Mostrando postagens com marcador Amapá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amapá. Mostrar todas as postagens

24 de jun. de 2014

Babilônia em chamas: E agora José? A festa acabou, o povo sumiu...Depois de Roseana, seu pai anuncia que não será mais candidato


 Sarney não tem a menor chance de se eleger senador nem pelo Amapá e muito menos pelo Maranhão. Por isso, ele anunciou que não será mais candidato. Triste fim de Policarpo Quaresma!

O ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP) não deverá se candidatar à reeleição em outubro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo assessor dele no Amapá e confirmada ao GLOBO pelo presidente do PMDB no estado, o ex-senador Gilvam Borges. Segundo Borges, a primeira pessoa a saber da desistência de Sarney foi a presidente Dilma Rousseff, com quem o ex-presidente viajou de Brasília para Macapá. Em seguida, Sarney teria comunicado aos partidos aliados.

"Houve um comunicado do próprio presidente Sarney hoje aos partidos aliados de que ele declinaria da candidatura ao Senado. Isso é fato. Mas estamos todos sob o impacto dessa decisão. Estamos órfãos. Esperamos que essa decisão não seja irreversível", disse Gilvam, informando que Sarney confirmou sua ida à convenção estadual de sexta-feira.

Com o Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

24 de mar. de 2014

PT do Amapá não faz aliança com Sarney e a vice-governadora Dora Nascimento será candidata ao Senado

tn 311 600 sarney 0202treze PT age para tomar vaga de José Sarney no Senado
O PT nacional finge contrariedade, mas nada faz para impedir o PT-AP de lançar Dora Nascimento contra José Sarney (PMDB) ao Senado, em outubro. Pior: integrando a chapa do atual governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), arqui-inimigo do ex-presidente. A estratégia do PT, definida pelo ex-presidente Lula, é “atropelar” aliados para lhes tomar as vagas, nem que entre eles estejam figuras como José Sarney.
Na última eleição do senador José Sarney ganhou com menos de 2% de diferença uma disputa apertada a com deputada estadual Cristina Almeida (PSB). Agora, o PT acha que pode eleger Dora Nascimento contra Sarney.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

12 de mar. de 2014

Saiu no Estadão: “Não queremos apoiar reeleição de Sarney”, diz presidente do PT-AP

Presidente da sessão, presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP)
O desafio de PT e PMDB para acertarem alianças regionais é muito mais complexo do que parece. As divergências se espalharam por todo o Brasil e afetam diretamente a candidatura de políticos peso pesados. No Amapá, o PT local é contra o apoio à reeleição do senador José Sarney (PMDB-AP) para mais um mandato de oito anos no Senado. O diretório local quer lançar a vice-governadora Dora Nascimento (PT) para a vaga, o que diminuiria significativamente as chances do ex-presidente da República em conseguir um novo mandato.
O tamanho político de Sarney faz com que a questão do Amapá ganhe impacto nacional, afinal ele é um dos principais nomes do PMDB e sempre foi aliado do governo petista. Mas o diretório do PT do Amapá deseja que a parceria chegue ao fim.
Apesar de ser senador pelo Amapá há 24 anos, Sarney é constantemente criticado por ser muito mais ligado ao Maranhão, onde mora, do que ao Estado que lhe dá uma cadeira no Congresso.
“Não é que a gente seja bairrista, mas preferimos muito mais apoiar um candidato que esteja aqui no Amapá”, afirma o deputado estadual Joel Banha (PT-AP), presidente estadual do partido, em entrevista ao blog.
O deputado diz que a relação de Sarney com o PT local está extremamente desgastada e acha que o partido precisa aproveitar a oportunidade para eleger um senador petista nessa vaga. “Hoje, Sarney está tão desgastado no Amapá, que qualquer candidato que se lance contra ele vai derrotá-lo”, aposta. “O PT tem o direito de pleitear essa vaga para o Senado até porque é uma estratégia nacional do partido aumentar nosso número de representantes no Congresso”, acrescenta.
Joel Banha disse que o partido vai aguardar a reunião do diretório nacional, no próximo dia 20, em Brasília, para saber o futuro político do PT no Estado. “Não queremos apoiar a reeleição de Sarney para o Senado”, diz. “Achamos que a vice governadora Dora Nascimento é o melhor nome para vencer essa eleição e defendo que seja a candidata”, conta.
Tanto Banha quanto Dora reconhecesaiu no Estadm a importância do projeto nacional de reeleger a presidente Dilma Rousseff. E a vice governadora diz que está preparada para a situação que o comando nacional do PT decidir. “Sou dirigente do PT nacional e estou preparada para qualquer missão que meu partido desejar”, afirmou em mensagem trocada com esse blog.
Se o PT nacional barrar a proposta de lançamento da candidatura de Dora ao Senado, não vai significar que o diretório do Amapá apoiará sua campanha à reeleição. “Se isso ocorrer, a Dora será candidata à reeleição como vice-governadora na chapa do governador Camilo Capiberibe (PSB). O PT não lançará candidato ao Senado mas também não vai apoiar o nome de Sarney nem fazer campanha por ele”, afirmou.
Saiu no Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

