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1 de abr. de 2014

PT do Amapá enterra politicamente o senador Sarney ao lançar vice-governadora candidata ao Senado com apoio dos Capiberibes

Domiciano Gomes do Amapá 247 - Principal aliado do PSB nas eleições de 2010 quando juntos venceram as eleições ao governo do Estado, o Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu no último final de semana que pretende manter a aliança ao governo nas eleições de 2014. A referida decisão deverá ainda ser homologada em outro encontro previsto para maio.
Os delegados presentes no encontro debateram ainda o cenário político local e a necessidade de construir uma frente suprapartidária em apóia a reeleição de Dilma. 
Embora ainda dependa de homologação, a decisão de manter a aliança com o PSB contrariou recentes especulações sobre uma suposta decisão da própria direção nacional do PT em lançar candidatura própria ao governo, ou apoiar o PMDB, após o senador João Alberto Capieribe (PSB) ter assinado o pedido de instalação da CPI da Petrobras.
No entendimento da direção do partido e da maioria dos delegados, as divergências nacionais não podem ficar acima dos interesses do Amapá e da população local. Por telefone o presidente regional do PT, deputado Joel Banha, disse ao Amapá 247 que além de procurar manter a aliança o PT trabalha agora para ampliar o número de aliados. Quanto a candidatura da vice-governadora ao senado, Joel disse que o PT não abrirá mão dessa decisão e espera ainda indicar novamente o vice do PSB ao governo.  
A aliança PT/PSB contraria diretamente o projeto político do senador José Sarney e de seus aliados políticos. O senador ainda não anunciou se vai disputar a reeleição, entre outros motivos, porque espera contar com o apoio da direção nacional do PT para impedir a candidatura da vice-governadora Dora Nascimento ao senado em 2014.
PMDB e aliados tem pressionado a direção nacional petista para isolar o PSB e, ao mesmo, tempo garantir o apoio da legenda ao senador Sarney.

24 de mar. de 2014

PT do Amapá não faz aliança com Sarney e a vice-governadora Dora Nascimento será candidata ao Senado

tn 311 600 sarney 0202treze PT age para tomar vaga de José Sarney no Senado
O PT nacional finge contrariedade, mas nada faz para impedir o PT-AP de lançar Dora Nascimento contra José Sarney (PMDB) ao Senado, em outubro. Pior: integrando a chapa do atual governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), arqui-inimigo do ex-presidente. A estratégia do PT, definida pelo ex-presidente Lula, é “atropelar” aliados para lhes tomar as vagas, nem que entre eles estejam figuras como José Sarney.
Na última eleição do senador José Sarney ganhou com menos de 2% de diferença uma disputa apertada a com deputada estadual Cristina Almeida (PSB). Agora, o PT acha que pode eleger Dora Nascimento contra Sarney.
Enviado por Eri Santos Castro.
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15 de fev. de 2014

No Amapá, PT terá uma mulher candidata ao Senado a contragosto do PMDB de Sarney

Pra valer: Dora Nascimento ouve apelo da militância e diz que aceita disputar vaga de Senado

