Por meio de nota, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, faz a primeira posição do governo sobre a operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira 4; o ministro declarou-se "perplexo e indignado" com a condução coercitiva do ex-presidente Lula; "O presidente Lula já prestou depoimento e sempre se colocou à disposição das autoridades. Isso não é justiça, isso é uma violência. Rossetto disse ainda que a ação é um claro ataque ao que Lula representa, como uma liderança política e social", afirmou.
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4 de mar. de 2016
29 de mar. de 2015
A novidade da ocupação das ruas pela direita e a necessidade do PT revolucionar nossa cultura política
O PT realizará em junho o seu 4º Congresso Nacional. Eis a tese da corrente de opinião Mensagem ao Partido, liderada por ex-governador do RS Tarso Genro, pelos ministros Miguel Rosseto, Pepe Vargas, Edurdo Cardoso, ex-governadora do Pará Ana Júlia, ex-prefeita de Fortaleza Eliziane Lins e centenas de parlamentares e prefeitos. No Maranhão, eu, Balbina, Augusto Lobato, Cesar Bombeiro, Vicente, Ribamar, Moacir, Dimas, Neil, Luis, Eduardo, Robson, Joubert, Alcidinho, Jr Esperança, Montanha, Darlúcia, ...compomos a mensagem.
Mudar mais: por um novo ciclo de mudanças democráticas no país
Esta tese apresenta a opinião de companheiras e companheiros de diversos estados, identidades internas, formas de militância, que, compreendendo a relevância e complexidade do momento histórico do PT e do Brasil, se somam nessa iniciativa coletiva e plural de defender o socialismo e a democracia, apontando para um novo ciclo de mudanças democráticas no país.
I. Mundo
A situação política internacional
Sete anos depois da eclosão da crise econômica do capitalismo desenvolvido, ainda persistem dúvidas sobre a superação dessa fase. Os resultados da crise do neoliberalismo têm sido desiguais nos países centrais. A recuperação da atividade econômica nos EUA não é suficiente para repor a globalização neoliberal em seus antigos patamares. Além disso, essa recuperação ainda limitada se faz sem recuperar o nível dos salários, ou seja, consolidando a desigualdade e uma nova zona de pobreza nos países centrais, incluídos os EUA.
A hegemonia neoliberal retrocedeu, abrindo novos espaços políticos de alternativas tanto no plano nacional como internacional. Ao mesmo tempo, novos debates vêm se colocando com relativa força: a questão do desenvolvimento e do Estado, da democracia, das classes sociais e da própria crítica ao capitalismo. É importante lembrar que essas discussões estavam soterradas no tempo do pensamento único. Quiçá, possamos em breve ter o socialismo como tema atual. É para isso que lutamos.
A vitória da coalizão de esquerda Syriza nas eleições gregas e a busca de uma negociação por fora da agenda da Troika europeia é o primeiro sinal de ruptura da ordem no Norte desenvolvido. É verdade que aconteceu num dos elos fracos, em um país periférico da economia da UE. Mas o rápido crescimento da plataforma eleitoral de oposição à esquerda Podemos na Espanha parece apontar que a Grécia não é exceção, mas um novo capítulo da disputa de rumos nesse continente. É a primeira vez, desde que na França o governo Miterrand abandonou seu programa econômico progressista para aderir ao outro neoliberal em meados da década de 1980, que um país europeu ensaia sair do consenso econômico conservador.
Este é um momento em que os principais países latino-americanos – pelo seu tamanho, economia, população, etc. – sob governos progressistas enfrentam dificuldades macroeconômicas, duras pressões do mercado financeiro internacional e a ingerência do governo dos EUA, como podemos ver no caso da Venezuela, pioneira política do ciclo e a que mais se atreveu no caminho da agenda pós-neoliberal.
O mundo encontra-se em um processo de reacomodação da geometria do poder depois de passado o momento mais duro da crise do capitalismo desenvolvido em 2007-9, que tem várias dimensões. Uma econômica, em que os EUA lutam contra a perda de sua hegemonia. Uma política, com a busca de consolidar novos polos de poder que sejam capazes de contrabalançar a tentativa norte-americana de impor um mundo unipolar. Uma militar, em que o imperialismo norte-americano e seus aliados da OTAN continuam tentando definir o mapa mundi de acordo a seus interesses sem se importar com os custos humanos nem com os desequilíbrios regionais agudos provocados (como o surgimento do “Estado Islâmico” em territórios de Iraque e Síria).