15 de fev. de 2014

No Amapá, PT terá uma mulher candidata ao Senado a contragosto do PMDB de Sarney

Pra valer: Dora Nascimento ouve apelo da militância e diz que aceita disputar vaga de Senado

E NO MARANHÃO?
A vice-governadora do Amapá, Dora Nascimento (PT), postou na sua página do facebook esta semana que estuda a possibilidade de aceitar o convite feito por aliados e pela militância do PT de se candidatar ao Senado nas eleições de outubro.
O que até agora era apenas um apelo e um desejo da militância do PT e de partidos aliados como o PSB e o PCdoB, que já teriam declarado nos bastidores, possível apoio ao nome da petista pra disputar a vaga de Senado, hoje ocupada por José Sarney (PMDB), nas eleições deste ano, passa a ser uma realidade que pode mudar a conjuntura eleitoral e ameaçar o reinado de mais de duas décadas do peemedebista.
O nome de Dora Nascimento contaria inclusive com o apoio de setores do partido que nas eleições internas do PT em 2013, estiveram contra o grupo que saiu vitorioso do atual presidente estadual Joel Banha. Até mesmo a professora Marcivânia Flexa, ex-deputada federal que disputou a eleição para prefeitura de Santana em 2012 e que hoje é uma das lideranças que se coloca contra aliança com o PSB, disse que se o PT decidir pelo nome de Dora, o seu grupo deverá engrossar o caldeirão de uma possível candidatura. Marcivânia é ligada ao grupo Mensagem ao Partido, do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.
Já a corrente CNB (Construindo um Novo Brasil) da deputada federal Dalva Figueiredo e do ex-prefeito de Santana Antônio Nogueira, ainda não se posicionaram oficialmente sobre a candidatura do PT ao Senado, mas nos bastidores o diálogo entre as tendências é intenso, visando acordos eleitorais pra eleição.
O presidente estadual do PT, deputado Joel Banha, afirma que a reeleição de Dalva Figueiredo será uma das prioridades do partido nas eleições de 2014, bem como a ampliação da bancada federal e estadual, o que pode acomodar as principais lideranças do partido e unificar a legenda.
Outra liderança que já afirmou que defende a candidatura de Dora Nascimento é o presidente do PT de Santana, vereador licenciado e Secretário de Turismo Richard Madureira, da corrente Militância Socialista, nacionalmente dirigida pelo deputado federal Renato Simões (SP), que chegou a declarar publicamente ser contra o apoio do PT a Sarney e comemorou a vitória de setores considerados anti-Sarney com a eleição de Joel Banha no PED 2013.
A corrente Movimento PT da ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário, também já estaria convencida do apoio ao nome de Dora Nascimento. Até o presente momento nenhum grupo tem se colocado contra uma candidatura majoritária do partido na eleição de 2014, o que descarta a possibilidade de qualquer tipo de intervenção do Diretório Nacional ou de apoio a um candidato de outro partido.
Apoio do PSB e do PT nacional
Em recente entrevista à radio Onda Livre de Santana, o senador e presidente estadual do PSB João Capiberibe, declarou publicamente que o partido apoia de forma incondicional o nome da vice-governadora Dora Nascimento, que tem grande simpatia dentro da base do socialista e que deverá ser o nome na dobradinha do projeto de reeleição do governador Camilo Capiberibe.
Já o presidente nacional do PT Rui Falcão teria sinalizado que o partido tem legitimidade de ter uma candidatura ao Senado que possa ampliar a base petista no Congresso num eventual segundo mandato da presidenta Dilma. A hipótese de intervenção do Diretório Nacional do PT no Diretório Estadual do PT do Amapá já foi descartada por diversos dirigentes nacionais da legenda que já disponibilizou até um marqueteiro do Pará pra trabalhar a pré-campanha de Dora Nascimento.
A primeira senadora amapaense
A ideia agora é colocar o pé no acelarador com a realização de encontros e plenárias nos municípios do interior e debates sobre o Amapá e a importância de uma senadora do PT, próxima a presidenta Dilma, realizando uma plataforma eleitoral que leve em consideração problemas históricos do estado no pacto federativo e o destravamento de grandes projetos como o Aeroporto Internacional de Macapá.
A eleição de uma senadora do PT teria mais peso até mesmo que os outros dois senadores do Amapá e que José Sarney (PMDB) que em 20 anos de mandato pouco se dedicou a usar a sua influência e o seu poder em benefício ao povo amapaense, se interessando mais em liberar recurso para o Maranhão, governador por sua filha Roseana Sarney. Dora Nascimento é da direção nacional do PT e sempre tem mantido encontros reservados com Dilma em todos os eventos nacionais do partido.
Já José Sarney amarga uma rejeição histórica que chega a quase 70% dos eleitores do Amapá, segundo divulgou a revista Época em pesquisa encomendada, o que pode ocasionar numa derrota histórica nas urnas em 2014. O PT já entra no jogo político com uma candidatura com o apoio de partidos de esquerda e com um nome de uma mulher que pode ser de fato a primeira senadora eleita que nasceu em terras tucujus.
Saiu no MZPORTAL, confira aqui!
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