E NO MARANHÃO?
A vice-governadora do Amapá, Dora Nascimento (PT), postou na sua página do facebook esta semana que estuda a possibilidade de aceitar o convite feito por aliados e pela militância do PT de se candidatar ao Senado nas eleições de outubro.
O que até agora era apenas um apelo e um desejo da militância do PT e de partidos aliados como o PSB e o PCdoB, que já teriam declarado nos bastidores, possível apoio ao nome da petista pra disputar a vaga de Senado, hoje ocupada por José Sarney (PMDB), nas eleições deste ano, passa a ser uma realidade que pode mudar a conjuntura eleitoral e ameaçar o reinado de mais de duas décadas do peemedebista.
O nome de Dora Nascimento contaria inclusive com o apoio de setores do partido que nas eleições internas do PT em 2013, estiveram contra o grupo que saiu vitorioso do atual presidente estadual Joel Banha. Até mesmo a professora Marcivânia Flexa, ex-deputada federal que disputou a eleição para prefeitura de Santana em 2012 e que hoje é uma das lideranças que se coloca contra aliança com o PSB, disse que se o PT decidir pelo nome de Dora, o seu grupo deverá engrossar o caldeirão de uma possível candidatura. Marcivânia é ligada ao grupo Mensagem ao Partido, do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.
Já a corrente CNB (Construindo um Novo Brasil) da deputada federal Dalva Figueiredo e do ex-prefeito de Santana Antônio Nogueira, ainda não se posicionaram oficialmente sobre a candidatura do PT ao Senado, mas nos bastidores o diálogo entre as tendências é intenso, visando acordos eleitorais pra eleição.
O presidente estadual do PT, deputado Joel Banha, afirma que a reeleição de Dalva Figueiredo será uma das prioridades do partido nas eleições de 2014, bem como a ampliação da bancada federal e estadual, o que pode acomodar as principais lideranças do partido e unificar a legenda.
Outra liderança que já afirmou que defende a candidatura de Dora Nascimento é o presidente do PT de Santana, vereador licenciado e Secretário de Turismo Richard Madureira, da corrente Militância Socialista, nacionalmente dirigida pelo deputado federal Renato Simões (SP), que chegou a declarar publicamente ser contra o apoio do PT a Sarney e comemorou a vitória de setores considerados anti-Sarney com a eleição de Joel Banha no PED 2013.
A corrente Movimento PT da ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário, também já estaria convencida do apoio ao nome de Dora Nascimento. Até o presente momento nenhum grupo tem se colocado contra uma candidatura majoritária do partido na eleição de 2014, o que descarta a possibilidade de qualquer tipo de intervenção do Diretório Nacional ou de apoio a um candidato de outro partido.
Apoio do PSB e do PT nacional
Em recente entrevista à radio Onda Livre de Santana, o senador e presidente estadual do PSB João Capiberibe, declarou publicamente que o partido apoia de forma incondicional o nome da vice-governadora Dora Nascimento, que tem grande simpatia dentro da base do socialista e que deverá ser o nome na dobradinha do projeto de reeleição do governador Camilo Capiberibe.
Já o presidente nacional do PT Rui Falcão teria sinalizado que o partido tem legitimidade de ter uma candidatura ao Senado que possa ampliar a base petista no Congresso num eventual segundo mandato da presidenta Dilma. A hipótese de intervenção do Diretório Nacional do PT no Diretório Estadual do PT do Amapá já foi descartada por diversos dirigentes nacionais da legenda que já disponibilizou até um marqueteiro do Pará pra trabalhar a pré-campanha de Dora Nascimento.
A primeira senadora amapaense
A ideia agora é colocar o pé no acelarador com a realização de encontros e plenárias nos municípios do interior e debates sobre o Amapá e a importância de uma senadora do PT, próxima a presidenta Dilma, realizando uma plataforma eleitoral que leve em consideração problemas históricos do estado no pacto federativo e o destravamento de grandes projetos como o Aeroporto Internacional de Macapá.
A eleição de uma senadora do PT teria mais peso até mesmo que os outros dois senadores do Amapá e que José Sarney (PMDB) que em 20 anos de mandato pouco se dedicou a usar a sua influência e o seu poder em benefício ao povo amapaense, se interessando mais em liberar recurso para o Maranhão, governador por sua filha Roseana Sarney. Dora Nascimento é da direção nacional do PT e sempre tem mantido encontros reservados com Dilma em todos os eventos nacionais do partido.
Já José Sarney amarga uma rejeição histórica que chega a quase 70% dos eleitores do Amapá, segundo divulgou a revista Época em pesquisa encomendada, o que pode ocasionar numa derrota histórica nas urnas em 2014. O PT já entra no jogo político com uma candidatura com o apoio de partidos de esquerda e com um nome de uma mulher que pode ser de fato a primeira senadora eleita que nasceu em terras tucujus.
Saiu no MZPORTAL, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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11 de jan. de 2014