O Brasil é um ator importante nas dimensões política e econômica dessa disputa (já no terreno militar, apenas pode aspirar a criar melhores condições para sua defesa e tentar retirar a América do Sul da esfera de influência dos EUA). Iniciativas como a ampliação do Mercosul, a constituição da CELAC, a consolidação da UNASUL e a atuação do Brasil junto a outras economias e potências emergentes (China, Rússia, Índia, África do Sul, etc.) em diversos “tabuleiros” tem um potencial expressivo na disputa por redesenhar a geometria do poder mundial para além do “mundo unipolar” ideado pelo EUA no cenário do fim da URSS no começo dos anos 1990.
O projeto econômico-social da revolução democrática brasileira não será possível sem um cenário regional amigável – com fortes e decididas tendências à integração dos países da América do Sul – e sem um marco internacional de contenção dos apetites do imperialismo norte-americano.
Dez anos atrás, em 2005, na cidade de Mar del Plata, Argentina, os governos progressistas, com destacada atuação do governo brasileiro, e os movimentos sociais e sindicais combativos da região derrotaram a principal estratégia dos EUA na região, a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), iniciativa lançada pelo governo norte-americano em 1994 para manter sua hegemonia hemisférica. Durante os mandatos do presidente Lula o Brasil mostrou uma capacidade de liderança regional e internacional inéditas e que foi saudada por todas as forças democráticas, progressistas e de esquerda do mundo. Já no final do primeiro mandato da presidenta Dilma, a reunião dos BRICS e destes com UNASUL e Mercosul, no Brasil, puseram em evidência que há uma agenda potente no plano regional e internacional e muito importante para a própria estratégia do governo no Brasil: Uma nova arquitetura financeira internacional assomou dessas deliberações e uma aproximação de nossa região aos polos geopolíticos alternativos aos da hegemonia norte-americana.
O Mercosul de hoje, não estabelece apenas acordos comerciais, cria espaços institucionais para uma agenda social, de acordo e cooperação entre os países. A UNASUL foi repensada de acordo com esses mesmos parâmetros: respeito, pluralidade e cooperação. É preciso aprofundar essas conquistas. Implementar o estatuto de cidadania do Mercosul, regulamentar a unidade de participação social do Mercosul, fortalecer e ressignificar o Programa Mercosul Social e Participativo, fortalecer e construir o Fórum de Participação Social da UNASUL e elaborar uma estratégia articulada de intervenção na UNASUL e no Mercosul são importantes desafios para o próximo período.
Um mundo multipolar está em curso. Será resultado de uma árdua luta dos povos para consolidar essa perspectiva histórica. O Brasil tem um papel insubstituível a jogar nessa disputa. Somente um governo liderado pelo PT com as demais forças da esquerda brasileira poderá cumprir essa tarefa.
A atualidade do socialismo petista
....Clique abaixo em mais informações e veja a tese completa.
7 de mar. de 2015
Coletivo "Mensagem ao PT" apoia radicalmente Dilma, mas a presidenta tem que ficar de frente para os trabalhadores e o povo humilde do país
A construção da Mensagem ao Partido como espaço de debate político-programático interno ao PT e de iniciativas nos fóruns partidários, no parlamento e nos movimentos sociais, data de dez anos. Foi o primeiro sinal coletivo de busca de uma resposta orgânica à crise gestada ao longo dos anos noventa. Tal crise se expressa no esvaziamento das instâncias partidárias como espaços efetivos de condução da tática, na disputa política que se travava. Amadureceu nos anos que precederam a conquista do governo central e explodiu de forma bombástica em 2005. Dois anos depois da posse do Presidente Lula.
A inciativa de criação da Mensagem mobilizou diferentes setores do Partido para fazer frente a uma ofensiva da direita cujo objetivo era inviabilizar uma experiência, inédita na História do Brasil: um Governo Popular liderado pelo Partido dos Trabalhadores, que mal começava, depois de 22 anos de lutas contados desde sua fundação. Os setores sociais conservadores se deram conta de que o governo Lula não seria apenas um acidente, um breve intervalo no secular domínio social e político que sempre exerceram. E reagiram. Vêm reagindo com todas as forças e por todos meios ao seu alcance.