29 de jul. de 2013

26 de mai. de 2013

Sarney diz que não tem ligação com processo contra blogueira no Amapá, veja email encaminhado pelo assessoria do senador ao Jornal Pessoal-Eri Castro

 Direito de resposta:

Sobre o texto "Blogueira processada por aliados de Sarney é multada" ("Poder", 23/5), esclareço o seguinte:


1) Nada tenho a ver com o assunto. Meu nome tem sido utilizado para obter repercussão;

2) A blogueira Alcinéa Cavalcante Costa não tem conta bloqueada. O que existe é pedido feito pela Fazenda Nacional em razão de dívida de multa aplicada em vários processos pelo TRE do Amapá na eleição de 2006, confirmada pelo TSE. O processo foi de iniciativa da coligação União pelo Amapá, composta por PDT, PMDB, PP, Prona, PSC e PV;

3) A contenda, portanto, é da Fazenda Nacional contra devedora do erário;

4) A Associação dos Magistrados do Amapá emitiu nota a respeito, dizendo que o noticiário divulgado pela blogueira é falso, "certamente para causar impacto na mídia".
 
JOSÉ SARNEY, senador pelo PMDB-AP (Brasília, DF)

16 de mai. de 2013

Sarney manda bloquear conta de blogueira do Amapá; Alcinéa Cavalcante deve pagar valor acima de R$ 2 milhões


Perseguição implacável e abuso de Sarney à jornalista amapaense fere a liberdade de expressão e merece repúdio pela imprensa do Brasil e do exterior. Foto: Reprodução
Perseguição implacável e abuso de Sarney à jornalista amapaense fere a liberdade de expressão e merece repúdio pela imprensa do Brasil e do exterior. Foto: Reprodução
‘Eu, que sempre fui defensor da liberdade de imprensa – no meu governo nunca processei nenhum jornalista –, jamais posso aprovar qualquer retaliação direta ou indireta contra um órgão da mídia nacional’, esbravejou o ex-presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), à revista Veja, um ano após mover mais de cem ações contra jornalistas amapaenses. Nessa quarta-feira (15), uma das ações atingiu em cheio uma das acionadas.
Por decisão do titular do Juizado Especial de Fazenda Pública e da 10ª Zona Eleitoral de Macapá (AP), juiz José Luciano Assis, a Justiça do Amapá determinou o bloqueio das contas bancárias da blogueira Alcinéa Cavalcante.
Apesar da blogueira não possuir tudo isso em conta [única renda vem de uma aposentadoria de professora], o valor do bloqueio deixaria a maioria dos brasileiros com dor de estômago, suor frio e tremedeira: mais de R$ 2 milhões, com juros e multas.