Comitiva de senadores vai realizar visita a Penitenciária de Pedrinhas segunda(13)

Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis. Fonte: G1-MA
Parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Senado programaram para segunda-feira (13) uma “diligência” no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luis, informou a assessoria do órgão.
A comitiva do Senado no Maranhão reunirá pelo menos a presidente da comissão, Ana Rita (PT-ES), o vice, João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), senadores já confirmaram presença.
Às 12h30, o grupo visitará Pedrinhas, centro da crise do sistema prisional do Maranhão. Os senadores também terão encontros com autoridades, entre as quais a governadora Roseana Sarney (PMDB).
Brigas de facções em Pedrinhas provocaram cerca de 60 mortes no presídio no ano passado, algumas por decapitação, situação que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a pedir ao Brasil a apuração das violações de direitos humanos. Levantamento do G1 indicou que uma de cada quatro mortes de presos no Brasil no ano passado ocorreu no Maranhão. Na semana passada, uma onda de ataques foi deflagrada em São Luís após ordens emitidas por chefes de facções presos em Pedrinhas. Ônibus foram incendiados, delegacias foram alvejadas com tiros e uma menina de 6 anos morreu com 95% do corpo queimado.
Além da visita ao presídio, os senadores participarão às 10h de uma reunião na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); às 14h30, terão encontro com membros do Ministério Público do Maranhão; às 16h, com a presidente do Tribunal de Justiça, Cleonice Silva Freire; e, às 17h, audiência com a governadora.
Com Blogue Domingo Costa, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
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29 de jul. de 2013

1 de fev. de 2013

Que Senado nós queremos?, por João Capiberibe

Mais uma nova legislatura no Senado e a perspectiva de continuidade do mais do mesmo. Pelo andar da carruagem, somente com a criação de uma Frente Suprapartidária de senadores que prezam pelos bons costumes republicanos será possível oxigenar o Senado, acabando com a inércia.

O respaldo recebido dos cidadãos nas urnas é a razão maior para a criação desta Frente de senadores.

O Senado não pode continuar sendo alvo de um jogo de cartas marcadas, que nas últimas legislaturas geraram gestões atrasadas, equivocadas e que resultaram no descrédito da sociedade.
Infelizmente, estamos inertes, observando a banda passar sem questioná-la se está afinada com os anseios do povo ou se irá continuar nos levando ao fundo do poço.

Não podemos mais tolerar antigas práticas e desencontros.

Desde a redemocratização, o Executivo transformou o Legislativo em correia de transmissão dos interesses do Palácio do Planalto.

É preciso restabelecer a soberania do Senado e pôr um ponto final na subordinação. É a hora de nos insubordinarmos.

A construção de uma Frente de Senadores Suprapartidários é o embrião para o resgate da dignidade e da independência da Casa.
Afinal, uma nova Mesa Diretora será eleita quando fevereiro chegar e a primeira tarefa da Frente seria o lançamento de uma candidatura única para fazer frente ao candidato que representa a continuidade de práticas retrógradas.

O momento é oportuno. É hora de construir um novo rumo.

O Senado não pode continuar refém de uma minoria que vive de conceder favores à maioria.

João Capiberibe é senador (PSB-AP)

17 de ago. de 2011

Supremo autoriza Capiberibe a tomar posse como senador

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), acolheu ontem recurso movido pelo ex-governador do Amapá João Capiberibe (PSB), que havia sido considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

Com isso, Capiberibe assumirá a vaga hoje ocupada por Gilvam Borges (PMDB).

