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12 de mar. de 2014

Simbologia à esquerda: Filha de Salvador Alende entrega faixa presidencial a nova presidenta do Chile Michelet Bachelet

MUNDO

A simbologia por trás da mundança de poder no Chile


BBC Brasil
Não que o Chile tenha uma predileção especial pelos símbolos e pelas imagens repetidas, mas a história desta pequena nação é pródiga em coincidências. Ontem assumiu o poder Michelle Bachelet (foto abaixo), a única mulher a chegar a Presidência – e ela o fez pela segunda vez.

Bachelet já governou o país entre 2006 e 2010. A ironia é que agora ela recebeu o poder da mesma pessoa para quem o entregou há quatro anos: Sebastián Piñera, o primeiro presidente de direita eleito democraticamente em 50 anos.

E a faixa presidencial, símbolo da autoridade, foi entregue pela nova presidente do Senado, Isabel Allende, filha de Salvador Allende, o presidente deposto há 40 anos, cujo final dramático – um suicídio em meio ao cerco militar ao palácio presidencial de La Moneda – foi o início da mais duradoura ditadura vivida no país.

16 de set. de 2013

O que 1973 tem a dizer a 2013? "O socialismo pela via democrática morreu com Allende no Chile?''

  • O que 1973 tem a dizer a 2013?

    Matéria completa: http://bit.ly/1bihwa7

    Não foi qualquer apego a efemérides que motivou Carta Maior a reunir uma dezena e meia de analistas, personagens, cineastas e filmes para registrar os 40 anos do golpe militar de 11 de setembro no Chile. Há uma interrogação não respondida na história da esquerda latino-americana e ela pode ser resumida na pergunta: "O socialismo pela via democrática morreu com Allende no Chile?''
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12 de set. de 2013

Especial: O socialismo pela via eleitoral morreu com Allende, em 1973 ?

*Samuel Pinheiro Guimarães 
* Patrício Guzmán
* Emir Sader 
* José Luis Fiori 
* Ladislau Dowbor
* Mauro Iasi 
*Carlos Omnami 
* Luís Corvalán (entrevista inédita) 
* Hugh O'Shaughnessy
* Eric Nepomuceno
* Paulo Kliass
* Martín Granovsky.


Imperdível: assista 'O último combate de Allende', o golpe como nunca foi mostrado.

Só poderia ser na Carta Maior, aqui!
Enviado por Eri santos Castro.
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11 de set. de 2013

11 de setembro: o último discurso de Salvador Allende, por Manuela D´Ávila


"Trabalhadores da minha pátria, tenho fé no Chile e no seu destino. Outros homens superarão este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se. Sigam vocês sabendo que, muito mais cedo que tarde, de novo se abrirão as grandes avenidas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor." Último discurso de Allende
11 de setembro: 40 anos de do Golpe do Chile. #allendevive
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11 de set. de 2011