Desenho feito por Ronaldo Rony expressava os sentimentos do cartunista e de boa parte da população amapaense com relação ao ex-Presidente da República, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, o Sarney. Foto: Reprodução
Desenho feito por Ronaldo Rony expressava os sentimentos do cartunista e de boa parte da população amapaense com relação ao ex-Presidente da República, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, o Sarney. Foto: Reprodução

Explica-se: em agosto de 2006, com o título de ‘O adesivo perfeito’, Alcinéa lançou a seguinte proposta: ‘Mande fazer um adesivo com a seguinte frase: ‘O carro que mais combina comigo é o camburão da polícia’. E bote na picape daquele candidato’.
Os leitores da blogueira responderam com os candidatos mais variados. Um deles manifestou-se dizendo que era ‘um adesivo perfeito para o Sarney’. No dia seguinte, o senador entrou com uma ação, pedindo indenização e a retirada do blog do ar. Alcinéa não recuou. Postou no blog a foto de um muro da cidade, onde estava pichado ‘Xô, Sarney!’.
Por conta do movimento, um comentário publicado no post ‘O Adesivo Perfeito’, assinado pelo leitor Paulo Henrique, fazendo alusão a uma piada antiga sobre certa ‘fazenda de burros’ que o senador supostamente possuiria no Amapá, motivou a Justiça Eleitoral a retirar o antigo blog de Alcinéa do ar.
Sarney considerou abusivos posts e comentários de leitores. Num deles, um leitor dizia: ‘Temos de mandar esse xibungo pro Maranhão, somente assim faremos justiça àquela população pilhada há anos por uma família de jagunços que se utilizam dos métodos mais desprezíveis para combater qualquer um que cruze o caminho desses viciados em corrupção’.


Censura ao blog da jornalista Alcinéa Cavalcante faz com que o Brasil passe a se equivaler a países como China e Irã, que também possuem o hábito pouco edificante de censurar blogs por motivos políticos. Foto: Reprodução
Censura ao blog da jornalista Alcinéa Cavalcante faz com que o Brasil passe a se equivaler a países como China e Irã, que também possuem o hábito pouco edificante de censurar blogs por motivos políticos. Foto: Reprodução

Em bem-humorado texto publicado pelo maranhense Jornal Pequeno, o responsável pela coluna ‘Informe JP’ relatou o crescimento do ‘Xô, Sarney’, mas fez um alerta aos amapaenses: ‘Nós, aqui do Maranhão, não aceitamos devoluções (…) Não adianta apelar para o Código do Consumidor: o prazo para devolver a mercadoria já prescreveu’.
Após a eleição do mesmo ano, quando José Sarney se reelegeu senador pelo Amapá com menos folga que nas anteriores, o senador processou a blogueira mais de 20 vezes. No Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, Alcinéa perdeu a maioria delas.
Na época, a blogosfera reagiu ao que considerou ‘censura’ e ‘abuso de poder’ do autor de Marimbondos de Fogo. Mais de 50 mil blogs e sites ‘xozaram’ Sarney no Brasil e fora dele.
A coligação de Sarney acusou a rede de blogueiros de estar ‘organizada em prol de atingir a boa imagem do [então] candidato’.

Fora Roseana Sarney

Embalados pelo ‘Xô, Sarney!’, nas eleição para governador do Estado em 2010, eleitores maranhenses promoveram a hashtag #ForaRoseanaSarney na rede de microblog Twitter, que ganhou força no interior do Estado e incomodou a então candidata.
A filha do ex-presidente do Senado, seguindo o exemplo do pai, também por meio da Justiça Eleitoral, censurou blogs e mandou que vídeos foram retirados do ar, sob pena de elevadas multas diárias.
Roseana Sarney chegou ainda a utilizar o espaço de seu programa eleitoral para forjar ataques e desqualificações aos maranhenses, sendo desmentida e ridicularizada por grande parte da imprensa nacional.

Do Atual7, confirme aqui!
Pauta: Yuri Almeida.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe. 

17 de ago. de 2011

Supremo autoriza Capiberibe a tomar posse como senador

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), acolheu ontem recurso movido pelo ex-governador do Amapá João Capiberibe (PSB), que havia sido considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

Com isso, Capiberibe assumirá a vaga hoje ocupada por Gilvam Borges (PMDB).

Em 2010, o ex-governador havia recebido votos suficientes para ocupar uma vaga no Senado, mas teve o registro da candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Capiberibe havia sido cassado em 2004 por suspeita de compra de votos. Por causa disso, segundo a Ficha Limpa, ele não poderia ser eleito. A decisão foi dada antes do pronunciamento do STF, em março, que considerou que a lei só será aplicável a partir de 2012.

Já  vai tarde o Gilvam Borges. Se por falta de adeus, adeus! 

