1 de jan de 2016

Dilma sanciona lei que inclui Brizola no livro de Heróis da Pátria

Justíssima homenagem! Tive o privilégio de conhecer Brizola ainda no exílio no Uruguai, assim como a dona Neusa e reencontrá-lo no México, e mais tarde colaborar com ele no Brasil. Um líder carismático, destemido, apaixonado pelo Brasil e pelo povo brasileiro!
Hoje a sua lucidez e o seu profundo conhecimento da política brasileira fariam muita falta!

Mais do que merecida a homenagem ao Brizola - grande brasileiro com quem tive a honra de trabalhar.
A presidenta Dilma Rousseff sancionou lei aprovada pelo Senado que inclui o fundador do PDT Leonel Brizola no Livro dos Heróis da Pátria, que homenageia brasileiros que se destacaram na defesa e construção da história nacional. A lei foi publicada hoje (29) no Diário Oficial. O livro, com páginas de aço, fica exposto no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
A homenagem foi proposta pelo então deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), atual Secretário de Educação do Rio Grande do Sul.
Fundador do PDT, Leonel de Moura Brizola nasceu em 1922, em Carazinho, no Rio Grande do Sul, e morreu no Rio de Janeiro, em 2004. Foi o único político brasileiro a governar dois estados diferentes: o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro. Também foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual e deputado federal.
Em 1961, governador no Rio Grande do Sul, Brizola não aceitou a tentativa de golpe militar para impedir a posse do vice-presidente constitucional, João Goulart, levantando o Rio Grande do Sul em armas e, como líder do Movimento da Legalidade, posteriormente, todo o Brasil.
Brizola, através das ondas de rádio da Cadeia da Legalidade que reuniu espontaneamente mais de 100 emissoras de rádio por todo o Brasil, venceu os golpistas na batalha da opinião pública - antes de vencê-los militarmente, quando os militares do III Exército, na época o mais poderoso do país, aderiram à Legalidade.
Brizola, teve participação expressiva também na luta contra a ditadura militar e, após o golpe de 1964 e por conta disto foi obrigado a passar 15 anos no exílio no Uruguai, nos Estados Unidos e na Europa, até voltar ao Brasil com a Anistia, quando fundou o PDT.
Antes, por intervenção do general Golbery do Couto e Silva com a ajuda do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), perdeu a silga do PTB para Yvete Vargas, sendo obrigado a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT) que reuniu na época os verdadeiros herdeiros do Trabalhismo de Getúlio Vargas.
Brizola foi candidato à Presidência da República por duas vezes e candidato à vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 1998, quando perderam para Fernando Henrique Cardoso - que se reelegeu presidente após comprar votos de deputados federais para a aprovação da emenda da reeleição - em escândalo jamais investigado ou apurado.
O nome de Brizola vai aparecer no livro ao lado de nomes como Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Dom Pedro I, Duque de Caxias, Alberto Santos Dumont, Chico Mendes, Getúlio Vargas, Heitor Villa Lobos e Anita Garibaldi, entre outros.

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