1 de abr de 2015

Governo do Maranhão muda nomes de escolas identificados com ditadura

São Paulo – Em lembrança pelos 51 anos do golpe que derrubou o presidente João Goulart, o governo do Maranhão mudará amanhã (1º) o nome de dez escolas públicas em nove cidades com nomes de militares identificados com a ditadura. São três ex-presidentes: seis levam o nome de Castello Branco, dois de Emílio Garrastazu Médici e outros dois, de Costa e Silva. A alteração remete ao Decreto 30.618, de 2 de janeiro, assinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) logo depois de sua posse. Segundo o chefe do Executivo maranhense, a escolha foi feita pelas próprias comunidades escolares.
O decreto do início de mandato veda atribuir nome de pessoa viva a bem público, de qualquer natureza, pertencente ou sob gestão do estado. Parágrafo único estabelece que esse veto se estende a pessoas, mesmo mortas, que tenham constado do relatório final da Comissão Nacional da Verdade "como responsáveis por crimes cometidos durante a ditadura". "O relatório aponta graves infrações aos direitos humanos cometidos durante esse período e nomeia os responsáveis por esses crimes. O estado do Maranhão não mais homenageará os responsáveis por crimes contra a humanidade”, diz Flávio Dino.
Duas das dez escolas, nos municípios de Loreto e Timbiras, receberão o nome do educador Paulo Freire. Uma unidade de ensino em Timbiras passará a ser chamar Vinícius de Moraes, em homenagem ao poeta, diplomata e compositor. Na capital, São Luís, a escola recebe a denominação de Jackson Lago, ex-governador, morto em 2011. Em Gonçalves Dias (cidade cujo nome homenageia o poeta autor da Canção do Exílio), a escola local, construída um ano depois do golpe, em 1965, muda de Castello Branco para Sulamita Lúcio do Nascimento, pioneira da educação do município.
Do Brasil Atual.
Enviado por Eri Santos Castro.
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