Em 2010, o ex-governador havia recebido votos suficientes para ocupar uma vaga no Senado, mas teve o registro da candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Capiberibe havia sido cassado em 2004 por suspeita de compra de votos. Por causa disso, segundo a Ficha Limpa, ele não poderia ser eleito. A decisão foi dada antes do pronunciamento do STF, em março, que considerou que a lei só será aplicável a partir de 2012.

Já  vai tarde o Gilvam Borges. Se por falta de adeus, adeus! 

Do blogue da Dilma.
Editado por Eri Santos Castro.
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24 de mar. de 2011

SUJOU

Ficha Limpa só vale a partir de 2012Decisão do Supremo permite que candidatos barrados que tiveram 
votos suficientes para se eleger em 2010 assumam o mandato

O Supremo Tribunal Federal concluiu ontem que a Lei da Ficha Limpa não valeu para as eleições do ano passado. Recém-empossado no tribunal, o ministro Luiz Fux deu o voto decisivo para liberar os candidatos fichas-sujas que disputaram cargos em outubro do ano passado. Pela decisão de ontem, todos os candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa que tiveram votos suficientes para se eleger devem tomar posse nas próximas semanas, entre eles Jader Barbalho (PMDB-PA), João Capiberibe (PSB-AP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Para precisar quantos deputados terão de deixar os mandatos para dar lugar a fichas-sujas, será necessário recalcular a quociente eleitoral. A decisão é uma derrota para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que sempre defendeu a aplicação imediata da lei. O TSE informou ontem que não dispõe da relação de políticos que deverão assumir vagas no Congresso. 


Saiu no Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
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31 de jan. de 2011

João e Janete Capiberibe lutam por seus mandatos e contra o domínio de Sarney em dois estados


joão Capiberibe

Aliado de todos os presidentes do país desde a ditadura militar, José Sarney (PMDB-AP) anunciou na quinta-feira (27) que aceita a indicação dos colegas do partido para a presidência do Senado. Enquanto isto, o ex-governador do Amapá João Capiberibe (PSB-AP) e sua esposa Janete Capiberibe, do mesmo partido, lutam para conseguir assumir os mandatos conquistados no voto, e perdidos no TSE. De 2009 para cá, o TSE foi algoz de duas pedras no sapato de Sarney — uma em cada um dos dois estados em que o ex-presidente exerce influência política.
 
Em 2009, o então governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) foi cassado e o cargo foi ocupado por Roseana Sarney, que fora segunda colocada nas eleições. Lago foi acusado de abuso do poder político na terra conhecida pelo poder político da família Sarney. “Foi um deboche”, diz o jornalista e dirigente do PC do B do Maranhão, Márcio Jerry, sobre a decisão do TSE.
Enviado por Eri Santos Castro.
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26 de jan. de 2011

João Capiberibe: Soberania popular ameaçada

A perseguição sem fim

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) é acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção e evasão fiscal. A Justiça tem indícios de que ele movimentou ilegalmente mais de US$ 400 milhões no exterior. No ano passado, seu nome foi incluído, por solicitação dos EUA, na lista de procurados pela Interpol.

Por João Capiberibe*, na Folha de S.Paulo

Eleito em outubro, Maluf se livrou de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que o Tribunal de Justiça de São Paulo revertera uma condenação anterior por irregularidades na compra de frangos pela Prefeitura de São Paulo no ano de 1996.

Dois ex-governadores do Amapá, Waldez Góes e Pedro Paulo Dias, foram presos e indiciados na Operação Mãos Limpas da Polícia Federal por suspeita de participação numa organização criminosa que desviava recursos da União.

Esses recursos eram repassados à Secretaria de Educação do Amapá, provenientes do Fundeb e do Fundef. Segundo a PF e a Receita Federal, o esquema desviou recursos superiores a R$ 300 milhões.

Góes e Pedro Paulo não conseguiram se eleger ao Senado e ao governo do Estado, respectivamente, mas até agora podem ser considerados políticos de "ficha limpa".