Sem se afastar da tradição histórica da direita, aqui, como em outros lugares do mundo, o ataque se nutriu da retórica do combate à corrupção. Há um aspecto que não pode ser ignorado para a adequada compreensão do processo: a virulência do ataque e sua extensão no tempo. O Partido dos Trabalhadores havia vencido as eleições e conquistado a Presidência da República dentro das regras estabelecidas por seus adversários. O que para eles era, sob todos os títulos, inaceitável. Ainda que para isso tivesse lançado a “Carta aos Brasileiros” como uma espécie de salvo-conduto pela ousadia de ocupar os espaços até então privativos das elites políticas tradicionais. Tratava-se, portanto, aos olhos delas de uma usurpação. E impunha-se a necessidade de criminaliza-lo e construir as condições para extermina-lo como expressão política das classes que se encontram na base da pirâmide social. Ainda que para isso o caminho a percorrer fosse a judicialização e posteriormente a conversão da Política numa atividade criminosa. Destruir o Partido dos Trabalhadores, mesmo com ele seja destruído o sistema político do país assentado sobre a Constituição de 1988. Assim os setores conservadores expressam hoje seu“ódio à Democracia”.
Aquela vitória histórica, porém, trouxe consigo um componente sobre o qual devíamos oferecer – em 2005, como agora – uma resposta, a partir de uma constatação prática: ao forçar sua presença na cena política do país, o PT modificou a cultura política anterior dominante, mas com o tempo foi por ela modificado. Ou seja adotou elementos da prática política que combatia. Absorveu aspectos da cultura política conservadora, oligárquica, estreitamente vinculada ao poder econômico, que imprime seu caráter sobre os costumes políticos do país. Foi se tornando igual aos demais partidos.
A construção da Mensagem ao Partido responde nacionalmente à busca por responder a esse desafio. Os militantes que convergiram em torno da proposta vieram, ao longo do tempo, defendendo a bandeira da Reforma Política como forma de modernização e democratização do sistema político eleitoral. A introdução do financiamento público exclusivo das campanhas, portanto, a proibição do financiamento empresarial, a defesa do voto em lista fechada, com alternância de gênero na composição da nominata e da proibição das coligações proporcionais que fraudam o caráter programático que devem manter os partidos políticos numa democracia madura.
A ineficácia de todas as tentativas de Reforma Política a partir do próprio Parlamento apresentadas ao longo dos últimos anos evidencia a funcionalidade do Sistema Eleitoral vigente para a lógica dos partidos conservadores que, embora pulverizados, compõem uma consistente maioria ideológica. Ou fisiológica, se quiserem. Com reflexos dentro do PT.
Registre-se que o Partido dos Trabalhadores, mesmo tendo conquistado por quatro vezes consecutivas a Presidência da República, nunca alcançou 20% das Cadeiras da Câmara Federal. Embora seja evidente que o sistema político brasileiro vive uma crise de representação, não podemos esperar modificações substantivas baseadas apenas na iniciativa parlamentar, afinal os deputados e senadores foram eleitos dentro dos critérios vigentes. Devem, portanto, a esses critérios os mandatos que conquistaram. Em suma, sem uma forte mobilização popular, sem um decisivo envolvimento da sociedade, não ocorrerá a Reforma Política que o avanço democrático reclama.
Um partido que não aprende com seus próprios erros e não altera sua prática, não sobrevive, como de resto, qualquer instituição. A oportunidade da realização da segunda etapa do V Congresso constitui-se numa oportunidade histórica de reencontro do PT com o impulso original que nutriu sua emergência na cena política do Brasil há trinta e cinco anos. Ela põe diante de nós, a partir da complexa realidade do país, que modificamos depois de 12 anos à frente do governo federal, o desafio de atualizar o Manifesto Programa de fundação, restabelecer os laços com a base social que conosco se identifica e projetar nossa ação para os avanços que o projeto da Revolução Democrática reclama.
