Ontem, quando a cotação bateu em R$ 2,42, os juros dos títulos públicos dispararam. O BC e o Tesouro Nacional entraram em ação: mas, mesmo com a venda de US$ 4 bilhões, a divisa dos EUA fechou a R$ 2,416 — acima da barreira psicológica dos R$ 2,40. Analistas preveem que o impacto da alta do dólar na inflação levará a um aumento maior da taxa básica de juros, semana que vem.
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20 de ago. de 2013
PERIGO: Dólar atropela Tesouro, BC e eleva preço de voos
Ontem, quando a cotação bateu em R$ 2,42, os juros dos títulos públicos dispararam. O BC e o Tesouro Nacional entraram em ação: mas, mesmo com a venda de US$ 4 bilhões, a divisa dos EUA fechou a R$ 2,416 — acima da barreira psicológica dos R$ 2,40. Analistas preveem que o impacto da alta do dólar na inflação levará a um aumento maior da taxa básica de juros, semana que vem.
31 de jul. de 2011
A MATEMÁTICA QUE ENCORAJA E AO MESMO TEMPO APAVORA.
Os democratas de Obama tem 53 cadeiras no Senado norte-americano composto de 100 representantes do povo. Portanto, tem maioria: 50 votos mais 3 .Pela Constituição, trata-se de uma maioria insuficiente para aprovar projetos de envergadura, como a elevação do endividamento fiscal que magnetiza as atenções do mundo e requer o apoio de 60 senadores para ser implementada. Obama precisa atrair mais sete votos republicanos para fechar a conta. O número, modesto, ao mesmo tempo em que encoraja a aposta num desfecho bem sucedido, desconcerta pela fragilidade que escancara. O Presidente da maior potencia capitalista da terra se arrasta de concessão em concessão rumo à autodissolução ideológica para atrair o irrisório apoio de sete republicanos. Pior ainda, enfrenta dificuldades nas derradeiras horas que lhe restam no calendário: 43 dos 47 congressistas republicanos afirmaram em carta aberta, neste sábado, que não apoiarão o pleito de Obama. É assustador.
(Carta Maior; Domingo, 31/07/ 2011) http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm
Enviado por Eri Santos Castro.
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28 de jul. de 2011
Entenda como ocorre a especulação cambial
O QUE AINDA FALTA PARA CONTER A ESPECULAÇÃO CAMBIAL?
A decisão mais contundente do pacote cambial anunciado 4º feira pelo governo ficou um tanto escondida por configurar, ainda, apenas uma possibilidade. A Medida Provisória 539 dá ao Conselho Monetário Nacional a prerrogativa de, a qualquer momento, exigir que os especuladores do mercado futuro de dólar elevem a margem relativa ao valor das apostas. Ou seja, façam depósitos em dinheiro vivo proporcionalmente maiores que os percentuais vigentes. A roleta do mercado futuro de câmbio gira diariamente mais de US$ 15 bilhões, cerca de dez vezes o volume físico de dólar negociado no país. Exerce assim um poder desproporcional sobre as cotações pelas facilidades intrínsecas à operação. O especulador só precisa depositar 8% do valor da aposta, o que lhe dá enorme poder de 'alavancagem': com menos de US$ 1 milhão, pode reunir contratos de US$ 10 milhões --multiplicando por 10 os ganhos com eventual queda do dólar. Esse cassino atrai capitais especulativos que ganham ainda a diferença de juros, o 'carry trade' que consiste em tomar empréstimo a juro zero lá fora e aplicar aqui a uma taxa real de 6,8%, a maior do planeta. Esse, na verdade, é o grande vilão da taxa de câmbio, que transforma a economia nma esponja, com dólares que enram por todos os poros em busca de rentabilidade sem igual num mudo mergulhado em recessão e inundado de liquidez.O pacote cambial ergue a comporta do dique e dá ao governo, ao Conselho Monetário, o poder de manejar para cima o mecanismo quando for o caso.Mas não ataca o vertedouri inclinado cos juros que desloca massas descomunais de dinheiro especulativo para a economia. É difícil separar o joio do trigo nesse aluvião em que especuladores e tesourarias de bancos e empresas --inclusive nacionais-- muitas vezes se confundem. O conjunto forma uma avalanche que barateia o dólar e impulsiona as importações com dois efeitos contraditórios: arrefece a inflação com o ingresso de mercadoria barata, mas transfere emprego e produção para o exterior.É um corner estratégico para o qual não existe resposta estritamente técnica. No fundo trata-se de escolher a sociedade que se quer construir no Brasil. A desordem cambial reflete um desarranjo mais amplo nos preços básicos da economia --entre os quais a taxa de juros se sobressai como um aspirador que suga recursos ao rentismo, em detrimento de outras prioridades. Reordenar essa equação requer uma negociação política mais ampla. O governo teme que uma redução abrupta do fluxo de dólares, decorrente de um efetivo controle cambial, por exemplo, encareça subitamente as importações, prejudicando o controle da inflação. O risco existe. Mas existe também alternativa: uma repactuação política das bases do crescimento, coisa complexa, mas talvez menos cabuloso do que controlar caso a caso a esponja da especulaçã cambial. Mantida a equação ortodoxa continua o jogo de gato e rato entre o governo e a esperteza dos especuladores. Com a palavra, sindicatos, partidos e movimentos sociais.
Da Carta Maior.
Enviado por Eri Santos Castro.
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Governo faz sua maior intervenção no câmbio e ameaça ir mais longe
Pacote para o mercado futuro vai taxar e controlar apostas na valorização do real
Em sua mais agressiva ação contra a alta do real, o governo decidiu controlar as apostas na queda do dólar no mercado futuro - que ontem atingiram US$ 22,8 bilhões, quase todas feitas por estrangeiros - e acenou com novas medidas. Haverá cobrança de 1% de IOF para quem apostar mais de US$ 10 milhões no real, e operações com derivativos fora da bolsa terão de ser registradas. O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola aponta "desespero". "Isso tende a reduzir a liquidez aqui e aumentar no exterior.” Já para Alexandre Tombini (BC), "a economia sai mais forte". O dólar subiu 1,5% e fechou a R$ 1,559, após cinco dias de queda.
Com o Estadão.
Enviado por Eri Santos Castro.
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