4 de set de 2016

Temer não é presidente do Brasil nem aqui e nem na China


Temer minimiza e ameaça manifestantes porque é a arma de governantes covardes e inseguros. Kiko Nogueira

Todo grande covarde é violento. Michel Temer, o sujeito que fugiu das vaias na Olimpíada, é o mesmo que vem subindo o tom em relação aos protestos.
“Depredação é delito, não é manifestação”, disse ele na China. Os atos dos últimos cinco dias não foram “democráticos”. Antes disso, ele já os havia minimizado. “São mais do que naturais em face do instante politicamente mais complicado que foi a decretação do impedimento”, falou.
“É natural que alguns grupos se reúnam para protestar. Agora, foram grupos pequenos e depredadores”.
Sua missão é “pacificar a nação”. Referiu-se aos manifestantes como “as 40 pessoas que estão quebrando carro”. Elas estão contra “os 204 milhões de brasileiros e para os membros do Congresso Nacional que resolveram decretar o impeachment”.
Além da preocupação evidente que se revela com essa tentativa de desdenhar as vozes contrárias, fica claro que o governo tem uma atitude menos “republicana” com eles do que Dilma — na verdade, autoritária.
Na Itália dos anos 20 e na Alemanha dos anos 30, os fascistas foram a solução para restaurar o regime de “lei e ordem”. Temer também se vende como o produto milagroso para consertar tudo o que está de errado, a começar pelo problema dos arruaceiros.
Ele é a figura paterna, professor, padre, avô, tiozão e sargento amigo. Ele vai proteger o brasileiro. Michel Temer e as polícias dos governadores aliados, como Alckmin, levarão você em casa sem passar pelos vândalos, que terão o destino que merecem.
Nós precisamos de mais lei e ordem e, para isso, será necessário descer o porrete. A multidão nas ruas, no entanto, não vai desistir por causa disso. Ele continuará clandestino, saltando do carro para o lar, do avião para o palácio, dali para os gabinetes onde faz a sujeira que lhe garantiu o lugar que ocupa hoje.
A única maneira de atingir a “pacificação” possível de que ele tanto fala é Temer voltar para o buraco de onde veio. Enquanto estiver no poder, não haverá arrego. Ele sabe disso. Sua arma será a desqualificação e a repressão.
Nem Santa Teresa de Calcutá vai salva-lo de sua própria iniquidade.
Com DCM.
Enviado por Eri Santos Castro.
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