Os dirigentes e militantes que se identificam, a partir de suas correntes internas, com a Mensagem ao Partido devem oferecer de forma organizada sua contribuição para esse processo. Não apenas com a produção dos textos indispensáveis à discussão política e programática, mas com a mobilização dos espaços de debate e instrumentos de formação – Escola Nacional, Fundação Perseu Abramo, Secretarias Estaduais, Setoriais Temáticos, particularmente aqueles que envolvem a juventude, Mandatos Parlamentares … – para arrancar o PT da injustificável defensiva política em que se encontra e devolvê-lo à iniciativa frente às forças conservadoras.
A Mensagem ao Partido vai estabelecer uma plataforma comum para atuar unificada no calendário de mobilização proposto pelo Diretório com vistas à participação no V Congresso. Mas vamos além. Esse processo deve envolver a militância do PT em todas as cidades do país, em torno dos problemas mais sentidos pela sociedade, no imediato, a médio e longo prazo, na perspectiva de atualização do Projeto da Revolução Democrática que projetamos para o Século XXI.
Brasília, março de 2015.
8 de fev. de 2015
Escolhas de Dilma evidenciam estratégia de enfrentar Lula

Presidente do Uruguai, Pepe Mujica, Dilma Rousseff e o ex- presidente Lula participam da comemoração aos 35 anos do PT em Belo Horizonte (MG)
No
alto escalão petista, consolida-se a tese de que a presidente age da forma
oposta à esperada para demonstrar poder diante do partido e de seu mentor
Na quinta-feira, véspera do anúncio de que Aldemir
Bendinefoi escolhido como novo presidente da Petrobras, o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva queixava-se a aliados dafalta de diposição de Dilma
Rousseff em dialogar e ouvir seusconselhos. A troca de comando na estatal era
o exemplo mais recente: Lula sugeriu os nomes do ex-presidente do Banco Central
Henrique Meireles, do executivo Antonio Maciel Neto e o presidente do BNDES,
Luciano Coutinho. Dilma não aceitou e, no dia seguinte ao desabafo de Lula,
confirmou a tese ao nomear um nome que desagradou o corpo de funcionários da
companhia e não fora aventado em momento algum.
No alto escalão petista, consolida-se a tese de que
a presidente às vezes age da forma oposta à esperada justamente para demonstrar
poder diante do partido e de seu mentor.
A tensão entre o partido e o governo, entre as
propostas do ex-presidente e as decisões de Dilma, sempre existiu. Mas agora,
com a crise no governo, tornou-se mais evidente. Atingido em cheio pela
operação Lava Jato, que investiga os desvios da Petrobras, o partido sofre com
o esvaziamento da base aliada no Congresso e, apesar de comandar o governo, não
se vê representado nas decisões de Dilma.
A queixa principal é a de que a chefe do Executivo não ouve ninguém além do seu
restrito círculo de conselheiros. Atualmente, o nome mais influente do governo
é o do ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante. Lula credita a ele parte das
decisões desastradas do atual governo, como a escolha de nomes controversos para
o ministério e a desastrada sucessão na Petrobras, que derrubou as ações da
empresa.
A postura do ex-presidente reflete o clima dentro
do PT. Parlamentares da sigla já dizem abertamente que a bancada precisa se
descolar do governo neste mandato, dada a crônica falta de diálogo do Planalto
com os aliados no Congresso. "Não seremos linha auxiliar da oposição, mas
também não vamos baixar a cabeça para o governo", diz o deputado Reginaldo
Lopes (PT-MG). A formação da equipe ministerial e as medidas econômicas
recentes também desagradaram boa parte da militância. E a postura débil da
presidente da República diante da crise política causa o temor de que o
Planalto seja engolido de vez pelos acontecimentos.
Diferentemente de Lula em 2005, quando explodiu o mensal o, Dilma não tem apoio
massivo nas ruas e nem possui grande poder de articulação política. Seu
isolamento é visto como um sinal perigoso por correligionários.
O ex-presidente também acredita que Pepe Vargas não
está preparado para comandar as Relações Institucionais. Tampouco confia no
poder do ministro Miguel Rossetto, a quem vê como incapaz de instigar os
movimentos sociais a defender o governo. No segundo mandato, o governo
Dilma é mais dela e menos de Lula. E, para boa parte do PT, é esse o problema.