Do blogue da Dilma.
Editado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

12 de ago. de 2011

Sarney nega ligação com esquema de corrupção no Ministério do Turismo

Presidente do Senado disse que única 

emenda de seu interesse não foi efetivada


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), negou nesta sexta-feira, 12, por intermédio de sua assessoria, envolvimento no esquema de desvio de verbas do Ministério do Turismo, repassadas para o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), ONG de fachada que funcionava no Amapá. Sarney disse que a única emenda de seu interesse no Estado, que destinava R$ 975 mil para o museu do Parque Nacional do Tumucumaque, não foi efetivada, "virou pó", segundo o assessor.

Rosa Costa, de O Estado de S.Paulo.
Enviado por Eri Santos Castro.
Compartilhe.

12 de dez. de 2010

Entrevista com João Capiberibe na Carta Capital

O casal João e Janete Capiberibe foram eleitos senador e deputada federal com votação expressiva, mas não sabem se serão diplomados pela Justiça. Na terça-feira 7, a ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a exclusão dos seus nomes da lista de eleitos no Amapá. Com base na Lei da Ficha Limpa, eles foram considerados inelegíveis, graças a uma condenação em 2002 por suposta compra de votos. O casal não pretende entrar no mérito da sentença de oito anos atrás, mas luta para reverter no Supremo Tribunal Federal a decisão desfavorável que resultou na cassação das candidaturas.

“O período de inelegibilidade previsto na Ficha Limpa é de oito anos. Eu já cumpri esse prazo. Já paguei a minha pena. Justa ou injusta, essa condenação foi cumprida”, afirma Capiberibe, em entrevista a CartaCapital. A situação do casal é sui generis. Caso o cronômetro da nova lei leve em conta a data de registro da candidatura, eles devem perder o mandato (foram condenados em setembro de 2002). Caso a Justiça entenda que, para a aplicação da Ficha Limpa, vale a data da eleição, o prazo de oito anos estaria, como ressalta o ex-governador do Amapá, completamente cumprido. “Esperamos que prevaleça o primeiro entendimento, caso contrário eu seria punido por 10 anos.”

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista:

CartaCapital: O senhor já declarou publicamente que sua cassação é fruto de perseguição política.João Capiberibe: No meu mandato de governador, eu tomei medidas duras contra a corrupção e o tráfico de drogas, que se apoderou da máquina pública. Não era possível lavar tanto dinheiro do tráfico sem o suporte de outras atividades criminosas. E houve uma ocupação enorme do aparelho do Estado por esse pessoal. A corrupção, em geral, acontece nas duas pontas: ou na arrecadação ou na destinação de recursos. Concentrei o foco nessas pontas, combati a corrupção no estado e, como conseqüência, fui alvo de pedidos de impeachment, tive registros de candidaturas cassados. Tudo por causa das posições que tomei.

CC: Então foi uma retaliação dos grupos que deixaram de lucrar com o governo?JC: Outra coisa que despertou muito descontentamento foi o fato de eu expor na internet as contas do estado, de contas bancárias ao detalhamento das despesas. Isso, de certa forma, pressionou todo mundo a fazer o mesmo, inclusive o Legislativo e o Judiciário. Na eleição de 2002, nós concorremos. A Janete [Capiberibe, mulher do ex-governador amapaense] foi a deputada federal mais votada. Eu não fui o mais votado, fiquei em segundo lugar, mas também me elegi para uma cadeira do Senado. É nesse momento que o PMDB entra com um processo de investigação eleitoral baseado em duas acusações. Uma é a de que eu teria desviado 365 milhões de reais ao sair do governo. Além disso, me acusaram de ter comprado os votos de duas mulheres com 26 reais.

CC: Razão pela qual o senhor perdeu o mandato.
JC: O curioso é que essa denúncia não prosperou no Tribunal Regional Eleitoral, que nos declarou inocentes. Mas o PMDB não desistiu e levou a denúncia para Brasília, para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em abril de 2004, os ministros da Corte cassaram nossos registros e, consequentemente, os mandatos. Recorremos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a disputa avançou até dezembro de 2005, quando eu perdi o mandato. E a Janete perdeu um ano do seu mandato em janeiro do ano seguinte. Em 2006, voltei a me candidatar ao governo do estado e perdi. Mas minha mulher foi eleita a deputada mais votada, com 10,25% dos votos. E o governo que assumiu era a quadrilha que eu denunciava. Eles saquearam o estado. A Polícia Federal fez quatro operações no Amapá, a última delas em setembro deste ano. Prendeu o ex-governador, o governador atual, diversos secretários, alguns empresários. Até em função disso, decidi me candidatar novamente. O TSE homologou nossas candidaturas, mas o PMDB e o Ministério Público Eleitoral recorreram ao TSE. E lá tivemos a candidatura cassada.