“Wellcome Nova York”, no Maranhão

Meu 11/9 inesquecível em NY, Maranhão


Eu estava lá!
11 de Setembro aqui é só o aniversário de Raimundo Nonato, 55, que mora ao lado de um pontilhão de madeira muito parecido com a ponte do Brooklin. Igualzinha mesmo.
Todo 11 de setembro seu Raimundo faz uma farra monstra. Quem lembra algo de ruim é convidado a abandonar a taberna. Muita cachaça, cabrito, capões e galinhas d´angola de tiragosto.
É difícil morrer de algum tipo de violência em Nova Iorque. Morte matada praticamente não se vê por aqui. Só morte morrida. De doença ou de velhice.
De tédio também não se morre. Há uma beira de rio com as pin ups mais cheinhas e gostosas do universo.
O banho no Parnaíba é como um mergulho naquelas águas milagrosas do filme “Cocoon”. Voltei de lá sem as rugas que fizeram residência no meu rosto. Voltei gato: dez anos a menos.  
Lá é possível. Visite você também Nova Iorque e comprove.
De torre atingível, só a cumeeira da igreja, sem para-raios, mas com Santo Antonio, o padroeiro, ligadaço na proteção contra as intempéries.
“Wellcome Nova York”, como ainda se lê numa velha placa. A cidade fica a 500 km da capital São Luis.
O máximo do terrorismo possível é um fuxico que pode atingir a honra de uma moça.
Glorinha (nome fictício para evitar maiores confusões) foi vítima. Tem 18 anos. É virgem. Tocaram o terror, por inveja e ciúme, que seria “bolida” –perdera a virgindade.
Nova Iorque, cujo batismo foi aportuguesado nos anos 90, tem 4.499 moradores.
Nem na Espanha há um lugar mais adequado para se tirar uma siesta. Foi a melhor da minha vida. Debaixo de um cajueiro, com o ventinho da praia do Caju balançando a rede.
Nova Iorque foi nome dado engenheiro da New York original Edward Burnes, que esteve na área, em 1886, em missão que implantou o transporte no rio Parnaíba.
A sorveteria continua New York, sem aportuguesamento. Só as napolitanas conseguem lamber com tanta elegância um sorvete como as moças nova-iorquinas.
A cidade-irmã de Manhathan, 5.058º lugar no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos 5.507 municípios brasileiros.
Aqui se vive de roça, pesca e o turismo do banho de rio.
Opa, repare no anúncio escrito em um muro: “Ao precisar, visite-nos. Vendemos mais barato, facilitamos o pagamento. Cobrimos qualquer oferta. Funerária Fênix”.
A mesma casa dispõe de uma espécie de consórcio para garantir um enterro decente.
O consórcio da funerária tem adesão dos mais velhos. A juventude bate na madeira três vezes.
“Quero é ganhar mundo, rapaz. Tentar outra coisa lá fora, quase todos os meus amigos já foram, vou no rastro deles. Esse negócio de comprar caixão é atraso de vida”, diz Plácido Martins, 18, que trabalha em uma oficina de bicicletas.
Não vê a hora de cair na estrada. Nem que seja sobre duas rodas. 

Do blogue do Xico Sá, aqui! 
Editado por Eri Santos Castro.
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Eduardo Galeano: 11 de setembro e o terrorismo no Chile