Lula está numa encruzilhada, como ele mesmo
reconheceu a um interlocutor. O ex-presidente contou ter perguntado ao ditador
cubano Raul Castro como ele tratava as desavenças com o irmão Fidel. Ouviu a
seguinte resposta: "Tudo o que meu irmão fez de bom e ruim eu estava
junto. Não posso me desvencilhar". Lula, então, emendou: "Comigo e a
Dilma, é a mesma coisa". O ex-presidente, que pretende se lançar candidato
novamente em 2018, sabe que o agravamento da crise do atual governo pode
prejudicar seus planos para a próxima eleição. Mas não quer forçar um
rompimento que pode ser prejudicial ao partido.
É por isso que o conselho dado pelo ex-presidente
no ato que marcou os 35 anos do PT, nesta sexta-feira, traz uma admoestação
embutida: "(Se houver) um erro desastroso nosso, quem vai sofrer não somos
nós, é o povo humilde desse país. E você em obrigação não de governar para o
Lula e o Rui Falcão. É governar cuidando do povo brasileiro".
Da Veja.
Enviado por Eri Santos Castro.
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No
alto escalão petista, consolida-se a tese de que a presidente age da forma
oposta à esperada para demonstrar poder diante do partido e de seu mentor
A queixa principal é a de que a chefe do Executivo não ouve ninguém além do seu restrito círculo de conselheiros. Atualmente, o nome mais influente do governo é o do ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante. Lula credita a ele parte das decisões desastradas do atual governo, como a escolha de nomes controversos para o ministério e a desastrada sucessão na Petrobras, que derrubou as ações da empresa.
A postura do ex-presidente reflete o clima dentro do PT. Parlamentares da sigla já dizem abertamente que a bancada precisa se descolar do governo neste mandato, dada a crônica falta de diálogo do Planalto com os aliados no Congresso. "Não seremos linha auxiliar da oposição, mas também não vamos baixar a cabeça para o governo", diz o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A formação da equipe ministerial e as medidas econômicas recentes também desagradaram boa parte da militância. E a postura débil da presidente da República diante da crise política causa o temor de que o Planalto seja engolido de vez pelos acontecimentos.
Diferentemente de Lula em 2005, quando explodiu o mensal o, Dilma não tem apoio massivo nas ruas e nem possui grande poder de articulação política. Seu isolamento é visto como um sinal perigoso por correligionários.
Da Veja.
Enviado por Eri Santos Castro.
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20 de jan. de 2015
Frei Beto: "O PT errou em buscar apoio do Congresso, retrógrado e direitista, com Sarney, Renan, Collor, Maluf...e não no movimentos sociais"
A revista entrevista Frei Betto. Título: “O governo é um coral desafinado”. Ele diz que no governo só há harmonia para cortar o benefício dos mais pobres. E que o PT errou ao buscar apoio do Congresso, retrógrado e elitista, e não dos movimentos sociais, como fez Evo Morales.
14 de jan. de 2015
Reforma política é compromisso prioritário, diz Miguel Rossetto
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| Rossetto: "A saída é pela esquerda!" |
O ministro-chefe da Secretaria Geral da
Presidência da República, Miguel Rossetto, afirmou nesta terça (13) que o
principal objetivo da sua gestão, conforme orientação da presidenta Dilma
Rousseff, é constituir uma agenda de diálogos com a sociedade civil para
promover as mudanças e reformas com as quais a candidatura da petista se
comprometeu. Segundo ele, o compromisso prioritário para este semestre é com a
reforma política. “Esta é uma agenda definitiva para a sociedade brasileira. A
sociedade já demonstrou que quer a reforma política a curto prazo. E a
presidenta Dilma já manifestou seu compromisso em satisfazer esse desejo da
nação”, ressaltou.
O ministro informou que iniciou um diálogo com a Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB) e com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) para debater o projeto de reforma política proposto pelas entidades com
a adesão de mais de 100 outras organizações da sociedade civil e movimentos
populares. A despeito do debate travado entre governo e legislativo após os
protestos de 2013, em que o primeiro propunha um plebiscito para definição do
novo sistema político e o segundo admitia no máximo um referendo, Rosseto
assegurou que há margem para negociação. “O importante é que uma mudança dessa
magnitude seja submetida a alguma forma de consulta popular”, sustentou.
