7 de dez. de 2008

Preparativos da ofensiva, onde prevenir é melhor que remediar

Sobre a reação do grupo Sarney e grandes grupos econômicos contrariados ao governo Jackson, o que os partidários da alternância de poder para a construção de uma real democracia não podemos esquecer é a necessária ponte de interlocução permanente com os movimentos sociais e a sociedade como um todo. A população tem que ser estimulada para se defender, senão a cassação passa como ritual natural. Uns apenas irão para às ruas, enquanto a população, como que surda, não terá motivação para se indignar. A história é pródiga em confirmar tal situação, onde em muitos momentos a farsa conquista boa parte da população, vide as" machas da família" de apóio à ditatura militar, em 64.

A luta faz a conquista e somente a luta a mantém. A justiça eleitoral não pode ficar contra a ampla maioria de uma sociedade. Se justiça não for a voz do povo, essa mesma população não acatará a sua decisão, gerando assim uma crise institucional.

No Maranhão, as eleições municipais confirmaram a tendência de mudança iniciada com a eleição de Jackson a dois anos. São Luís , região tocantina e quase 70% do eleitorado não podem ser confundidos como minoria. Por outro lado , o líder desse precesso tem que sinalizar para a sociedade o que fazer numa situação real de crise institucional.

Como será organizada a resistência? Como a Assembléia pode se insurgir? Qual será o comando para as Polícias Militar e Civil? As Câmaras Municipais? E os Prefeitos? Os Movimentos Estudantil, Sindical Urbano, Trabalhadores Rurais, Católicos, Evangélicos, Negros, Mulheres, Artistas, Intelectuais? Qual o trabalho a ser desenvolvido junto a nossa imprensa independente e aos meios de comunicação de massa do país? Como provocar pronunciamentos do Tribunal de Justiça, da Associ. de Juizes Estaduais, da Assoc. do Ministério Público, Juizes Federais no Maranhão... enfim a sociedade como um todo.

Por fim, o sul do Maranhão tem que ter atenção especial , uma vez que a sua indenpendência é anseio de quase 100% da região. Por isso, já é tarde a criação de uma representação formal do governo estadual por lá.



O POVO NA RUA, A CONQUISTA CONTINUA!