PARA QUE SE ABRAN LAS ANCHAS ALAMEDAS

  1.
No le reconocí la voz ni el nombre. Me dijo que me había visto en 1971, en el café Sportman de Montevideo, cuando ella estaba por viajar a Chile. Yo le había dado unas líneas de presentación para Salvador Allende. “¿Te acordás?”
  -Ahora quiero verte. Tengo que verte sin falta -dijo. Y dijo que me traía un mensaje de él.
  Colgué el teléfono Me quedé mirando la puerta cerrada. Hacía seis meses que Allende había caído acribillado a balazos.
  No pude seguir trabajando.
  2.
  En el invierno de 1963, Allende me había llevado al sur. Con él vi nieve por primera vez. Charlamos y bebimos mucho, en las noches larguísimas  de Punta Arenas, mientras caía la nieve al otro lado de las ventanas. Él que me acompañó a comprarme calzoncillos largos de frisa. Allá los llaman matapasiones.
  Al año siguiente, Allende fue candidato a la presidencia de Chile. Atravesando la cordillera de la costa, vimos juntos un gran cartel que proclamaba: “Con Frei, los niños pobres tendrán zapatos”. Alguien había garabateado, abajo: “Con Allende no habrá niños pobres”. Le gustó eso, pero él sabía que era poderosa la maquinaria del miedo. Me contó que una mucama había enterrado su único vestido, en el fondo de la casa del patrón, por si ganaba la izquierda y venían a quitárselo. Chile sufría una inundación de dólares y,  en las paredes de las ciudades, los barbudos arrancaban a los niños de los brazos de sus mamas para llevárselos a Moscú.
  En esas elecciones de 1964, el frente popular fue derrotado.
  Pasó el tiempo; nos seguimos viendo.
  En Montevideo, lo acompañé a las reuniones políticas y a los actos; fuimos juntos al fútbol; compartimos la comida y los tragos, las milongas. Lo emocionaba la alegría de la mulitud en las tribunas, el modo popular de celebrar los goles y las buenas jugadas, el estrépito de los tamboriles y los cohetes, las lluvias de papelitos de colores. Adoraba el panqueque de manzanas en el Morini viejo, y el vino Cabernet de Santa Rosa le hacía chasquear la lengua, por pura cortesía, porque bien sabíamos los dos que los vinos chilenos son mucho mejores. Bailaba con ganas, pero en un estilo de caballero antiguo, y se inclinaba para buscar las manos de las muchachas.
  3.
  Lo vi por última vez poco antes de que asumiera la presidencia de Chile. Nos abrazamos en una calle de Valparaíso, rodeados por las antorchas del pueblo que gritaba su nombre. Esa noche me llevó a Concón y a la madrugada nos quedamos solos en el cuarto. Sacó una cantimplora de whisky. Yo había estado en Bolivia y en Cuba. Allende desconfiaba de los militares nacionalistas bolivianos, aunque sabía que iba a necesitarlos. Me preguntó por nuestros amigos comunes de Montevideo y buenos Aires. Después me dijo que no estaba cansado. Se le cerraban los ojos de sueño y seguía hablando y preguntando. Entreabrió la ventana, para oler y escuchar el mar. No faltaba mucho para el alba. Esa mañana tendría una reunión secreta, allí en el hotel, con los jefes de la Marina.
  Unos días después, cenamos en su casa, junto con José Tohá, hidalgo pintado por el Greco, y JOrge Timossi. Allende nos dijo que el proyecto de nacionalización del cobre iba a rebotar en el Congreso. Pensaba en un gran plebiscito. Tras la bandera del cobre para los chilenos, la Unidad Popular iba a romper los moldes de la institucionalidad burguesa. Habló de eso. Después nos contó una parte de la conversación que había tenido con los altos oficiales de la Marina, en Concón, aquella mañana, mientras yo dormía en el cuarto de al lado.
  4.
  Y después fue presidente. Yo pasé por Chile un par de veces. Nunca me animé a distraerle el tiempo.
  Vinieron tiempos de grandes cambios y fervores, y la derecha desató la guerra sucia. Las cosas no sucedieron como Allende pensaba. Chile recuperó el cobre, el hierro, el salitre; los monopolios fueron nacionalizados y la reforma agraria estaba partiendo la espina dorsal de la oligarquía. Pero los dueños del poder, que habían perdido el gobierno, conservaban las armas y la justicia, los diarios y las radios. Los funcionarios no funcionaban, los comerciantes acaparaban, los industriales saboteaban y los especuladores jugabn con la moneda. La izquierda, minoritaria en el Parlamento, se debatía en la impotencia, y los militares actuaban por su cuenta. Faltaba de todo: leche, verdura, repuestos, cigarrillos; y sin embargo, a pesar de las colas y la bronca, ochocientos mil trabajadores desfilaron por las calles de Santiago, una semana antes de la caída, para que nadie creyera que el gobierno estaba solo. Esa multitud tenía las manos vacías.
  5.
  Y ahora terminaba el verano del 74, hacía seis meses que habían arrasado el Palacio de la Moneda, y esta mujer estaba sentada ante mí, en mi escritorio de la revista Buenos Aires, y me hablaba de Chile y Allende.
  -Y él me preguntó por vos. Y me dijo: “¿Y donde está Eduardo? Dile que se venga conmigo. Dile que yo lo llamo”.
  -¿Cuándo fue eso?
  -Tres semanas antes del golpe de estado. Te busqué en Montevideo y no te encontré; estabas de viaje. Un día te llamé a tu casa y me dijeron que te habías venido a vivir a Buenos Aires. Después pensé que ya no valía la pena decírtelo.

"Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos..." Último discurso de Salvador Allende pocos minutos antes de su muerte 11/09/73
Por  Eduardo Galeano
Editado por Eri Santos Castro.
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Por que a GloboNews insiste em atentado 09/11 nos EUA como "mudando história do mundo"?



