelétrica, que pertencia ao aventureiro Eike Batista (foi vendida a outro grupo) já matou, por deslocamento da área, uma comunidade inteira (Vila Madureira), e vem sufocando a zona rural de São Luís, onde é produzida parte dos alimentos que consumimos (especialmente hortifrúti). 

Sua operação põe em risco as vidas de todos nós, por uma contrapartida (se é que existe) que não vale a pena pagar: como exemplo, o financiamento dos megashows (sem transparência com gastos e contratações) produzidos pelo governo do estado como se fossem parte de uma política cultural (inexistente, diga-se).

Até quando aguentaremos? Até quando pagaremos esse preço? Até quando permaneceremos calados, alguns por conta de um (sub)emprego (que é o que é oferecido, ainda que alguns se achem os tais, assessorando esses criminosos); outros por pura apatia? Quanto tempo nos resta, caminhando dessa forma pro abismo???

Por Claudio Castro.
Sugestão de pauta: Luis Antônio Pedrosa.
Enviado por Eri Santos Castro.
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