O
ministro deixou claro que o governo irá estimular o debate, mas a decisão final
será do Congresso, que tem a prerrogativa constitucional para definir
alterações no sistema político brasileiro. “Nossa expectativa é que, até o
final de março, já tenhamos o novo desenho político desta agenda, que depende
da reorganização do parlamento recém-eleito”, afirmou. Para o ministro, o
cenário depende ainda da movimentação do Supremo Tribunal Federal (STF). A corte
formou maioria pelo fim do financiamento de campanha pelas empresas, ponto
nevrálgico das mobilizações pela reforma, mas o julgamento foi suspenso em
função de um pedido de vistas da matéria feito pelo ministro Gilmar Mendes, que
não tem prazo para devolvê-lo ao plenário da corte.
Demissões e direito
dos trabalhadores
Neste início de mandato, a missão de Rosseto é abrir
uma interlocução com as centrais sindicais para discutir as demissões no ABC
Paulista e, principalmente, quais impactos terão na vida desses trabalhadores
as mudanças no acesso ao seguro-desemprego anunciados pelo governo, na Medida
Provisória, publicada em 29/12. “Nós estamos seguros de que estas medidas não
reduzem direitos e, inclusive, são necessárias para a garantia dos direitos já
assegurados”, afirmou Rossetto, que se disse aberto a discutir o tema com as
centrais sindicais. “Estamos abertos às manifestações das centrais. Vamos
esclarecer suas dúvidas e ver o que elas têm a observar”, prometeu. Ele fez
questão de destacar que as demissões são pontuais e ocorrem apenas em algumas
indústrias. “Não há nenhum cenário que aponte para a generalização deste
quadro. Por isso, nós estamos apostando no entendimento entre as partes, entre
empresários e trabalhadores”, afirmou.
Mobilidade urbana
Rossetto disse também
que tem acompanhado as recentes manifestações realizadas nas principais
capitais do país pela redução dos custos do transporte urbano. Ele,
entretanto, não acredita que elas voltem a ter o mesmo impacto dos protestos de
junho de 2013. “Neste setor, temos um cenário muito positivo em curto e médio
prazo”, avalia. Segundo ele, as políticas de redução dos custos do transporte
efetivadas pelas prefeituras e governos estaduais, como adoção do passe-livre e
redução das tarifas para os trabalhadores, tem beneficiado efetivamente a
população mais carente. “Há um grande contingente de beneficiados. Na cidade do
Rio de Janeiro são cerca de 350 mil pessoas e na de São Paulo, 450 mil”,
contabilizou. O ministro destacou ainda o impacto do que ele classificou como
investimentos maciços do governo federal em mobilidade urbana, que já começa a
mudar a vida dos trabalhadores e estudantes das médias e grandes cidades
brasileiras. Conforme ele, são obras de implantação e ampliação de metrôs,
veículos leves sobre trilhos, corredores de ônibus, dentre outras. “Todos os
investimentos em mobilidade urbana estão mantidos”, ressaltou.
PPA:
planejamento estratégico
A partir de agosto, o ministro espera pautar no
Congresso Nacional um debate efetivo sobre o Plano Plurianual (PAA) que, na
visão dele, é o grande instrumento de planejamento dos investimentos e
políticas públicas do país. “Queremos dar continuidade a essa gestão de
ampliação de direitos. Mesmo com os ajustes fiscais necessários e comuns a
qualquer início de governo, todos os programas sociais serão mantidos e
qualificados pela experiência”, afirmou.
Participação popular no compasso de
espera
Rossetto falou reiteradamente sobre a necessidade de dialogar
permanentemente com a sociedade, mas não definiu se será manteida ou não a luta
pela aprovação da Política Nacional de Participação Social (PNPS), implantada
por decreto presidencial no ano passado. Ele defendeu o direito do executivo de
propor e incentivar a ampliação dos mecanismos de participação social, mas
afirmou que o tratamento dessa matéria, que tramita agora no Senado, dependerá
de uma análise mais complexa da conjuntura. “Vamos avaliar o cenário, ver como
o projeto será tratado por este novo Senado que toma posse no próximo mês”,
assinalou.
Da Carta Maior.
Enviado por Eri Santos Castro.
