1 de out de 2013

O PT: um processo de ilegalidades políticas em um processo de crítica da política das ilegalidades,

Filho do geógrafo Aziz Ab'Saber, que percorreu o país com Lula nas Caravanas da Cidadania, professor da Unifesp e autor de livro sobre o lulismo, o psicanalistaTales Ab’Saber assina artigo na Folha com o seguinte título: “Interesse e política do mensalão”.

A outra chamada diz: “Petistas e antipetistas recusam a realidade óbvia, como dizem os psicanalistas, de sua adesão e pertencimento às práticas corruptas brasileiras”

Ele argumenta que, durante 20 anos, o PT teve no parâmetro ético uma de suas principais balizas. E que encarou a corrupção brasileira como uma perversão sociológica e um desvio econômico significativo para a e eficácia de um governo popular.

“Lideranças como Lula, José Dirceu e José Genoino sustentavam a necessidade da crítica dura à corrupção”, escreve Ab’Saber.

Quando o partido se vê, no poder, envolvido em escândalo de corrupção, houve “uma inversão espetacular do sentido das coisas”, diz o psicanalista.

- Dialeticamente, o juiz negro de grande formação indicado por Lula ao Supremo para fazer reparação social de imagem mostrou-se forte inimigo dos modos tradicionais de corrosão da política, e armou-se o circo da gigantesca disputa simbólica produzida ao redor da punição dos políticos petistas.

Seriam eles os maiores corruptos brasileiros de todos os tempos? Ou bodes expiatórios para a manutenção do status quo?

Para o articulista, os petistas recusaram “a realidade óbvia de sua adesão às práticas corruptas brasileiras”. E os antipetistas recusaram “a realidade óbvia de que o próprio sistema da corrupção lhes pertencia”. “Criaram-se dois campos de paixão algo delirante, que representam profunda distorção dos próprios sujeitos da política”.

Em meio a essa novela política, diz Ab’Saber, o maior erro foi não ter transformado um processo de ilegalidades políticas em um processo de crítica da política das ilegalidades.

Ele encerra o artigo insinuando que as indicações dos dois últimos ministros do STF por Dilma Rousseff  “para julgar os homens de seu partido” está relacionada a uma garantia de “margem de inimputabilidade para o poder”.

(ANÁLISE: a rigor, este artigo explora o que seu autor consideram contradições. De um político, Lula. Ou do PT. Outros artigos poderiam ser escritos sobre contradições de FHC ou dos ministros do STF, à escolha. A ver se seriam publicados.).

Pauta: Maria Alice.
Do Análise de mídia.
Enviado por Eri Santos Castro.
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