Já eu e a deputada Janete Capiberibe fomos cassados em 2004 sob a acusação de termos comprado dois votos por R$ 26, em duas prestações (!!). Em 2010, nos candidatamos novamente e os registros foram aceitos pelo TRE do Amapá, mas cassados pelo TSE, que nos enquadrou na Lei da Ficha Limpa.

Eleitos -Janete com 28.147 votos, a deputada mais votada do Estado-, fomos impedidos de ser diplomados. O crime de que nos acusam foi uma armação perpetrada pelo PMDB dos senadores Gilvam Borges e José Sarney.

Isso ficou evidenciado pela denúncia de um comparsa de Borges, o cinegrafista Roberval Coimbra Araújo, que depois sofreria tentativa de assassinato. Mesmo que fôssemos culpados (e não o somos), a decisão do TSE nos deixa na insólita situação de pagar duas vezes pelo mesmo crime -o que representa subversão completa dos preceitos do Estado democrático de Direito.

No Brasil, a morosidade da Justiça tem obrigado os legisladores a criar novas leis para garantir um mínimo de transparência nos processos eleitorais. Foi o caso da Lei da Ficha Limpa, que nasceu de um justo clamor popular.

O projeto foi aprovado pelo Legislativo e sancionado pelo presidente da República no ano passado. Mas houve polêmica sobre a aplicabilidade da lei já nas eleições de 2010 e o caso está parado no Supremo Tribunal Federal. Uma vez que houve empate (5 x 5), a questão só será resolvida depois da nomeação de um novo ministro.

Mas seria o caso de perguntar: se políticos acusados de corrupção e de outros crimes já tivessem sido julgados em última instância, haveria necessidade de uma lei como essa? Não seria mais fácil agilizar a Justiça? Em muitas democracias, o descrédito do Executivo e do Legislativo provocou a migração do centro de gravidade do poder para o Judiciário -o que estudiosos denominam "judicialização da política".

Essa concentração de poder nas mãos de magistrados não eleitos ameaça o equilíbrio dos três Poderes e, mais grave ainda, esvazia e neutraliza o princípio da soberania popular, que constitui a pedra de toque de toda democracia.

O fato é que, se não enfrentarmos o desafio da "judicialização da política", corremos o risco de ver a soberania popular desfigurada e sacrificada no altar do formalismo.


* João Capiberibe é senador eleito pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro) no Amapá, estado do qual foi governador de 1995 a 2002.

Enviado por Eri Santos Castro.
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16 de jan. de 2011

Por que?

joão Capiberibe
Nunca antes na história deste país, alguém foi tão duramente castigado, o TSE me condenou a 16 anos de inelegibilidade. Por que?

12 de dez. de 2010

Entrevista com João Capiberibe na Carta Capital

O casal João e Janete Capiberibe foram eleitos senador e deputada federal com votação expressiva, mas não sabem se serão diplomados pela Justiça. Na terça-feira 7, a ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a exclusão dos seus nomes da lista de eleitos no Amapá. Com base na Lei da Ficha Limpa, eles foram considerados inelegíveis, graças a uma condenação em 2002 por suposta compra de votos. O casal não pretende entrar no mérito da sentença de oito anos atrás, mas luta para reverter no Supremo Tribunal Federal a decisão desfavorável que resultou na cassação das candidaturas.

“O período de inelegibilidade previsto na Ficha Limpa é de oito anos. Eu já cumpri esse prazo. Já paguei a minha pena. Justa ou injusta, essa condenação foi cumprida”, afirma Capiberibe, em entrevista a CartaCapital. A situação do casal é sui generis. Caso o cronômetro da nova lei leve em conta a data de registro da candidatura, eles devem perder o mandato (foram condenados em setembro de 2002). Caso a Justiça entenda que, para a aplicação da Ficha Limpa, vale a data da eleição, o prazo de oito anos estaria, como ressalta o ex-governador do Amapá, completamente cumprido. “Esperamos que prevaleça o primeiro entendimento, caso contrário eu seria punido por 10 anos.”

