5 de dez de 2013

Os bons senadores se curvam diante às homenagens ao Drº Jackson com a testemunha das lágrimas da Drª Kley Lago e de todos nós





















Clay Lago, esposa de Jackson Lago (1934-2011), simboliza a resistência de um Maranhão que não se 
curvou em sua dignidade ao mando cruel e odioso do grupo político liderado pelo senador José Sarney. 
A sua profunda decepção e tristeza com a política e os políticos vertidas em lágrimas, na cerimônia de 
concessão da 
Comenda Dom Helder Câmara pelo Senado Federal, regaram em solo fértil. Não o do Senado, mas o do Maranhão. 

Jackson Lago conhecia e admirava Dom Hélder Câmara, inclusive o recebeu em São Luís no contexto da redemocratização dos anos de 1980. Isso reveste a homenagem de um simbolismo histórico e ímpar.

Na oportunidade em que parabenizo o merecido reconhecimento, ainda que tardio, entendo que a maior homenagem prestada a Jackson foi a criação do Instituto que leva seu nome e é presidido por Clay. Essa instituição se afirma cada vez mais nas discussões sobre o desenvolvimento e a democracia e se constitui 

como verdadeiro tributo a memória de Jackson.

Sendo suprapartidário, o Instituto Jackson Lago ingressará nos próximos meses em uma etapa 

importantíssima, propor um projeto para o Maranhão. O fará, respaldando-se na experiência do Governo 
Jackson e na 
explicitação de ideias consistentes para enfrentar os desafios centrais para o desenvolvimento e a democratização do Estado. O primeiro passo dessa etapa foi a publicação do livro 
“Governo Jackson – o legado”.

A contribuição do Instituto Jackson Lago no contexto das eleições de 2014 demandará posicionamentos 

dos futuros candidatos a governador do Estado, influindo na pauta de proposições que integrarão os 
programas de governo. Incorporar essas contribuições significará, para o candidato, a retomada de um 
projeto negado cujas linhas mestras permanecem contemporâneas. Essa será a maior comenda 
concedida ao Dr. Jackson: honrar suas ideias e ideais, cujo cerne está na regionalização, 
descentralização e democratização do Estado.

Tocado pelas lágrimas de Clay, sinto-me gratificado por ver até onde sua liderança nos levou e o 

potencial que se descortina no horizonte. Firme nessa crença aguardo seu retorno, juntamente com 
os demais companheiros e companheiras do Instituto. Volta fortalecida em sua integridade e dignidade. 
Jackson Vive!

Por Jhonatan Almada, historiador.
Enviado por Eri Santos Castro.

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