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22 de dez. de 2014
Diário Oficião da União confirma notícia do nosso Jornal Pessoal:o petista Jowberth Frank é o novo superintendente do Incra, no MA
![]() |
| Babilônia em Chamas: Jowberth Frank Alves ao lado de Fauzi Baydoun, da Tribo de Jah, que canta 'Um outro Maranhão é Possível" |
27 de nov. de 2014
Convocatória do Encontro Nacional da Mensagem, tendência interna do PT liderada pelo governador Tarso Genro, Ministros José Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto, dep. Paulo Teixeira...
Ao Eri Castro e demais companheiros (as) do Maranhão da Mensagem ao Partido-Novo PT,
O
PT venceu as eleições presidenciais e chegou ao seu quarto mandato
presidencial. Ao longo dos últimos 12 anos, milhões de pessoas saíram da
pobreza, milhões de empregos foram gerados, a universidade brasileira
se democratizou e o Brasil foi protagonista do processo de integração
soberana da América Latina.
Acabamos
de sair de uma campanha presidencial em que dois projetos para o país
foram confrontados. O projeto vitorioso que fazíamos parte fez uma
campanha ao lado dos movimentos sociais, defendendo a Reforma Política,
mais participação popular nas decisões públicas e um desenvolvimento
econômico que distribua renda e não penalize os trabalhadores nos
momentos de crises econômicas.
A
conjuntura econômica reforça a defesa das conquistas no emprego, no salário e nas politicas sociais. De outro lado, é cada vez mais
necessário a democratização das mídias para que o debate realizado
durante a campanha possa prosseguir e aprofundar. O parlamento ainda
mais conservador e as denúncias da Operação Lava Jato escancaram a
necessidade de uma Reforma Política que vete o financiamento empresarial
de campanha. É necessário, portanto, que atualizemos nossas avaliações
e os novos desafios.
É
fundamental ainda que avaliemos criticamente a trajetória do PT na
sociedade e que apontemos rumos socialistas e democráticos para o
partido..
Defendemos
que o próximo governo da Presidenta Dilma caminhe para a esquerda e
construa um novo ciclo de desenvolvimento, ampliando direitos para o
povo brasileiro, aprofundando a nossa democracia e com compromisso com a
sustentabilidade ambiental.
O
Encontro da Mensagem ao Partido deverá avaliar a última década de
governos petistas, a campanha eleitoral pela qual acabamos de passar,
apontar rumos de transformações internas no PT e o papel da Mensagem ao
Partido na construção da “Revolução Democrática”.
Estão
todos e todas convidados a participar do Encontro Nacional da Mensagem e
ratificamos a importância que ocorrem Plenárias e Encontros Estaduais
prévios.
DATA: 17 e 18 de dezembro.
LOCAL: Auditório do CEFOR – (Centro de Formação do Congresso Nacional). Brasília – DF.
PROGRAMAÇÃO:
Dia 17:
18h – Abertura: “Muda Mais: o aprofundamento da Revolução Democrática”.
Dia 18:
9h – Balanço do governo e perspectivas do futuro.
11h – Economia, um debate necessário.
15h – Os rumos do PT e o papel da Mensagem ao Partido.
Link da convocatória no site da Mensagem: http://www. mensagemaopartido.com.br/ convocatoria-encontro-da- mensagem-ao-partido/
14 de fev. de 2014
Confirmado: 'Mensagem ao Partido' mantém espaço no Ministério do Desenvolvimento Agrário
Pepe Vargas faz o seu sucessor no MDA. O Novo ministro será Miguel Rosseto da tendência interna do PT 'Mensagem ao Partido', do Rio Grande do Sul
A presidente Dilma Rousseff já decidiu que Miguel Rossetto (foto abaixo) irá para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no lugar de Pepe Vargas, que se desligará do governo ainda este mês para concorrer à Câmara. Ambos são do PT gaúcho.
— Saio no fim do mês, a data exata, eu não sei. Já conversei com a presidente — disse Pepe, após a reunião com os sem-terra, no Palácio do Planalto.
A presidente mais uma vez só mexeu em ministérios do PT. Nesta quinta-feira, foi oficializada a substituição do ministro de Desenvolvimento, o petista Fernando Pimentel, pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Mauro Borges, que assumirá interinamente o cargo. Pimentel vai se candidatar ao governo de Minas.
Com Luiza Damé e Catarina Alencastro, O Globo.
Enviado por Eri Santos castro.
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| O novo ministro Miguel Rossetto da 'Mensagem ao Partido' do PT |
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