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista:

CartaCapital: O senhor já declarou publicamente que sua cassação é fruto de perseguição política.João Capiberibe: No meu mandato de governador, eu tomei medidas duras contra a corrupção e o tráfico de drogas, que se apoderou da máquina pública. Não era possível lavar tanto dinheiro do tráfico sem o suporte de outras atividades criminosas. E houve uma ocupação enorme do aparelho do Estado por esse pessoal. A corrupção, em geral, acontece nas duas pontas: ou na arrecadação ou na destinação de recursos. Concentrei o foco nessas pontas, combati a corrupção no estado e, como conseqüência, fui alvo de pedidos de impeachment, tive registros de candidaturas cassados. Tudo por causa das posições que tomei.

CC: Então foi uma retaliação dos grupos que deixaram de lucrar com o governo?JC: Outra coisa que despertou muito descontentamento foi o fato de eu expor na internet as contas do estado, de contas bancárias ao detalhamento das despesas. Isso, de certa forma, pressionou todo mundo a fazer o mesmo, inclusive o Legislativo e o Judiciário. Na eleição de 2002, nós concorremos. A Janete [Capiberibe, mulher do ex-governador amapaense] foi a deputada federal mais votada. Eu não fui o mais votado, fiquei em segundo lugar, mas também me elegi para uma cadeira do Senado. É nesse momento que o PMDB entra com um processo de investigação eleitoral baseado em duas acusações. Uma é a de que eu teria desviado 365 milhões de reais ao sair do governo. Além disso, me acusaram de ter comprado os votos de duas mulheres com 26 reais.

CC: Razão pela qual o senhor perdeu o mandato.
JC: O curioso é que essa denúncia não prosperou no Tribunal Regional Eleitoral, que nos declarou inocentes. Mas o PMDB não desistiu e levou a denúncia para Brasília, para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em abril de 2004, os ministros da Corte cassaram nossos registros e, consequentemente, os mandatos. Recorremos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a disputa avançou até dezembro de 2005, quando eu perdi o mandato. E a Janete perdeu um ano do seu mandato em janeiro do ano seguinte. Em 2006, voltei a me candidatar ao governo do estado e perdi. Mas minha mulher foi eleita a deputada mais votada, com 10,25% dos votos. E o governo que assumiu era a quadrilha que eu denunciava. Eles saquearam o estado. A Polícia Federal fez quatro operações no Amapá, a última delas em setembro deste ano. Prendeu o ex-governador, o governador atual, diversos secretários, alguns empresários. Até em função disso, decidi me candidatar novamente. O TSE homologou nossas candidaturas, mas o PMDB e o Ministério Público Eleitoral recorreram ao TSE. E lá tivemos a candidatura cassada.

CC: O senhor fala sobre a atuação do PMDB, mas, há algum tempo, dizia que as denúncias eram obras de José Sarney.JC: Pelas brigas que compramos no estado, imaginávamos ter algum tipo de problema na Justiça local, no TRE. Não foi o que aconteceu. Perdemos no TSE. Não posso dizer que o Sarney teve participação direta, mas os advogados que nos acusaram eram advogados na mesa do Senado, quando o Sarney era presidente da Casa. Há um dedo do Sarney nesse processo. Cassaram o meu mandato em 2002 e, agora, estão me jogando na Lei Ficha Limpa. Recorremos, mas no dia 30 de setembro, dias antes da eleição, cassaram meu registro. Na verdade essa é uma questão política, uma disputa antiga que se transformou numa briga jurídica.