  • Por que a GloboNews insiste em atentado 09/11 nos EUA como "mudando história do mundo"?E Hiroshima?E Nagasaki?E Santiago de Allende? Falácia.
  • 11/9: a dor presente e a culpa ausente americana

    Lado a lado, Bush e Obama honraram os 2.983 mortos no atentado às Torres Gêmeas. No entanto, nenhuma palavra foi dirigida aos 112 mil inocentes mortos e outros tantos torturados ou mutilados no Iraque e no Afeganistão.

1 de ago. de 2011

O golpe de 64 começou e acabou em Washington



Na foto, Jimmy Carter e Ernesto Geisel
O Jornal Pessoal- Eri Castro reproduz a nota de abertura da coluna  “Rosa dos Ventos”, na Carta Capital, pág 14:

Realidade na ficção


Mauricio Dias


Entre os anos 1960 e 1970 o governo dos Estados Unidos fez e desfez no continente latino. Ameaçado pela proposta revolucionária de Fidel Castro, em Cuba e, também, pela virada à esquerda do chileno Salvador Allende, Washington patrocinou a derrubada de governos civis e militares com políticas nacionalistas ou progressistas e impôs ditaduras militares conservadoras e sangrentas.


Foi uma orquestração sob a regência dos maestros da Casa Branca.


Nesse mesmo período, além dos golpes no Brasil, na Argentina e no Uruguai, foram derrubados também os governos do Panamá (1968), Chile (1973), Peru (1975), Equador (1976), El Salvador (1979), Bolívia (1980). Formou-se o que os diplomatas chamaram de “dominó da direita”.


No Brasil, logo após a queda de Goulart, o jornalista Edmar Morel escreveu o livro O Golpe Começou em Washington, onde expôs-se pela primeira vez os mentores da ação de 1964.


Agora, no que pode vir a ser uma antecipação aos historiadores, o romance O Punho e a Renda, do escritor e diplomata Edgard Telles Ribeiro, introduz uma hipótese nova. Sugere que a distensão política conduzida pelo general-presidente Geisel de forma “lenta, gradual e segura”, como ele próprio a definiu, também começou em Washington. Impelida por um acordo nuclear Brasil-Alemanha que, entre outros efeitos, interrompeu a compra das usinas nucleares da americana Westinghouse.


Nesse acordo, interessava aos militares brasileiros, oficialmente, o domínio da produção de urânio enriquecido e, clandestinamente, a construção da bomba atômica.


Eis o que conta Eric Friedkin, fictício ex-agente- da CIA na América do Sul, ao narrador, alter ego do experiente diplomata autor do livro:


“Por maiores que fossem nossas convicções sobre a ineficácia da tecnologia alemã nesse campo nuclear, ficamos preocupados. Primeiro, porque não tínhamos cem por cento de certeza de que ela não funcionaria (…) começamos a nos dar conta do perigo em lidar com regimes excessivamente fechados”.


“(…) A tão proclamada distensão política brasileira teve início ali. Mas partiu de Washington, bem antes de surgir nas mentes dos supostos magos de Brasília”.


Certos fatos reais dão sustentação a essa reflexão do ficcionista.


Cuba, sem apoio da União Soviética e sufocada pelo embargo americano, já não oferecia perigo e o golpe no Chile, contra Allende, eliminou o outro foco de subversão antiamericana no continente. Washington mudava a visão geoestratégica.


Em 1978, Jimmy Carter desembarcou por aqui. Geisel o recebeu com uma frieza registrada pela imprensa. O presidente dos EUA respondeu a isso com o desafiador encontro com um grupo de brasileiros influentes onde se destacavam dom Paulo Evaristo Arns, de São Paulo, e Raymundo Faoro, presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil.


O cardeal, destemido, denunciava as torturas promovidas pelo regime. O advogado, ator importante na reabertura, mostrava que a ordem jurídica democrática poderia abater o autoritarismo.


No primeiro discurso, Carter botou o dedo na ferida: “Ambas as nações estão recorrendo à energia nuclear (…) e ambos acreditamos que o uso pacífico da energia atômica não é incompatível com a necessidade de evitar a proliferação nuclear”.


A insinuação de Carter foi a picardia que transformou o sigilo do projeto da bomba atômica brasileira em segredo- de polichinelo.

Enviado por Eri Santos Castro.

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