CC: O senhor fala sobre a atuação do PMDB, mas, há algum tempo, dizia que as denúncias eram obras de José Sarney.JC: Pelas brigas que compramos no estado, imaginávamos ter algum tipo de problema na Justiça local, no TRE. Não foi o que aconteceu. Perdemos no TSE. Não posso dizer que o Sarney teve participação direta, mas os advogados que nos acusaram eram advogados na mesa do Senado, quando o Sarney era presidente da Casa. Há um dedo do Sarney nesse processo. Cassaram o meu mandato em 2002 e, agora, estão me jogando na Lei Ficha Limpa. Recorremos, mas no dia 30 de setembro, dias antes da eleição, cassaram meu registro. Na verdade essa é uma questão política, uma disputa antiga que se transformou numa briga jurídica.

CC: E como ficou a acusação dos 365 milhões de reais supostamente desviados?JC: O Ministério Público Federal mandou a PF verificar a história. Houve uma ampla investigação e eles concluíram que não houve desvio de dinheiro coisa nenhuma. Na disputa pelo orçamento em 2002, a Assembléia Legislativa entrou com ações na Justiça para exigir a liberação de recursos. Se o desembargador dava sentença favorável, o governo era obrigado a depositar o que tinha na sua conta para a Assembléia. Eles usaram essa artimanha duas vezes. Na terceira, o então secretário de Fazenda estava preparado e tirou todo o dinheiro das contas do estado, transformou os recursos em cheques administrativos. Quando o desembargador concedia alguma liminar, não havia dinheiro na conta para efetuar o pagamento imediato, então dava tempo de recorrer da sentença em instâncias superiores. Mas depois os cheques voltavam a ser convertidos em dinheiro nessas contas do governo estadual. Os 365 milhões de reais eram a somatória desses cheques. A polícia verificou todas as operações e contatou que não houve desvio de recurso algum. Eu cheguei a ingressar no Supremo Tribunal Federal contra meus acusadores, por denunciação caluniosa, mas a Corte não me permitiu processá-los criminalmente.

Enviado por Eri Santos Castro.

2 de nov. de 2010

Amapá - Capiberibe debocha da liderança de Sarney


O governador eleito do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), disse que seu grande desafio no governo é saldar as dívidas que o Estado tem com fornecedores, prestadores de serviço e instituições que fizeram empréstimos consignados ao servidores.
De acordo com ele, também será prioridade abastecer de medicamentos a rede pública de saúde, regionalizar a merenda escolar ainda no primeiro semestre, dar um notebook para cada professor no primeiro ano de seu governo e fazer concursos públicos.
Capiberibe afirmou ter urgência em começar o processo de transição porque a situação do Estado "é uma incógnita". A expectativa é que até quarta-feira ele seja recebido pelo governador Pedro Paulo Dias (PP) e, juntos, possam delinear a transição.
Capiberibe disse que a Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em setembro e que prendeu governador, ex-governador, secretários de Estado e presidente do Tribunal de Contas (TCE), foi fundamental para sua eleição, pois permitiu ao povo que soubesse a causa do "estado caótico" em que se encontra o Amapá.
Apoiado por onze partidos no segundo turno - no primeiro ele só tinha a sua legenda e o PT -, Capiberibe disse que vai governar com os aliados. "A tarefa de mudar o Amapá não é só minha, mas de todos os aliados e eles vão governar junto comigo."
O governador eleito disse que vai buscar o apoio da bancada federal, inclusive do senador José Sarney (PMDB) - de quem os Capiberibe são adversários -, para resolver os problemas do Amapá. "Vamos buscar a força política do senador Sarney", afirmou.
Além disso, por seu partido fazer parte da base da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), Capiberibe acredita que terá um bom relacionamento com o governo federal e diz que o PT sempre foi bom com o Amapá.

Alcinéia Cavalcante, Estadão.com
Enviado por Eri Santos Castro.

11 de set. de 2010

Amapá, um estado na cadeia

 Políticos aliados de Sarney são presos no Amapá

De uma só vez, a PF prendeu o governador, o ex, o secretário de Segurança e o presidente do Tribunal de Contas do Amapá. E levou à delegacia o presidente da Assembleia e o prefeito de Macapá. Todos acusados de desvio de verba. Lula tinha gravado mensagem de apoio ao ex-governador. Foram apreendidos R$ 1 milhão em espécie e carros de luxo. 

Do Globo.
Enviado por Eri Santos Castro.