CC: E como ficou a acusação dos 365 milhões de reais supostamente desviados?JC: O Ministério Público Federal mandou a PF verificar a história. Houve uma ampla investigação e eles concluíram que não houve desvio de dinheiro coisa nenhuma. Na disputa pelo orçamento em 2002, a Assembléia Legislativa entrou com ações na Justiça para exigir a liberação de recursos. Se o desembargador dava sentença favorável, o governo era obrigado a depositar o que tinha na sua conta para a Assembléia. Eles usaram essa artimanha duas vezes. Na terceira, o então secretário de Fazenda estava preparado e tirou todo o dinheiro das contas do estado, transformou os recursos em cheques administrativos. Quando o desembargador concedia alguma liminar, não havia dinheiro na conta para efetuar o pagamento imediato, então dava tempo de recorrer da sentença em instâncias superiores. Mas depois os cheques voltavam a ser convertidos em dinheiro nessas contas do governo estadual. Os 365 milhões de reais eram a somatória desses cheques. A polícia verificou todas as operações e contatou que não houve desvio de recurso algum. Eu cheguei a ingressar no Supremo Tribunal Federal contra meus acusadores, por denunciação caluniosa, mas a Corte não me permitiu processá-los criminalmente.

Enviado por Eri Santos Castro.

20 de nov. de 2010

Investigação sobre falso testemunho no caso Capiberibe

 Pouco a pouco comprova-se a farsa da cassação do casal Capiberibe, adversários do senador Sarney, no Amapá. E o caso de Jackson, no Maranhão?

A Procuradoria da República no Amapá abriu procedimento administrativo para apurar suposto crime de falso testemunho, com base no depoimento do cinegrafista Roberval Coimbra Araújo.
Ex-funcionário de uma TV da família do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), ele acusa o político de ter dado dinheiro a três testemunhas no processo por compra de votos, na eleição de 2002, que cassou os mandatos de João e Janete Capiberibe (PSB).
O procedimento administrativo é coordenado pela procuradora-chefe Damaris Rossi Baggio de Alencar, que também responde pelo Ministério Público Eleitoral.
Em dois depoimentos de julho, um registrado em cartório, Araújo contou no MPE ter sido procurado por Gilvam para contratar as testemunhas que depuseram contra o casal Capiberibe.
A Procuradoria agora quer confrontar o depoimento de Araújo com as declarações de duas testemunhas, Maria de Nazaré Oliveira e Rosa Saraiva dos Santos, prestadas ao MPE em 2002.
Na ocasião, de acordo com a assessoria da Procuradoria, elas disseram que João Capiberibe ofereceu R$ 20 mil a cada uma para mudarem o depoimento sobre a compra de votos. A mesma denúncia virou uma ação penal na Justiça Estadual, movida pelo PMDB contra os advogados do ex-senador.
Capiberibe nega a denúncia, e diz que as duas testemunhas tentaram extorqui-lo.
Foi com base no depoimentos de Maria e Rosa que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cassou os mandatos de João e Janete Capiberibe no Senado e na Câmara em 2005 e 2006, respectivamente.

Kátia Brasil, Folha.com
Enviado por Eri Santos Castro.

5 de out. de 2010

Dupla derrota de Sarney no Amapá

O atual governador Pedro Paulo Dias (PP), candidato do senador Sarney (PMDB) a reeleição, amargurou o quarto lugar nas eleições no Amapá, com 44.870 votos. O segundo turno será disputado por Camilo Capiberibe (PSB), que obteve 95.328 votos e Lucas Barreto (PTB), com 96.165 votos.

Para o senado, Papaéeo Paes (PSDB) e Waldez Goés (PDT), aliados do senador Sarney, perderam a eleição. Os eleitos foram Randolfe (PSOL) e João Capiberibe (PSB).

A estratégia do grupo do senador Sarney é apoiar Lucas Barreto. Todo que os Capiberibe querem, pois o senador desfruta de altíssimos índeces de rejeição no Amapá, como no Maranhão e em todo o Brasil.

Enviado por Eri Santos Castro.