17 de ago de 2015

“Dama Vermelha”: a história da mulher que enfrentou o ódio na Paulista

"Putinha do Lula, putinha do Lula". Mais respeito, minha
filha, mais respeito. "Vagabunda, vagabunda!!!" Não
minha filha, você não me conhece... "Velha doida, velha
doida!". Não, vocês são irracionais, precisam conhecer
nossa história. "Deve ser filha de ladrão!!" Não, rapaz, vivi
a época da ditadura, vou morrer lutando contra ela. Você
não sabe o que está dizendo... vocês são formados pela televisão. Sem encostar, não tenho medo de nada, já
enfrentei coisa pior, você não sabe de nada, é preguiçoso!!

Encosta que eu devolvo!!! "Filha da puta!!" Me respeite, eu
vivi a história, você é um desinformado. 

E foi assim que conheci uma heroína a ponto de entender com quantos filamentos se faz a fibra de uma grande mulher. Por falta de melhor nome, anotei na caderneta de fotos: agosto de 2015, Avenida Paulista, A GRANDE DAMA VERMELHA, a quem devo uma lição de extrema coragem, paciência e lucidez.

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